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Dólar cai 0,41% apesar de leilão do BC e fecha a R$ 1,706

22 de fevereiro de 2012 | 17h19

Hugo Passarelli

Silvana Rocha, da Agência Estado

O dólar fechou em queda ante o real, pela terceira sessão consecutiva, apesar do ambiente negativo no exterior e de um leilão de compra à vista feito pelo Banco Central – o segundo realizado este ano. O recuo da divisa norte-americana ficou em linha com a leve baixa registrada pelo dólar em relação ao euro e foi influenciado pelo fluxo cambial positivo no mercado local.

Nesta sessão reduzida de Quarta-feira de Cinzas, o dólar terminou com baixa de 0,41%, a R$ 1,7060 no balcão, e com recuo de 0,46%, a R$ 1,7057 na BM&F. No mês, a queda acumulada no balcão é de 2,23% e, no ano, de 8,72%.

O giro financeiro total registrado até 16h43 na clearing de câmbio somava US$ 1,704 bilhão (US$ 1,391 bilhão em D+2). No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar para março de 2012 recuava 0,47%, para R$ 1,7105, com giro de US$ 8,842 bilhões.

Com a oferta de moeda superior à demanda, o que foi em parte garantido por ingressos de recursos, o juro do cupom cambial curto diminuiu um pouco mais. No encerramento, o cupom cambial (juros em dólar) para março de 2012 estava negativo em 1,72%, ante -1% no encerramento na sexta-feira passada.

O clima pesou hoje nos mercados globais em consequência dos dados fracos da zona do euro e do temor dos investidores sobre a dívida da Grécia, país que também teve seu rating rebaixado pela agência Fitch, disse o operador José Carlos Amado, da Renascença Corretora.

Segundo ele, como o fluxo cambial para o Brasil é positivo, o dólar recuou rapidamente ao patamar de R$ 1,70, levando o BC a fazer o leilão. A taxa de corte foi de R$ 1,7083, mais alta do que o preço à vista do dólar naquele Momento. Logo após essa intervenção, o dólar reduziu a queda no mercado à vista. No entanto, o leilão foi insuficiente e a moeda renovou a mínima depois, de R$ 1,7040 (-0,53%) no balcão.

A máxima da sessão foi de R$ 1,7160 (+0,18%) no balcão, registrada após a abertura. Na BM&F, mais cedo, o dólar março chegou a subir até 0,12%, a R$ 1,7205.

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1 Comentário Comente também
  1. Enviado por: Antonio

    Desconfio muito dessa proteção à indústria brasileira baseada na desvaloriza-ção do real. Muitas economias mundiais fazem o mesmo, o que não significa que seja o caminho certo, é só o mais fácil, como o famoso empréstimo imobi-liário ao desempregado do Alabama,EUA, para o corretor receber a comissão inicial do financiamento. A simbiose empresários/governo funciona a curto prazo, para lucros imediatos que permitem contribuições eleitorais. Como as eleições, previdentemente distribuídas para acontecer a cada dois anos, eco-nomizando gastos eleitorais, quando veremos o fim deste círculo vicioso? A inexistência de infra-estrutura no país é a mais flagrante prova deste conluio. Para que produzir, se o esquema atual permite lucros absurdos ao capital e eleições aos políticos? Mentalidade da época colonial num país agora com 190 milhões de habitantes. Quebremos o galho: o mundo todo pensa assim. Mas isto vai acabar com a origem da nossa civilização, a Grécia. Sócrates, Platão e Aristóteles serão jogados no lixo. Ingenuidade pensar que só esse trio pagará o pato. E nossos netos?

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