1. Usuário
Assine o Estadão
assine
terça-feira 20/12/11

Bastidores: ‘Novas perspectivas de futuro por meio da arte’

A primeira ideia nasceu já junto da segunda. Falar de cultura sempre foi uma vontade, assim como a parceria entre as amigas-vizinhas de curso. Decidido o tema, uma pesquisa nos orientou para a pauta: qual seria o impacto da cultura e da arte na vida dos jovens? O contato com a pesquisa da pedagoga Cleidy Nicodemos Silva, do Observatório Jovem, serviu de ponto de partida para entender essa relação, tanto no presente quanto nas consequências futuras. A busca por ...

Ler post
sexta-feira 16/12/11

Bastidores: ‘Projovem Urbano é caro e ineficiente’

projovemurbanoavaliacaofinal

Jovens sem ensino fundamental completo fazem avaliação final do Projovem Urbano. Foto: Davi Lira

A matéria foi publicada no caderno especial dos focas no dia 10 de dezembro. Foram mais de 250 mil edições impressas juntamente com o Estadão daquele sábado. Essa tiragem era algo que nos impactava bastante. Queríamos aproveitar o potencial de circulação do caderno para produzir um material com um tom nitidamente factual (mesmo num caderno ...

Ler post
sexta-feira 16/12/11

Três meses em sete casas: como enxerguei São Paulo

davi lira

Foto: Cecília Cussioli
.
Parti de Recife apenas com uma mochila. Nela, não esqueci do netbook, celulares, mp4, câmera digital, caderno de anotações e do iPad. Trouxe também duas calças, duas meias, um único sapato, um pullover e sete camisetas. Vim com tudo, mas de forma bem compactado. Ajudou bastante na minha locomoção. Durante essa imersão de 100 dias de Curso queria conhecer São Paulo ...

Ler post
segunda-feira 12/12/11

Ideias além da academia

anatomia-cortada

Anatomia da cabeça cortada transversalmente, gravura do dinamarquês Thomas Bartholin (1616-1680) datada de 1673. Crédito: BrainBlogger / Creative Commons.

Parece que não sou tão louco. Naquele que parecia e pretendia ser meu último post neste blog, perguntei se o melhor para a carreira jornalística era a especialização ou um aprimoramento intelectual mais generalista. A partir daquela dúvida, busquei respostas com dois repórteres de idades, especialidades e experiências muito distintas.

Roberto Godoy, de 60 anos (geração “Baby Boom”), era então Repórter Editor Especial de “O Estado de S. Paulo” — “e avô do João”, conforme fez questão de acrescentar. Essas atribuições, porém, não chegam nem perto de fazer jus ao real status dele. Godoy é o jornalista mais especializado e experiente do País na área bélico-militar. E não, não fez algo como mestrado ou doutorado na área. Não concluiu sequer o ensino superior. Foi só até o quarto semestre de Sociologia na Universidade de São Paulo (USP). Da faculdade de jornalismo, passou longe. “Em 1979 recebi do então editor chefe do Estado, Miguel Jorge, a incumbência de acompanhar o setor. Dediquei-me a isso aplicadamente. Talvez por causa dessa atitude tenha sido bem sucedido na missão. Nunca fui entusiasta das artes militares, colecionador de miniaturas etc.”, me contou por e-mail, meio que considero mais fácil e menos incômodo para abordar jornalistas veteranos, aparentemente sempre ocupados. As maneiras de enriquecer o próprio repertório intelectual se resumem com hábitos cruciais para qualquer bom repórter, seja dos anos 1970 ou de hoje: “Muita leitura. Estudo da área (na qual se quer se especializar)”, explicou. “Busquei conhecimento de história, estratégia, geopolítica, diplomacia, organização militar, conceituação de Defesa e tecnologia especializada. E, naturalmente é preciso abrir, manter e atualizar um grupo de fontes confiáveis”.

Gabriel Toueg, de 32 anos (geração Y), é Editor de Internacional do Estadão.com.br. Graduou-se em jornalismo pela mesma instituição que eu, a Universidade Metodista de São Paulo, entre 1997 e 2004. O período mais longo no ensino superior — sete anos, em vez dos quatro que costuma se levar na faculdade de Jornalismo — se explica pelo fato de Toueg ter trancado o curso por dois anos. “Resolvi que viajar e trabalhar fazia mais sentido do que seguir estudando”. Foi quando esteve em Israel pela primeira vez, e aproveitou para fazer outras viagens, mais curtas, pela América Latina, pelos EUA e pela Europa. Após se formar, passou mais sete anos em Israel. Só voltou ao Brasil em março deste ano. “Comecei a trabalhar com internacional, de fato, quando estava lá. Fui ‘frila’ (repórter freelancer) de diversas publicações e correspondente por um ano (2008) da então rádio Eldorado (atual rádio Estadão ESPN)”, conta. ” Meu plano original ao chegar em Israel era fazer mestrado em História do Oriente Médio, mas mudei de ideia e de planos ao longo do tempo.” Toueg tinha dificuldades com o hebraico à época, mas agora domina o idioma e estuda árabe. Reflexos da afinidade com a cobertura do cenário internacional? “Foi uma soma de coincidências, mas quando estudava jornalismo não tinha essa ideia definida na cabeça. A escolha veio naturalmente e hoje, sem dúvida, Internacional é a editoria com a qual eu mais me identifico.”

Esses dois exemplos me influenciam muito por virem, sim, de profissionais que admiro — Godoy foi um dos palestrantes mais queridos da 22ª turma do Curso Estado de Jornalismo, que chegou ao fim na última sexta-feira, 09/12; e Toueg foi um dos melhores editores que tive durante meu rodízio pelas redações do Grupo Estado —, e também porque não excluem a busca por conhecimento por meio da academia. Não a rejeitam, apenas a dispensam (por enquanto…). Ou seja: a sabedoria reconhecida por instituições é importante, mas tanto quanto a sabedoria vinda do trabalho prático, reconhecida pelo mercado. Toueg e Godoy me inspiram a ser um jornalista melhor porque indicam o ofício jornalístico como, em si mesmo, uma fonte de conhecimento. E esse foi, de longe, o motivo maior que me levou a essa escolha profissional. Trabalhar para aprender um pouco mais todos os dias e, melhor ainda, dividir isso com o maior número possível de leitores, internautas, ouvintes, telespectadores etc.

José Gabriel Navarro, de 22 anos, é formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e cursa pós-graduação lato sensu em Globalização e Cultura na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo

Ler post
domingo 11/12/11

No 2.º ano da lei, ensino de espanhol nas escolas públicas ainda tem falhas

* Esta reportagem foi um exercício para o Curso Estado "Numa quinta-feira de novembro, um grupo de adolescentes com idades entre 15 e 17 anos fez uma festa diferente. Com maquiagem profissional, eles cobriram o rosto de branco, pintaram de preto o nariz e a região dos olhos e desenharam dentes ao redor dos lábios. Pareciam caveiras de filme de terror. No cardápio, havia guacamole, a famosa pasta mexicana à base de abacate. No som, salsa e outros ritmos latinos. A ...

Ler post
sexta-feira 09/12/11

Elas, as aspas

aspas

Para fazer o caderno especial de fim de curso, no qual tínhamos pouco espaço para pôr muita informação, um dilema apareceu: como usar as aspas? Eram várias pessoas entrevistadas com histórias e análises interessantes, mas não seria possível colocar todas elas na matéria. Uma das principais dificuldades era, entre tanto material, identificar falas que merecessem estar reproduzidas no texto e se elas eram realmente importantes para aproximar o texto ...

Ler post
sexta-feira 09/12/11

Na rota dos focas

Focas 2010

Os focas de 2010. Foto: Robson Fernandes/AE

Depois de cem dias tomados por aulas, palestras, viagens, exercícios e passagens pelas editorias do Grupo Estado, o desafio que surge no horizonte dos focas recém-graduados no 22° Curso Intensivo de Jornalismo agora é outro: a entrada no disputado mercado de trabalho jornalístico.

Para encará-lo, muitos contam com a visibilidade dos currículos cadastrados no banco de talentos do Estadão e a possibilidade de ingressar no ...

Ler post