Está aberta a temporada das sopas na Ceagesp. Até 18/8, cinco tipos são servidos de 4ª a domingo, por R$ 26,90 cada. Na cozinha, 30 funcionários cuidam das panelas, sob o comando do chef Ivair Felix, idealizador das receitas, que mudam toda semana – com exceção das de cebola (dois tipos) que, ao longo da temporada, consomem 9 toneladas do ingrediente. A cada noite, saem 600 litros de sopa.
Av. Dr. Gastão Vidigal, 1.946, Portão 3, V. Leopoldina. 18h/0h (6ª e sáb., até 2h). www.festivaldesopasceagesp.com.br
Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 17 de maio de 2013
Sob a batuta de Lívio Tragtenberg, a Orquestra de Músicos das Ruas de São Paulo terá endereço fixo a partir do dia 25. A Praça das Artes, complexo situado atrás do Teatro Municipal, será a sede do grupo, que conta com 15 músicos. “É uma iniciativa inédita. Não vi isso em nenhuma outra cidade ‘civilizada’, como Berlim ou Barcelona”, diz Tragtenberg, com a autoridade de quem rege músicos das ruas desde 2004. A primeira apresentação é no próprio dia 25 e, até o fim de agosto, o grupo se apresentar no local todos os sábados, às 11h, grátis.
Av. São João, 281, metrô São Bento.
Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 17 de maio de 2013
Cada vez mais, restaurantes paulistanos empregam mão de obra estrangeira
Atraídos pelo bom momento econômico do País – e fugindo da crise europeia –, encantados pela aventura de cruzar o Atlântico em busca de uma vida nova ou mesmo fisgados por um amor brasileiro, há cada vez mais barmen e chefs europeus trabalhando em bares e restaurantes paulistanos.
A clientela só tem a ganhar: mescladas ao estilo local, características gastronômicas gringas podem funcionar como uma espécie de sotaque do paladar. “Tudo o que aprendi na Europa em termos de técnicas e conhecimento dos clássicos eu aplico aqui”, comenta o barman britânico Aharon Rosa, de 31 anos, responsável pelas bebidas servidas no Esquina Mocotó (Avenida Nossa Senhora do Loreto, 1.108, tel. 11 2949-7045), inaugurado ontem. Filho de pai brasileiro e mãe inglesa, ele sempre quis viver no Brasil – sonho realizado há três anos. Atua na área desde 1998.
No endereço ao lado, trabalha o francês Julien Mercier, chef do tradicional Mocotó (Avenida Nossa Senhora do Loreto, 1.100, tel. 11 2951 3056). Mora no Brasil desde 2008. “Era chef em Washington e me apaixonei por uma garçonete brasileira – Kelly Stein, atualmente jornalista. Um dia, ela contou que estava indo embora para o Brasil e nossa história teria de acabar por ali”, lembra. “Após muita conversa, consegui convencê-la a me trazer ‘na mala’.” Estão juntos até hoje.
Julien vendeu tudo o que tinha, embarcou os pertences pessoais em um container de navio e se mudou definitivamente para cá. “Como sempre digo, a gastronomia brasileira deve muito às brasileiras… Afinal, tantos chefs estrangeiros se apaixonam por uma mulher daqui antes de se apaixonar pelo Brasil…”, brinca ele, que trabalha em restaurantes desde os 14 anos.
Em 2009, quando foi comemorado o Ano da França no Brasil, Julien inventou um minifestival no Mocotó. “Era o encontro de Napoleão com Lampião”, recorda. “Eu tinha de fazer os clássicos da comida francesa, porém usando apenas os ingredientes tradicionais do restaurante. O maior sucesso foi o creme brulée com doce de leite mineiro.”
Há dois meses no Brasil, o bartender italiano Fabio La Pietra, de 23 anos, realiza o sonho de infância ao comandar o SubAstor (Rua Delfina, 163, 11 3815 1364). “Morar no Brasil é uma coisa que desejo desde criança. Não sei por que sempre fui atraído pelo País”, comenta. “Ao longo da carreira, a música, a natureza e a história do Brasil foram parte da minha inspiração para os projetos.” Ele trabalha no ramo desde os 13 anos – começou em pizzaria.
Samba de Adoniran. Ao contrário de outros estrangeiros que se mudam para cá, Fabio já chegou dominando o português. E são duas as explicações: sua mulher é brasileira – eles se conheceram quando moravam em Londres – e, de muito antes, seu gosto musical. “Já gostava de ouvir sambas antigos brasileiros. E o primeiro foi o Adoniran Barbosa!”, diz ele, evocando o autor de verdadeiros hinos paulistanos como Trem das Onze. “Foi bom para aprender um português ‘errado’, mas com jeito de um grande artista. Hoje, às vezes, as pessoas riem escutando o que eu falo, esse português velho e um pouco errado do Adoniran…”
Outro endereço cuja cozinha está sob comando estrangeiro é o Porto (Rua Amauri, 225, tel. 11 3077-1111), caçula do tradicional e classudo grupo Rubaiyat. Ali, a convite do restaurateur Carlos Iglesias, desde março trabalha o chef espanhol Javier Garcia Peña, de 32 anos.
“Ainda não aprendi o português, então vamos no ‘portuñol’”, comenta ele, sobre a adaptação à capital paulista. Ele não esconde sua missão: aplicar técnicas culinárias espanholas a produtos brasileiros.
“Espero contribuir para a expansão da cozinha espanhola e – por que não dizer? – conhecer este país extraordinário”, ressalta Javier. “Em termos de bebidas, trouxe um café muito espanhol que pôde ser apreciado aqui no nosso bar por alguns dias.”
Reportagem publicada originalmente na edição impressa do Estadão, dia 19 de maio de 2013
INTERROGAÇÃO
Um concerto da Orquestra Experimental de Repertório nos jardins do Museu do Ipiranga deu início à 1ª Virada Cultural, em 19/11/2005, às 14h. Este ano, a Orquestra não faz parte da programação.
Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 17 de maio de 2013
O evento já entrou para o calendário da cidade – virou até lei municipal. Hoje foi sobre a Virada Cultural a coluna de rádio. Como isso já rendeu bastante aqui no blog, clique para ler tudo o que já foi publicado neste espaço sobre o assunto. Há perfis, quiz, curiosidades…
Tema da coluna veiculada pela rádio Estadão em 17 de maio de 2013
Que amanhã (18) é dia de Virada Cultural, todo mundo já sabe. Mas se você gosta de fotografar, aqui vai uma dica de programa para curtir a maratona de eventos de outra maneira: a Jornada Fotográfica, turma que há 17 anos se reúne mensalmente para clicar a cidade, terá um QG para que fotógrafos profissionais e amadores possam descarregar seus cartões de memória – e postar tudo em tempo real.
“A ideia é organizarmos grupos para sair de hora em hora e registrar as melhores cenas da Virada”, afirma o fotojornalista André Douek, o idealizador da brincadeira.
Nos últimos anos, as jornadas de Douek têm feito sucesso. Em alguns roteiros, ele chega a reunir 600 pessoas de câmera na mão, em incursões pela metrópole. “Cada edição tem um tema, que funciona como pretexto para fotografarmos juntos”, diz ele. E, como a ideia é poder organizar tudo direitinho, Douek pede a quem quiser participar que se inscreva neste link.
Ponto de encontro: Telecentro Olido – Cibernarium. Av. São João, 473, metrô República.
Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 17 de maio de 2013
Foram três anos e 142 edições em que a coluna Paulistices foi publicada no caderno Metrópole, trazendo histórias interessantes da cidade. A partir desta semana, estamos de casa nova: aqui, nesta revistinha que já é seu GPS para curtir o que há de melhor na capital paulista. Junto com você, espero continuar descobrindo mais e mais São Paulo. Então, Divirta-se!
Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 17 de maio de 2013
Para estimular o surgimento de novas ideias e discutir o futuro das grandes cidades o Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco) lançou o Olho no Futuro, um site que permite que a população envie sugestões para melhorar a vida nas metrópoles.
Tema da coluna veiculada pela rádio Estadão em 15 de maio de 2013
No início do mês, foi reinaugurada a Fonte Monumental da Praça Julio Mesquita, no centro de São Paulo. Sabia que o local inspirou Adoniran Barbosa? Veja a letra de Roubaram a Lagosta:
Na praça Julio Mesquita
Tem a estátua da lagosta
Quem passa de longe enxerga
Quem passa de perto gosta
E a lagosta de bronze
Fica esperando bom dia
Mas tem gente distraída
Que nem para ela espia.
Por uma razão muito forte
Ela em bronze foi lembrada
Inauguração na praça
Uma fita foi cortada,
Teve discurso, foguetes,
Teve churrasco e bebidas,
Teve mágicos e palhaços,
Futebol, flerte e corrida.
Mas isso ficou para trás
Não sei que forma que tinha
Essas coisas não se faz
Agulha não vai sem linha
Deixe a lagosta em paz
Muito bom ficar sozinha
Mas é melhor ficar seca ou molhada
Do que ser derretida ou roubada.
Tema da coluna veiculada pela rádio Estadão em 3 de maio de 2013
Google está fotografando templos católicos ao estilo ‘Street View’; Sé e Consolação são os pioneiros
O Google está fotografando o interior das igrejas católicas paulistanas com a mesma tecnologia do Street View. Até agora já foram realizadas imagens da Catedral da Sé e da Igreja da Consolação – o Estado apurou que há intenção de registrar cerca de 15 templos, todos de importância cultural, artística e histórica.
Entusiasta das novas tecnologias – ele atualiza frequentemente sua conta no Twitter, por exemplo – o cardeal arcebispo de São Paulo d. Odilo Scherer demonstra otimismo com fato de as igrejas paulistanas, em breve, poderem ser “visitadas” virtualmente. “Meu apoio a esse trabalho foi imediato, porque me parece algo bem interessante para que as pessoas possam conhecer melhor também o patrimônio religioso que temos na cidade de São Paulo”, justifica-se ele, que autorizou que as fotografias fossem realizadas na Sé e na Consolação como “iniciativa piloto” e afirma que “nada impede que a autorização se estenda para as demais igrejas” sob sua jurisdição. “Temos muitas igrejas bonitas e de valor artístico na cidade”, comenta o arcebispo.
“A Igreja tem grande apreço às novas mídias e vê a necessidade de estar presente nelas”, diz o religioso. “Quando esta ferramenta estiver no ar, as pessoas do mundo inteiro vão poder conhecer as igrejas paulistanas. A visitação eletrônica também vai se tornar um hábito e quem não conhece São Paulo vai poder se encantar com a beleza de nossas igrejas.”
A empresa de tecnologia se recusou a dar mais informações sobre o projeto. Por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa, limitou-se a afirmar que está “sempre trabalhando em vários projetos”, mas, no momento, não há “nenhum anúncio para fazer.”
Patrimônio. Mais importante igreja católica de São Paulo, a Catedral da Sé começou a ser erguida em 1913 – mas só seria inaugurada em 1954, durante as comemorações do IV Centenário da cidade. Tem 111 metros de comprimento, 46 de largura e duas torres com 92 metros de altura. De estilo neogótico, foi projetada pelo engenheiro e arquiteto alemão Maximilian Emil Hehl (1861-1916). Em seu acabamento, foram utilizadas 800 toneladas de mármore. Em seu interior, chama a atenção o imenso órgão de 12 mil tubos.
Obra do mesmo arquiteto Hehl, a Igreja Nossa Senhora da Consolação começou a ser erguida em 1909. Em seu interior, o altar-mor, importado de Paris, destaca-se pela beleza. A igreja guarda várias pinturas relevantes para a Arte brasileira, como as seis obras de Benedito Calixto (1853-1927) e as telas A Natividade, Apresentação do Senhor e Visita de Santa Isabel, de Oscar Pereira da Silva (1865 ou 1867-1939).
PARA LEMBRAR
Em 2011, o Google lançou o Art Project, um site que permite que o internauta visite virtualmente museus de todo o mundo. No lançamento, havia 17 instituições catalogadas – de 11 cidades diferentes. Entre eles, a National Gallery de Londres, o Museum of Modern Art, de Nova York, e o Museo Reina Sofia, de Madrid. Hoje há dezenas de outros acervos disponíveis. Além de permitir que o internauta passeio pelos museus, o Google disponibiliza algumas obras em “super resolução”, propiciando que sejam vistos detalhes que são difíceis de ser percebidos a olho nu.
Versão ampliada de reportagem publicada originalmente na edição impressa do Estadão, dia 14 de maio de 2013
2013
2012
2011
2010
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