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As estrelas da música Richard Ashcroft, Jeff Beck, The Who, Bryan Adams e Debbie Harry, do Blondie, se reuniram ontem à noite (13) no palco do HMV Hammersmith Apollo, em Londres, para um show para arrecadar fundos para instituição Killer Cancer - que desenvolve pesquisas com um tratamento pioneiro do câncer, chamado PDT (Terapia Fotodinâmica).
O ex-vocal do Verve, Richard Ashcroft, abriu o show com as músicas 'Sonnet', 'Space And Time', 'Lucky Man' e 'History'. Roger Daltrey, do Who, veio na sequência e interpretou duas canções do obscuro 'Largo', disco inspirado nos temas do compositor Dvorak. Depois, Bryan Adams fez seu set acústico acompanhado de uma paciente que obeteve sucesso com o tratamento PDT.
A melhor parte rolou logo em seguida: Jeff Beck se juntou aos integrantes do Who para um set instrumental, que inclui as canções 'Baba O'Riley', 'Who Are You' e 'Won’t Get Fooled Again'. O show ainda teve Debbie Harrycom o clássico "Heart of Glass" e uma sessão só com o The Who.
Finalizando a noite gloriosa, como de praxe, teve aquele momento solene com todo mundo no palco". A música escolhida: "Join Together", lançada pelo Who em 1972. Veja o vídeo abaixo:
A banda liderada por James Murphy publicou em seu site oficial datas e locais de dois dos três shows que fará no Brasil no início de 2011. Segundo consta na página, o LCD Soundsystem toca no Rio de Janeiro, no dia 17 de fevereiro, no Vivo Rio; em São Paulo, no dia 18, na casa Pacha.
Curiosamente, a apresentação em Porto Alegre, marcada para o dia 20 de fevereiro, não aparece na agenda. Porém, no Myspace do grupo, o show está confirmado para esta data. Para aumentar a confusão, o site oficial divulga o dia 20 como show em Bogotá, na Colômbia, conflitando com a passagem pelo Rio Grande do Sul. Já no Myspace, o show na capital colombiana aparece para o dia 25.
As três apresentações no Brasil farão parte do festival Popload Gig, de curadoria do jornalista Lúcio Ribeiro (colunista do C2+ Música, do Estadão). Esta será a quarta vez que a banda toca por aqui.
Neste ano, o LCD Soundsystem lançou novo disco de estúdio, intitulado "This is Happening".
RANKING - DISCOS
Por falar do mais recente trabalho do LCD, nesta segunda, 20, o Território Eldorado e a Eldorado FM irá soltar o ranking com os 20 melhores álbuns de 2010. Posso adiantar que "This is Happening" está entre eles. Além da lista, com comentário e as capas, você terá uma playlist bacanuda com sons dos discos eleitos pela nossa redação. Está imperdível!
Enquanto não sai a lista, que tal relembrar a de 2009? Ouça playlist aqui e a matéria aqui.
A cantora britânica Kate Nash, nascida em Dublin (Irlanda), irá fazer dois shows no Brasil em fevereiro do ano que vem. No dia 24, ela se apresenta no Rio de Janeiro, no Circo Voador, e no dia 25, em São Paulo, no HSBC Arena.
Para capital paulista, os preços dos ingressos já foram divulgados: R$ 150 (pista em primeiro lote) e R$ 300 (pista premium e camarote). A data de início das vendas será anunciada em breve pela casa de shows. No Rio, ainda não há confirmação do preço das entradas, bem como a data das vendas.
Kate Nash, que surgiu na cena indie impulsionada por Lily Allen, vem ao país mostrar as faixas de seu mais recente álbum, "My Best Friend is You". O disco, que teve produção do ex-guitarrista do Suede, Bernard Butler, não teve o mesmo impacto de seu primeiro trabalho, "Made of Bricks", lançado em 2007. Entre os hits emplacados pela jovem cantora, estão "Foundations" e "Mouthwash".
Os colombianos do Bomba Estéreo marcaram presença no Sesc Pompéia, em São Paulo, na última quinta-feira, 14 de outubro.
(Divulgação)
Vindos de shows em Salvador, São José dos Pinhais (!) e no SWU - aliás com boas críticas - os vocais ágeis e originais de Liliana Soumet, com rimas invocadas e provocativas, arrasaram o público do Sesc Pompéia, encantado com o estilo soundsystem by sudacas.
Longe de seguir a típica linha reggaeton, o Bomba Estéreo mixa temas da champeta (estilo musical africano, totalmente adaptado à musica popular colombiana) e da cumbia, entre outros estilos, além de uma simpática guitarra caribenha.
Dá a sensação que beira o tecnobrega. Talvez seja a guitarra mesmo. Mas a combinação inusitada fez o Bomba Estéreo fugir dos clichês e agradar ouvidos brasileiros. O MC BNegão subiu no palco para emendar rimas numa versão castelhano-brazuca-gringa de “Pum up the Jam”, clássico dos anos 90 do Technotronic. Estranho? Mas ficou muito bom!
Desculpe o clichê, mas a banda tem tudo para bombar nas estéreos do Brasil, com esta delícia de indefinição: é hip hop, reggaeton, eletrônico, cumbia ou champeta? É uma mistura muita louca, isso sim!
Para conhecer mais o trabalho do Bomba Estéreo, clique aqui e ouça “La Boquilla”
Veja também o clipe da música "Fuego" que 'incendiou' o Sesc, clicando aqui!
Uma jovem cantora com muito soul, uma banda de admiráveis e inspiradores instrumentistas e um bando de roqueiros da atualidade.
Cantor Dave Matthews comanda show do gupo no SWU (Foto: Daniel Teixeira/AE)
O trio que fechou o segundo dia do SWU Music & Arts Festival não deixou nada a desejar.
Joss Stone tomou o palco e soltou a voz que, desde o início de sua carreira, quando era somente uma adolescente, cativou os ouvidos do mundo e dos críticos. A britânica apresentou canções novas, mas não largou mão de 'clássicos' como “Right To Be Wrong”.
Em seguida, chegou o Dave Matthews Band. O set da banda americana abriu com “Shake Me Like A Monkey”, hino sobre uma paixão intensa, do álbum mais recente do grupo. “You & Me” e “Crash Into Me” também revelaram o lado mais romântico do compositor Dave Matthews, mas o tema do festival, de sustentabilidade e viver em harmonia com o planeta, foi lembrado em “Don’t Drink The Water” e talvez de certa forma em “Ants Marching”.
O Kings of Leon fechou a noite com o rock que todos estavam esperando para ouvir ao vivo. “Use Somebody” e “Sex On Fire” foram cantados pela banda, mas ainda mais pelo público que enfrentou o frio da fazenda para fazer parte da primeira edição do festival no Brasil.
Show do Kings of Leon em Itu (Foto: Daniel Teixeira/AE)
E o SWU (Starts With You) já tem futuro projetado. Novas edições na Fazenda Maeda, em Itu, e também internacionais já são ambições da organização do festival. Segundo o coordenador de produção do evento, Caco Lópes, é possível que o evento seja levado para outros países da América Latina. “O Movimento SWU é um sonho que deve crescer”, disse nesta tarde, em entrevista à imprensa.
Apesar dos problemas técnicos e de segurança apresentados ontem, Lopes acredita que o SWU deve retornar à fazenda em Itu. “O município recebeu a todos muito bem . O aprendizado daqui será levado para a próxima edição”, afirmou, ao ressaltar que os problemas devem ser minimizados.
Público teve de improvisar para conseguir sinal na máquina de cartão de crédito (AE)
A noite caiu mais gelada impossível em Itu. Sublime with Rome foi o destaque do entardecer. O novo vocalista Rome Ramirez fez coros de "rest in peace (descanse em paz) " para Bradley Nowell, antigo vocalista, morto aos 26 anos, em decorrência de uma overdose.
Sem temer as comparações com Nowell, Rome subiu ao palco entoando hits da banda, que foi sucesso nos anos 90. E para fechar com chave de ouro, 'Santeria' - música mais popular do grupo - foi a penúltima apresentada no show. Neste momento, a plateia quase sentiu Bradley Nowell reviver.
Show do Sublime no palco 'Água' do SWU (Foto: Daniel Teixeira/AE)
Regina Spektor foi exemplo no quesito pontualidade. Subiu ao palco às 18h48, exatamente o horário previsto para início da apresentação. Aliás, um dos principais pontos fortes do festival foi a pontualidade. Até o momento, não foram registrados atrasos nos concertos.
"Nenhum show atrasou um minuto sequer. Eventos semelhantes ao SWU não tem a mesma pontualidade que o festival demonstrou", avaliou o produtor Caco Lopes, ao classificar o SWU como um exemplo para outros shows do mesmo porte.
Regina Spektor continua arrancando coros de uma multidão que parece ter vindo até Itu só para apreciar a moça. A cantora abriu o show com o hit 'The Calculation' e seguiu com 'Eet', acalorando a noite gélida da Fazenda Maeda.
Regina Spektor se apresenta no SWU (Foto: Leonardo Soares/AE)
Após a confusão que tomou conta das pistas no show do Rage Against The Machine, neste sábado, a organização do SWU intensificou a segurança e reforçou a estrutura de metal que fica entre o público e o palco. Segundo o coordenador de produção do SWU, Caco Lopes, as equipes de manutenção trabalharam durante toda a madrugada para construir duas barreiras de proteção.
(Foto: Leonardo Soares/AE)
Além disso as chamadas “espinhas de peixe”, que integram as grades de separação foram ampliadas. “Não há motivo para preocupação, a segurança foi reforçada”, assegurou Lopes. De acordo com ele, o efetivo no camping foi reforçado com mais 54 homens. Já sobre os problemas de som, o coordenador de produção do SWU saiu em defesa dos organizadores. “Usamos os melhores equipamentos do mundo, utilizados em eventos internacionais de grande porte, isso eu posso garantir. Se alguém reclamou é uma questão subjetiva, pois muitos artistas preferem usar equipamento próprio”, finalizou.
A abertura dos shows do Palco "Ar", um dos principais do evento, ficou por conta da banda O Teatro Mágico. Com concertos tradicionalmente lúdicos e carregados de manifestações ecológicas e políticas, os concertos do grupo representam perfeitamente o ideal SWU.
(Foto: Nicole Briones)
Em aproximadamente 40 minutos de show, o vocalista Fernando Anitelli chamou a atenção do público para a bandeira do festival – a questão da sustentabilidade. “Discutir sustentabilidade é falar em reforma agrária, em agricultura familiar”, avaliou, frente à multidão de pessoas sobre o gramado da Fazenda Maeda.
Antes de dar início à música ‘Pena’, uma das últimas do setlist, Anitelli alertou o público sobre a importância do Fórum de Sustentabilidade promovido pelo SWU. “Precisamos lembrar o porque estamos aqui”, reforçou o vocalista, que vestia a camisa vermelha do Movimento Sem Terra (MST). Em seguida, a banda encerrou a apresentação com ‘O Anjo mais Velho’, principal sucesso do primeiro disco ‘Entrada só para Raros’.