Bolsas da Ásia têm forte alta com ajuda a bancos espanhóis
11 de junho de 2012 | 8h21
Mariana Congo
Antonio Rogério Cazzali, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado
TÓQUIO - Os mercados asiáticos apresentaram fortes ganhos nesta segunda-feira. Os investidores da região reagiram com otimismo ao plano de € 100 bilhões anunciado no sábado pela União Europeia para resgatar os bancos da Espanha. Não houve negociações na Austrália por ser feriado.
Em Hong Kong, a bolsa apresentou o maior ganho porcentual em quase cinco meses, ajudada ainda pelos dados sobre as exportações da China, que vieram mais fortes do que o esperado. O Hang Seng avançou 2,4% e terminou aos 18.953,63 pontos, na maior alta porcentual desde os 3,2% de 17 de janeiro. Entre as blue chips, Cosco Pacific saltou 6,5%, China Unicom escalou 6,6% e Esprit teve rali de 6,7%. Greentown China disparou 32,5%.
As Bolsas da China também se beneficiaram dos dados que mostram que a economia do país não está desacelerando tanto quanto se temia. O Xangai Composto subiu 1,1% e terminou aos 2.305,86 pontos, após acumular perda de 3,9% na semana passada. O Shenzhen Composto ganhou 1,8%, aos 945,62 pontos. Destaque para o setor imobiliário. Gemdale saltou 4%, Poly Real Estate adicionou 3,2% e China Vanke faturou 3,1%.
A Bolsa de Tóquio, no Japão, fechou em forte alta nesta segunda-feira. O pacote de resgate dos bancos espanhóis pela União Europeia, a inflação da China, que veio mais fraca do que o esperado, e a desvalorização do iene estimularam um rali de cobertura de vendas a descoberto que ajudou exportadoras como Tokyo Electron e Sharp a se recuperarem de perdas em sessões anteriores.
O Nikkei adicionou 165,64 pontos, ou 2%, e terminou aos 8.624,90 pontos, após queda de 2,1% na sessão de sexta-feira. O volume de negociações, contudo, foi fraco, com 1,46 bilhão de ações. Os investidores estão à espera de acontecimentos chave da semana, como as eleições na Grécia e na França, as reuniões da Opep e do G-20 e o encontro do Fed, o banco central dos EUA. As informações são da Dow Jones.







O problema é a manutenção do crescimento das bolsas, o que não tem ocorrido nos últimos tempos. Basta uma notícia ruim, ou não tão boa e pronto, la vão os índices ladeira abaixo.