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segunda-feira 31/10/11 12:00

A aguardada cobertura do Enem

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Logo depois dos três dias de viagem a Santa Cruz do Sul (RS), sete focas ainda se aventuraram na cobertura do Enem. Entre 11h e 11h30 eles já se preparavam para ajudar na produção do blog PontoEdu. Cecília Cussioli participou no sábado e estava na expectativa para saber como o plantão funcionaria. A dúvida de Davi Lira era sobre como fugir dos clichês da cobertura sobre o tema. Para ...

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segunda-feira 31/10/11 08:00

O Furo Possível

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Todos procuram, mas poucos o encontram. O furo jornalístico está na essência da nossa profissão, mas sair na frente da concorrência é uma missão que requer boas fontes, apuração impecável e muita bagagem de informação contextualizada. Se já é difícil encontrá-lo no jornalismo hardnews, o problema pode ser ainda maior na cobertura cultural. Afinal, se todos os jornais têm acesso à mesma agenda ...

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domingo 30/10/11 22:00

Caminhos

Entramos em uma discussão dessas mais infinitas nestes últimos dias: qual o papel do jornal impresso? Difícil cravar se é solução, ou erro, querer ser cada vez mais como aquela que não precisa de papel, a internet. Mais rápido, mais fácil, mais visual, melhor? Mais denso, mais extenso, mais analítico, errado? Esses dias escutei: “Mas quem somos para poder dar dicas de jornalismo?”. Boa pergunta. Eu sou jornalista, recém-formado, com diploma (que não acho que tem que ser obrigatório) e, ...

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domingo 30/10/11 20:39

Será que a gente vai mudar o mundo?

De fato, fizemos mais do que beber e dançar no Sul. Um dos pontos que gerou polêmica entre os focas na volta da viagem foram as condições de vida dos produtores de tabaco em Santa Cruz do Sul. A questão era o ajuste focal. Em maior ou menor grau, o meio rural era uma incógnita para todos os focas. Foi uma experiência ímpar aquele contato efêmero, de não mais de quatro horas de duração, com uma realidade tão diferente da nossa vida cosmopolita, deslumbrada e confortável no coração financeiro do país.

Navarro e a Gabi foram os primeiros a manifestar indignação com a tal ‘falta de perspectiva’ de quem vive de agricultura. O Navarro resumiu: “O fumo movimenta MUITA grana, em especial para o governo, que recolhe um dinheirão em tributos. O absurdo, neste caso, está na falta de bem-estar social promovida pelos gestores estaduais, municipais etc”. A Gabriela justificou e argumentou: “Eles não escolheram aquela vida, é a opção menos pior que eles têm. Os caras [indústria] fabricam 60 milhões de cigarros por dia e quem dá duro de verdade não leva 1/23432 avos disso. Quero ver alguém levar a família pra roça pra fazer um trabalho desses e aguentar mais de um ano”.

O contraponto, no caso, foi feito pelo Davi. (Aliás, o saudável de ter o Davi na turma é ele ser aquela pessoa disposta a dar opiniões controversas, mesmo que seja só pra alimentar a discussão). “[A gente tem a] prepotência de achar que as coisas funcionam na nossa lógica. [Dizemos que] eles são “pobres coitados”, são “desassistidos”… Acho que são formas diferenciadas de se encarar a vida. Tento muito afastar de mim essa visão romântica do campo. Mas no fundo queria muito mesmo pode me bastar naquela imensidão verde, estando perto de pessoas que valham a pena estar. No final das contas, a gente só quer amar e ser amado, capisce? Eles sabem amar da forma deles. Repeitemo-la”.

Considero a resposta do Gabriel um primor: “É menos importante saber escrever que saber respeitar. Eu respeito, acho. Mas acho inocente demais achar que viver bem é viver a vida que escolheram para você. Em especial quando governo e iniciativa privada parecem fazer questão de continuar escolhendo”.

Do alto do meu existencialismo neurótico e nicotínico, acredito que as pessoas precisam ter opções. Por um lado, considero preocupante que as pessoas que conhecemos estejam há, sei lá, 50, 60 anos vendo todos os dias a mesma paisagem. Me angustia a sensação de que elas ‘acham’ que levam uma vida boa só porque não conhecem outra coisa – e que haja tanta gente trabalhando para que as coisas continuem exatamente assim.

Mas, por outro, tenho uma dolorida consciência de que ter acesso a várias opções abre espaço para insatisfação – que pode se tornar crônico e te fazer morrer infeliz. Fatalista, pois é. Uma sensação recorrente e clichê em São Paulo é constatar que somos uma multidão de solitários. Os laços são efêmeros. Nós mesmos, focas, temos a garantia de estar juntos por apenas 100 dias. Caminhamos no fio da navalha todos os dias, jornalistas sem rotina e sem seguranças – por escolha própria, frise-se.

Somos, todos, feitos de sociedade, complexidades, contextos e economia (que cada vez mais domina todas as esferas da nossa vida) . Mas também somos carne, osso, sangue e o amor que sentimos pelos outros.

E aí, o que os leitores acham: tem como esse não ser um dilema?

Luiza Calegari, de 22 anos, é formada em Comunicação Social – habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL)

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quinta-feira 27/10/11 23:59

Pautas abertas

Em 2009, 3,7% das matrículas em todo o ensino superior do  Brasil eram feitas na área de Comunicação Social - sétima área de educação mais procurada segundo o Censo da Educação Superior. Tudo bem que nem todas essas pessoas ingressaram em faculdades de Jornalismo, mas a procura também por ela é grande. Então, como podemos perceber qualidade em meio a tanta quantidade? Nos assuntos de relevância que são pautados e apurados por nós. Essa é a prestação de serviços à comunidade que ...

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quinta-feira 27/10/11 22:30

A alegria do feedback

O jornalista em início de carreira se acostuma rapidamente a ser avaliado, seja pelos professores, colegas ou pelos chefes. Porém, tantas avaliações não conseguem substituir àquela pela qual eles buscam desde que escolheram a profissão: a do leitor, ouvinte ou telespectador. A situação é angustiante. Sabemos que nossos textos provocam reações em quem os lê, mas raramente temos a oportunidade de receber nosso feedback. Às vezes, nem sabemos direito quem é nosso público realmente.
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Com o perdão do senso comum, ...

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terça-feira 25/10/11 08:00

Pauta fria e pauta quente

Quando entrei na faculdade de Jornalismo, imaginava que a apuração de pautas quentes - as notícias inéditas - obrigaria o jornalista a passar o dia inteiro na rua gastando sola de sapato em busca de informações para a reportagem. Logo nas primeiras experiências profissionais, contanto, percebi que a regra, ainda que estimulada no ambiente acadêmico e usada em algumas editorias impressas, não se aplicava aos portais em que estagiava, nos quais eu não precisava sair da redação para apurar ...

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segunda-feira 24/10/11 23:00

Ornalista

ornalista

Ilustração: Mauricio de Sousa Produções

O jornalista é um sujeito. Não deseja apenas ser. Sujeita-se a jargões para ser o que é. Geralmente, diz-se injustiçado, joguete nas mãos dos demais sujeitos. Que, aliás, o julgam como se jazessem em colunas jônicas. Dormem na sarjeta o sujeito e os sujeitos! Todos enjaulados nessa língua jocosa.

O jota é uma letra. Corajoso desbravador de linhas! Seja com a ponta ...

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sexta-feira 21/10/11 23:58

Da sutileza

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“Depois que eu te conheci fui mais feliz (...) O nosso quebra-cabeça teve fim..."

Foto:Sérgio Savarese/Wikimedia Commons

Cheguei ao Curso pensando que iria ser o amigo das multidões, o mister simpatia, o queridinho dos professores. Sempre que me meto em algum projeto novo, acabo decidindo: “dessa vez supero a minha timidez doentia e me jogo no mundo”.

Ledo engano.

Mas quer saber? Que se dane.

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