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Edmundo Leite

22.julho.2010 17:00:21

Por dentro de Stonehenge

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Objeto de especulações de historiadores, arqueólogos, astrólogos, bichos grilos, crentes em vidas extraterrestres e toda espécie de palpiteiros, o círculo de pedras de Stonehenge voltou aos noticiários com o anúncio da descoberta de um novo círculo enterrado nas proximidades. Em vez de pedras, o novo achado é formado por postes de madeiras, segundo anúncio feito por arqueólogos.

Um dos monumentos mais intrigantes da humanidade, Stonehenge é uma das atrações turísticas de maior sucesso na Inglaterra. Além do fluxo normal de turistas, anualmente milhares de pessoas vão ao local para festejar o solstício de verão no hemisfério norte.   Mesmo quem não veja significado superior algum no lugar reconhece o encanto do agrupamento de pedras num curioso mosaico.

Quem já foi diz que é inesquecível. Quem não tiver oportunidade de ir, ou se quiser relembrar, pode andar pelo coração do círculo de pedras através da ferramenta  Street View (Vista da Rua)  do Google Mapas.

O interior do monumento  foi fotografado pela equipe do site com  um triciclo  equipado com câmeras semelhantes às usadas para fotografar as ruas das cidades com carros.   Basta o mouse ou as setas do teclado para caminhar por dentro do círculo como um visitante que foi ao local. Bom passeio.

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Em azul, as rotas de caminhada em Stonehenge no Street View:

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Veja como foram feitas as imagens:

# Stonehenge (site oficial)

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“… A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: ‘Não há mais que ver’, sabia que não era assim. O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.”

José Saramago, em Viagem a Portugal

Escritas para finalizar o livro que conta a jornada do escritor português por quase todo o seu país, as palavras acima são um estímulo  aos viajantes de qualquer lugar do mundo.

Sempre lembro delas  quando estou no Google Maps. Para quem gosta de viajar, o site de mapas é muito mais que um localizador de ruas. Pode se tornar uma nova viagem.  Basta arrastar o mouse e uns cliques para voltar a lugares visitados ou conhecer novos.

Com esse post, o tópico “lugares” do blog começa uma nova fase. Lugares visitados, não visitados, sonhados, indicados, relevantes e irrelevantes serão apresentados com link, sempre que possível,  para a vista da rua do site do Google. Dicas e sugestões também são bem-vindas.

Claro que nunca será a mesma coisa que conhecer o lugar de verdade. Mas não deixa de ser uma viagem. Como um cartão postal onde se pode navegar pelos arredores da paisagem. Como nessas quatro selecionadas de Lisboa, cidade que já está toda “andável” no Google Street View.

Aqueduto das Águas Livres

Clique nas imagens para andar pelos arredores

Leia mais sobre o aqueduto: Museu da Água

Alcântara

Rua Vieira da Silva

Rua dos Bacalhoeiros

Vista da Casa dos Bicos

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Todo brasileiro deveria ir a Portugal um dia.  Se não puder, o livro de Saramago pode ser um bom substituto da viagem.  Infelizmente, a edição brasileira da Companhia das Letras foi reduzida somente aos textos e  não traz  as fotos  da edição portuguesa, um daqueles livraços bom de folhear mesmo que não se leia.

Viagem a Portugal:

Buscapé | Estante Virtual | Mercado Livre | Amazon |

Edição portuguesa |

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Por conta da notícia de que o famoso estúdio Abbey Road foi colocado à venda pela gravadora EMI, reciclo uma postagem do ano passado, ainda na versão anterior  do blog.

Apenas uma boa desculpa para voltar à mítica  faixa de pedestres londrina,  ainda que pelo  Google Street View (os estúdios ficam pouco adiante da faixa de pedestres, no  muro branco de grades baixas à esquerda):

Refaça os passos dos Beatles em Abbey Road no Google

07/08/2009

Li por aí que neste sábado, 08 de agosto,  faz quarenta anos que os Beatles fizeram a famosa foto atravessando a faixa de pedestres da Abbey Road, em Londres. A imagem na capa do disco elevou o lugar a ícone planetário. Milhares de turistas que vão a Londres incluem a rua onde ficam os estúdios em que o conjunto gravava como passagem obrigatória, principalmente para tirar fotos refazendo a cena.

Para os fãs dos Beatles quem não podem ir até lá, a ferramenta Street View (Vista da Rua) do Google Maps permite  ter um pouquinho da sensação do lugar, inclusive com o mesmo  campo de visão que Paul, John, George e Ringo tiveram quando deram aqueles  passos – pequenos  para o homem, grandes para humanidade, pode se dizer.

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clique na imagem para andar pela rua

Em 1998 fiquei 20 dias em Londres e acabei não indo a Abbey Road. Comprei até poster, longe dali, mais no centro, mas não fui. O pior é que descobri depois que  estava morando bem pertinho dali. Estive lá de novo no ano passado, e novamente não fui.

Maravilha esse Google Street View. Nos leva a novos caminhos e relembra velhos caminhos percorridos.

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As impressionantes fotos aéreas, até então inéditas, do ataque terrorista contras as Torres Gêmeas do World Trade Center fizeram o mundo relembrar a tragédia do dia de 11 de Setembro de 2001.

Foto: Greg Semendinger/NYPD, via ABC News/AP

No Google Street View, a ferramenta do Google Mapas que mostra a vista da rua de vários locais do mundo, é possível caminhar pelas ruas ao redor do marco zero do atentado e ver as obras de reconstrução:

Clique para ver mapa ampliado

[Na página do Google, use o mouse ou setas do teclado para "andar" pelas ruas]

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