No Estado de São Paulo, os municípios com maior consumo de energia elétrica em 2008 foram São Paulo, Alumínio, Cubatão, Santo André e Guarulhos, segundo o Balanço Energético do Estado de São Paulo e o Anuário Estatístico de Energéticos por Município no Estado de São Paulo divulgado há pouco pela administração estadual.
Já os maiores consumidores de gás natural foram São Paulo, Cubatão, Santo André, Paulínia e Mogi-Guaçu. O consumo de álcool hidratado foi liderado por São Paulo, seguido de Campinas, Ribeirão Preto, Guarulhos e São José dos Campos. Já os derivados de petróleo foram mais consumidos por São Paulo, Guarulhos, Cubatão, Campinas e Paulínia.
De acordo com a secretária estadual de Energia e Saneamento, Dilma Pena, em 2008, tanto a oferta interna de energia quanto o consumo final energético apresentaram um aumento de 6% em relação ao ano anterior. Houve expressiva participação de fontes renováveis na oferta (58,1%) e no consumo (57%), com destaques para a cana de açúcar (38% e 37%, respectivamente) e hidráulica e eletricidade (16,4% e 17%).
José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, elogiou em 140 caracteres a escolha do presidente Lula (PT) como um dos líderes mais influentes do planeta em 2010 pela revista “Time”. ”Parabéns ao presidente Lula, escolhido líder do ano pela revista americana Time. É bom para o Brasil”, escreveu Serra em seu twitter.
Ex-soldados que lutaram na Segunda Guerra Mundial, ex-presos políticos e agora o governo federal quer pagar indenização aos ex-jogadores de futebol que se consagraram ganhando os títulos mundiais para o Brasil em 1958, 1962 e 1970. Essa aposentadoria para o ex-atletas, entre eles o rei Pelé, pagará R$ 100 mil de uma vez e manterá benefício mensal no valor máximo hoje da Previdência – R$ 3.218,90 – até o fim da vida. São 37 os beneficiados, segundo o Ministério do Esporte, sendo 12 que disputaram e ganharam a Copa de 1958, cinco de 1962 e outros 20 do tri no México, em 1970. Você acha correto o pagamento dessa indenização?
Vejam o que Tostão, ex-jogador, campeão mundial, médico e hoje comentarista esportivo já escreveu sobre essa “bolsa-campeão”:
“Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia. O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época..”
O texto da proposta está em última análise hoje na Casa Civil. Só que não sabem se será um decreto presidencial ou uma medida provisória. Cogita-se até mesmo um projeto de lei. Definido mesmo é que haverá o pagamento.
Atualizado às 14h20 de 28 de abril
Pelo menos por enquanto, a nova pista da Marginal do Tietê está resistindo aos congestionamentos e contrariando as previsões de muitos de que os ganhos nos tempos das viagens seriam perdidos ainda no primeiro mês de circulação. Por outro lado, o investimento de R$ 1,3 bilhão não foi capaz de deixar a nova pista imune a um dos principais problemas da cidade: os alagamentos. As chuvas da tarde desta sexta-feira deixaram dois pontos de alagamento na pista, no sentido da Rodovia Castelo Branco. Ambos eram transitáveis. Mas os motoristas enfrentaram problemas na altura das Pontes Júlio de Mesquita Neto e da Vila Maria.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de São Paulo que em 1991 apurou responsabilidades da exposição à radiação sofrida pela população paulistana mostra que a Nuclemon Mínero-Química, uma das empresas do programa nuclear brasileiro, depositou lixo químico – torta de fosfato trissódico – por vários anos no Aterro Bandeirantes, em Perus, zona norte da capital. Isso, segundo a CPI, representa risco para trabalhadores no local e à população vizinha. A quantidade enterrada é desconhecida. As atividades da Nuclemon foram absorvidas pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
Para a Cnen, responsável pela fiscalização das instalações nucleares e radioativas no País, não há riscos ao meio ambiente e população em geral, pois há monitoramento dos níveis de radiação periódico das antigas instalações da Nuclemon em Interlagos, zona sul.
A Prefeitura de São Paulo evita falar a respeito desse assunto. Segundo o Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb), órgão da administração municipal que gerencia a coleta de lixo na capital, a Nuclemon não consta no cadastro de grandes geradores de resíduos.
O Aterro Bandeirantes, considerado de classe 2, está apto apenas a receber lixo doméstico, e não pode receber esse tipo de resíduo industrial contaminado. Hoje Aterro Bandeirantes está desativado e gera gás para produção de energia elétrica.
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, considera desde novembro de 2001, que o terreno da Usina Santo Amaro (Usam), da Nuclemon, localizada na Rua Princesa Isabel, no Brooklin, está descontaminado e liberado para uso irrestrito. É o que mostra relatório sobre rejeitos radioativos da Cnen.
O mesmo documento aponta que há 325 metros cúbicos de rejeitos radioativos na Usina Interlagos (Usin) armazenados num galpão, na Avenida Miguel Yunes, que deverá ser limpo e vendido, conforme mostrou hoje o jornal Estado e o portal do Estadão. O objetivo da INB é limpar e liberar o terreno de 54 mil metros quadrados em Interlagos, para “uso irrestrito”, o que permitirá uma nova utilização para qualquer tipo de atividade, inclusive o habitacional.
O material contaminado na Usin e na Usina Santo Amaro (Usam) e identificado pela Cnen contém misturas de sulfatos de bário e rádio, sulfeto de chumbo, baritina moída, hidróxido de tório contendo urânio e torta de fosfato trissódico. O depósito mantém 1.154 toneladas de rejeitos radioativos estocados em bombonas plásticas, desde 1998. Na antiga área da Usam houve trabalho de descontaminação e há edifícios habitacionais hoje.
Em Interlagos, a areia com minerais pesados que recobre o terreno é proveniente da Usam, que tinha como matéria-prima areia monazítica extraída das praias do norte do Estado do Rio de Janeiro. Essa areia passava por um processo químico para obtenção de urânio e tório. O que sobrava desse produto monazítico era lançado na ára da fábrica. O material manteve a concentração radioativa em pelo menos cinco pontos do terreno, mas em quantidade que não causaria danos a quem vive ali, segundo a INB.
A Nuclemon foi fechada em 1992. A Usam, uma das unidades da Nuclemon, foi desativada entre 1992 e 1996. A intenção era que os rejeitos da usina fossem levados para uma usina em Caldas (MG), no fim dos anos 90. Itamar Franco, então governador de Minas, proibiu o armazenamento de rejeitos radioativos de outros Estados em território mineiro. O terreno da Usam já foi descontaminado, vendido e hoje abriga prédios.
Veja no post abaixo relato de ex-trabalhador na empresa, aposentado precocemente e que luta na Justiça por indenização.

Foto: Werther Santana/AE
Um galpão com pé direito alto, poeira em todo lugar, muito calor. Para o dia a dia, a roupa utilizada pelos operários era a do próprio empregado, que a levava para lavar em casa. Nos pés, chinelos de borracha ou sapatos comuns. O ruído era intenso e muito alto. Equipamentos de proteção individual praticamente não existiam. O trabalho braçal era estafante. Os operários desconheciam o material que manipulavam. Descontaminação? Não existia. Assim era o cotidiano da Nuclemon Mínero-Química, na Avenida Interlagos, zona sul da capital. Hoje, o jornal Estado e o portal Estadão mostraram que foi iniciado, 18 anos depois de sua desativação, a descontaminação de um terreno da estatal nuclear contaminado com material radioativo.
O que os trabalhadores da antiga Nuclemon, hoje absorvida pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), desconheciam é que estavam expostos a substâncias altamente tóxicas e radioativas. A principal matéria-prima utilizada na usina era a monazita, extraída da areia monazítica, rica em urânio e tório. Eram cerca de 700 pessoas, tanto operários como pessoal administrativo. Muitos já morreram, outros tiveram de se aposentar precocemente. São várias as doenças que acometem os ex-funcionários, entre elas a silicose e a incidência de poeira radioativa em seus pulmões.
Hoje, com centenas de pessoas contaminadas, corre na Justiça uma ação com pedido indenizatório dos ex-trabalhadores. “O sistema público de saúde não tem equipamento capaz de medir nossos problemas de radiação”, diz Milton Guadalupe, de 50 anos, aposentado por incapacidade física desde 2004. “Não tenho forças nas pernas. Não consigo subir escada, fico sem forças”, diz.
Guadalupe e cerca de cem outros trabalhadores pedem indenização na Justiça por danos morais. “A gente não era informado sobre a periculosidade do material que era manuseado. Era proibido a gente aprofundar conhecimento sobre o produto. A gente manipulava o produto como se fosse arroz, feijão”, conta.
A luta na Justiça já avançou um pouco. Desde 2008 conseguiram que a INB pagasse um plano de saúde para que pudessem fazer tratamento médico. Mas mesmo com a determinação judicial a empresa inicialmente entregou aos seus ex-empregados um convênio médico que só tinha validade no Rio de Janeiro e Minas gerais, onde estão localizadas unidades da companhia. “O juiz viu o que eles fizeram e determinou que fosse feito um plano em São Paulo. E estamos fazendo tratamento agora”, explica Guadalupe.
Os garis e os lixeiros da cidade de São Paulo prometem greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira, dia 27. Eles alegam que o sindicato das empresas não renovou norma coletiva que expirou em fevereiro.
A partir das 6 horas de terça-feira não haverá limpeza urbana na capital: coleta de lixo domiciliar, varrição de ruas, manutenção e serviços complementares (limpeza de feiras, monumentos, praças, etc).
A greve é marcada em período em que as empresas contratadas pela Prefeitura reivindicam reajuste nos contratos. Cada uma das duas concessionárias recebe mensalmente cerca de R$ 25 milhões. O contrato total é de R$ 10 bilhões.
Os últimos dias de abril serão decisivos para o transporte ferroviário no Brasil. O edital para escolher quem vai construir o trem bala São Paulo-Rio-Campinas aguarda parecer do ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU) e depois vai para votação em plenário. Mas não há uma data prevista ainda. A expectativa é que a matéria integre a pauta de discussões do dia 28 de abril, próxima quarta-feira. Mas pode demorar mais um pouco, atrasando ainda mais o processo. O prazo regimental do TCU é até 19 de maio.
No Metrô de São Paulo, o consórcio Tração 3, integrado pela Alstom e pela Tejofran, venceu a concorrência que selecionou empresa para elaborar projeto, fornecer e implantar o novo sistema de terceiro trilho da Linha 3-Vermelha (Barra Funda-Corinthians/Itaquera). Esse terceiro trilho é o que alimenta a composição com energia elétrica e fica pouco acima dos trilhos por onde correm os trens, ao contrário das composições da CPTM, que são alimentadas com energia em fiação instalada acima do teto.
Mais três trens da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo chegaram ao Porto de Santos no último dia 17. Foram fabricados da Coreia do Sul. Outros cinco estrão sendo aguardados para os próximos dias e em julho mais oito composições devem chegar ao Brasil. A Linha 4-Amarela ainda está sem data para início de operação. Nessa fase serão abertas as Estações Faria Lima e Paulista, com três composições em uso.
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai financiar R$ 2 bilhões que serão investidos na construção do Trecho Norte do Rodoanel. A construção dos 44 quilômetros do ramal, que fechará o anel viário, é estimada em R$ 5,2 bilhões. A diferença de R$ 3,2 bilhões ainda não está definida de onde virá. Deverá contar também com verba federal.
O tramo norte vai ligar o final do Trecho Oeste, na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, ao Leste, passando pela Rodovia Presidente Dutra, em Arujá, e a Ayrton Senna. Também contará com 4 quilômetros de uma ligação com o Aeroporto Internacional de Guarulhos. A construção vai implicar passagens de túneis e pontes pela reserva ambiental da Serra da Cantareira. O Trecho Leste sequer começoua ser construído. Previsão é de início de obras até o final do ano ou 2011.
A Secretaria Estadual dos Transportes prevê o início das obras do Norte em 2011, com conclusão em 2014, possivelmente antes da Copa do Mundo.
O projeto dos 171 quilômetros desse anel viário é de 1997. Na época, o custo estimado da pista completa era de R$ 2,8 bilhões. Hoje esse valor já subiu 500% e alcança R$ 16,8 bilhões.
O engenheiro Paulo Vieira de Souza, responsável pelas obras do Trecho Sul do Rodoanel, ampliação das pistas da Marginal Tietê entre outras, demitido da Dersa na semana passada, enviou há pouco uma carta a este blog. Afirma que desconhece os motivos da exoneração, que foi um bravo tocador de obras e a dispensa foi comunicada a ele pelo secretário dos Transportes, Mauro Arce, como uma decisão de governo, sem maiores detalhes. Veja abaixo cópia da carta:
“A minha exoneração do cargo de Diretor de Engenharia da Dersa e Coordenador do Grupo Gestor das obras de Convênios com a Prefeitura de São Paulo, foi comunicada como decisão de Governo através do Secretário dos Transportes Mauro Arce, sem maiores detalhes.
Pessoalmente creio como protagonista das obras entre 2005 e 2010, tais como, Jacu Pêssego Norte, Parque Antonio Arnaldo de Queiroz e Silva (Parque Jacui), Jacu Pêssego Sul, em fase de conclusão, Marginal Tietê, Estrada Parque (PET – Parque Ecológico do Tietê) atingiu os seguintes objetivos: Prazo previsto, custos e qualidade adequados, conforme os melhores padrões internacionais.
Especificamente o Rodoanel Mario Covas Trecho Sul, que é a maior obra rodoviária do País, detém os seguintes resultados:
Prazo: menor prazo de execução (34 meses) – 1035 dias, reduzida em 14 meses o prazo contratual.
Qualidade: A pavimentação de concreto ou asfalto seguiu padrões internacionais.
Regularidade: Aprovado por todos os órgãos de controladoria do Estado e da Federação, tais como: TCE, MPE, TCU e MPF.
Meio Ambiente: Modelo de exemplo internacional com relação a preservação ambiental.
Reassentamento: O estudo do Banco Mundial sobre política de reassentamento, passou a adotar como referência de modelagem nessa Instituição Internacional.
Aditivo: Menor índice de reajuste de obra pública deste porte no Brasil: 6,72%
Como também por todas as premiações recebidas no decorrer deste trabalho como:
- Eminente Engenheiro do Ano de 2009.
- Medalha Cinquentenário do Policiamento Ambiental (2009/2010)
- Medalha Cinquentenário do Policiamento Rodoviário (2009/2010)
- Troféu Top Of Business Nacional de Gestão Pública (2009/2010)
E ter sido um indômito executor de obras, criando um novo Paradigma de execução de Obra Pública no País, por tudo isto não saberia responder a respeito da minha exoneração, porém continuo acreditar em meus sonhos, tornando-os realidade, pensando, falando, escrevendo, assinando, mesmo que para isso eu tenha tido dificuldades. Não há obstáculos que não puderam ser superados e metas que não puderam ser cumpridas. Mas vale a pena verificar a realização e o resultado destes sonhos, para o benefício da população de São Paulo e do Brasil.”
Veja no post abaixo a notícia da demissão.
2011
2010
2009
2008