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27 anos. Dois álbuns gravados. Cinco prêmios Grammy. Incontáveis matérias em tablóides por causa de seus problemas com o vício em álcool e drogas, suas brigas e os vexames públicos.
Este pode ser um resumo da vida meteórica de Amy Winehouse, que nasceu em Londres em 14 de setembro de 83, filha de um taxista e uma farmacêutica, e que cresceu numa família de apaixonados por música.
Aos 9 anos Amy mostrava que tinha talento para cantar e para fazer bagunça na escola, então, por sugestão da avó, foi mandada a um colégio voltado às artes. Ao longo dos anos os dois talentos foram desenvolvidos, o que fez com que a aluna chegasse até a ser expulsa de uma escola artística.
Enquanto pulava de colégio em colégio, ainda aos 10 anos a pequena Amy Winehouse formou um grupo de rap que durou pouco. A carreira profissional começou alguns anos mais tarde e nos estilos que a fizeram conhecida: uma mistura de jazz, soul, R&B, pop e rock clássico. Amy lançou seu primeiro álbum, “Frank”, em 2003. O sucesso ficou restrito à Inglaterra, onde as vendas chegaram a 600 mil cópias, as críticas foram ótimas e Amy recebeu indicações a importantes prêmios, conquistando o Ivor Novello de Melhor Composição de Música Contemporânea pelo single “Stronger Than Me”.
O segundo e último disco de Amy Winehouse foi o “Back to Black”, lançado em outubro de 2006. Muito mais autoral, este trabalho nasceu de um período conturbado na vida da cantora, que já apresentava problema com o vício em drogas e álcool, além de depressão e disfunção alimentar. Para piorar o quadro, pouco antes do lançamento do álbum faleceu a avó de Amy, uma das maiores incentivadoras do seu talento. Toda esta dor e a forma debochada e atrevida em lidar com seus dilemas pessoais foram parar no álbum, que vendeu mais de 3 milhões de cópias só no Reino Unido e rendeu 5 prêmios Grammy. Mesmo Amy declarando "Eu não saí em busca da fama. Eu apenas faço música", parece que a fama internacional saiu em busca de Amy e virou mais um fardo.
Com o assédio crescente de paparazzi e uma relação conturbadíssima com Blake Fielder Civil – que assumidamente foi quem introduziu drogas mais pesadas, como o crack e a heroína, numa mistura já perigosa – Amy Winehouse começou a aparecer mais nos tablóides de fofoca que na mídia musical. E a fonte desta “imprensa” parecia inesgotável: pancadarias causadas e sofridas pelo casal, overdoses, bebedeiras, internações, prisões, a deterioração física da cantora e seus vexames nos palcos garantiam material farto.
Amy Winehouse chegou a tentar sair deste buraco algumas vezes, mas não demonstrava muito comprometimento. Em 2009, passou uma longa temporada no Caribe para se limpar e gravar novas músicas, e apesar de reportagens darem conta de que ela estava melhor de saúde e livre das drogas, logo ela aparecia bebendo, e uma coisa vela a outra, e lá se foi mais uma tentativa frustrada. Quanto aos shows, bastava uma performance ser elogiada para a seguinte ser deprimente. E a inconstância durou anos...
Os shows de Amy Winehouse no Brasil, em janeiro de 2011, estão entre os últimos de sua carreira e infelizmente não figuram entre os melhores: a cantora esquecia a letra das músicas, cambaleava e sumia do palco. Depois, ela surpreendeu ao fazer uma ótima apresentação em Londres. Mas na sequência, ao abrir sua turnê europeia na Sérvia, Amy parecia mais uma bêbada causando no fim de uma festa que uma artista profissional e premiada. Resultado: vaias de 20 mil pessoas e turnê cancelada. Ela chegou a subir ao palco na última quarta-feira, dia 20, para acompanhar sua afilhada musical, Dionne Bromfield, mas não cantou: Amy Winehouse apenas dançou um pouco e pediu que os fãs comprassem o álbum de Dionne.
Quanto ao seu próprio disco, Amy Winehouse teria finalizado as gravações recentemente, mas a data de lançamento não chegou a ser definida. Além disso, ainda existem algumas parcerias esperando para serem lançadas, e músicas inéditas que ela fez em sua temporada no Caribe, recusadas pela gravadora por serem “muito reggae”. Quem sabe a decisão seja revista...
Amy Winehouse faleceu sábado, dia 23, em sua casa em Londres. Não se sabe quem chamou a polícia e a ambulância para socorrer a cantora, que já estava morta quando o resgate chegou. Também não se sabe a causa de sua morte: a polícia diz que não havia sinal de violência e que é cedo para afirmar que o abuso de drogas tenha ligação. A autópsia está marcada para este domingo, mas resultados conclusivos costumam demorar alguns dias.
E com sua partida prematura, mas não surpreendente, Amy Winehouse passa a fazer parte do seleto e triste “Clube 27”, que tem integrantes como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Brian Jones, Jim Morrison, Kurt Cobain e o pioneiro Robert Johnson, artistas que derramaram seus corações na música e morreram de forma dramática aos 27 anos.
De forma bem resumida, este conceito, que nasceu do folclore e foi parar na ficção científica, trata de um tipo de clone de uma pessoa, mas a semelhança é total, tanto na aparência como nos pensamentos, sentimentos e ações. E normalmente é sinal de mau agouro...
Dois filmes que estreiam nos Estados Unidos em julho trabalham com esta ideia em níveis diferentes.
Um deles é The Devil’s Double, e aqui não há nada de ficção científica. A trama é baseada em fatos reais vividos por Latif Yahia, que foi colega de escola de Uday Hussein – o sádico filho de Saddam – e serviu como seu dublê durante muitos anos.
Yahia fugiu do Iraque em 1991 e contou sua história no livro The Devil’s Double, ou O Dublê do Diabo. O iraquiano, que teve o azar de ser parecido com Uday, foi obrigado a passar por uma série de cirurgias plásticas para eliminar qualquer diferença entre eles. Com isso, sofreu mais de 10 atentados no lugar do filho do ditador.
Dominic Cooper (de Educação e Capitão América: O Primeiro Vingador) faz tanto o papel de Uday Hussein como o de Latif Yahia, e a direção é de Lee Tamahori (de O Vidente e 007 – Um Novo Dia para Morrer). The Devil’s Double ainda não tem título em português e nem previsão de estreia no Brasil.
Outro filme que lida com a ideia de um doppleganger é Another Earth. Nele, é descoberto um segundo planeta Terra bem próximo ao nosso, que não podia ser visto até então por estar escondido pelo sol.
Mas o roteiro usa esta base de ficção científica para contar o drama de uma estudante de astrofísica, Rhoda Williams (vivida por Brit Marling, co-autora do filme), que deslumbrada com a incrível visão de outra Terra no céu, causa um acidente de carro e mata a família do compositor John Burroughs (William Mapother, da série Lost). Depois de cumprir sua pena, Rhoda tem a chance de viajar à outra Terra enquanto se aproxima de John, mudando mais uma vez a vida de ambos.
Another World é dirigido por Mike Cahill – que também é co-autor – e ainda não tem data pra chegar ao Brasil.
Depois de ser a primeira artista viva a ter dois álbuns e dois singles no Top 5 da parada britânica, coisa que só os Beatles haviam conseguido, ela desbancou a rainha do pop (sim, a MADONNA!) ao se manter no topo da parada durante dez semanas consecutivas.
A cantora está tão por cima que até o John Legend, just for fun, gravou sua própria versão de "Rolling In The Deep". E twittou, ó.
Bom, não demorou muito para aparecer mashups no Youtube. Confira alguns:
por
Emanuel Bomfim ,
Seção: Cinema, Música
13:04:02.
A mais nova investida do cultuado diretor Spike Jonze, conhecido pelo seu inventivo trabalho na produção de videoclipes, tem inspiração no último trabalho da banda canadense Arcade Fire: "The Suburbs", lançado em 2010 e vencedor do Grammy em 2011.
"Scenes from the Suburbs" é um curta de 30 minutos de duração e foi co-escrito por dos integrantes do grupo, Win e Will Butler. Após estrear no Festival de Berlim, em fevereiro, o filme foi confirmado na programação do festival de música SXSW (South by Southwest), que vai até o dia 20 deste mês, em Austin, no Texas (EUA).
O que antes eram só relatos, agora ganhou sua primeira amostra audiovisual e aberta para o público. Nesta segunda, 14, o trailer oficial do filme foi divulgado no Youtube e mostra cenas de um grupo de adolescentes que vivem sob uma ameaça militar. Na trilha, faixa escolhida foi "Month of May".
O elenco escolhido para interpretar os rapazes suburbanos traz só nomes desconhecidos: Sienna Blau, Sam Dillon, Zoe Graham, Zeke Jarmon, Paul Pluymen e Ashlin Williamson.
Veja abaixo o trailer de "Scenes from the Suburbs":
Sucesso indiscutível da música latina atual, os porto-riquenhos do Calle 13 vem há tempos se desvinculando de sua pegada “reggaetonera” do início da carreira. As viagens pela América do Sul têm contribuído para esta nova guinada na produção da dupla Residente e Visitante.
No trabalho de Visitante, Eduardo Cabra, responsável pelas bases, se percebe com o passar dos discos deste grande estrondo que é o Calle 13, a influência de diferentes ritmos latinos, saindo dos Tambores da Chilinga da Argentina, chegando à cumbia colombiana. Nas letras, a verve afiada e crítica de René Perez, o vocalista Residente, também evoluiu – e muito!
Recentemente, no último Festival de Viña del Mar, no Chile, (um evento anual, onde artistas, mesmo consagrados, passam pelo crivo das palmas do público) o Calle 13 foi o protagonista da edição, tanto apresentando artistas chilenos que haviam sido preteridos pelos estrangeiros, sem deixar uma crítica bem ‘en vivo y a colores’, como se dizia.
Também interpretou a música ‘Latinoamerica’, com o grupo folclórico chileno Inti Illimani e a cantora revelação, também do Chile, Camila Moreno. A letra, um primor, lembra os tempos da ‘música de protesta’. E o autor, René, gosta de se colocar com um novo discurso, renovando o Latin Power e a valorização cultural da America hispana e do Brasil também.
No festival que rolou em SP, ‘Telefonica Sonidos’, de 2010, tive o prazer de bater um papo com o irrequieto René, ou Residente. Um jovem esperto, ligado em som, sotaques e referências. O cara conseguiu reconhecimento até de Mercedes Sosa, no último disco antes de suas morte. Gravou com a “Negra” uma música. No mais novo disco de Shakira, também está lá, com a música ‘Gordita’. Não é fraco não...
Ouça aqui o trecho do papo em que ele conta de sua paixão pela América do Sul (me senti como se estivesse na frente de um jovem Guevara 2.0, bem na pegada ‘Diários de Motocicleta’) e como convidou as grande feras da música latina para a gravação de ‘Latinoamerica’. No final, tem uma tradução bem rápida.
Na versão do disco, a música ganha corpo das interpretações sem fronteiras de Toto La Monposina, cantora folclórica colombiana, da grande peruana Susana Baca, cantora elegante de musica afroperuana e finalmente de Maria Rita, cantora brasileira que sempre transitou, até por herança de Elis mesmo, entre a música folclórica latina.
Aquivocê confere ‘Latinoamerica’. Como classificaria este som?
Calle 13, pelo que sinto, está só começando
Veja aqui o clipe de "Pal´Norte", onde a letra fala de percorrer a America “sin mapas” e com participação do trio cubano Orishas.
A banda Strokes apresentou a música “Life Is Simple In the Moonlight”, do álbum “Angles”, no programa Saturday Night Live, no último sábado. O cd será lançado no dia 22 de março. Eles tocaram ainda a canção, já previamente lançada na internet, “Under The Cover Of Darkness”, também do novo CD. Assista aos dois vídeos, apresentados por Miley Cyrus.
A cantora Lady Gaga não se aguentou e foi às lágrimas após dividir o palco com Maria Aragon, de apenas dez anos, em show na cidade de Toronto, no Canadá. Juntas elas interpretaram o novo single, 'Born this Way'.
A garota virou sensação no Youtube com sua versão da nova música da popstar. O vídeo já soma mais de 17 milhões de acessos. Quando Aragon falou com a plateia, também encantada, Gaga se emocionou.
Mais tarde no Twitter, a cantora voltou a elogiar a talentosa fã-mirim: "Não consigo parar de chorar vendo isso. É por isso que eu faço música. Ela é o futuro".
Mal foi divulgado o clipe de 'Lotus Flower', música do novo álbum do Radiohead ('King os Limbs'), e a coreografia do frontman Thom Yorke já ganhou todo tipo de paródia na web. O gingado solto do britânico, fazendo "o sedutor", combinou com todo tipo de levada, desde o samba da Globeleza até a quebradeira de 'Single Ladies', da musa pop Beyoncé.
Thom Yorke sempre fez o tipão estranho, gênio introspectivo. Ao encarar a câmera por cinco minutos, embarcando no clima hipnótico da canção, ele gera um certo desconforto. Mas não seria esse o papel da arte?
Constrangimentos e polêmicas à parte, a piadas que se multiplicam no Youtube e são impagáveis. Abaixo, e com ajuda da jornalista Paulina Chamorro, reunimos algumas delas.
Difícil dizer se foi pura estratégia de marketing, mas Lady Gaga obteve outro importante feito na promoção de "Born This Way". A nova música foi o milésimo single a conquistar o primeiro lugar no "Hot 100" da Billboard. O ranking existe desde 1958 e verifica a projeção dos lançamentos nos EUA de acordo com a execução nas rádios e das vendas físicas e online (atualmente). O primeiro artista a figurar na lista foi Ricky Nelson, com "Poor Little Fool".
Gaga chega dentro de ovo gigante no Grammy (AP)
A conquista, é claro, rendeu uma entrevista exclusiva de Gaga à Billboard, para falar de seu novo álbum. Nesta quinta, 17, o site da revista americana já soltou alguns trechos. Nada de especial, diga-se.
Sobre o "Born This Way", ela diz que é um disco eclético, que começa light e vai ficando dark aos poucos. A cantora também dá mais explicações sobre o "ovo gigante" utilizado na sua entrada triunfal na cerimônia do Grammy do último domingo (13). "Eu estava pensado em embriões", afirmou. Já com relação a sua performance no palco do Staples Center, ela conta que "a música representa visualmente o nascimento de uma nova raça". Lady Gaga ainda confirma que o single realmente foi inspirado nos anos 90 e em Madonna e Whitney Houston.
Em geral, a capacidade de se auto-promover suprime a própria obra de Lady Gaga. Seu senso de espetáculo está bem à frente de suas composições. Isto é louvável, a ponto de fazer da chatinha "Born this Way" um pouco mais interessante.
Teve uma época nos anos 80 em que ser indie era fazer parte da cena gótica. O visual andrógino, com maquiagem pesada, dark, representou uma juventude influenciada por Joy Division, The Cure, Sixiou and The Banshees e os pioneiros do Bauhaus. Pós-punk na veia, herdeiros do glam de David Bowie e T-Rex. Há quem diga que o emo de hoje é uma espécie de retorno à esta fase. Gótico que foi gótico odeia a comparação. Afinal, Simple Plan, Fall Out Boy e Panic at the Disco! ficam no chinelo perto da relevância que o som dos anos 80 ganhou. Verdade, ou só nostalgia?
Mas esta não é discussão propriamente dita. O preâmbulo serviu para falar sobre o novo projeto da cantora Diane Birch. Artista, aliás, que a Eldorado FM lançou e tocou primeiro. Como membro desta geração oitentista, Birch gravou um EP com repertório de covers só de bandas góticas. Intitulado "The Velveteen Age", o álbum não é uma homenagem passadista. Birch atualiza o som adicionando seu tempero blues e folk. É como se o dark britânico fosse dar um passeio no introspectivo campo americano. O coletivo The Phenomenal Handclap Band engrossa o caldo tocando em todas as faixas. Um baita EP, de uma cantora que traz o frescor ao pop sem afetação ou experimentalismos em excesso. Ouça aqui no novo EP e veja abaixo a lista de músicas:
- This Corrosion (Sisters of Mercy)
- Kiss Them For Me (Siouxsie & The Banshees)
- Bring On The Dancing Horses (Echo & The Bunnymen)
- Atmosphere (Joy Division)
- Primary (The Cure)
- Tarantula (This Mortal Coil)
- A Strange Kind of Love (Peter Murphy)