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quarta-feira 09/07/14

Um capitão de araque

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Não por seu desempenho nos gramados, mas por outros atributos extra-campo, David Luiz  era o jogador mais querido da torcida brasileira depois de Neymar nesta Copa do Mundo. "Gente boa", "fofo", "humilde", "seu lindo", "simpático", "o jogador mais legal da Copa", "carismático" e "o cara" eram alguns dos termos que acompanhavam as menções ao zagueiro nas redes sociais e noticiários desde que o grupo reunido por Scolari se juntou. Com seus "cachinhos de anjo" fazia no imaginário da torcida o papel ...

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quinta-feira 26/06/14

Eli Wallach na melhor cena já filmada

Eli Wallach protagonizou uma das mais belas cenas do cinema já filmadas: Tuco chegando ao cemitério de Sad Hill em O Bom, O Mau e o FeioO delírio do diretor Sergio Leone materializado em cenário, figurino, atuação e trilha sonora magistrais. Supera até o trielo que vem em seguida. Nunca é demais rever.
Se tivesse feito só isso já merecia todo a reverência. Mas o cara ...

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sexta-feira 20/06/14

Um sósia inesquecível

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O estranho e peculiar caso do encontro do jornalista Mario Sergio Conti com um sósia do técnico de futebol Luiz Felipe Scolari num avião de carreira da ponte aérea Rio-São Paulo em plena Copa do Mundo já entrou para o folclore do jornalismo brasileiro. Publicado quarta-feira nos sites dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo, dos quais Conti é colunista, o texto original foi apagado dos sites logo depois ter sido chamado como se ali estivessem declarações do ...

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quinta-feira 12/06/14

Álbum da Copa do Mundo alertava sobre problemas da seleção de 1950

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“Franco favorito”, mas sem exagero de confiança para não ter uma “dolorosa surpreza”. Era assim que o Álbum “Copa do Mundo” – Brasil 1950 – IV Mundial de Futebol, lançado antes da competição, analisava a participação da seleção brasileira no primeiro torneio da Fifa realizado no País. Com a trágica derrota para o Uruguai, o texto “Franca favorita a seleção do Brasil” tem trechos que hoje podem até soar proféticos:

“O Brasil entra na IV Copa do Mundo como franco favorito, porém entre nós não existe tanto otimismo, e isso afinal é um bem, porque uma exagerada confiança nos poderia levar a uma dolorosa surpreza. Aliás, o quadro do Brasil não tem convencido muito nos seus treinos e jogos pré-campeonato, daí algum pessimismo acerca de sua sorte. Mas, queremos crer que em plena competição encontrará seu justo valor e seu melhor rendimento…”

Restrições à qualidade da seleção podiam ser percebidas em outras passagens, com críticas à postura defensiva do técnico Flavio Costa e uma menção específica a goleiros, posição que seria crucial para o destino do Brasil naquela Copa:

“…Trata-se de um campeonato sem substituições, por isso a escalação do “onze” para a estréia especialmente e para outros prélios também tem quer ser acertada antes de tudo… Como será essa organização? Ninguém sabe, por enquanto, dada a reconhecida volubilidade da direção técnica.  Os 22 elementos foram escolhidos definitivamente a critério de Flavio Costa, insistindo mais por valores da defesa, porém, paradoxalmente se inclinou por 2 goleiros apenas.

Em todo caso, temos 22 valores que são expressão do futebol brasileiro nêste 1950. De Barbosa a Chico, de Augusto a Adãozinho temos “cracks” de sobra… Resta, naturalmente, organizar o XI em condições ideais e embalar para a vitoria. Tecnica existe em nível superior, mas acima de tudo deve existir espírito de luta, senso de responsabilidade e apego às suas cores dos cracks que nos representarão. Que sejam felizes para o bem do futebol do Brasil!”

Apesar de levar a palavra álbum como título, o que atualmente é associado a figurinhas colecionáveis de jogadores, a publicação editada por F. Pimentel e Jair de Gusmão hoje soaria mais como um guia.

Com 96 páginas, além das capas e contra-capas, o Álbum da Copa do Mundo de 1950  mostrava um panorama completo da competição, com resultados das eliminatórias, tabelas dos jogos,  história da Fifa, das outras copas, com todos os resultados, lista dos maiores estádios do mundo,  e fichas em que os torcedores podiam preencher a escalação e estatísticas das partidas, com campos reservados até para “mãos na bola”, “bolas fora” e atuação do juiz.

Mas o destaque era mesmo a seção “Biografias – Os Brasileiros de Ponta a Ponta”, com fotos e um pequeno texto sobre todos os jogadores do Brasil.

 

Credibilidade

Se nesta Copa de 2014 problemas extra-campo são inevitáveis nas menções à competição, naquele início da década de 1950 o ponto crítico que colocava em xeque a credibilidade da Copa era a ausência de algumas forças do futebol, como França, Alemanha e Argentina.
“Apesar das deserções verificadas, é fóra de dúvida que o IV Campeonato Mundial de Futebol, em disputa da taça “Jules Rimet”, que se realizará no Brasil, é o maior certame internacional até hoje promovido pela F.I.FA”, dizia logo na abertura o texto “A Copa do Mundo no Brasil” para depois continuar:
“… o magno torneio de futebol mundial, pelo valor dos seus concorrentes atinge o seu apogeo justamente no Brasil, que, com a honrosa incubência de organiza-lo, assume uma liderança excepcional entre as nações esportivas. 

(…)

Além dos grandes esquadrões europeus e sul-americanos, a presença da Inglaterra veio dar ao torneio de 1950 indiscutível autoridade ao certame que apontará a verdadeira supremacia do futebol mundial. Embora lamentada, a ausência de certos concorrentes em absoluto poderá fazer diminuir o brilho do campeonato e as honras do vencedor.”

Imagens: Biblioteca Acervo Estadão (clique para ampliar)
 

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quinta-feira 10/04/14

Blondie está dando sopa por aí e ninguém traz pro Brasil

Shows do Blondie

Já faz um tempinho que Debbie Harry, Chris Stein e seus companheiros de Blondie se reuniram e saíram por aí em turnê para relembrar os velhos tempos e mostrar uma ou outra coisa nova. Uma das bandas mais legais do pop-rock no fim dos anos 70 e início dos 80 (e bastante chupada por grupos brasileiros do rock brasileiro) o Blondie tem hits para sustentar um show em lugares pequenos ...

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terça-feira 01/04/14

Dó-ré-mi do golpe de 1964

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A essa altura do campeonato, com a folhinha do calendário já trocada de 31 de março para primeiro de abril, tudo o que tinha para ser dito sobre os 50 anos do golpe militar de 1964 já foi publicado. Análises, retrospectivas, cronologias, entrevistas, reportagens com revelações e documentos inéditos jogaram nova luz aos acontecimentos ocorridos há cinco décadas. Dizer que o golpe contra o ...

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