Bolsas da Ásia encerram semana em queda
8 de junho de 2012 | 8h20
Mariana Congo
Antonio Rogério Cazzali, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado
TÓQUIO – Os mercados asiáticos apresentaram baixa nesta sexta-feira. Houve realização de lucros em algumas bolsas da região, enquanto outras sofreram com a ausência de possíveis estímulos à economia dos EUA, além das preocupações sobre a Grécia e a China.
Os bancos chineses derrubaram a Bolsa de Hong Kong, à medida que a liberalização dos juros prejudicou o impacto positivo da primeira redução da taxa desde dezembro de 2008. O Hang Seng caiu 0,9% e terminou aos 18.502,34 pontos, encerrando três pregões de elevação nos quais o índice acumulou alta de 2,7%. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) tombou 4,9%, China Construction Bank desabou 4%, Bank of China recuou 3,2% e Bank of Communications despencou 4,7%.
Do mesmo modo, as Bolsas da China tiveram o pior resultado em dez semanas. O forte declínio nos bancos médios e as preocupações sobre a desaceleração da economia doméstica mais do que ofuscaram o impacto positivo do corte na taxa de juros. O Xangai Composto caiu 0,5% e terminou aos 2.281,45 pontos, acumulando uma perda semanal de 3,9%, a maior no ano. Já o Shenzhen Composto perdeu 0,3%, aos 928,86 pontos. China Minsheng Bank baixou 3,5%, Industrial Bank retrocedeu 3,1%, mesmo porcentual de baixa de China Merchants Bank.
A Bolsa de Tóquio, no Japão, fechou em forte queda nesta sexta-feira. O índice Nikkei devolveu quase todos os ganhos dos últimos três dias, à medida que diminuíram as esperanças de uma flexibilização monetária nos EUA, após depoimento de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) no Congresso. Também houve pressão por realização de lucros.
O Nikkei caiu 180,46 pontos, ou 2,1%, e terminou aos 8.459,26 pontos, encerrando três pregões de alta, após subida de 1,2% na sessão de quinta-feira – no ano, o índice acumula ganhos de 0,04%. O volume de negociações foi forte, com 2,35 bilhões de ações, o maior desde 15 de março. As informações são da Dow Jones.






