LEIA TAMBÉM: Bar Leo: notícia vaza e estraga campanha de marketing
Famoso reduto de cervejeiros do centro foi fechado há 2 meses após ser flagrado vendendo chope barato como se fosse ‘top’ de mercado
Em parceria com DIEGO ZANCHETTA
Em um daqueles casos em que a realidade é mais incrível do que a ficção, tradicional bar paulistano é lacrado por vender gato por lebre – ou chope inferior no lugar da marca top de mercado. A tal marca, em vez de virar as costas para sempre para o bar, surge para salvá-lo do fechamento.
O caso é o do Bar Leo (foto acima), famoso reduto de cervejeiros no centro de São Paulo. Há dois meses, foi fechado pela polícia por vender chope Ashby como se fosse Brahma. Agora, o Bar Brahma, outro símbolo da boemia da cidade, comprou a casa e pretende reabri-la em breve: com credibilidade restaurada, mesmo nome e, quem sabe, ainda a tempo de comemorar seu 70.º aniversário, em agosto.
A informação circulava pelos botecos descolados desde o último fim de semana. Ontem à tarde, em conversa com o Estado, o proprietário do Bar Brahma (foto acima), Alvaro Aoas, limitou-se a dizer “que as negociações estão bem avançadas”, sem revelar os valores da transação nem o formato da nova gestão. No fim do dia, a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), detentora da marca Brahma, confirmou que o negócio já estava fechado.
“O que posso dizer é que vamos manter e valorizar ainda mais o nome e a história do Bar Leo, que é um patrimônio paulistano”, garantiu Aoas. “Vamos realçar os valores do Leo, retomar o bar com força, para viabilizar uma recuperação.”
Chope “falso”. A notícia comoveu os cervejeiros. Na manhã de 30 de março, após denúncia anônima de um advogado que era cliente assíduo do bar, duas viaturas e cinco policiais foram ao Bar Leo. Encontraram 18 barris do chope da marca Ashby, um dos mais baratos do mercado – o litro custa R$ 5,30 –, vendidos na casa como se fossem Brahma (o litro, no atacado, sai por R$ 9,40).
Toda a comunicação visual do bar fazia referência aos produtos Brahma. O gerente acabou detido, pelos crimes de “induzir o consumidor a erro e ofertar produtos de validade vencida, sem informar a origem do produto”. O estabelecimento, desde então, permanece lacrado pela Coordenadoria de Vigilância de Saúde (Covisa). De acordo com as notas fiscais apreendidas pela polícia, o chope Ashby já era vendido no bar havia pelo menos 1 ano.
Como se trata de um dos estabelecimentos mais antigos e tradicionais de São Paulo, a história virou assunto entre os frequentadores de botecos paulistanos. Clientes diziam que São Paulo havia perdido um “patrimônio” e que o bar precisava “recuperar a dignidade, dar a volta por cima e reabrir”.
Com o investimento do Bar Brahma, que se reergueu em 2001 e hoje tem bom público no centro, incluindo turistas, a história do Bar Leo pode ganhar novos capítulos.
Proibido beijar
O Bar Leo mantinha uma curiosa regra: em suas dependências, qualquer beijo era proibido. E mais: mulheres desacompanhadas só passaram a ser aceitas no local a partir da década de 1970.
PONTOS-CHAVE
‘Salvador’ do Leo também já
teve suas crises
Fundação
O Bar Brahma, na esquina das Avenidas Ipiranga e São João, foi fundado em 1948, pelo alemão Henrique Hillebrecht. Entre 1950 e 1960, o bar viveu o auge.
Queda
Com a decadência do centro, o Brahma fechou em 1990. Entre 1997 e 1998, sob outro nome, tentou voltar sem, entretanto, atingir o mesmo sucesso.
Retorno
A reinauguração data de 2001. O local voltou a atrair a boemia – além de ser palco de shows tradicionais, como Cauby Peixoto e Demônios da Garoa.
Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, dia 5 de junho de 2012
Não podia beijar e entrar mulher sozinha no bar, mas podia vender chopp vagabundo a preço de top, né???
Verdade!!! E ainda tira o chopp errado!!!
responder este comentário denunciar abusoEsse chop Ashby nao deve ser tao “falso” assim. Pois se o bar vendeu por quase um ano no lugar do Brahma e nenhum cliente percebeu, é sinal que o chop é bom ou o bebedor de cerveja é que é ruim de identificar sua marca predileta.
O chopp era vendido mais gelado, a temperatura mais baixa inibia o paladar… o advogado descobriu justamente por perceber que a temperatura estava mais baixa do que o normal
responder este comentário denunciar abusoAmigo, tenho que confessar: o chope falso era uma delícia !
responder este comentário denunciar abusoO Chopp não era falso , era de qualidade inferior….
responder este comentário denunciar abusoCaros, fica agora claro o que estava por tras desta briga. E parece que a AMBEV venceu, como era de esperar.
responder este comentário denunciar abusoOla, boa noite para todos. Sei bem onde ficava o Bar do Leo. Da proxima vez que for a SP esse vai ser um lugar a visitar!
Ola, boa noite para todos,
Lembro bem onde ficava o Bar do Leo. Da proxima vez que for a SP este vai ser um lugar a visitar!
Olha, tanto Faz. O Leo ja estava uma porcaria a tempos, servico pessimo e preco muito alto.
E se querem saber o Ashby nem fazia tao feio assim.
Esse negocio de se meter naquele pedaco fe tid do da cidade, transito, pagar chope aguado e com espuma em excesso (como na foto) a preco TOP e coisa so iniciantes.
[...] Bar Brahma compra e vai reabrir Bar Leo Fonte: Blog do Edison Veiga [...]
O Bar Lo deveria continuar a ser boicotado pelos consumidores, pois to vendo que mais uma vez vai terminar em pizza. O dono vai acabar embolsando um belo lucro, se bobiar vai participar dos lucros do bar, ficando na boa e o crime continua a compensar no Brasil.
Boicotem o Bar, este picareta deveria perder o direito do bar e nao ter nenhum lucro sobre o mesmo.
paulista nao sabe nem diferenciar um choppe heheheh contrata qualquer um carioca,,,,sai baratinho e nao precisa pagar nada heheheheheh
+ de 80% dos “entendidos”em cerveja e chopps apos o 1º copo não diferenciam coca-cola de fanta,
uns 40% nem no primeiro copo.
como o demonstrado na reportagem basta servir que o entendido toma,elogia e pede bis.
veja o mais novo slogan da campanha publicitária da BRHAMA….
“SE FOR BEBER BRHAMA NÃO DIRIJA
“VOLTE PARA CASA DE TAXI
Opa, agora vou voltar a passar por lá. Espero que os petiscos continuem com a mesma qualidade.
Já frequentei o Bar do Leo. Mas, já faz muito tempo. Acho que ainda tomei o bom e velho chopp de primeira. Incrível é saber que os entendedores de cerveja não perceberam que estavam bebendo um chopp falso! A bebida poderia ser falsa, mas a cena do entorno do bar continua sendo a realidade do centro de São Paulo: degradada e insegura!
Se era “Chope Falso” e “um dos mais baratos do mercado”, uma pergunta:
Como conseguiram enganar tanta gente que passou por lá durante um ano inteiro?
Só pode ser porque o Chopp Ashby deve ser muito bom!
Vou experimentar!
Oba! vamos voltar a tomar o melhor chopp cremoso da cidade, acompanhado de canapés hackepeter!
a melhor combinação!
Viva, que reabra logo.
Caros, frequento este bar a mais de 20 anos. Desde a época que só tinha homem no bar por causa das “primas” que trabalham na região da Rua Aurora desde sempre. Conheci os funcionários que saíram para abrir o Nico, e o Ademar. Vi com alegria a abertura do bar Original (96) copiando o chopp que é a assinatura do Léo: Largo com colarinho. E depois virou padrão de mercado.
MOTIVO DO FECHAMENTO: Segundo pessoas próximas, a senhora idosa que era principal dona deixou parentes (sobrinhos e outros bichos) entrarem no negócio, E COMEÇARAM A METER A MÃO GRANDE. Por isso um bar com tanto movimento e chopp caro estava no vermelho. Começaram com a fraude para sustentar o negócio.
Espero que a boa iniciativa do Bar Brahma preserve o espírito (e a equipe) original do bar. Vou apoiar porque quero preservar a história e esquecer este episódio triste da história recente.
Vamos ajudar a manter o espírito original vivo e chutar os crápulas responsáveis. Alguém entrega os nomes? Botem na roda!
Parabéns leitor… Digo por mim usando suas belas palavras: – Também “espero que a boa iniciativa do Bar Brahma preserve o espírito (e a equipe) original do bar”. Afinal, não conheço pessoalmente o estabelecimento e tenho opinado por me inteirar dos fatos aqui postados. Talvez pecamos por “ouvir demais” e não saber o que de fato está envolvido. Vamos nos apegar ao fato de que, seja qual for a direção da casa, é mais uma opção pra nos reunirmos com os amigos…
responder este comentário denunciar abusoObrigado pelos escarecimentos, Fan.
responder este comentário denunciar abusoEssa história serviu mais como propaganda favorável do chopp Ashby. Agora é o seguinte: Se esses caras assumirem o bar e continuarem a vender o chopp (nem que seja o da Brahma) num copo que é metade espuma e ainda por cima por aquele preço, nunca irão me ver lá. Dica: Del Mar, bar espanhol quase na frente.
Uma multa seria justo,mas lacrar o bar aí já foi demais.
O Carrefour do Shopping Eldorado que vendia mercadoria vencida levou um tapinha na mão.
País de duas caras.
Bem, acho o chopp deve ser muito bom!
Pelos comentários….. fiquei até com vontade de experimentar agora ….
FIQUEI COM VONTADE DE EXPERIMENTAR AGORA …….
A história é incrível de fato, mas precisava esclarecer melhor o que a Ambev tem a ver com isso. Se a Ambev participa do negócio, então há aí um problema de princípio. Uma coisa é você ter marcas ou fabricar produtos. E outra coisa é ter um ponto de venda tradicional. Essas duas coisas precisam ser independentes. A fusão da paulista Antarctica com a carioca Brahma foi já prejudicial ao consumidor.
Duas coisas:
1 – Quem está defendendo a Ashby, é gente que trabalha para a empresa e está aqui fazendo merchandising.
2 – Quem quiser ser feito de tro u xa e ser enganado de novo (só que agora pelo Brahma) boa sorte. Eu prefiro conhecer lugares novos que exibam respeito pelos clientes.
Muito interessante os comentários dos leitores 01:22 Kuki, 08:31 Rafael, 09:07 Marcelo Rocha… Penso o mesmo. Não que esteja julgando favorável a atitude dos envolvidos neste dolo, mas a sua ação foi, como disse o início da reportagem, “incrível”. Afinal, pra ser justo, o tal chopp vendido “como gato por lebre”, só tinha de inferior o preço da compra pros envolvidos, o consumidor nem percebia, mesmo sendo vendido “bem gelado”, e é assim que a gente gosta… O feito foi tão incrível que chamou a atenção do empresário de visão, dono do Bar da Brahma. Não surpreende que este senhor tenha decidido comprar o Bar Léo. É que este chopp julgado “inferior” vendia muito na casa como sendo o “top”, agora o “top” vai ser vendido de fato…
Isso foi uma lição para todos os entendidos do balcão e por outro lado serviu para fazemos uma reflexão…será que o Chopp Brahma é tão superior que justifique custar quase 100% a mais que o Chopp Ashby? Acho que está um pouquinho caro, né? Esse episódio foi uma grande propaganda para o fabricante do Ashby.
mais uma prova de que cerveja e chopp é tudo igual, esses trouxas que acham que sabem que entende de bebida nem conseguem distinguir entre as marcas, é lógico, não tem diferença mesmo, a diferença é so no preço, e muito trouxa paga caro pela marca/propaganda…vamos acordar para a vida !!!!!
#MEDO – um ano vendendo gato por lebre e só rodou devido à denúncia anônima.
ONDE ESTAVA A FISCALIZAÇÃO????
[...] antecipar que o Bar Brahma (foto) comprou e pretende reabrir o Bar Leo, o Estado colocou água no chope da equipe de marketing que preparava a campanha de refundação do [...]
Enquanto em países desenvolvidos sao reabertos e inaugurados centros de ensino e pesquisa … por aqui ficam felizes em reabrir um bar.Por esta razao que estamos muito longe de sair desta lama do desenvolvimento.
Conheço o bar Leo há quase 50 anos (trabalhava ao lado, na Rua dos Andradas) e embora tivesse bolhinhos de carne com mostarda escura quase imbativeis e chopp delicioso, o atendimento mais parecia uma caserna nazista com garçons petulantes e donos carrancudos, voltei recentemente e o atendimento continuava o mesmo com outras caras. Boa sorte aos novos proprietários.
Frequentei o Bar do Leo por 40 anos (1963 a 2003) o melhor chopp e o pior atendimento de SP.
Precos abusivos, atendentes prepotentes tal qual era o finado dono.
Ha 9 anos, bebo chopp em outros bares onde valorizam o cliente.
Se o Brahma conservar os mesmos atendentes, sera dificil reerguer o bar.
Os colegas Spyridion e Joe acima (c/ muito + experiência que eu) tem razão. O serviço ruim era típico do bar que tinha muito mais cliente que bar. Na verdade achava isso pitoresco do lugar. Mas têm razão que não é lugar de gente que gosta de conforto e bom atendimento.
Mesmo assim gostava de ir lá de vez em quando. Os petiscos era muito bons e bastante copiados, mas nunca superados. (por favor, discordem e indiquem melhores que eu gostaria de conhecer)
Para saudosistas como eu, fica a tradição e história de frequentar bares que, apesar do serviço, mudaram a forma de servir chopp no Brasil. Nada contra quem gosta de copo tulipa e chopp sem colarinho (eu mesmo aprendi a gostar de cerveja “quente” de qualidade) mas não dispensava chopp com canapé misto com crua do Léo. Quem conhece vai me dar razão… ou não?
Chopp falso ou verdadeiro…o lado ruim da história é enganar o consumidor….tão fiel! Que venha logo o Bar Brahma! Fica ainda uma dúvida…será que aquele delicioso bolinha de bacalhau….era mesmo de bacalhau?????!!!!! Meu amigo José Francisco , especialista na arte deve responder…….!!!
gente, são paulo é a cidade que não para.Vams conhecer lugares novos.Esse negocio de tradição era uma vez…
Gente São Paulo é cidade que não para….Esse negocio de barzinho com tradição já era. Isso era no tempo em que as pessoas respeitavam os cliente, o ser humano como um todo. Agora isso é loteria.Existe sim malandragem entre as pessoas, muito lobo no mercado se passando por cordeiro.Infelizmente isso é BRASIL minha gente!!!
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