
Que atire a primeira pedra quem nunca pensou: “Vou ser jornalista para mudar o mundo!”. Pois é, também faço parte deste time e, confesso, ainda não abandonei o barco. Ontem, quando ouvi Matthew Shirts falar durante a Semana Estado de Jornalismo, tive ainda mais certeza de que meus ideais não são tão utópicos assim.
O trending topic da tarde era “Redes Sociais a Serviço de Causas”, duas expressões que fazem meus olhos brilharem: redes sociais e causas. Shirts comentou que “nunca o jornalismo foi tão exuberante”, e eu superconcordo. Em tempos de ciberativismo, jornalismo colaborativo e expansão das mídias sociais, somos cada vez mais capazes de mudar o mundo.
Destaco que essa mudança não significa acabar com a fome e a desigualdade no globo e instaurar a paz mundial, mas sim fazer a nossa parte (sim, pequena), colaborando com a contínua transformação e progresso da sociedade. Shirts, que é editor-chefe da National Geographic Brasil e colunista do Estadão, comentou sobre projetos que aliam a comunicação ao desenvolvimento sustentável, resultando em matérias conscientizadoras.
Bingo! É isso que eu quero.
Uma das poucas certezas que tenho na vida é a de que não escolhi o Jornalismo para ser uma mera informante. Quero ir além, fazer a diferença, abraçar uma(s) causa(s) e lutar por ela(s). Isso não quer dizer assumir responsabilidades que não me caibam, pois, como bem lembrou o grande Ricardo Kotscho há alguns dias: “Repórter não é polícia”.
Às vezes me pergunto: “Será que todos os jornalistas ainda acreditam na força do Quarto Poder?”. Pois eu acredito, e muito! Ingenuidade? Inexperiência? Talvez. Mas, a partir do momento que a causa abraçada por mim é também interessante para o meu leitor, por que não ir a fundo com ela? Independente da área em que trabalhem, espero que meus colegas nunca deixem de perseguir seus ideais. Afinal, um dos principais combustíveis da paixão pela profissão é essa nossa vontadezinha de ser super-herói.
Gabriela Forlin, de 23 anos, é formada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali)
Olá Gabriela, sou uma leitora assídua do blog em foca, e espero encontrar pessoas tão entusiastas por um ideal na vida e na profissão como você, na faculdade de jornalismo, que ano que vem se Deus quiser, estarei fazendo. Estou sempre acompanhando e aprendendo com vcs.
Desde já ponho em prática os dois “mandamentos” do jornalismo que o Francisco Ornellas ensinou. Ter ações humildes e manter uma visão sem preconceitos.
Valeu!!!!! Não deixem de escrever no blog.
Abraços.
Gabriela,
Cuidado para não perder a objetividade e imparcialidade.
Sou leitor do Estadão e quero, acima de tudo, um jornalismo informativo, objetivo, e imparcial, porque deste modo, com as informações corretas, poderei fazer um juízo de valor sobre elas.
Ademais, é bem dificíl distinguir o bem e o mal, o bom e o ruim, no mundo de hoje. O preto e o branco existem apenas nas revistas em quadrinhos, o mundo é na mairoira das vezes de diversas tonalidades sendo bem difícil, principalmente com relação a temas complexos, identificar onde está o certo e o errado, o preto e o branco.
Abraços
Karina, fico feliz em saber que estás gostando do nosso blog. Continue lendo e fique à vontade para recomendar. Seja bem-vinda ao Mundo Foca e muita sorte nos teus estudos. Com persistência e paciência tu conseguirás ir muito longe!
Masoares, entendi teu ponto de vista. Talvez tu não tenhas compreendido exatamente o meu, mas não perder a objetividade é mesmo muito importante. A questão imparcialidade já é relativa (e uma utopia jornalística), pois, a partir do momento em que resolvo dar x notícia e não y, ou entrevistar Fulano e não Ciclano, já estou sendo imparcial. Mas, claro, imagino que tu sejas contra levantar bandeiras e tomar partidos nas matérias, e eu concordo 100%!
Como eu falei, não acho que os jornalistas tenham que assumir responsabilidades que não sejam pertinentes à profissão. Mas acho essencial que os repórteres não queiram passar a vida toda sendo meramente informativos. Hoje mesmo tivemos uma conversa com o Ricardo Gandour (diretor de conteúdo do Grupo Estado), que nos alertou para que sejamos sempre “os chatos” – aqueles que buscam o que está por trás de cada fato/evento/notícia. E é exatamente isso que eu quis dizer com a “vontade de ser super-herói”. Não apoio reportagens maniqueístas, mas, sim, aquelas que colaboram para uma sociedade melhor. Como o Nêumanne bem disse essa semana: “Um dos deveres do jornalista é proteger o cidadão do Estado”. Eu concordo!
Abraços e obrigada pelo comentário. Volte sempre ao nosso blog!
2012
2011
2010
Deixe um comentário: