Marcelo Nova agora é multimídia. Música, rádio, televisão. Tudo ao mesmo tempo agora na internet. Líder do Camisa de Vênus, derradeiro parceiro de Raul Seixas, língua corrosiva, o roqueiro baiano – no momento alternando a carreira solo com seu eterno conjunto – está à frente do site botapraf.com.br. Com o nome inspirado no grito de guerra surgido e entoado pelo público nos shows do Camisa, o novo palco de Marcelo Nova está há um mês na internet e já conta com três programas em vídeo e outros três em áudio.
Ainda que confesse não ter muita intimidade com a web e que se atrapalha com um simples envio e-mail, Marcelo encara sem medo a nova maneira de se apresentar ao público. “Eu sou do tempo em que o mundo era redondo. Agora é liquefeito e estou tentando dar um pouco de forma a ele”, diz. E a forma, no caso, é simples e direta: rock – seja em música, informação, entrevistas.
Com a experiência de radialista (antes de arrombar as portas do rock nacional ele foi locutor por cinco anos na Rádio Aratu de Salvador, passou pela Transamérica na década de 90 e recentemente atuou como apresentador na TV FX ) e o carisma de roqueiro, Marcelo Nova apresenta em seus programas lançamentos e novidades sobre rock. “É uma visão do rock. Não vai ter só coisa velha, nem só moderninha”, diz. “Vamos mostrar desde um disco de Johnny Winter ao novo show do White Stripes”. Os programas também terão reportagens e entrevistas . “Entrevisto as pessoas e não só celebridades. O que importa é que for dito e não quem falou.”
A atualização do site é feita alternando-se um programa de rádio e um de TV. Em breve, o site estreará uma nova seção que contará com o guitarrista Luiz Carlini (Tutti Frutti, Rita Lee) dando dicas sobre o instrumento, numa espécie de escola de rock. O site também terá uma coluna fixa sobre Heavy Metal.
Disco sobre mulheres
A dedicação ao site não significa que Marcelo Nova deixou outros projetos de lado. Além do Camisa de Vênus – que gravou um show ao vivo em Minas Gerais para ser lançado em DVD – o roqueiro estará nas telas de cinema no filme O Magnata de Chorão, do Charlie Brown Júnior, que estréia em novembro. Com o ator Paulo Vilhena como protagonista, o filme contará a história de um rock star que vive entre o sucesso e seus problemas pessoais. Marcelo Nova fará o personagem “Consciência”.
E um novo disco-solo, só falando de mulheres – deve chegar em 2008. “Desde Galope do Tempo me veio a vontade de escrever essas canções”, conta. Para quem espera algo como as antigas músicas que se referiam às mulheres (Eu não Matei Joana Darc, Bete Morreu, Silvia, Lena), Marcelo avisa que é algo totalmente diferente: “Lena é uma boa canção”, diz, dando a entender que pode não estar muito à vontade com as outras citadas. “As novas canções são a visão de um homem de 56 anos sobre as mulheres. E nesses 56 anos acho que adquiri lastro suficiente para falar do sexo feminino. Mas não é Chico Buarque… Não tem nada disso de entender a alma feminina… Também não é love songs, tá me entendendo?” Para ficar mais claro, Marcelo entoa por telefone: “Os seus sonhos são meus desenganos. Mas seus enganos são iguais aos meus. Nós somos a prova viva do imenso mau gosto de Deus.”
# Originalmente publicado no Estadão.com
17.10.2007
Uma tora de castanheira derrubada na floresta amazônica e que seria levada para exposições em São Paulo e no Rio de Janeiro provocou um conflito entre ativistas do grupo ecológico Greenpeace e moradores de Castelo de Sonhos, no sudoeste do Pará. Leia a íntegra
Na sede de uma grande empresa em São Paulo, duas colegas conversam enquanto uma delas copia as músicas de um CD para o seu computador:
– Que CD é esse?
– É um CD com músicas feitas pelo Paulo Coelho…
– Paulo Coelho!? Deix’eu ver…
Após alguns segundos de silêncio olhando a relação de músicas na contra-capa, a segunda se surpreende:
– Então quer dizer que eu gosto do Paulo Coelho!?
Além das conhecidas parcerias com Raul Seixas (“Gita”, “Al Capone”, “Há Dez Mil anos Atrás”), o disco “Paulo Coelho – o compositor” (Universal) traz faixas com letras de composições do escritor com artistas dos mais variados estilos, como Rita Lee, Zé Rodrix e Rosana. E também duas das clássicas versões que fez: ”Sou Rebelde” – que estourou no fim dos anos 70 na voz de Lilian – e “Me deixas Louca”, última gravação de Elis Regina, em 1982. Só faltaram as divertidas “Arrombou a Festa I e II”, composições originais com Rita Lee, e “Abaixo a Cueca”, com Zé Rodrix.
Se o disco lançado pela Universal causa pequenos espantos como o descrito no diálogo real acima, um outro lançamento relacionado ao escritor está provocando abalos maiores, especialmente entre fãs mais exaltados do roqueiro baiano. Escrito pela jornalista carioca Hérica Marmo, o livro “A canção do Mago – a trajetória musical de Paulo Coelho“, narra detalhes inéditos do período em que o mago e o “Maluco Beleza” eram “inimigos íntimos”, como ambos definiam a parceria.
Palavras proibidas
Há anos Paulo Coelho vem dizendo que parte de seu sucesso como escritor se deve ao fato de que “aprendeu a escrever de maneira simples e direta fazendo música com Raul Seixas”. Porém, pouca coisa além disso foi dita por ele sobre a dupla que causou barulho nos anos 70 com letras que iam do deboche ao afronte e cheias de odes esotérico-libertárias numa época marcada pela repressão.
O motivo da resistência do fenômeno da literatura em tocar no assunto seria a participação de ambos em entidades esotéricas nada ortodoxas. Algum tempo atrás, o escritor contou que havia escrito um livro sobre esse período, mas que se desfez dos originais após sua mulher receber um sinal de que a história evocava coisas ruins. E se há algo que Paulo Coelho realmente dá importância são a esses tipos de sinais, como mostra o capítulo do livro em que a autora aborda a superstição do mago e como os amigos se divertiam com isso, repetindo “palavras proibidas” perto dele: “bastava ouvir uma palavra perigosa para o ritual começar. Paulo Botava a mão no rosto, fazia careta e pedia, virando a mão em sentido anti-horário: – Desfaz, desfaz… Em seguida batia várias vezes no pedaço de madeira mais próximo, isolando o mau agouro.” Roberto Carlos perde.
Cantor
A resistência do mago em falar sobre o assunto que desperta mais curiosidade de fãs foi quebrada pela autora do livro, que dissecou os dez anos em que o escritor trabalhou nos bastidores da indústria da música e traz revelações surpreendentes. Como o dia em que Roberto Menescal, então executivo da gravadora Phonogram (atual Universal), cansado do cada vez maior descontrole de Raul Seixas, vislumbrou a possibilidade de transformar o parceiro descoberto pelo artista baiano em cantor:
“- Você toparia se lançar como cantor? você cantando as suas músicas? Paulo, que não era de fugir de nenhuma novidade, topou na hora. Menescal pegou o violão e começaram a experimentar. Mas não demoraram muito para reconhecer que não daria certo. Fora a voz de pouco alcance, Paulo não tinha o carisma de Raul. Não funcionava como vitrine. Mesmo assim, o diretor artístico não desistiu da idéia de ter o letrista como seu funcionário…”
Maluco Beleza
Mas não é nenhum dos várias fatos narrados – as armações como a do falso encontro com John Lennon para se promover na imprensa, a prisão do letrista pelo Dops, o envolvimento com drogas estimulado por Paulo, a revelação de que algumas letras foram inteiramente escritas por Paulo Coelho e a aparente inversão de personaldidades de ambos – que mais está causando um gosto indigesto entre os fãs de Raul.
É do prefácio escrito por Menescal, que saiu a frase mais polêmica do livro até agora. “Aos poucos fui entendendo o jogo e vi que o maluco beleza era Paulo. E Raul, cada dia mais ‘maluco’ que ‘beleza’”, escreveu o autor do clássico da bossa nova “O Barquinho” no início do texto sobre o amigo. E para não deixar dúvidas do que era isso mesmo que estava dizendo, reforçou no final: “Agora sei um pouco mais do que vivi naquela época que foi umas das melhores fases da história da MPB e de um dos seus mais importantes representantes, nosso querido, e o verdadeiro ‘maluco beleza’, Paulo Coelho”, finaliza. (Para os não iniciados na vida e obra de Raul Seixas: a canção com cujo título o cantor é mais comumente designado é uma parceria com Claudio Roberto, justamente após o primeiro rompimento do mago e do magro).
Rap de bandido
Mas o livro não se restringe a narrar as peripécias da parceria com Raul Seixas. Estão lá, entre outras aventuras, a paixão por Rita Lee durante a breve parceria, a facilidade com que fazia letras e versões para quem quer que fosse – de Sidney Magal a Vanusa, de Fábio Júnior a Rosana – a frustrada temporada de alguns meses em Londres na tentativa se tornar escritor. E até a composição anônima de um inusitado e pioneiro rap de bandido, a “Melô do Mão Branca”, de 1980, sobre um justiceiro que atuava na Baixada Fluminense e era sucesso nas capas dos jornais populares da época:
Ratatapá papá
Zin cat pum
São coisas que você tem que se acostumar
Essa é a música
Que toca a orquestra do Mão Branca
Botando os bandidos para dançar
Com essa e outras histórias, a autora vai mostrando que Paulo Coelho era pop – e sucesso – muito antes de se tornar escritor. E termina com a sucessão de sinais – entre eles a morte de Elis Regina – que o levaram a abandonar a música para seguir o caminho que o levaria ao sucesso mundial. Mas o livro é sobre música e, focada, a autora encerra sua história por aí. Os fãs do mago que querem mais detalhes sobre esse caminhos posteriores terão que esperar a aguardada biografia que está sendo finalizada pelo escritor Fernando Morais, a sair pela Editora Planeta nesse fim de ano. E os do Maluco Beleza, pela merecida – e demorada – biografia que está por vir.
# Publicado originalmente no Estadão com o título “Livro e CD resgatam Paulo Coelho compositor“
Ouça a cantora Lilian cantando “Sou Rebelde“
Ouça Sonia Santos cantando “Porque“
Ouça Elis Regina cantando “Me Deixas Louca“
Ouça Chitãozinho & Xororó cantando “Medo da Chuva“

Edmundo Leite
Logo após a divulgação da notícia da morte do escritor Sidney Sheldon, na madrugada desta quarta-feira, iniciou-se no plantão notívago de uma redação de jornal um procedimento padrão para casos desse tipo.
Mal os despachos das agências internacionais de notícias começavam a abastecer as telas com as mais variadas informações – os estupendos números das vendas dos livros do autor, o recorde de línguas para as quais foi traduzido, o início tardio nos romances depois de uma vitoriosa carreira de roteirista de cinema, teatro e televisão, os prêmios conquistados por suas criações (entre elas o seriado Jeannie é um Gênio), a experiência como piloto da Força Aérea na 2ª Guerra Mundial – montava-se se uma mobilização de consulta aos arquivos internos para encontrar algum material que ajudasse a explicar melhor aos leitores, e aos próprios jornalistas, a razão pela qual esse homem conseguiu vender mais de 300 milhões de cópias de seus livros.
Tarefa aparentemente simples, e ainda facilitada com a informatização dos arquivos: encontrar alguns antigos textos, análises ou perfis desses que costumam sair na época dos lançamentos de best-sellers e que pudessem dar uma luz para o entendimento desse fenômeno das prateleiras e dos transportes públicos mundo afora. Não demorou muito e a tarefa se mostrou bem mais complicada, apesar das várias citações ao nome do autor encontradas em matérias das mais variadas. A grafia está correta? Sidney é mesmo com “i” e “y” ? o programa de buscas do arquivo está com algum problema?
Aos poucos descobre-se que, apesar de até já ter sido usado na tentativa de alavancar vendas do próprio jornal, com a distribuição de seus títulos junto com o diário há alguns anos, Sidney Sheldon é quase um desconhecido nas páginas desse periódico. Fora uma menção mais aprofundada num texto sobre a eleição do escritor Paulo Coelho para a Academia Brasileira de Letras, no qual podia se ter uma breve apanhado das questões sobre a literatura de massa e a literatura prestigiada como tal e o eterno embate sobre o sucesso popular e o fracasso de crítica, pouco ou quase nada se escreveu sobre Sheldon por aqui.
Mesmo como produto, palavra maldita no meio cultural, mas sempre bem acolhida como pauta jornalística, Sheldon foi desprezado. O recente lançamento de suas memórias – lembranças de alguém que despertou o interesse que poucos conseguiram – sequer foi noticiado. Apenas citado no meio de um texto sobre compras natalinas.
Se os leitores dos cadernos automotivos são informados igualmente sobre os lançamentos e características dos modelos populares e dos mais sofisticados, qual seria a razão, que não o preconceito, que impede que um lançamento de um dos autores mais populares do mundo – inclusive no Brasil – seja ignorado sistematicamente pelos cadernos culturais de um dos mais importantes órgãos de imprensa? Nem mesmo para atestar a falta de criatividade e a repetição de fórmulas fáceis e consagradas gastou-se linhas com Sheldon.
Ao menosprezar o fenômeno das letras, os cadernos culturais do grandes jornais talvez estejam apenas atendendo ao desejo de seu (ao contrário de Sheldon) reduzido público, que costuma se orgulhar de apreciar apenas coisas com conteúdo. É como se dissessem que, em matéria de arte e cultura, consumissem caviar todos os dias. Não se come caviar todos os dias. Amendoinzinhos, paçoquinhas, jujubas e cachorro-quentes, além de deliciosos e divertidos podem perfeitamente conviver com uma dieta saudável e requintada. Como na dieta nutricional, basta balancear, não exagerando ou deixando de lado nem um nem outro.
Aprecie Sidney Sheldon. Com moderação.
(texto originalmente publicado no Estadao.com.br em 31/01/2007)
O professor Roberto Mangabeira Unger retirou de sua página na internet um artigo de 2005 no qual acusava o governo Lula de ser o “mais corrupto de nossa história”. Publicado originalmente no jornal Folha de S. Paulo, o texto intitulado “Pôr fim ao governo Lula” desapareceu do índice de artigos da página onde o professor disponibiliza toda a sua obra. Mangabeira será nomeado como ministro da Secretaria de Ações a Longo Prazo, pelo PRB.
A página é hospedada no site da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, onde Mangabeira leciona há anos na faculdade de Direito. Na sessão artigos, é possível baixar todos os textos publicados pelo professor no jornal paulistano e outros produzidos por conta de sua atividade acadêmica. A exceção, atualmente, é o texto publicado no dia da comemoração da Proclamação da República, em 2005.
Começando com a palavra “AFIRMO”, em caixa-alta, o texto de Mangabeira repete a expressão no início de cada um dos nove parágrafos seguintes do artigo.
A reiteração foi inspirada no famoso texto “J’accuse!” (Eu Acuso) do escritor francês Émile Zola, autor de clássicos como Germinal, A Besta Humana e A Taberna. Publicado no jornal L’Aurore em 13 de janeiro de 1898, “J’accuse!” é um marco do engajamento intelectual e da luta contra a injustiça e a intolerância. Foi escrito para defender capitão Alfred Dreyfus – o oficial judeu preso por traição à pátria – e acusar os que, por anti-semitismo, inventaram provas contra ele. No manifesto de Zola, a repetição da expressão “Eu acuso” aparece no final do texto (leia o original, em francês, e uma tradução para o português).
Mangabeira ainda não explicou porque retirou o texto de seu arquivo. Por enquanto, a justificativa veio através do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), partido do vice-presidente José Alencar, responsável pela indicação de Mangabeira à nova pasta. “Mangabeira, como grande parcela da população brasileira, mudou de idéia e concluiu que o presidente não teve nada a ver com a crise”, afirmou Crivella. Questionado se não haveria nenhum constrangimento, o senador disse que “o constrangimento é de quem não sabe voltar atrás”. “As pessoas tem opinião e podem mudá-la”.
A retirada do texto da página do professor, no entanto, mostrou-se inócua. Além de continuar disponível, para assinantes, na página da Folha de S. Paulo, o artigo foi republicado em vários blogs e páginas. E o índice no qual ele aparecia também é encontrado em sites de arquivo de antigas páginas da internet.
Reprodução da página de Mangabeira com o artigo suprimido
# Texto originalmente publicado no estadao.com.br em 24/4/2007
Acréscimo de informações em abril de 2012:
Na sequência de endereços abaixo é possível verificar a supressão do artigo, que seria o de número 214. Enquanto os endereços anterior e posterior funcionam, no 214 aparece a mensagem de arquivo não encontrado:
http://www.law.harvard.edu/faculty/unger/portuguese/docs/artigos213.pdf
http://www.law.harvard.edu/faculty/unger/portuguese/docs/artigos214.pdf
http://www.law.harvard.edu/faculty/unger/portuguese/docs/artigos215.pdf
Para baixar o texto suprimido, acesse o Internet Archive (aguarde o carregamento da página e salve em formato .doc)
Seja qual for o número de gols que o atacante tenha marcado em sua vida, a contagem precisa de um pequeno reparo: o acréscimo de meio gol.
Ao contrário de alguns gols que ninguém viu, o meio gol de Romário foi assistido por milhões de pessoas no mundo inteiro. A proeza que elevaria a conta atual para 999,5 gols aconteceu no finzinho do dramático jogo da seleção brasileira jogo contra a poderosa Holanda nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 1994.
Depois de um primeiro tempo sem gols, o Brasil abriu o placar com Romário nos primeiros minutos da etapa final. Logo depois Bebeto aumentou e fez a histórica comemoração em homenagem ao recém-nascido filho Matheus. Quando tudo parecia apontar para uma vitória tranqüila do Brasil, Bergkamp e Winter levaram o jogo ao empate. Os minutos finais eram de tensão total quando o juiz marcou uma falta em Branco. A cobrança de fora da área de Branco que definiria a vitória brasileira entrou para a lista dos mais belos gols em Copas.
E é por esse lance que Romário merecia ter o nome na súmula dividindo o crédito do gol com Branco. Posicionado na área para aproveitar um eventual rebote, o atacante passou correndo rente à trajetória da bola. Se tivesse batido nele, poderia até espirrar para fora. Mas num lance que mostra toda a sua genialidade e visão de jogo, Romário contorceu levemente as costas para frente deixando o exato espaço para que a bola seguisse seu caminho para o cantinho do gol. O lance que comprova o meio gol de Romário pode ser visto com riqueza de detalhes no filme oficial da Copa, Todos Os Corações do Mundo, dirigido pelo brasileiro Murilo Salles.
Curiosamente, na transmissão da TV Globo, que punha na tela a assinatura do autor quando reprisava o gol, é possível ver aparecer rapidamente no vídeo uma imagem do grafismo com o nome de Romário sobre as imagens de Branco comemorando. Muito justo.
P.S.: Apesar de a opção para o envio de comentários desse post estar habilitada, gostaria de fazer um pedido a eventuais leitores: resistam à tentação da interatividade e não comentem esse texto. Qualquer mensagem enviada será deletada. Obrigado.
Texto originalmente publicado no blog Bate-Pronto
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