Os vídeos acima mostram três jovens talentosos antes da consagração artística. Jimmy Page, que no futuro faria sucesso com o Led Zeppelin, aparece tocando “Mama don’t want to skipple anymore” e “Cottonfield” com outros garotos no programa Huw Wheldon Show, da BBC, em 1957 (Page é o moleque de cabelo preto tocando violão à esquerda do vídeo).
Outro que se tornaria uma lenda da guitarra - a maior delas – Jimmy Hendrix é um dos músicos de apoio da dupla Buddy & Stacey numa apresentação em que tocam “Shotgun” num programa de TV em 1965. Em meio à performance dançante da dupla, é possível perceber – por poucos segundos (a partis dos 47s) Hendrix esmerilhando as cordas da guitarra ao seu estilo no canto esquerdo do vídeo.
Um ano antes, em 1964, quem dava os primeiros passos para a notoriedade futura era David Bowie. Diferentemente dos dois guitarritas, ele não mostrou seus dotes artísticos na entrevista que deu para o BBC Tonight quando tinha 17 anos. Ainda David Jones, o futuro astro é apresentado como o líder de um exótico movimento: a “Sociedade de Prevençao à Crueldade contra os Homens de Cabelos Compridos”.
Não muito tempo depois dessas aparições os três despontariam com suas carreiras para o sucesso artístico e para a fama mundial, como mostram os vídeos abaixo, todos de 1969.
Hendrix passou tão rápido como um cometa por aqui. Longevos, Page e Bowie estão aí até hoje.
Os retratos dos três artistas quando jovens é um atestado de qualidade da preservação da memória das TVs inglesa e americana. Aqui no Brasil, há muito pouco sobre os artistas nacionais, seja em suas fases iniciais ou mesmo nas de consagração. Grande parte da memória das emissoras se foi em incêndios sucessivos e próximos nos anos 70 ou no descaso eterno com os seus acervos.
(Agradecimentos ao blog Combate Rock, do Jornal da Tarde, que publicou um texto sobre a biografia de Jimi Hendrix e me fez lembrar do vídeo que inspirou esse post)
O Guilherme Werneck, um dos caras mais antenados e ligados no porvir que conheço, me pediu para que escrevesse um texto para a série sobre o futuro do negócio da música que está sendo publicada no blog dele. Difícil, sobretudo para quem está mais acostumado a olhar para o passado. Mas foi divertido imaginar algumas coisas. Principalmente o aparelhinho da Apple que projetará imagens reais de shows, com os artistas quase se materializando na sala de casa ou qualquer outro ambiente. Leia a íntegra e os textos de outros convidados do Guilherme para a série.
2017: Jobs assombra o mundo com projeção realística de show
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