Vitoria-régia e pantaneiros
Hoje, terceiro dia na área do Parque Nacional do Pantanal (veja o mapa no primeiro post sobre o tema), teve novamente um despertar no escuro. Saímos as 4h30 desta vez não para avistar bichos, mas sim a diva verde do Pantanal: a vitória regia.
Cerca de uma hora e meia depois chegamos num lago onde estavam deitadas, lindas, enormes, com brotos, com flores, com insetos.
No caso, este visual somado à luz do amanhecer, cresce. Já contei que acompanho uma expedição organizada pela AOKA, que leva pessoas a aguçarem os sentidos através de vivências. Aqui a viagem fotográfica tem a assinatura do grande fotógrafo Araquém Alcântara.
E a primeira lição para a turma não foi fotometria, nem que tipo de asa ou lente usar. Ele dedicou um bom tempo a importância do estado de contemplação. Tenho me dedicado a isso e aproveito e pergunto a vocês, há quanto tempo não para somente para notar, para reparar?
Hoje também consegui conversar com alguns pantaneiros, que vou soltar aos poucos durante o Planeta Eldorado.
Conversas deliciosas, com um acento e uso de palavras que me lembra Guimarães Rosa, ou um poema lido, cheio de palavras inventadas, mas que cabem perfeitamente ali. Nada mais, nada menos.
Divino, o piloteiro, me conta como é sua vida no Pantanal. Também conversei com Alexandre, que hoje trabalha no Parque, mas foi brigadista e dizia da pena que é resgatar animais queimados quando a Serra do Amolar arde.
E o motivo principal não são queimadas provocadas pela ação humana, mas sim, adivinhem? Pelo “lançamento de raios”, como diz o Alexandre. Não é demais?
Aguardem que em breve vai pro ar!
Bons ventos!
Paulina
P.S: as fotos de hoje retratam um pouco do visual de vitorias regias e também meu lado “contemplação”




















