O Curso Estado é mesmo surpreendente. Pensei que, durante as últimas semanas, estaríamos tão envolvidos com a produção do caderno que mal teríamos cabeça para aulas e palestras. Curiosamente, justo na penúltima semana, tivemos uma conversa que, para mim, foi uma das cinco melhores de nossa jornada: “Jornalismo, ética e qualidade”, com Carlos Alberto Di Franco.
Dentre os vários pontos destacados durante a explanação, o que mais me chamou a atenção foi o decálogo da qualidade proposto pelo jornalista. Além de falar sobre as principais armadilhas no caminho da qualidade, Di Franco elencou o que não pode faltar num bom profissional – que, consequentemente, fará um bom jornal.
São lições simples, porém valiosas. Detalhes que deixamos escapar na correria do dia a dia da redação e que, às vezes, nos impossibilita de crescer no mercado. Anotei e recorrerei à listinha sempre que achar que há algo de errado com meu trabalho. Espero que seja útil para vocês também!
1 – Humildade, coragem, prudência – “Características fundamentais em qualquer jornalista.”
2 – A revolução nos conteúdos – “É preciso ter coragem e a rebeldia de repensar o jornal TODOS OS DIAS!”
3 – O diálogo com o leitor real – “O jornalista deve escrever para o LEITOR, não para os colegas jornalistas ou especialistas no assunto de que vai tratar.”
4 – Investir na leveza formal – “Show, don’t tell. Sempre que puder (e for pertinente!), é importante recorrer aos recursos gráficos.”
5 – Revalorizar a reportagem – “O bom repórter é a ponte entre a vida e o leitor. Chega de ficar só na redação. Jornalismo se faz na rua.”
6 – Privilegiar a informação local – “Jornal para todos = jornal para ninguém.”
7 – A hora da ética – “É preciso aumentar urgentemente a temperatura ética das redações.”
8 – Investir na formação permanente – “Conhecimentos de Língua Portuguesa, Filosofia, História e Ética são essenciais. Este conjunto é o cardápio fundamental para todo jornalista.”
9 – Independência: chave da qualidade – “Compromisso com a verdade. E nada mais!”
10 – Imaginação do poder
Gabriela Forlin, de 23 anos, é formada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali)
Dia desses, lendo o post do Davi, lembrei-me de quanto tempo já passei pesquisando bolsas de estudos no exterior. Durante a graduação, tive a oportunidade de estudar um ano de Jornalismo em Sevilha, na Espanha, e essa experiência aumentou ainda mais minha vontade de correr para fora do País logo após o término do curso. Infelizmente, no ano em que tentei, o Master que eu mais queria havia cortado as bolsas para non-EU students.
Acabei mudando para São Paulo e não tentei mais, no entanto, minha lista de sites visitados segue intacta. Há opções nas melhores universidades da Europa e dos Estados Unidos, todas com foco em Jornalismo e nos seus mais diferentes segmentos. Para vocês, que também têm vontade de estudar fora, mas não têm condições financeiras de bancar a especialização, segue um apanhado bacana de programas de pós-graduação. Bom proveito e boa sorte!
Erasmus Mundus Master’s: Journalism, Media & Globalisation
Bolsa de até € 48 mil e quatro linhas de pesquisa: Media and Politics, Business & Finance Journalism, Journalism and Media Across Cultures e War and Conflict.
Comunicación Corporativa, Publicitaria y Política
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Máster en Dirección de Comunicación Corporativa
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Máster en Realización y Diseño de Programas y Formatos en Televisión
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Máster Oficial en Gestión de Empresas de Comunicación
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Máster em Periodismo Agencia EFE
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Gabriela Forlin, de 23 anos, é formada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali)
Meu post de hoje é jogo rápido, quero apenas indicar alguns filmes muito bacanas que todo jornalista deveria assistir. Alguns são verdadeiras aulas de técnicas de entrevista, outros são obrigatórios simplesmente pelo marco que foram na história do cinema brasileiro. Sei que muita gente não curte documentários, acha monótono e coisa e tal, mas, sei também que essas pessoas não gostam justamente porque nunca assistiram a um que preste (ou a algum com formato diferente do off/depoimento/off/depoimento/ off/ZzZzZzzzzzz…)
Sendo assim, segue uma listinha com filmes imperdíveis. A alguns deles assisti pela primeira vez no curso de documentário que faço aos sábados (não, eu não tenho vida social). Espero que gostem!
Night Mail (1936) – um filme de John Grierson (a.k.a. O CARA) que narra o funcionamento dos correios na Inglaterra. O documentário tem 25 minutos e mostra todo o caminho que uma carta percorre, desde a postagem até a entrega.
33 (2001) – Kiko Goifman utiliza a linguagem noir para mostrar sua busca pela mãe biológica. O nome do filme se refere a três fatos relativos a esta procura: Kiko decidiu encontrar a mãe aos 33 anos de idade, sua mãe adotiva nasceu em 1933 e a busca durou exatos 33 dias.
À Margem da Imagem (2002) – Este documentário tem duas versões; optem pela curta, de 15 minutos (a longa é bacana, mas um pouco maçante para quem não está acostumado a assistir a filmes do gênero). Só digo uma coisa sobre o filme: Evaldo Mocarzel conseguiu um dos finais mais incríveis do cinema brasileiro.
Santiago (2007) – João Moreira Salles esmiúça em frente as câmeras a vida do homem que foi mordomo de sua família por décadas a fio. O documentário é um recorte de uma obra inacabada e uma verdadeira aula de cinema. Obra-prima.
Oma (2011) – Um curta de Michael Wahrmann (que resume a história em “Ela fala alemão, eu falo espanhol. Ela não escuta, eu não entendo.”). Melhor exemplo ever de “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”.
Abaixo, um filme genial sobre as prostitutas idosas da Praça da Luz. Watch and learn:
Gabriela Forlin, de 23 anos, é formada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali)
Foto: Paulo Liebert/AE
Ontem tivemos um bate-papo com um dos maiores ícones do rádio e do telejornalismo brasileiro: Boris Casoy – que atualmente é âncora do Jornal da Noite, na Bandeirantes. Mais do que uma conversa, para mim os comentários de Casoy incitaram várias reflexões sobre o fazer jornalístico, o futuro da profissão e o ensino nas universidades. Não pretendo discorrer longamente sobre cada tópico que me chamou a atenção. Contudo, acho importante citá-los para que vocês, leitores do Em Foca, também reflitam e discutam a atual situação do Jornalismo no País. Vamos lá?
1 – Casoy comentou que, para ser jornalista, “é preciso batalhar e ter cara-de- pau”
Concordo 100% e confesso que me irrito com quem reclama que o mercado “é difícil”. Se você espera o emprego cair do céu, realmente é. Mas, se você corre atrás de vagas e contatos; manda, pelo menos, uns cinco currículos por dia; sugere pautas em veículos que gosta para tentar um frila; ou mesmo expande os horizontes e aceita trabalhos em editorias que não são as suas favoritas, o mercado não é TÃO ruim assim. Estou errada?
2 – Para ele, “o mundo da tecnologia é muito rápido, mas o que importa mesmo é o conteúdo”
Será? Bem, eu queria MUITO que fosse. Mas, a cada vez que assisto à TV aberta, tenho a péssima sensação de que o conteúdo importa cada vez menos. Basta ver o exemplo de algumas emissoras, que tem a tecnologia digital-super-hiper-mega-blaster-full- HD, mas que exibem os piores conteúdos já vistos em rede nacional – e, pior, tem uma audiência considerável. Será mesmo que a mídia nos oferece o que queremos ver? Ou somos obrigados a consumir porque não há outra opção? O conteúdo ainda é a principal preocupação dos meios de comunicação?
3 – Casoy comentou que “a passagem pelo impresso proporciona força, disciplina e uma bagagem incrível”, deixando os jornalistas muito mais preparados para outros veículos
Confesso que fiquei feliz ao ouvir esse comentário, pois sempre senti certa rejeição das pessoas quando dizia que tinha preferência por trabalhar em jornal. Sabe aquela cara de “alou, a internet taí, o jornal vai morrer e o que dá dinheiro é TV!”? Então… Costumo me justificar dizendo que não conheço nenhum jornalista de TV que se destacou no impresso, mas que posso citar inúmeros exemplos de repórteres de jornal que hoje são excelências do telejornalismo. Pois é, o comentário dele foi um incentivo a continuar querendo trabalhar com o querido papel. Resta saber até quando…
4 (e último) – Ainda sobre o tema jornal impresso, Casoy citou a deficiência das universidades em realizar atividades práticas: “Os alunos se gabam por fechar um jornal em um mês, é absurdo. Falta a prática diária…”
Vocês também sentiram falta da adrenalina da redação e do desespero do deadline na universidade? Comentem, repassem, respondam e discutam. Mais do que contar nossas aventuras, também adoramos obter o retorno de vocês!
Gabriela Forlin, de 23 anos, é formada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali)

Que atire a primeira pedra quem nunca pensou: “Vou ser jornalista para mudar o mundo!”. Pois é, também faço parte deste time e, confesso, ainda não abandonei o barco. Ontem, quando ouvi Matthew Shirts falar durante a Semana Estado de Jornalismo, tive ainda mais certeza de que meus ideais não são tão utópicos assim.
O trending topic da tarde era “Redes Sociais a Serviço de Causas”, duas expressões que fazem meus olhos brilharem: redes sociais e causas. Shirts comentou que “nunca o jornalismo foi tão exuberante”, e eu superconcordo. Em tempos de ciberativismo, jornalismo colaborativo e expansão das mídias sociais, somos cada vez mais capazes de mudar o mundo.
Destaco que essa mudança não significa acabar com a fome e a desigualdade no globo e instaurar a paz mundial, mas sim fazer a nossa parte (sim, pequena), colaborando com a contínua transformação e progresso da sociedade. Shirts, que é editor-chefe da National Geographic Brasil e colunista do Estadão, comentou sobre projetos que aliam a comunicação ao desenvolvimento sustentável, resultando em matérias conscientizadoras.
Bingo! É isso que eu quero.
Uma das poucas certezas que tenho na vida é a de que não escolhi o Jornalismo para ser uma mera informante. Quero ir além, fazer a diferença, abraçar uma(s) causa(s) e lutar por ela(s). Isso não quer dizer assumir responsabilidades que não me caibam, pois, como bem lembrou o grande Ricardo Kotscho há alguns dias: “Repórter não é polícia”.
Às vezes me pergunto: “Será que todos os jornalistas ainda acreditam na força do Quarto Poder?”. Pois eu acredito, e muito! Ingenuidade? Inexperiência? Talvez. Mas, a partir do momento que a causa abraçada por mim é também interessante para o meu leitor, por que não ir a fundo com ela? Independente da área em que trabalhem, espero que meus colegas nunca deixem de perseguir seus ideais. Afinal, um dos principais combustíveis da paixão pela profissão é essa nossa vontadezinha de ser super-herói.
Gabriela Forlin, de 23 anos, é formada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali)
Lembro-me como se fosse ontem do momento em que adentrei a sala dos focas, no primeiro dia do curso. Bem, considerando que isso foi na quinta-feira passada, anormal seria se eu não recordasse… O fato é que, em meio a tantas pessoas e novidades, um singelo objeto chamou minha atenção assim que cruzei a porta. Em cores berrantes e letras garrafais, o quadro na parede trazia uma reconfortante mensagem de boas-vindas.

Hoje, terminados os dois dias de treinamento do Hermes, eu entendo perfeitamente a importância deste alerta. Até segunda-feira, eu fazia parte do time “o Google é meu pastor e nada me faltará”. Mas depois de acessar a base de dados de um dos maiores jornais do País meu mote mudou para “se não está no Hermes, não existe”.
Os que não estão familiarizados ao tema devem estar se perguntando quem é o tal de Hermes. Explico: é um sistema americano voltado para a automação e o gerenciamento do fluxo de trabalho editorial de jornais, revistas, agências de publicidade e outras empresas do ramo de comunicação. Resumindo: é o pacote de programas que nos possibilita, entre outras coisas, consultar a base de dados do jornal; pesquisar e utilizar o material proveniente de agências, sucursais e colaboradores; editar e até fechar uma edição.
Pois é, editar e fechar uma edição… O medo de cometer o primeiro e último erro veio à tona: “E se eu colar um texto no objeto errado?”, “E se eu apagar alguma coisa importante sem querer?”, “E se eu liberar uma página do jornal que não está pronta?”. Sei que só a prática e o tempo tranquilizará a mim e aos outros focas, mas quer saber? O mais legal (e contraditório) disso tudo é justamente o frio na barriga, pois reflete o peso da nossa responsabilidade, a importância do lugar que ocupamos e o voto de confiança depositado em todos nós.
Gabriela Forlin, de 23 anos, é formada em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali)
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