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24.07.11

Back to Black

por
Luciana Camasmie
, Seção: Música 03:22:36.

27 anos. Dois álbuns gravados. Cinco prêmios Grammy. Incontáveis matérias em tablóides por causa de seus problemas com o vício em álcool e drogas, suas brigas e os vexames públicos.

Este pode ser um resumo da vida meteórica de Amy Winehouse, que nasceu em Londres em 14 de setembro de 83, filha de um taxista e uma farmacêutica, e que cresceu numa família de apaixonados por música.

Aos 9 anos Amy mostrava que tinha talento para cantar e para fazer bagunça na escola, então, por sugestão da avó, foi mandada a um colégio voltado às artes. Ao longo dos anos os dois talentos foram desenvolvidos, o que fez com que a aluna chegasse até a ser expulsa de uma escola artística.

Enquanto pulava de colégio em colégio, ainda aos 10 anos a pequena Amy Winehouse formou um grupo de rap que durou pouco. A carreira profissional começou alguns anos mais tarde e nos estilos que a fizeram conhecida: uma mistura de jazz, soul, R&B, pop e rock clássico. Amy lançou seu primeiro álbum, “Frank”, em 2003. O sucesso ficou restrito à Inglaterra, onde as vendas chegaram a 600 mil cópias, as críticas foram ótimas e Amy recebeu indicações a importantes prêmios, conquistando o Ivor Novello de Melhor Composição de Música Contemporânea pelo single “Stronger Than Me”.

O segundo e último disco de Amy Winehouse foi o “Back to Black”, lançado em outubro de 2006. Muito mais autoral, este trabalho nasceu de um período conturbado na vida da cantora, que já apresentava problema com o vício em drogas e álcool, além de depressão e disfunção alimentar. Para piorar o quadro, pouco antes do lançamento do álbum faleceu a avó de Amy, uma das maiores incentivadoras do seu talento. Toda esta dor e a forma debochada e atrevida em lidar com seus dilemas pessoais foram parar no álbum, que vendeu mais de 3 milhões de cópias só no Reino Unido e rendeu 5 prêmios Grammy. Mesmo Amy declarando "Eu não saí em busca da fama. Eu apenas faço música", parece que a fama internacional saiu em busca de Amy e virou mais um fardo.

Com o assédio crescente de paparazzi e uma relação conturbadíssima com Blake Fielder Civil – que assumidamente foi quem introduziu drogas mais pesadas, como o crack e a heroína, numa mistura já perigosa – Amy Winehouse começou a aparecer mais nos tablóides de fofoca que na mídia musical. E a fonte desta “imprensa” parecia inesgotável: pancadarias causadas e sofridas pelo casal, overdoses, bebedeiras, internações, prisões, a deterioração física da cantora e seus vexames nos palcos garantiam material farto.

Amy Winehouse chegou a tentar sair deste buraco algumas vezes, mas não demonstrava muito comprometimento. Em 2009, passou uma longa temporada no Caribe para se limpar e gravar novas músicas, e apesar de reportagens darem conta de que ela estava melhor de saúde e livre das drogas, logo ela aparecia bebendo, e uma coisa vela a outra, e lá se foi mais uma tentativa frustrada. Quanto aos shows, bastava uma performance ser elogiada para a seguinte ser deprimente. E a inconstância durou anos...

Os shows de Amy Winehouse no Brasil, em janeiro de 2011, estão entre os últimos de sua carreira e infelizmente não figuram entre os melhores: a cantora esquecia a letra das músicas, cambaleava e sumia do palco. Depois, ela surpreendeu ao fazer uma ótima apresentação em Londres. Mas na sequência, ao abrir sua turnê europeia na Sérvia, Amy parecia mais uma bêbada causando no fim de uma festa que uma artista profissional e premiada. Resultado: vaias de 20 mil pessoas e turnê cancelada. Ela chegou a subir ao palco na última quarta-feira, dia 20, para acompanhar sua afilhada musical, Dionne Bromfield, mas não cantou: Amy Winehouse apenas dançou um pouco e pediu que os fãs comprassem o álbum de Dionne.

Quanto ao seu próprio disco, Amy Winehouse teria finalizado as gravações recentemente, mas a data de lançamento não chegou a ser definida. Além disso, ainda existem algumas parcerias esperando para serem lançadas, e músicas inéditas que ela fez em sua temporada no Caribe, recusadas pela gravadora por serem “muito reggae”. Quem sabe a decisão seja revista...

Amy Winehouse faleceu sábado, dia 23, em sua casa em Londres. Não se sabe quem chamou a polícia e a ambulância para socorrer a cantora, que já estava morta quando o resgate chegou. Também não se sabe a causa de sua morte: a polícia diz que não havia sinal de violência e que é cedo para afirmar que o abuso de drogas tenha ligação. A autópsia está marcada para este domingo, mas resultados conclusivos costumam demorar alguns dias.

E com sua partida prematura, mas não surpreendente, Amy Winehouse passa a fazer parte do seleto e triste “Clube 27”, que tem integrantes como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Brian Jones, Jim Morrison, Kurt Cobain e o pioneiro Robert Johnson, artistas que derramaram seus corações na música e morreram de forma dramática aos 27 anos.

16.03.11

Trailer de filme sobre disco do Arcade Fire é divulgado na internet

por
Emanuel Bomfim
, Seção: Cinema, Música 13:04:02.

A mais nova investida do cultuado diretor Spike Jonze, conhecido pelo seu inventivo trabalho na produção de videoclipes, tem inspiração no último trabalho da banda canadense Arcade Fire: "The Suburbs", lançado em 2010 e vencedor do Grammy em 2011.

"Scenes from the Suburbs" é um curta de 30 minutos de duração e foi co-escrito por dos integrantes do grupo, Win e Will Butler. Após estrear no Festival de Berlim, em fevereiro, o filme foi confirmado na programação do festival de música SXSW (South by Southwest), que vai até o dia 20 deste mês, em Austin, no Texas (EUA).

O que antes eram só relatos, agora ganhou sua primeira amostra audiovisual e aberta para o público. Nesta segunda, 14, o trailer oficial do filme foi divulgado no Youtube e mostra cenas de um grupo de adolescentes que vivem sob uma ameaça militar. Na trilha, faixa escolhida foi "Month of May".

O elenco escolhido para interpretar os rapazes suburbanos traz só nomes desconhecidos: Sienna Blau, Sam Dillon, Zoe Graham, Zeke Jarmon, Paul Pluymen e Ashlin Williamson.

Veja abaixo o trailer de "Scenes from the Suburbs":

14.03.11

A ‘Latinoamérica’ do Calle 13

por
Paulina Chamorro
, Seção: Música 14:52:59.

Sucesso indiscutível da música latina atual, os porto-riquenhos do Calle 13 vem há tempos se desvinculando de sua pegada “reggaetonera” do início da carreira. As viagens pela América do Sul têm contribuído para esta nova guinada na produção da dupla Residente e Visitante.

calle13.jpg

No trabalho de Visitante, Eduardo Cabra, responsável pelas bases, se percebe com o passar dos discos deste grande estrondo que é o Calle 13, a influência de diferentes ritmos latinos, saindo dos Tambores da Chilinga da Argentina, chegando à cumbia colombiana. Nas letras, a verve afiada e crítica de René Perez, o vocalista Residente, também evoluiu – e muito!

Recentemente, no último Festival de Viña del Mar, no Chile, (um evento anual, onde artistas, mesmo consagrados, passam pelo crivo das palmas do público) o Calle 13 foi o protagonista da edição, tanto apresentando artistas chilenos que haviam sido preteridos pelos estrangeiros, sem deixar uma crítica bem ‘en vivo y a colores’, como se dizia.

Também interpretou a música ‘Latinoamerica’, com o grupo folclórico chileno Inti Illimani e a cantora revelação, também do Chile, Camila Moreno. A letra, um primor, lembra os tempos da ‘música de protesta’. E o autor, René, gosta de se colocar com um novo discurso, renovando o Latin Power e a valorização cultural da America hispana e do Brasil também.

No festival que rolou em SP, ‘Telefonica Sonidos’, de 2010, tive o prazer de bater um papo com o irrequieto René, ou Residente. Um jovem esperto, ligado em som, sotaques e referências. O cara conseguiu reconhecimento até de Mercedes Sosa, no último disco antes de suas morte. Gravou com a “Negra” uma música. No mais novo disco de Shakira, também está lá, com a música ‘Gordita’. Não é fraco não...

Ouça aqui o trecho do papo em que ele conta de sua paixão pela América do Sul (me senti como se estivesse na frente de um jovem Guevara 2.0, bem na pegada ‘Diários de Motocicleta’) e como convidou as grande feras da música latina para a gravação de ‘Latinoamerica’. No final, tem uma tradução bem rápida.

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Na versão do disco, a música ganha corpo das interpretações sem fronteiras de Toto La Monposina, cantora folclórica colombiana, da grande peruana Susana Baca, cantora elegante de musica afroperuana e finalmente de Maria Rita, cantora brasileira que sempre transitou, até por herança de Elis mesmo, entre a música folclórica latina.

Aqui você confere ‘Latinoamerica’. Como classificaria este som?

Calle 13, pelo que sinto, está só começando

Veja aqui o clipe de "Pal´Norte", onde a letra fala de percorrer a America “sin mapas” e com participação do trio cubano Orishas.

06.03.11

Strokes lança nova música no Saturday Night Live

por
Emanuel Bomfim
, Seção: Música 16:11:00.

Por Débora Nogueira (Estadão.com.br)

A banda Strokes apresentou a música “Life Is Simple In the Moonlight”, do álbum “Angles”, no programa Saturday Night Live, no último sábado. O cd será lançado no dia 22 de março. Eles tocaram ainda a canção, já previamente lançada na internet, “Under The Cover Of Darkness”, também do novo CD. Assista aos dois vídeos, apresentados por Miley Cyrus.

04.03.11

Lady Gaga se emociona com performance de fã-mirim

por
Emanuel Bomfim
, Seção: Música 17:03:41.

A cantora Lady Gaga não se aguentou e foi às lágrimas após dividir o palco com Maria Aragon, de apenas dez anos, em show na cidade de Toronto, no Canadá. Juntas elas interpretaram o novo single, 'Born this Way'.

A  garota virou sensação no Youtube com sua versão da nova música da popstar. O vídeo já soma mais de 17 milhões de acessos. Quando Aragon falou com a plateia, também encantada, Gaga se emocionou.

Mais tarde no Twitter, a cantora voltou a elogiar a talentosa fã-mirim: "Não consigo parar de chorar vendo isso. É por isso que eu faço música. Ela é o futuro".

Veja abaixo como foi o dueto:

23.02.11

Cisne Negro

por
Emanuel Bomfim
, Seção: Música 12:07:16.

Mal foi divulgado o clipe de 'Lotus Flower', música do novo álbum do Radiohead ('King os Limbs'), e a coreografia do frontman Thom Yorke já ganhou todo tipo de paródia na web. O gingado solto do britânico, fazendo "o sedutor", combinou com todo tipo de levada, desde o samba da Globeleza até a quebradeira de 'Single Ladies', da musa pop Beyoncé.

Thom Yorke sempre fez o tipão estranho, gênio introspectivo.  Ao encarar a câmera por cinco minutos, embarcando no clima hipnótico da canção, ele gera um certo desconforto. Mas não seria esse o papel da arte?

Constrangimentos e polêmicas à parte, a piadas que se multiplicam no Youtube e são impagáveis. Abaixo, e com ajuda da jornalista Paulina Chamorro, reunimos algumas delas.

Versão Globeleza:

Versão 'Single Ladies':

Versão Axé:

Versão cumbia chilena:

Versão baila duranguense (ritmo colombiano):

17.02.11

Lady Gaga conquista milésimo topo da Billboard com ‘Born this Way’

por
Emanuel Bomfim
, Seção: Música 18:00:39.

Difícil dizer se foi pura estratégia de marketing, mas Lady Gaga obteve outro importante feito na promoção de "Born This Way".  A nova música foi o milésimo single a conquistar o primeiro lugar no "Hot 100" da Billboard. O ranking existe desde 1958 e verifica a projeção dos lançamentos nos EUA de acordo com a execução nas rádios e das vendas físicas e online (atualmente). O primeiro artista a figurar na lista foi Ricky Nelson, com "Poor Little Fool".

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Gaga chega dentro de ovo gigante no Grammy (AP)

A conquista, é claro, rendeu uma entrevista exclusiva de Gaga à Billboard, para falar de seu novo álbum. Nesta quinta, 17, o site da revista americana já soltou alguns trechos. Nada de especial, diga-se.

Sobre o "Born This Way", ela diz que é um disco eclético, que começa light e vai ficando dark aos poucos. A cantora também dá mais explicações sobre o "ovo gigante" utilizado na sua entrada triunfal na cerimônia do Grammy do último domingo (13). "Eu estava pensado em embriões", afirmou.  Já com relação a sua performance no palco do Staples Center, ela conta que "a música representa visualmente o nascimento de uma nova raça". Lady Gaga ainda confirma que o single realmente foi inspirado nos anos 90 e em Madonna e Whitney Houston.

Em geral, a capacidade de se auto-promover suprime a própria obra de Lady Gaga. Seu senso de espetáculo está bem à frente de suas composições. Isto é louvável, a ponto de fazer da chatinha "Born this Way" um pouco mais interessante.

16.02.11

Diane Birch grava EP com o rock gótico dos anos 80

por
Emanuel Bomfim
, Seção: Música 13:27:00.

Teve uma época nos anos 80 em que ser indie era fazer parte da cena gótica. O visual andrógino, com maquiagem pesada, dark, representou uma juventude influenciada por Joy Division, The Cure, Sixiou and The Banshees e os pioneiros do Bauhaus. Pós-punk na veia, herdeiros do glam de David Bowie e T-Rex. Há quem diga que o emo de hoje é uma espécie de retorno à esta fase. Gótico que foi gótico odeia a comparação. Afinal, Simple Plan, Fall Out Boy e Panic at the Disco! ficam no chinelo perto da relevância que o som dos anos 80 ganhou. Verdade, ou só nostalgia?

Mas esta não é discussão propriamente dita. O preâmbulo serviu para falar sobre o novo projeto da cantora Diane Birch. Artista, aliás, que a Eldorado FM lançou e tocou primeiro. Como membro desta geração oitentista, Birch gravou um EP com repertório de covers só de bandas góticas. Intitulado "The Velveteen Age", o álbum não é uma homenagem passadista. Birch atualiza o som adicionando seu tempero blues e folk. É como se o dark britânico fosse dar um passeio no introspectivo campo americano. O coletivo The Phenomenal Handclap Band engrossa o caldo tocando em todas as faixas. Um baita EP, de uma cantora que traz o frescor ao pop sem afetação ou experimentalismos em excesso. Ouça aqui no novo EP e veja abaixo a lista de músicas:

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- This Corrosion (Sisters of Mercy)
- Kiss Them For Me (Siouxsie & The Banshees)
- Bring On The Dancing Horses (Echo & The Bunnymen)
- Atmosphere (Joy Division)
- Primary (The Cure)
- Tarantula (This Mortal Coil)
- A Strange Kind of Love (Peter Murphy)

09.02.11

Curtindo a família

por
Emanuel Bomfim
, Seção: Música 16:41:28.

A cantora canadense Alanis Morissette divulgou hoje em sua página no Twitter e no Facebook uma foto de seu filho recém-nascido, Ever Imre. Na imagem, além do bebê, a estrela da música aparece ao lado do maridão, o rapper MC Souleye - eles casaram em maio de 2010.  Ever Imre nasceu no dia 25 de dezembro do ano passado.

É o primeiro casamento e filho de ambos, que começaram a namorar em outubro de 2009. A cantora de "Ironic" chegou a ficar noiva do ator Ryan Reynolds, com quem mantinha uma relação desde 2002, mas o noivado terminou em 2007.

Ganhadora de sete prêmios Grammy, Alanis conquistou fama com o disco "Jagged Little Pill", de 1995, considerado um dos maiores sucessos de sua carreira. Seu último disco foi "Flavors of Entanglement" de 2008.

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Reprodução

07.02.11

Inglaterra na mira de PJ Harvey

por
Emanuel Bomfim
, Seção: Música 15:20:44.

O site da NPR publicou em seu programa 'First Listen', que coloca novos álbuns na íntegra para audição antes do lançamento oficial, o disco de inéditas de PJ Harvey. "Let England Shake" está previsto para chegar às lojas em 15 de fevereiro.

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A britânica compôs primeiro as músicas para depois inserir as letras, processo que levou cerca de um ano e meio ao todo. Parte das gravações foi realizada em uma igreja do século 19, na cidade de Dorset, na Inglaterra. O resto foi feita “ao vivo em estúdio” – quando os instrumentos deixam de ser gravados separadamente.

A produção ficou a cargo de Flood, que já atuou ao lado de bandas como U2 e Smashing Pumpkins. Colaboraram no disco o guitarrista John Parish, ex-integrante do Bad Seeds, o compositor e arranjador Mick Harvey, e o baterista Jean-Marc Butty.

Com seu tradicional sadismo, a cantora fez um disco político, com versos direcionados a sua terra natal. É claro que o recado funciona para o resto do planeta. Fala de soldados alvejados em batalhas, que caem como "pedaços de carne". É um retorno e tanto, de um rock etéreo, de sons metálicos e a onipresença da harpa.

FIM ANUNCIADO

O LCD Soundsystem anunciou que encerra suas atividades no dia 2 de abril, com show no Madison Square Garden, em Nova York. "Se é para ser um funeral, que seja o melhor funeral de sempre!", disse o produtor James Murphy ao The Guardian.

Vale lembrar: a banda de discopunk faz três apresentações no Brasil neste mês. Em São Paulo, o show será no dia 18, no Warehouse, na Vila Lepoldina. Se antes pairava alguma dúvida sobre ir ao show, agora não há mais.  Chance única para ver uma das melhores bandas da última década em ação antes do fim anunciado. Imperdível.

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