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Bolsas asiáticas fecham em alta após China anunciar projetos de urbanização

5 de dezembro de 2012 | 8h24

Agência Estado

Antonio Rogério Cazzali e Lucas Hirata

TÓQUIO – Os mercados asiáticos fecharam em alta nesta quarta-feira, com destaque para as ações de China, que dispararam na esperança de que o governo de Pequim lançará projetos de urbanização e construção de residências para os próximos anos.

O índice Xangai Composto teve seu melhor dia de transações desde setembro, com alta de 2,9%, aos 2.031,91 pontos, devido à especulação de que os novos líderes do país revelarão, em breve, a agenda dos próximos anos na Conferência Central de Trabalho Econômico. Durante a madrugada, a sessão eliminou grande parte da perda de 3,8% registrada em novembro, que consolidou o status do índice como o que tem apresentado a pior performance na Ásia.

Já o índice Shenzhen Composto avançou 3,8% hoje, para 771,72 pontos.

As empresas de cimento puxaram os ganhos na China, depois que a nova geração de líderes, sob o comando do chefe do partido Xi Jinping, declarou que a urbanização e a construção pública de residências serão expandidas no país. A Anhui Conch Cement teve alta de 4,9% e a Fujian Cement disparou 10,1%.

Os fortes ganhos na China ativaram uma reação em cadeia em Hong Kong, onde o índice Hang Seng fechou com expansão de 2,2%, aos 22.270,91 pontos, com alto volume de transações.

O banco britânico HSBC Holdings avançou 1,7% e a seguradora chinesa Ping An Insurance apresentou alta de 4,9%, depois de o HSBC anunciar que irá vender toda a sua participação de 15,6% na seguradora para o grupo tailandês Charoen Pokphand, pelo montante de US$ 9,4 bilhões. Com o valor de 59 dólares de Hong Kong por ação, o preço representa um prêmio de 2,3% sobre o preço de fechamento da Ping An na terça-feira.

Na Austrália, a Bolsa de Sidney terminou o pregão com as ações de maior liquidez dando suporte ao mercado, com a expectativa de que o RBA, o banco central do país, continue a fazer cortes na taxa de juros no próximo ano. O setor de recursos também aposta na possibilidade de a China aplicar políticas de estímulo à economia. O índice S&P/ASX 200 subiu 0,37%, para 4.520,40 pontos. As ações da Woodside Petroleum, Rio Tinto e Fortescue Metals tiveram ganhos entre 0,6% e 2,2%.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em alta, em virtude da acentuada elevação das ações na China, estimuladas pelo sentimento dos investidores. O índice Taiwan Weighted avançou 0,63%, para 7.649,05 pontos. Dentre as empresas de tecnologia, a TSMC subiu 0,3%, a HTC ganhou 1,6% e os papéis da UMC saltaram 4,5%.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou em território positivo, revertendo as perdas do início do pregão. O preço das ações da Samsung Electronics bateu um novo recorde de alta, e o mercado local foi estimulado pelos ganhos nas bolsas chinesas e por melhores perspectivas para a economia. O índice Kospi terminou a sessão em alta de 0,61%, aos 1.947,04 pontos. As ações da Samsung Electronics subiram 1,8%, mas as da Hyundai Motor caíram 0,7%.

Já na Bolsa de Manila, nas Filipinas, as ações fecharam em baixa, com alguns investidores realizando lucros após acumularem ganhos em dez de 11 sessões. O índice PSEi caiu 0,3%, para 5.687,72 pontos, em meio a um alto volume de transações.

Bolsas asiáticas fecham em baixa por receios com EUA; China sobe com bancos

4 de dezembro de 2012 | 9h02

Agência Estado

Antonio Rogério Cazzali e Lucas Hirata, da Agência Estado

TÓQUIO – A maioria dos mercados de ações asiáticos fechou em queda nesta terça-feira, puxada para baixo pelo pessimismo em relação à questão do “abismo fiscal” e por dados negativo dos EUA. As ações em Sydney também se enfraqueceram depois do aguardado corte na taxa básica de juros pelo Banco Central da Austrália (Reserve Bank of Australia, RBA, na sigla em inglês).

Na China, porém, o pregão terminou com tom positivo após a estabilização das ações bancárias e o avanço das fabricantes de bebidas alcoólicas. O índice Xangai Composto teve leve alta de 0,8%, para 1.975,1 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 1,3%, para 743,6 pontos. As ações do Huaxia Bank fecharam com alta de 1,0% depois de cair 4,2% ontem, quando os investidores agiram em resposta a relatos de problemas nos produtos de gestão de fortunas. As blue chips do setor bancário foram beneficiadas pela retomada das ações do Huaxia Bank. O China Merchants Bank avançou 0,7% e o Bank of Communications ganhou 0,2%.

Os produtores de álcool chineses tiveram alta depois de perdas recentes causadas por preocupações com a segurança dos produtos. Wuliangye Yibin avançou 1,4% depois de queda de 9,9% na segunda-feira. Luzhou Lao Jiao fechou em alta de 0,4% após tropeço de 7,5% ontem. Kweichow Moutai teve queda de 1,6%, mas apresentou melhora visto que ontem caiu 7,3%.

As outras bolsas da Ásia seguiram as perdas de ontem em Wall Street, onde os mercados recuaram após a divulgação dos dados do índice de atividade dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial dos EUA, medido pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM, em inglês). O indicador caiu para 49,5 em novembro, de 51,7 em outubro. A queda foi mais acentuada que as previsões dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que esperavam retração para 51,0.

Também foram constatados sinais de que os investidores asiáticos continuam pessimistas sobre uma resolução rápida sobre o “abismo fiscal” nos EUA, que tem atuado como um peso sobre os mercados desde a reeleição do presidente Barack Obama no mês passado.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney caiu pela primeira vez em uma semana, com o recuo conduzido pelos setores de concessionárias, materiais, indústria, energia e finanças, após os dados desanimadores dos EUA, a falta de um encaminhamento para o “abismo fiscal” e também em virtude do corte da taxa de juros pelo RBA. O índice S&P/ASX caiu 0,62%, aos 4.503,57 pontos. BHP Billiton, Fortescue, Commonwealth Bank, Telstra, Wesfarmers, Westfield, Newcrest, QBE e Macquarie tiveram quedas entre 0,5% e 2,4%.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul terminou o pregão em queda, apesar das compras feitas por investidores estrangeiros. As preocupações sobre um desfecho para a questão do “abismo fiscal” nos EUA pesaram sobre o sentimento do investidor. O índice Kospi recuou 0,25%, aos 1.935,18 pontos. Dentre as empresas que perderam no pregão está a siderúrgica Posco, cujos papéis recuaram 1,9%.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou o pregão praticamente estável, com os investidores assumindo papel secundário, após o ganho de 7,2% do índice nas últimas oito sessões. O Taiwan Weighted fechou em alta de 0,01%, aos 7.600,98 pontos. As ações da TSMC caíram 1,3% e as da MediaTek recuaram 0,9%. Já a Hon Hai ganhou 0,6% e a Catcher subiu 2,4%.

O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, terminou a sessão em leve alta, de 0,2%, com 21.799,97 pontos, depois de uma queda de 1,2% na segunda-feira. A Bolsa de Manila, nas Filipinas, continuou avançando e fechou com acréscimo de 0,6% no índice PSEi, aos 5.706,26 pontos.

Bolsas asiáticas fecham sem direção única após divulgação do PMI chinês

3 de dezembro de 2012 | 8h25

Agência Estado

Antonio Rogério Cazzali e Lucas Hirata

TÓQUIO – Os mercados asiáticos fecharam sem direção única nesta segunda-feira, com alguns deles ajudados por dados positivos da indústria chinesa.

O otimismo em relação a uma retomada na maior economia da Ásia foi impulsionado por dados de atividade industrial divulgados no fim de semana. O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da China medido pelo HSBC Holdings PLC avançou para 50,5 em novembro, o nível mais alto em 13 meses, de 49,5 em outubro. Uma leitura do PMI acima de 50 sinaliza expansão da atividade manufatureira no país. A pesquisa para a obtenção do PMI é feita com base em entrevistas aplicadas a mais de 420 companhias manufatureiras.

Os dados deram um impulso aos mercados de toda a região – com exceção da China, onde o índice Xangai Composto fechou com queda de 1,0% a 1.959,77 pontos, uma nova mínima para 2012. O índice Shenzhen Composto caiu 2,5% para 734,28 pontos.

Apesar do PMI positivo, a confiança permanece baixa na China, visto que os investidores ainda se preocupam com a falta de políticas de Pequim para impulsionar a economia. Segundo especialistas, a expiração de um bloqueio a vendas (lock up) em dezembro também pressiona o pregão para baixo.

O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, recuou 1,2% para 21.767,85 pontos, com as empresas da China liderando as perdas, depois de uma expansão de 4,1% nas duas últimas semanas. A China Coal Energy ficou com queda de 2,9% e a Tencent Holdings caiu 3,1%.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney permaneceu flutuante, diante do fortalecimento dos preços das commodities e de mais sinais de estabilização da economia chinesa. O mercado também espera que o Reserve Bank of Australia (RBA) reduza a taxa de juros na reunião desta terça-feira. O índice S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,57%, aos 4.531,51 pontos. As ações da BHB Billiton avançaram 0,4%, depois que o preço do cobre na Bolsa de Metais de Londres subiu 1,2%.

Nas Filipinas, as ações mantiveram a onda de ganhos, que já vem ocorrendo há seis semanas, com alta de 0,6% no índice PSEi, para 5.672,70 pontos. O pregão de Manila foi estimulado pelo contínuo interesse dos investidores locais nas blue chips.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em alta, após transitar entre os territórios positivo e negativo, uma vez que os investidores estão relutantes em fazer altas apostas, temerosos com o desfecho sobre o “abismo fiscal” nos EUA. O índice Taiwan Weighted subiu 0,26%, para 7.599,91 pontos. As ações da Hon Hai, AU Optronics e Chimei ganharam, respectivamente, 1,6%, 5,3% e 6,9%.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul terminou o pregão em alta, depois que as instituições locais e os investidores de varejo fizeram vendas líquidas, ao passo que os investidores estrangeiros optaram pelas compras líquidas. O índice Kospi avançou 0,37%, aos 1.940,02 pontos. Os papéis da Samsung Electronics subiram 1,7%, e os da LG Electronics ganharam 1,2%. As informações são da Dow Jones.

Bolsas da Ásia fecham em alta após declarações positivas sobre abismo fiscal

29 de novembro de 2012 | 8h40

Agência Estado

André Lachini e Lucas Hirata, da Agência Estado

TÓQUIO – As bolsas de valores da Ásia fecharam em terreno positivo nesta quinta-feira, após as declarações do presidente dos EUA, Barack Obama, de que o abismo fiscal deve ser evitado antes do Natal. Na China, porém, o índice Xangai Composto caiu para uma nova mínima em vários anos.

O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, subiu 1,0%, ou 213,91 pontos, e fechou com 21.922,89 pontos. O volume de transações totalizou US$ 7,03 bilhões, depois de US$ 6,04 bilhões na quarta-feira.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul fechou em alta expressiva de 1,15%, aos 1.934,85 pontos, puxada pelas ações de montadoras e empresas de construção naval. O avanço reflete “a visão do mercado de que a China pode ter acelerado a economia no terceiro trimestre, em meio a sinais de uma recuperação norte-americana”, disse o analista Kim Ki-young, da Hyundai Securities. As ações da Hyundai Motor subiram 2,7%, enquanto da Kia Motors avançaram 4,7%. Os papéis da Hyundai Heavy Industries ganharam 3,5%.

O índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, fechou em alta de 0,7%, aos 4.477,7 pontos, na máxima em três semanas.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé subiu 0,9%, para 7.503,55 pontos, em um dia de alto volume de transações, estimuladas pelas notícias dos EUA e pelo sentimento positivo dos investidores em relação aos fundos apoiados pelo governo.

A Bolsa de Manila fechou em nova alta com avanço de 0,1% no índice PSEi, para 5.640,45 pontos, com as blue chips estimulando os ganhos após o resultado surpreendente do crescimento de 7,1% no Produto Interno Bruto (PIB) da Tailândia no terceiro trimestre deste ano, ante o mesmo período do ano passado. O índice acumula um acréscimo de 4% no mês e de 29% no ano.

Na China, o índice Xangai Composto caiu pela quarta sessão seguida, com decréscimo de 0,5%, aos 1.963,49 pontos, o fechamento mais baixo desde 16 de janeiro de 2009, visto que os investidores venderam ações de empresas seguradoras devido à expectativa de fracos rendimentos resultantes das quedas no mercado acionário. As ações da Citic Securities caíram 4,4% e as da Haitong Securities, 5,9%. O índice Shenzhen Composto caiu 1,0%, para 743,43 pontos.

A Bolsa de Valores de Tóquio fechou em terreno positivo, enquanto o iene se manteve fraco, o que impulsionou as compras das ações de empresas exportadoras, como Honda Motor e TDK. O índice Nikkei avançou 92,53 pontos (1%), para 9.400,88 pontos. O índice Topix ganhou 8,05 pontos (1%), para 779,44 pontos, com 32 dos 33 subíndices em terreno positivo. O volume de vendas foi apagado e ficou em 1,84 bilhão de ações.

As ações das empresas exportadoras também foram ajudadas pela fraqueza relativa do iene. Os papéis da Honda Motor avançaram 2%, enquanto os da TDK tiveram alta de 2,4%. O cenário para as empresas japonesas, contudo, permanece difícil, dizem estrategistas locais. “Sem reestruturar as empresas para valorizar o lucro, meros aumentos de preços nas ações são ilusórios”, disse Hideyuki Ishiguro, supervisor de investimentos estratégicos na Okasan Securities. As informações são da Dow Jones.

Bolsas asiáticas fecham em baixa com temor sobre o ‘abismo fiscal’

28 de novembro de 2012 | 8h33

Agência Estado

André Lachini e Lucas Hirata

TÓQUIO – As bolsas de valores da Ásia fecharam em queda nesta quarta-feira, após os temores com o chamado “abismo fiscal” nos Estados Unidos tomarem conta da região. Na China, o índice Xangai Composto apresentou mais uma baixa histórica. Já os mercados acionários de Taiwan e das Filipinas foram exceções e terminaram o pregão em alta devido a operações e medidas locais.

As preocupações a respeito do “abismo fiscal” aumentam a demanda por dólares. “O temor de que não seja fechado um acordo até o final do ano sobre o orçamento dos EUA aumenta a procura por ativos mais seguros”, disse um trader em Xangai.

A Bolsa de Valores de Hong Kong fechou com queda de 0,6% no índice Hang Seng (HSI), aos 21.708,98 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi encerrou o dia em queda de 0,65% aos 1.912,78 pontos.

Já o mercado australiano teve uma leve queda devido às preocupações renovadas com o “abismo fiscal” nos EUA. O índice S&P/ASX 200 caiu 0,2%, para 4.447,30 pontos, após ter chegado a cair 0,5% durante o pregão. O sentimento de aversão ao risco teve efeito sobre as ações das mineradoras: a Rio Tinto caiu 1,9% e a BHP Billiton registrou declínio de 0,6%. O volume de ações negociadas ficou em 3,4 bilhões de dólares australianos (US$ 3,6 bilhões), bem abaixo da média de setembro, de 4,1 bilhões de dólares australianos diários.

Na China, o índice Xangai Composto fechou abaixo dos 2.000 pontos e atingiu seu menor nível em mais de quatro anos, com queda de 0,9%, para 1.973,52 pontos, pressionado para baixo pela falta de medidas políticas que estimulassem os investidores a continuar vendendo. Preocupações com um possível excesso de ações, fracos rendimentos corporativos e um choque de liquidez que se antecipou ao fim do ano por causa da temporada de feriados também causaram perdas no mercado. O índice Shenzhen Composto também apresentou queda, de 1,9%, fechando aos 750,97 pontos.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, apresentou uma nova máxima recorde nesta quarta-feira, com alta de 0,9%, para 5.633,72 pontos, em razão do crescimento surpreendente de 7,1% no Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, que ajudou a afastar a pressão de baixa de outros mercados. Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em alta pela quinta sessão seguida, com ligeiro ganho de 0,1%, aos 7.434,93 pontos.

Na Índia, o mercado não operou porque hoje é feriado.

A Bolsa de Valores de Tóquio fechou em queda, após os investidores aproveitarem para realizar lucros com ações de empresas exportadoras japonesas, como Toyota e Fanuc, enquanto papéis das empresas de navegação como Nippon Yusen e as siderúrgicas também tiveram perdas, em parte por causa das projeções econômicas da China. O índice Nikkei cedeu 114,95 pontos (1,2%), para 9.308,35 pontos. O índice registrou sua maior perda porcentual desde 8 de novembro. O índice Topix perdeu 10,21 pontos (1,3%) e fechou aos 771,39 pontos, com 32 dos seus 33 subíndices fechando em terreno negativo. As informações são da Dow Jones.

Bolsas asiáticas fecham em alta após acordo sobre Grécia

27 de novembro de 2012 | 8h36

Agência Estado

André Lachini e Lucas Hirata

TÓQUIO – As bolsas de valores da Ásia fecharam em alta na sessão desta terça-feira, logo após o anúncio do acordo de socorro fechado entre o Eurogrupo e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para reduzir a dívida da Grécia e socorrer o país balcânico. O mercado acionário da China foi exceção e terminou a sessão no nível mais baixo desde janeiro de 2009.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em alta pela quarta sessão seguida, mas com ganho modesto, de 0,3%, aos 7.430,20 pontos, em razão de realização de lucros com ações de grandes empresas. A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, fechou com o índice Kospi em alta de 0,87%, aos 1.925,20 pontos.

O acordo para a Grécia também beneficiou a Bolsa de Valores de Sydney, que encerrou a jornada com alta de 0,7% no índice S&P/ASX 200, aos 4.456,8 pontos. O índice chegou à máxima de 4.461,7 pontos durante a sessão. Após ter caído 5,4% desde as eleições nos EUA no começo do mês, o índice australiano subiu 2,8% nas últimas sete sessões.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, fechou em uma nova máxima recorde, com alta de 0,1% no índice PSEi, para 5.586,45 pontos, embora abaixo da máxima intraday de 5.615,62 pontos, com o anúncio de ajuda à Grécia sustentando o interesse dos investidores nas maiores blue chips.

Já na China, o índice Xangai Composto fechou em queda de 1,3%, aos 1.991,17 pontos, o nível mais baixo desde janeiro de 2009, quando terminou o pregão com 1.990,66 pontos. O Shenzhen Composto caiu 3,0%, para 765,52 pontos. Segundo analistas, o mercado chinês se decepcionou com a falta de anúncio de novas políticas de apoio à economia local.

Os investidores também se retraíram devido às incertezas sobre os lucros das empresas, que devem se manter baixos até o primeiro trimestre de 2013, e a novas preocupações quanto a um possível excesso de ações no mercado. Em setembro, mais de 30 empresas listadas na bolsa de Shenzhen emitiram comunicados afirmando que os acionistas controladores manteriam suas posições até o final deste ano, após a expiração de um bloqueio a vendas (lock up) de três anos.

O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, terminou a sessão praticamente estável, em alta de 0,1%, aos 21.890,71 pontos, com um impacto negativo da fraqueza das bolsas chinesas, que contrabalançou o entusiasmo com o acordo das autoridades europeias sobre a Grécia.

A Bolsa de Valores de Tóquio fechou a sessão de terça-feira com alta de 34,36 pontos (0,37%) no índice Nikkei, aos 9.423,30 pontos. As notícias sobre Grécia deram algum alívio ao mercado japonês durante a sessão, porque os investidores aproveitaram os ganhos das últimas sessões para realizar hoje os lucros, no começo do pregão, vendendo papéis das empresas exportadoras, como das montadoras Toyota e Honda. Compras das ações de bancos, mais tarde, levaram o Nikkei ao terreno positivo. Foi a oitava sessão consecutiva de altas no índice Nikkei nas últimas nove sessões. As informações são da Dow Jones.

Bolsas da Ásia fecham em direções divergentes à espera de reunião do Eurogrupo

26 de novembro de 2012 | 7h47

Agência Estado

André Lachini e Danielle Chaves

TÓQUIO – As bolsas da Ásia fecharam a sessão desta segunda-feira em direções divergentes enquanto o mercado aguarda a reunião dos ministros de Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, que acontecerá mais tarde e deverá definir se a nova parcela de ajuda será liberada à Grécia. Também contribuiu para a cautela o nervosismo com a questão do abismo fiscal nos EUA, diante das dúvidas sobre a capacidade de os legisladores norte-americanos chegarem a um acordo que evite aumentos de impostos e cortes de gastos em janeiro.

Na China as bolsas também foram afetadas negativamente por preocupações com um crescimento econômico fraco em 2013, que pesaram principalmente sobre ações de empresas dos setores de carvão e petróleo. O índice Xangai Composto terminou a sessão com queda de 0,5%, aos 2.017,46 pontos, e o Shenzhen Composto recuou 1,4%, para 789,49 pontos. China Shenhua Energy caiu 0,6%, Shanxi Xishan Coal & Electricity Power declinou 1,0% e PetroChina teve baixa de 0,1%.

O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong teve leve queda, de 0,2%, para 21.862,81 pontos, pressionado por uma realização de lucros após obter o maior ganho semanal em mais de dois meses na semana passada. O volume negociado totalizou 46,31 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 5,98 bilhões), abaixo de 50,77 bilhões de dólares de Hong Kong na sexta-feira.

A Bolsa de Valores de Tóquio fechou hoje com um ganho modesto, impulsionada pela fraqueza do iene frente ao euro e também pela alta dos papéis de empresas exportadoras como TDK, Honda e Canon. A realização de lucros, no final do pregão, levou embora parte da alta intraday. O Nikkei fechou com um ganho 22,14 pontos (0,2%) aos 9.388,94 pontos, após um ganho de 1,6% na quinta-feira passada. Os mercados ficaram fechados na sexta-feira porque foi feriado no Japão. As informações são da Dow Jones.

 

Bolsas asiáticas fecham sem direção única diante de incertezas sobre a Grécia

21 de novembro de 2012 | 8h35

Agência Estado

Antonio Rogério Cazzali e Lucas Hirata

TÓQUIO – As bolsas asiáticas fecharam sem uma direção única nesta quarta-feira. O mercado de Xangai, na China, atingiu uma mínima plurianual durante a sessão em meio à crescente incerteza sobre a ajuda à Grécia.

As ações haviam aberto o dia em alta, ajudadas pelas notícias de que as novas construções residenciais nos EUA aumentaram em outubro para o maior nível em mais de quatro anos. No entanto, a pressão altista desapareceu no meio da sessão depois que os ministros das Finanças da zona do euro não conseguiram chegar a uma decisão sobre como lidar com a dívida da Grécia, reduzindo os ganhos de toda a região asiática.

O efeito negativo, porém, pareceu ser de curta duração e houve retomada em muitos mercados à medida que a sessão progrediu – embora Austrália e Coreia do Sul, que fecham mais cedo no dia comercial da Ásia, tenham terminado a sessão em queda.

Na China, o índice Xangai Composto fechou com ganho de 1,1%, ou acréscimo de 21,40 pontos, aos 2.030,32 pontos. O Shenzhen Composto também subiu 1,1%, ou 8,65 pontos, para 808,00 pontos.

O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, avançou a 1,4%, para 21.524,36 pontos, com o grupo Ping An Insurance estabilizando-se com uma alta de 0,8%, depois de perder 3,1% na segunda-feira e na terça-feira. A queda nos dois dias anteriores ocorreu após o HSBC afirmar que está negociando uma possível venda de sua participação (15,6%) na seguradora chinesa.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em queda, no patamar mais baixo desde 26 de julho, influenciada pelo frustrante desfecho da reunião dos ministros de Finanças da zona do euro que buscam uma solução para a crise grega. O índice Taiwan Weighted recuou 0,80%, aos 7.130,07 pontos. As ações da Hon Hai e Acer tiveram perdas, respectivamente, de 0,9% e 3,0%. Já a TSMC ganhou 0,1%.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul terminou o pregão em baixa, em meio à ausência de dinâmica no mercado gerada também pelo desfecho desolador da reunião do Eurogrupo. Além disso, um solução para o impasse sobre o déficit fiscal nos EUA deve levar duas semanas. O índice Kospi perdeu 0,32%, para 1.884,04 pontos. Apesar desse cenário, as ações da Samsung Electronics subiram 1,5%. LG Chem e Posco caíram, respectivamente, 1,2% e 2,7%.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney fechou em baixa, com a notícia de que os ministros de Finanças da zona do euro não conseguiram chegar a um acordo para a crise da Grécia. Além disso, pesou sobre o mercado a declaração do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ontem, sinalizando que o abismo fiscal é uma ameaça substancial à economia dos EUA. O índice S&P/ASX 200 caiu 0,37%, aos 4.336,85 pontos. As ações da Woodside Petroleum perderam 0,9% e as das Fortescue Metals recuaram 2,7%.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, fechou com alta de 0,6%, aos 5.534,18 pontos, depois de tocar a máxima histórica de 5.553,57 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bolsas asiáticas fecham em alta após 18º Congresso da China

14 de novembro de 2012 | 8h27

Agência Estado

Antonio Rogério Cazzali, Danielle Chaves e Sergio Caldas , da Agência Estado

TÓQUIO – As bolsas asiáticas fecharam a quarta-feira em alta, depois de vários dias de queda, à medida que a conclusão do 18º Congresso do Partido Comunista da China deu força aos mercados chineses. A reunião em Pequim foi bastante observada porque resultará em uma transição no governo da China, que poderá dar aos investidores uma indicação sobre a direção futura da política chinesa.

O índice Xangai Composto terminou a sessão com ganho de 0,4%, aos 2.055,42 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 0,3%, para 818,60 pontos. Empresas produtoras de alumínio apresentaram as maiores altas em seguida a informações de que o governo pode acumular estoques do metal. Aluminum Corp. of China Limited (Chalco) subiu 4,7%, Jiaozuo Wanfan Aluminum Manufacturing avançou 3,2% e Yunnan Aluminum ganhou 2,7%.

Hong Kong foi um dos maiores beneficiados e teve alta de 1,2% no índice Hang Seng, para 21.441,99 pontos. O melhor desempenho foi apresentado por ações dos setores bancário e de commodities. Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) subiu 3,0% e Aluminum Corp. of China (Chinalco) avançou 2,8%.

A Bolsa de Tóquio fechou em ligeira alta, com os investidores em busca de ações baratas após uma sequência de sete sessões de perdas. O índice Nikkei encerrou o pregão com ganho marginal de 0,04%, aos 8.664,73 pontos, após a baixa de 0,2% registrada ontem.

O volume de negócios continuou reduzido, totalizando 1,4 bilhões de ações. Apesar da pequena alta de hoje, o mercado japonês continua pressionado por causa da questão do “abismo fiscal” nos EUA e da difícil situação da Grécia, comentaram analistas. Ontem, o índice Dow Jones caiu a seu menor nível em mais de três meses em Nova York, em meio a temores de que uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos entre de fato em vigor nos EUA a partir de 1º de janeiro. As informações são da Dow Jones.

Bolsas da Ásia fecham sem direção definida após dados da China e Japão

12 de novembro de 2012 | 8h41

Agência Estado

Antonio Rogério Cazzali e Sergio caldas

TÓQUIO – As bolsas asiáticas fecharam sem uma direção única nesta segunda-feira. Por um lado, os mercados receberam suporte de dados bons sobre a balança comercial da China. Por outro, foram pressionados pelo fraco desempenho da economia do Japão. A China teve superávit de US$ 31,99 bilhões em outubro, acima dos US$ 27 bilhões esperados, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) japonês teve contração anual de 3,5% no terceiro trimestre deste ano.

O indicador chinês ajudou o mercado de ações de Hong Kong a se estabilizar depois de ter registrado a pior semana desde julho. O índice Hang Seng, que passou boa parte do começo da sessão perto da estabilidade, fechou com alta de 0,2%, aos 21.430,30 pontos. Tiveram ganhos empresas com exposição ao comércio chinês como a Cosco Pacific (+0,6%) e a Li & Fung (+1,1%).

Na China, o índice Shanghai Composite reagiu aos dados locais com alta de 0,5% e fechou aos 2.079,27 pontos, enquanto continuava o 18º Congresso do Partido Comunista. Já o Shenzhen Composto avançou 0,47%, a 832,38 pontos.

No Japão, por outro lado, o índice Nikkei recuou 0,9%, a 8.676,44 pontos, com o dólar se mantendo relativamente estável ante o iene após recuar 1,2% na semana passada. No entanto, algumas ações do setor automotivo tiveram bom desempenho, com Suzuki saltando 4,5% e Mazda apresentando ganho de 1%.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé terminou o pregão em baixa, com o índice Taiwan Weighted recuando 0,35%, aos 7.267,75 pontos. Os investidores fizeram compras menores após a turbulência do mercado na semana passada, gerada pelas eleições presidenciais nos EUA e pelo congresso do Partido Comunista Chinês. As ações da TSMC e da HTC subiram, respectivamente, 0,6% e 6,9%. Hon Hai caiu 1,5%, e Acer perdeu 2,9%.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou em queda pelo terceiro pregão seguido, com a falta de sinais positivos nos segmentos de construção e máquinas, bem como no mercado de habitação. Além disso, o mercado foi influenciado pelas preocupações sobre o crescimento chinês. O índice Kospi perdeu 0,19%, encerrando a sessão aos 1.900,87 pontos. As ações da Hyundai Development caíram 1,8%. Já as da SK Telecom subiram 1% e as da Samsung Electronics avançaram 0,3%. Posco perdeu 1,1%.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney fechou em seu nível mais baixo em seis semanas, em meio à contínua incerteza sobre as perspectivas para a política fiscal dos EUA, após a reeleição de Barack Obama. O índice S&P/ASX caiu 0,31%, para 4.448,00 pontos. As ações da BHP Billiton, ANZ, National Australia Bank, Woolworths, CSL, Newcrest e Origin Energy tiveram perdas entre 0,5% e 1,3%.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, fechou em ligeira alta de 0,03%, com o índice PSEi atingindo 5.470,70 pontos.

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