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Edmundo Leite

14.outubro.2011 08:01:42

Ajude um repórter a…

A primeira vez que vi @ajudeumreporter no twitter pensei que fosse uma daquelas campanhas de solidariedade a um colega em situação difícil. Talvez vítima de algum infortúnio, como doença grave com tratamento caríssimo. Demissão com calote, ameaça de descontentes com suas reportagens, vítima de censura, opressão, injustiça ou agressão foram outras situações que me vieram à cabeça diante do apelo precedido da arroba que praticamente já virou letra do alfabeto. Seria algum conhecido? E mesmo que não fosse, talvez pudesse ajudar. Ou, verdadeiro motivo, apenas matar a curiosidade. Clique imediato.

Apesar de as situações acima não serem raras, nenhuma delas era o motivo da mobilização na rede social do passarinho. Tampouco era um único repórter que precisava de ajuda. Eram muitos. E todos eles precisavam do mesmo tipo de ajuda: encontrar uma fonte para as suas reportagens. (Para quem não está familiarizado com as entranhas jornalísticas, fonte é, resumidamente, como chamamos as pessoas e instituições que são entrevistadas ou dão informações ao repórter para que este produza as suas reportagens).

Após o espanto inicial com a novidade veio a incredulidade: não havia mais pudor de se escancarar para a concorrência o que estava se planejando publicar em seu veículo? Após a incredulidade, um misto de diversão com outro sentimento ainda difícil de definir. Como num daqueles anúncios em que uma pessoa procura um par amoroso, jornalistas procuram alguém para preencher o vazio, não de seus corações, mas de suas pautas.

Assim como os solitários dos classificados idealizam um amor perfeito ["homem, meia idade, sit. financeira estabilizada, procura mulher 25 a 30 anos, loira, olhos verdes, s/ filhos, + 1,70m, p.relacionamento sério. Prefr.BH. Descarto aventuras"], os repórteres que precisam de ajuda também estão em busca do entrevistado ideal:

“…procura pessoa q deteste Legião Urbana.”

“…procura loja ou fabricante de berrante na cidade de SP.”

“…procura pessoas q acordaram após período em coma.”

“…procura alguém q teve piora no rendimento físico por conta de problema bucal.”

“…procura mulher q coma mto chocolate todos os dias e não tenha problemas de saúde por isso.”

“…procura empresas q ainda não saibam como reter talentos, mas tenham planos p/ 2012.”

O resultado da busca pela fonte ideal, aparentemente, tem sido um sucesso. O serviço foi aprimorado e ampliado. Além do Twitter, está no Facebook, virou blog e um site onde jornalistas e fontes se cadastram em busca do encontro perfeito.

Como não me cadastrei, fico a imaginar como seria o flerte entre o repórter e o entrevistado pretendente. Será que, como costuma acontecer nos sites de relacionamentos e salas de bate-papo – dizem (rs) – , as pessoas também se pintam com tintas mais vistosas, dão um verniz a mais em seus perfis? Um repórter de um modesto jornal de pequena tiragem atrai uma fonte incauta com promessas de milhões de leitores?  Ou será que um entrevistado tenta dourar a pílula ao descrever seus atributos? “Especialista na área. Declarações polêmicas e inovadoras. Aspas perfeitas”, quando na real se trata de apenas mais um a repetir velhos chavões. As fontes estariam dispostas a  relacionamento duradouro ou a uma pauta apenas?

Procurar por possíveis fontes sugeridas na pauta (o planejamento da matéria, como costumamos chamar as reportagens) nem sempre é uma tarefa fácil. E mesmo antes da internet repórteres sempre recorreram a uma rede de amigos, amigos de amigos, conhecidos, e a listas organizadas de especialistas em determinado assunto para conseguir um entrevistado, uma fonte ou, como se diz no jargão das redações, um personagem.

Mais que um entrevistado, é isso o que o repórter que precisa de ajuda procura: um personagem. A apropriação do termo das obras de ficção não significa que as reportagens sejam ficcionais, teatrais, cinematográficas ou fantasiosas. Reportagens que precisam de personagens não são uma notícia em sua concepção clássica, onde um fato é relatado e alguém é entrevistado por ter participado do ocorrido. É algo mais elaborado. É preciso encontrar alguém cuja história ou situação possa ilustrar uma reportagem sobre um assunto maior. Ao contrário do que alguns possam imaginar, esse tipo de matéria não é menos nobre que outras. E muito bom jornalismo é feito nessa área.

É nesse ponto que começa o problema do Ajude um Repórter. Apesar da boa intenção de criar uma ferramenta que aproxime repórteres de possíveis entrevistados, o serviço tem uma distorção em sua concepção ao oferecer fontes sedentas de notoriedade. Os dizeres da página principal deixam claro a visão que se tem do papel da fonte:

“Sua chance de aparecer na mídia.”

“Ganhe exposição na imprensa sem custo.”

“Compartilhe o seu conhecimento. Construa a sua marca.”

Outros textos publicados no blog vão além:

“Não é preciso ter estrutura de comunicação profissional quando você tem o conteúdo que o jornalista quer e sabe exatamente como fazer contato. Hoje, qualquer pessoa pode participar de matérias em pequenos ou grandes veículos de comunicação espalhados por todo o Brasil…”

“Já imaginou sua startup aparecendo na capa de algum jornal? Pode ser um grande impulso para novas oportunidades e sem nenhum custo, afinal.”

Aparecer na mídia é o conceito repetido à exaustão nos textos que explicam ou promovem o serviço, criado por um jovem e bem intecionado RP (relações públicas) que captou recursos pela internet para expandir a ferramenta. O fato de a ferramenta ter sido criada por um profissional que tem entre suas funções promover a imagem de seus clientes ajuda a entender um pouco o porquê desse viés.

Curiosamente, o texto de onde saiu o trecho acima começa falando que a missão do serviço é “democratizar o relacionamento com a imprensa”. A frase pode até lembrar aquelas bravatas de militantes que enxergam a imprensa como um inimigo a ser combatido, mas o Ajude um Repórter está bem longe disso. E até se vale do nome de grandes veículos de comunicação como chamariz (“mídias que usam”) para atrair mais usuários. Com sua vocação empreendedora e colaborativa, de certa forma até ingênua, parece pretender ajudar os “sem-imprensa”, o que poderia ser até um aspecto louvável. Traria novos nomes para o círculo de notícias e debates ao mesmo tempo que possibilitaria aos repórteres ter acesso a nomes que nem saberiam da existência se não fosse a ferramenta.

Pelo lado das redações, pensando num coitado que está atolado num prazo impraticável e em outras pautas diferentes, não há como negar que o site possa  resolver uma questão imediata. E é preciso deixar de lado aquela ladainha saudosista e antitecnológica de que “antigamente tinha que ralar e sair na rua para ser repórter de verdade.” Já passou da hora de se reconhecer que também é possível fazer bom jornalismo tirando proveito das inovações tecnológicas.

Mas, diante da obviedade e excentricidade do tipo de fontes e situações procuradas nessa espécie de “disk-fonte”, é inevitável questionar se não há algo de errado do outro lado também. Ao conceber fontes imaginárias na pauta e exigir que se materializem, mesmo com a possibilidade de algumas delas não existirem, não estarão os veículos e os repórteres invertendo o fluxo da reportagem?

Os repórteres estão mesmo precisando de ajuda.

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12.outubro.2011 06:22:57

Princípios de interação

A resistência à interatividade impulsiva, insana e imoderada é uma questão deste blog antes mesmo dele existir. Questão que estava adormecida, mas despertou recentemente.

Igualmente adormecida, uma antiga proposta de princípios de interação passa a vigorar por aqui:

Além do Código de Conduta do Estadão, a interação neste blog segue estes princípios

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12.outubro.2011 05:16:57

Bem-vindos

Além do Código de Conduta do Estadão, a interação neste blog segue estes princípios:

Proporcionalidade
Cada comentário terá como limite de tamanho o equivalente (em caracteres) ao post em debate.

Rotatividade
Aguarde a publicação de comentários de outros participantes antes de se manifestar novamente. 

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Comentários escritos integralmente em letras maiúsculas serão rejeitados.

Obrigado

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Terça-feira, 11 de setembro de 2001 – 10h01

Primeiro relato publicado no portal Estadão sobre os atentados

Os atentados terroristas de 10 anos atrás em Nova York e Washington representam  para a internet o mesmo que a chegada do homem à lua significou para a televisão no fim dos anos 60. Nos dois casos, as tecnologias – de transmissão ao vivo por satélite e de compartilhamento online e digital – já estavam disseminadas há algum tempo. Mas passaram a ser protagonistas  da história ao permitir que uma massa planetária de pessoas,  mais do que ser informada do fato histórico em seu exato momento, experimentasse as possibilidades da comunicação  de uma maneira jamais vista.

Mesmo com a TV ainda mantendo a ponta ao transmitir ao vivo o choque dos aviões, o desabamento das torres  e o sofrimento das vítimas, a internet mostrou a que veio com todas as suas possibilidades a partir daquela manhã de setembro. Pouco depois do atentado, um conteúdo sem igual passou a ser publicado na rede, não só pelos tradicionais responsáveis por informar, mas pelas próprias pessoas em vários lugares do mundo. Com o passar dos dias, esse conteúdo cresceu ainda mais e ia desde fotos e vídeos  exclusivos dos atentados a teorias conspiratórias e brincadeiras. A mais famosa, a do Tourist Guy, um  turista que teria sido fotografado no topo de uma das torres momentos antes do choque do avião.

A maior parte desse conteúdo se perdeu.  Uma ou outra coisa ainda pode ser encontrada como originalmente publicada.  Passados alguns anos, todo aquele gigantesco conteúdo  se dispersou no ar como a poeira que no primeiro momento cobriu Nova York.  A despeito de seu desenvolvimento tecnológico, a internet ainda não resolveu como irá preservar a sua memória.  Paradoxalmente, é mais fácil encontrar uma informação publicada por um jornal em papel há um século do que achar o que foi publicado exclusivamente no formato digital naquele 11 de setembro.

Publicações exclusivamente digitais que deixaram de existir, como o memorável NoMínimo, não contam com bibliotecas ou arquivos digitais para guardar seus conteúdos para a eternidade como acontece até com obscuras edições que circularam precariamente em papel. E mesmo publicações  que  continuam existindo digitalmente ainda não se preocupam em preservar seu conteúdo digital com os mesmos parâmetros adotados para o papel.  Aqui no Estadão, por exemplo, apesar de ser possível encontrar parte dos textos da cobertura digital  de 11 de setembro de 2001, perdeu-se todo o esforço multimídia originalmente  realizado naqueles dias.

Já existem algumas iniciativas no sentido de mudar esse cenário , como o Archive.org, de  onde foram garimpados os arquivos desse post, e instituições pensando no assunto, como a Biblioteca do Congresso Americano, que criou um programa de Preservação Digital. Mas enquanto não surge uma solução, a internet vai se virando como aquele personagem principal do filme Amnésia, que fotograva com Polaroid, escrevia bilhetes e tatuava o próprio corpo para relembrar de fatos recentes do qual se esquecia rapidamente.

Nesse aniversário de 10 anos dos atentados, mais um turbilhão de informações sobre o assunto volta  ser publicado na web, grande parte  relembrando coisas que poderiam estar à mão em um clique.  No mundo digital, não é preciso um ataque de aviões para derrubar edifícios sólidos.

Terça-feira, 11 de setembro de 2001 - 10h25

10h47

10h48

10h57

11h03

11h14

11h21

11h28

11h28

11h26

11h34

11h50

11h45

12h00

12h02

12h11

12h18

12h24

12h27

12h29

Fragmentos da seção especial criada naquele dia e alimentada
por um longo período ainda podem ser vistas no Archive.org

# Veja quais eram as notícias publicadas pelo Estadão pouco antes dos atentados  

# Em memória de um outro crime, de João Moreira Salles (NoMínimo)

# A difícil tarefa de traduzir o horror

# Outros 11 de setembro

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08.dezembro.2010 19:37:09

Direto da internet…

Houve um tempo – e não faz muito tempo – que a internet era uma novidade. Mas já naquela época (estamos falando da segunda metade dos anos 90) o número de informações disponíveis era gigantesco. Garimpar coisas legais e relevantes em meio a tanta coisa – assim como hoje – era tarefa difícil.

Não para um jovem jornalista da Agência Estado de faro apurado, que se embrenhava nas entranhas da rede e fóruns de discussão para levar os assuntos mais variados aos leitores do extinto domínio agestado.com.br com uma pegada que só um escritor de mão cheia que é podia ter. A seção de ciência e tecnologia que ele tocava junto com outros nomes era blog antes mesmo de blogs existirem.

Não demorou para o estilo, salpicado  de pitadas de ironia, conquistar cada vez mais leitores e admiradores, além de provocar algumas polêmicas de vez em quando. Mais adiante, virou uma seção própria que perdurou por anos e acabou não sei bem por qual motivo.

Além das ciências classudas e pop, a paixão pela ficção científica, literatura, cinema volta e meia davam a cara nos textos, que impressionavam pela qualidade e pela rapidez com que eram produzidos, apesar de uma curiosa datilografia de um dedo só.

Vasculhando  os arquivos para esse post, encontrei um texto daquele ano pioneiro que viria a se repetir 14 anos depois,  mas dessa vez com o próprio jornalista como protagonista: a viagem a Antártida.

Poderia  estender esse post relembrando coberturas, textos  e histórias, mas não é preciso tudo isso quando basta  dizer que Carlos Orsi é um dos profissionais mais brilhantes com quem já trabalhei. Vai fazer falta por aqui, mas  seu novo blog e livros devem pintar logo por aí.

# Carlos Orsi Martinho no Mundo Virtual (Agência Estado – 2000)

# Carlos Orsi Martinho na Wikipédia

# Livro de Carlos Orsi disponível para download gratuito

# Livros de Carlos Orsi na Estante Virtual

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Nas vésperas da final da Copa do Mundo de 2002, um enorme grupo de jornalistas ficava reunido no saguão do hotel onde a seleção brasileira se hospedava em Yokohama aguardando a saída do time de Felipão. Como acontece sempre nessas situações, as esperas eram longas e acabavam virando bate-papos sobre os assuntos mais diversos em grupos que se espelhavam pelo amplo salão.

Num desses grupos, um repórter francês da revista France Footbal perguntou aos colegas brasileiros porque não havia nenhum jornalista negro do país entre dezenas de profissionais que cobriam a seleção do Brasil, quando boa parte do time que estava prestes a se tornar pentacampeão era formada por negros.

Após alguns segundos daquele silêncio constrangedor, alguém arriscou a começar uma explicação. Falou da desigualdade social, enquanto outro lembrou do passado escravista, das falhas do sistema educacional, da dificuldade que muitos pobres tem para ingressar na universidade e que por isso nas próprias faculdades não havia muitos alunos negros.

Oito anos depois, a seleção brasileira parte para tentar o hexacampeonato num país que durante anos foi marcado por um dos mais violentos regimes de segregação racial. O apartheid que por quatro décadas  restringiu os direitos da população negra no África do Sul terminou em 1990. Desde então, o país tenta diminuir a desigualdade social provocada pelo regime racista.

O Estadão desta terça-feira de convocação para a Copa da África do Sul traz um texto de Marco Antonio Rezende informando que políticas sociais, entre elas um amplo programa de inclusão racial do governo – Black Economic Empowerment (BEE)  – estão criando uma nova classe média negra no país:

“… O programa de maior impacto é o BEE, destinado a inserir a maioria negra na economia capitalista. Bastante polêmico quando foi criado – seus detratores diziam que espantaria investidores e desestimularia o empreendedorismo – hoje é parte da vida cotidiana do país.

Para vender para o governo ou participar de concorrências publicas, as empresas tem que ter o certificado de adequação ao BEE. Para isso, têm que cumprir sete critérios, entre eles cotas de negros na média e alta gestão, fornecer cursos de formação para gerentes e executivos negros e comprar produtos ou serviços apenas de outras empresas igualmente certificadas com as normas do BEE.

As grandes corporações têm que ceder em média 25% do seu controle a acionistas negros. As empresas 100% subsidiárias de empresas estrangeiras estão isentas da obrigação da cota no controle acionário. …”

Aqui no Brasil, onde desde 2003 existe uma Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, com status de ministério, estudo recente da Fundação Getúlio Vargas indica que 53% dos negros do país estão na classe média.  E no mês passado o Supremo Tribunal Federal promoveu debates antes de começar a julgar duas ações contra a política de cotas raciais em universidades públicas. O Supremo ainda não definiu a data para julgar as duas ações.

Em 2002, no Japão, a pergunta do jornalista francês sobre a diversidade racial entre seus colegas brasileiros ficou sem uma resposta convincente. Nessa copa de 2010 não é difícil que a situação se repita na África do Sul. A imprensa brasileira, apesar de recorrentemente abordar assuntos sobre diversidade e outras questões raciais em suas páginas, ainda está longe de ser um exemplo no assunto.

Para ficar no exemplo da casa que abriga esse blog, nos três veículos que ocupam duas amplas áreas de redação em único andar é possível contar nos dedos – de uma só mão – o número de negros entre quase 500 jornalistas que dão expediente ao longo do dia nas mais diferentes tarefas e funções de escrever, editar, diagramar e fotografar.

Já em outros setores, como na gráfica ou nos setores de serviços terceirizados que cuidam da limpeza e do transporte a situação é inversa. Não tenho dados para afirmar que os negros são a maioria nessas funções. Mas qualquer um que tiver a oportunidade de fazer uma visita aos diversos setores de uma empresa jornalística no Brasil poderá constatar a situação.

Gilberto Gil cantou anos atrás, em “Tradição”, um “tempo que preto não entrava no Bahiano nem pela porta da cozinha”. Felizmente, isso não existe mais. Os próprios clubes sociais quase já não existem mais. Assim como ficou para trás o tempo em que  times de futebol não admitiam negros em seus quadros.

Dia desses esteve por aqui o grupo de samba Revelação. Desconhecido por quase toda a redação, mas sucesso em todo o País, o grupo falou da carreira, do sucesso, do lançamento do CD e do DVD “Ao Vivo no Morro” e também cantou algumas músicas.

Uma rara chance de se ver negros dentro de uma redação no Brasil.

Revelação_1

Revelação_2

Revelação_3

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