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quinta-feira 29/03/07

A fantástica fábrica de biscoitos de polvilho

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Quinta-feira, 29 de Março de 2007, 07:34 | Online A fantástica fábrica de biscoitos de polvilho Produção semi-artesanal do biscoito resiste há 40 anos no centro de Osasco Edmundo Leite [caption id="attachment_846" align="aligncenter" width="400" caption="Foto: Renato Luiz Ferreira/AE"]bisc40[/caption]

A fumaça que começa a sair da velha chaminé nas primeiras horas da manhã espalha um cheiro de nostalgia num pedaço da Rua Pedro Fioretti. Sob o olhar da ...

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quinta-feira 29/03/07

Osasco, a capital do cachorro-quente

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Sanduíche ganhou uma tradição própria na cidade da Grande São Paulo

Edmundo Leite, com fotos de Renato Luiz Ferreira "Pão de sal ou de banha?" A pergunta para saber em qual tipo de pão o freguês vai querer o seu cachorro-quente já se incorporou à rotina de quem passa pelo centro de Osasco. Repetida incontáveis vezes ao dia nos carrinhos espalhados pelas ruas, ela faz ...

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quinta-feira 29/03/07

Toque feminino no comércio de cachorro-quente em Osasco

Fotos: Renato Luiz Ferreira/AE

Pano de prato decorativo vira moda nos carrinhos

Mulheres dão toque pessoal ao comércio de cachorro-quente em Osasco

Edmundo Leite Ninguém sabe ao certo como começou. Mas em pouco tempo eles tomaram conta dos carrinhos de cachorro-quente de Osasco e agora dão um colorido especial ao comércio do sanduíche nas ruas da cidade: são os panos de prato, pintados ...

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quinta-feira 29/03/07

Fornecedores comuns garantem padronização da receita

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Com a maioria dos ingredientes comprados prontos, molho é o diferencial

Edmundo Leite

A quantidade de carrinhos diferentes vendendo cachorro-quente no centro de Osasco não significa que há uma grande diversidade de sabores por lá. Com a maioria dos ingredientes comprados prontos praticamente dos mesmos fornecedores, o sanduíche acabou ganhando uma certa uniformização.

Os estacionamentos de carrinhos, por exemplo, vendem não apenas os produtos industrializados, como os pães, a salsicha, o catchup, a mostarda, a maionese e a batata palha. Equipados com cozinhas, alguns deles também preparam a salada e o purê que é servido nos sanduíches. Somente num desses estacionamentos, 200 quilos de batatas são amassadas por dia para a preparação de purê.

Os vendedores também recorrem a outros fornecedores especializados em ingredientes específicos. A banca de verduras selecionadas do Mercado Municipal de Osasco é um deles. Há 17 anos, o estabelecimento fornece porções de saladas de repolho picado prontas para servir a vários carrinhos de cachorro-quente. A preparação começa nas primeiras horas da manhã e, dependendo da demanda, pode se estender durante o dia.

Ali perto, a padaria Spitaletti prepara grande parte dos pães de sal e de banha que embalam os ingredientes do sanduíche. No jargão dos vendedores de cachorro-quente de Osasco, “pão de banha” é aquele tradicional para o lanche. Já o “pão de sal” é uma variação do pão francês, com uma casca mais crocante e um formato apropriado para carregar os ingredientes cada vez mais diversos dos sanduíches. Numa casa próxima à padaria, está a “Cida do Purê”, que dispensa apresentações.

Já o principal ingrediente do cachorro-quente, a salsicha, é quase uma unanimidade: Sadia. Em muitos carrinhos o nome da marca é usado como chamariz para atestar a qualidade do sanduíche e atrair os fregueses. Não se trata de mera jogada de marketing, circulando pelos estacionamentos e lojas é possível ver que a marca é mesmo a mais comprada pelos ambulantes.

Apesar dos ingredientes comuns, nem todos os cachorros-quentes de Osasco são iguais. Andando pelo calçadão é possível perceber alguns cheiros diferentes e irresistíveis, geralmente provocados pelo molho (único item com toque pessoal do vendedor) no qual a salsicha é imersa e cozida. O carrinho do Chiquinho, por exemplo, exala um delicioso aroma que combina coentro, pimentão, tomate, salsicha e outros ingredientes não facilmente identificáveis. Difícil de resistir.
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# Texto originalmente publicado no Estadao.com.br em 29/3/2007

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