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Edmundo Leite

(Texto originalmente publicado no Estadao.com.br em 29 de maio de 2002)

Edmundo Leite


Ulsan, Coréia do Sul - Um grupo de empresários brasileiros que mora no Japão resolveu aproveitar a Copa do Mundo e a presença da seleção na Coréia para ampliar seus negócios. Nos próximos dias, eles prometem inaugurar em Ulsan, pertinho do hotel onde a o time de Felipão está hospedado, um restaurante de comida brasileira.


Segundo Marcelo Tomizo Tsujita, que está à frente do empreendimento junto com um empresário coreano, os equipamentos para o restaurante foram especialmente fabricados no Japão e chegam a Coréia antes do início da Copa do Mundo. “Mandamos fazer uma churrasqueira e uma televisão de cachorro”, disse, referindo-se à tradicional máquina de assar frango que existe no Brasil.


O restaurante, que se chamará Boi Vermelho e será o segundo de comida brasileira na Coréia, ocupará o lugar de um antigo especializado em comida japonesa e, segundo os donos, terá capacidade para 150 pessoas. “A intenção era que ficasse pronto antes da chegada da seleção, mas tivemos problemas na fabricação dos equipamentos”, conta Marcelo, que tará a ajuda de outros oito brasileiros que moram no Japão e vieram para Ulsan.


Como o nome sugere, a especialidade da casa será o churrasco. E o trivial brasileiro, arroz, feijão e salada. Feijoada, no entanto, não haverá, por causa da dificuldade de importar feijão preto. O público alvo num primeiro momento são os brasileiros que estão na cidade para assistir ou trabalhar na Copa, mas não estão dispostos a encarar a diferente e apimentada comida coreana.


O objetivo principal, no entanto, é tentar conquistar os coreanos. “Vamos testar por dois meses após o encerramento da Copa. A partir daí veremos se continuamos ou não”. O investimento no restaurante, segundo Marcelo, foi de cerca de US$ 60 mil, que os donos acreditam poder ao menos recuperar se o negócio não vingar após o Mundial.

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(Texto originalmente publicado no Estadao.com.br em 26 de maio de 2002, domingo - 13h07)

Edmundo Leite

Ulsan, Coréia do Sul – Em meio ao barulho dos torcedores brasileiros que foram recepcionar o time de Luiz Felipe Scolari no aeroporto de Busan, três jovens coreanos destoavam da multidão de curiosos que se aglomerava para ver a chegada da seleção. Ao contrário da maioria, que estava apenas de passagem entre a espera de um vôo, eles foram especialmente para ver de perto os ídolos que chegavam à Coréia. Sem querer, acabaram formando um pequeno “fã clube” de Ronaldo no saguão do aeroporto.

Vestindo a camisa amarela da seleção e com outra da Inter de Milão pendurada na mochila, Son Joo-Mo, de 19 anos, viajou sete horas de ônibus desde Incheon para mostrar a sua paixão pelo futebol brasileiro e especialmente pelo atacante, de quem diz ser um grande admirador. Apesar da pouca idade, o estudante afirma que é um velho torcedor do Brasil.

“Bebeto, Romário”, diz, repetindo – com os braços fingindo acalentar uma bebê – a comemoração que marcou a conquista do tetracampeonato em 1994. “Mas atualmente eu gosto do Ronaldo”. E o contato com os ídolos não se limitará a rápida chegada no aeroporto. Joo-mo já assistirá em Suwon o terceiro jogo do Brasil na Copa, contra a Costa Rica.

Cho Sung-Kun, também de 19 anos, não veio de tão longe – mora em Busan mesmo – mas preparou um cartaz verde com o nome do jogador e o número nove escritos em amarelo. Um pôster de Ronaldo sem camisa completava a homenagem, preparada na noite anterior. “Virei fã do Brasil após ver Ronaldo jogar a Copa de 98″.

Para o outro fã, Chung Jae Woo, a camisa amarela com o número 9 nas costas e uma imagem do ídolo não foi suficiente. Chung Jae Woo raspou o cabelo para ficar parecido com o fenômeno. De costas, até que o resultado foi satisfatório.

Além do ídolo e da idade, os três tinham algo mais em comum: não hesitaram em dizer que torcerão mesmo para o Brasil, em vez da Coréia. Os adolescentes eram os mais identificáveis, mas não eram os únicos fãs de Ronaldo no aeroporto. Com os jogadores já no ônibus, uma coreana chorava copiosamente por ver o ídolo pela janela. Ronaldo é mesmo um fenômeno.

Fotos: Edmundo Leite

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Batedor da seleção é fã do Brasil

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(Texto originalmente publicado no Estadao.com.br em 25 de maio de 2002, sábado – 18h25)

Edmundo Leite

Ulsan, Coréia do Sul – Hong Woo Gwang está orgulhoso. Neste domingo ele fará um dos trabalhos mais importantes em seus 11 anos de polícia: escoltar a seleção brasileira na chegada a Ulsan, onde a equipe ficará concentrada durante a primeira fase da Copa do Mundo. “Será uma glória. E Espero que a minha escolta dê sorte para o Brasil ser campeão”, diz o policial, ao lado da potente Harley Davidson que usará para abrir caminho nos deslocamentos do time de Luiz Felipe Scolari. A delegação brasileira deverá chegar à Coréia às 17h30 (horário local) de domingo.

Gwang já escoltou a seleção da Espanha e da Turquia, mas não esconde que com o Brasil vai ser diferente e que está contando os dias para a chegada da delegação. “Será uma oportunidade de conhecer os jogadores de perto”. Os ídolos, no caso, são Rivaldo e Roberto Carlos, cujos nomes são pronunciados com dificuldade, mas com grande animação. Quando falava do lateral do Real Madrid chegou a imitar os famosos chutes do jogador, apesar de estar com a pesada bota dos motociclistas da polícia.

A admiração do batedor pelo time brasileiro é tanta que ele diz torcer mais pelo Brasil que pela Coréia, na Copa do Mundo. À seleção de seu país, ele deseja apenas que consiga passar para a segunda fase. No primeiro contato com o policial, ainda sem ajuda de intérprete, num parque da cidade, ele fazia de tudo para se fazer entender, com gestos, e contar que estaria perto do time durante a Copa.

Mais comedido, o parceiro de Gwang, Lee Chan Hyuk, destaca o prazer de trabalhar num evento internacional abrindo caminho para uma seleção do porte do Brasil e de representar os policiais da cidade.

Os dois, que normalmente trabalham no policiamento de trânsito da cidade (sem armas – “para não inibir as pessoas que os procuram”), estarão acompanhados de outros cinco colegas. A escolha para escoltar os times que disputam a Copa foi uma questão de sorte para eles. “A cidade é dividida em quatro delegacias e por sorte os três times estão hospedados em nossa jurisdição”.

Fotos: Edmundo Leite

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Em exposição, foto de Ronaldo com ex

(texto originalmente publicado no Estadao.com.br em 24 de maio de 2002, sexta-feira - 20h34)

O destaque de uma mostra instalada ao lado de um quiosque de venda de ingressos em Ulsan tem como destaque um tórrido agarramento do craque com Suzana Werner.

Edmundo Leite

ronalexUlsan – A mulher de Ronaldinho, Milene, não deverá gostar muito de uma exposição fotográfica sobre Copa do Mundo instalada ao lado do quiosque de venda de ingressos no centro de Ulsan. O destaque da mostra é uma antiga imagem do seu marido. Não por estar em um belo lance de jogo, mas sim por aparecer num tórrido agarramento com a ex-namorada Suzana Werner. A imagem, informa a legenda em coreano, é de 1997.

A foto destoa das demais, com torcedores e jogadores, e acaba se tornando o alvo da curiosidade dos comportados coreanos, que, ao menos publicamente, não costumam protagonizar cenas como a do casal. A imagem não chega a chocar, mas chama a atenção dos que passam pelo local. Após verem a imagem de Ronaldo e Suzana, as pessoas começam a ver o restante da pequena exposição, mas não com muito interesse. Logo vão embora. Até porque trata-se de um local de passagem, na área externa de um grande shopping.

Ainda não é certo se a mulher de Ronaldo poderá se deparar pessoalmente com a foto. Segundo um dos empresários do jogador, Reinaldo Pitta, o atacante da Inter ainda não decidiu se levará à família para assistir à Copa, como fez na França. Em 98, ele alugou uma casa próximo à concentração para onde ia nos dias de folga.

A imagem de Ronaldo na exposição é praticamente a única de um jogador brasileiro da atual seleção em Ulsan. A promoção da Copa do Mundo na cidade não é agressiva, para não dizer tímida. Tirando a modesta decoração oficial feita pela prefeitura e pelo comitê organizador, pouco ou nada se vê sobre o time brasileiro que chega neste domingo à cidade. Nem mesmo o comércio ou as empresas patrocinadoras da seleção e dos jogadores parecem animadas em explorar sua imagem em solo coreano.

Fotos: Edmundo Leite

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(Texto originalmente publicado no Estadao.com.br em 22 de maio de 2002)

Time de Ulsan tem três brasileiros

Edmundo Leite

Ulsan – O Brasil só poderá enfrentar a Espanha numa eventual final na Copa do Mundo, mas três jogadores brasileiros já se preparam para encarar a “Fúria”. Paulinho, Cléber e Marquinhos jogam no Ulsan Hyundai Tigers, time de Ulsan que servirá de sparring para a seleção espanhola num jogo amistoso, no sábado. “Vai ser difícil, vamos ter que correr muito para segurar os homens”, diz o zagueiro Cléber, zagueiro de 33 anos, que jogou em vários times do interior de São Paulo e estava no CSA de Alagoas quando foi contratado pelo clube coreano.

Enfrentar um adversário poderoso como a seleção espanhola parece assustar um pouco. Tanto que os três não alimentam esperança alguma de fazer o jogo de suas vidas. “Será apenas um treino para eles e de certa forma para nós também. Não faz diferença, mas é legal porque alguns dos melhores do mundo estarão lá”, diz o atacante catarinense Paulinho, que tem 25 anos e antes de ir para o Oriente jogava no Joinville.

O meia paraibano Marquinhos é o menos preocupado. Isso porque não está num dos melhores momentos com a comissão técnica da equipe e sabe que tem poucas chances de enfrentar a Espanha. “Ultimamente não tenho ficado nem no banco”, conta, sem perder o bom humor.

Os três, e as respectivas mulheres, chegaram juntos a Coréia há um ano e meio, levados por um empresário coreano que busca jogadores no Brasil. O contrato de dois anos termina em dezembro, mas a intenção dos três é tentar continuar no clube, ou no país. Não que tenham se adaptado plenamente aos hábitos coreanos – eles são ajudados todo o tempo por uma intérprete que morou no Brasil – , mas sim pela tranqüilidade financeira que conquistaram. “Aqui você sabe que vai receber no dia certo. No Brasil, o mês tem 120 dias”, brinca Marquinhos, lembrando a tradicional rotina de atrasos e calotes dos clubes brasileiros. “É vantajoso por isso”, diz Paulinho. Cléber conta que não se trata de um grande salário – não revelou a quantia – , mas que é maior do que ganharia no Brasil.

O que não agrada muito aos três é o rígido esquema de trabalho dos coreanos. “Os treinos aqui são bastante puxados e não há muita liberdade para criar. Tem que obedecer o que o técnico manda, ou você está fora”, diz Paulinho. “Às vezes tá dão uma maneirada com a gente porque somos brasileiros, mas logo estão forçando de novo”.

Atacante, uma das atribuições de Paulinho é marcar forte os adversários, sempre. Apesar da insatisfação, os três não reclamam, apenas obedecem, para garantir a permanência no time e na Coréia o máximo que puderem. Felipão iria adorá-los.

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futebol brasil – índice de notícias – Agência Estado – 21/jul/99 – 20h58

Nike retira assinatura de site da CBF

São Paulo – O site da Confederação Brasileira de Futebol na internet deixou de ser assinado pela Nike. A multinacional de material esportivo que patrocina a seleção brasileira retirou das páginas hospedadas nos endereços www.cbf.com.br e www.futebolbrasil.com todas as referências de que a empresa era a responsável pelo site, assim como Copyright com o nome da Nike.

Também o texto de rodapé que proibia a utilização de qualquer parte ou conteúdo do site, sem autorização prévia e escrita da Nike, foi trocado por outro, sem menção ao nome da empresa de material esportivo. O link para a seção Termos do Uso, que atribuía à Nike todos os direitos sobre o site, com texto em inglês, deixou de existir. O original, no entanto, ainda pode ser lido no endereço http://www.cbf.com.br/terms.sps?languageid=22.

A Nike, através do diretor de comunicação da empresa no Brasil, Ingo Ostrovsky, negou o controle sobre o site oficial da CBF. Até maio, o endereço www.cbf.com.br ficava hospedado no IPTEC, um provedor de acesso à internet, localizado no Rio. Atualmente, o site está hospedado no PSI, um grande provedor com sede nos Estados Unidos.

O webmaster da CBF, José Medeiros, afirmou que o conteúdo e a atualização do site é de responsabilidade da entidade, sem interferência da Nike, cujo nome até ontem aparecia como detentora de todos os direitos sobre a página. A direção da CBF não foi localizada para comentar porque o nome do patrocinador, e não o da entidade, aparecia como detentor dos direitos sobre o site.

Medeiros também negou que o serviço não traga informação alguma sobre o Campeonato Brasileiro. Para isso, mostrou que é preciso  fazer uma busca com as palavras Campeonato Brasileiro ou ir até a seção de notícias.

Edmundo Leite

(texto originalmente publicado no site da Agência Estado em 21 de julho de 1999. A url original  www.agestado.com.br/noticias/futebol/brasil/htm/11094.htm não está mais acessível)

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