Obras ainda convidam leitor a conhecer in loco endereços importantes para o Estado

Cinco livros que serão lançados na próxima semana pretendem resumir os quase cinco séculos da história paulista. Trata-se da coleção História Geral do Estado de São Paulo, coordenada pelo professor Marco Antonio Villa.
“Há uma enorme dificuldade bibliográfica sobre o tema. Não faltam livros de história da cidade de São Paulo, mas é difícil encontrarmos obras sobre o Estado”, diz Villa, que é doutor em História e mestre em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e leciona na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). “Até o fim do século 19, a ideia de Estado era puramente administrativa. A história da cidade e a história do Estado, no fim das contas, eram uma coisa só”, afirma o sociólogo e colaborador do Estado José de Souza Martins, autor de um dos livros da coleção.
Os cinco volumes apresentam São Paulo dividido cronologicamente. No fim de cada volume, o capítulo chamado de Lugares da Memória convida o leitor a expandir o conteúdo do livro conhecendo in loco endereços que ajudam a contar um pouco da história do Estado.
Primórdios. O primeiro volume, de autoria do historiador da USP José Jobson de Andrade Arruda, mostra a formação do Estado nos séculos 16 e 17. Ele analisa o povoamento, o sertanismo, a vida econômica e a formação da sociedade paulista. Entre os passeios sugeridos estão as ruínas de Abarebebê, em Peruíbe, ponto de comércio de escravos em 1530, e, na capital paulista, o Pátio do Colégio e a Capela de São Miguel Arcanjo.
Coube ao também professor da USP Francisco Vidal Luna apresentar São Paulo no século 18. O volume relata as consequências sentidas por aqui com o término da União Ibérica, em 1640 – foi um momento em que Portugal estimulou o desenvolvimento da capitania. Luna também mostra os impactos causados pela mineração e a questão da escravidão negreira.
Várias edificações religiosas no litoral marcaram essa época e ainda resistem. É o caso da Igreja de Santo Antonio do Valongo, em Santos (Largo Marquês de Monte Alegre, 13) e a Basílica do Senhor Bom Jesus, em Iguape. Na cidade de São Paulo, um destaque é o Mosteiro da Luz.
Professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), José Leonardo do Nascimento esmiuçou o Estado no século 19. Ele aborda o que foi o primeiro momento da modernização da sociedade paulista, com relatos de viajantes estrangeiros e manifestações literárias da província. As transformações sociais, econômica e políticas de São Paulo no período também são analisadas.
Entre as indicações do século 19 estão o Teatro Guarani, em Santos (Praça dos Andradas, 100), e a antiga Igreja de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de mesmo nome no Vale do Paraíba. No caso paulistano, um exemplo é o Jardim da Luz.
Mais próximos do momento presente, o sociólogo José de Souza Martins e a historiadora e professora da Unesp Tania Regina de Luca dividiram o século 20 em duas partes. “Estudo a história paulista há 60 anos. Então foi só sentar e escrever”, afirma Martins. Ambos destacam a consolidação da sociedade industrial, a diversidade humana e o custo da modernidade. Entre os locais relevantes que retratam a época, vale visitar o Teatro Municipal, bem no centro da capital.
Serviço
História Geral do Estado de São Paulo: Imprensa Oficial do Estado e Poiesis. Coordenador: Marco Antonio Villa. Autores: José Jobson de Andrade Arruda, Francisco Vidal Luna, José Leonardo do Nascimento, José de Souza Martins e Tania Regina de Luca. Cinco volumes: Séculos 16 e 17; Século 18; Século 19; Primeira Metade do Século 20; e Segunda Metade do Século 20. R$ 70.
Lançamento da coleção: terça-feira (dia 28), a partir das 19h30. Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS): Avenida Europa, 158. Jardim Europa. Aberto ao público. Grátis.
Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, dia 23 de fevereiro de 2012
Sr. Edison Veiga, Bom dia!
Ao ler o caderno “Metrópole”, pág. C8, hoje pela manhã, vi uma foto intitulada “Largo da Sé, 1898″. Essa foto me chamou a atenção pelo fato de se parecer muito com o Largo de São Bento.
Inclusive com o “Café Girondino” como pode ser visto à direita escrito num toldo. Gostaria de ter certeza se é mesmo o Largo da Sé, pois me interesso muito por fotos antigas da Cidade de São
Paulo. Agradeço a atenção!
Moisés Caciagli
Moisés,
É, sim, o Largo da Sé. Confirmei com o Café Girondino e, na época, o endereço era na Sé. Também questionei a Imprensa Oficial, que me respondeu o seguinte:
” Realmente é o Largo da Sé.
No século 19, o Café ficava “num endereço privilegiado” – Rua XV de Novembro com a Praça da Sé.
O atual Café Girondino fica na Rua São Bento com a Rua Boa Vista.
Esclarecemos esta dúvida e conhecemos mais a história do Café Girondino: http://www.cafegirondino.com.br/”
Um abraço.
responder este comentário denunciar abusoHá um erro de concordância nessa matéria (pelo menos, só percebi esse). O texto fala da história do estado de SP, mas diz: “Os cinco volumes apresentam São Paulo dividida cronologicamente”. Deveria ser: “dividido”, pois se refere ao estado, não à sua capital.
Uma pergunta: o preço de R$70,00 é de cada volume ou da coleção?
Júlio. Obrigado, corrigi lá.
E, sim, o preço é da coleção toda. Abraço.
Poderiam por favor informar como podemos adquirir esta coleção?
alziro
Alziro,
As informações estão no fim do post. Abraço.
desejo adquirir a coleção. peço responder em meu e-mail.
Gostaria de saber como adquirir o livro.Se possível me informe por e-mail.obrigado
[...] lançada amanhã uma interessante coleção de livros, abordando a história paulista – a imagem acima é do viajante e diplomata inglês James [...]
Parabéns ao time de historiadores por esta obra que já nasce clássica. De Florianópolis, meus ciumprimentos.
Desejo adquirir esses livros. Onde encontrá-los? Aguardo resposta. Hebe BV Costa
Quero adquirir os 5 livros. Onde encontrá-los? Hebe Costa
Quero adquirir esses livros. Onde encontrá-los? H. Costa
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