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Bolsas europeias fecham em baixa com temor de calote da Grécia

10 de fevereiro de 2012 | 16h14

Bianca Ribeiro

LONDRES - Os principais índices das bolsas europeias fecharam em queda nesta sexta-feira, com a intensificação dos temores de um possível calote da Grécia. O partido nacionalista Laos, parte da coalizão governista, disse que não votará a favor de um pacote de austeridade, o que gerou novas dúvidas sobre as já difíceis negociações em andamento para o país evitar o default.

O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou baixa de 0,91%, ou 2,40 pontos, para 261,24 pontos, e na semana recuou 1,27%.

A Grécia teve hoje protestos nas ruas, além de uma greve geral de dois dias que começou nesta sexta-feira. Houve confrontos em Atenas e pelo menos uma pessoa foi detida. Agora, o país enfrenta a perspectiva de uma reforma no gabinete, enquanto precisa se apressar para aprovar novos cortes e garantir mais ajuda internacional.

No fim da quinta-feira, os ministros de Finanças da zona do euro exigiram que o Parlamento grego aprove as medidas de austeridade antes de aprovarem mais ajuda para o país, a fim de evitar um calote do país em março. Entre outras demandas, os ministros querem que os líderes políticos forneçam detalhes sobre os cortes adicionais de 325 milhões de euros. “Se o Parlamento se recusar a aprovar as medidas, a Grécia terá de deixar a zona do euro, porque eles entrariam em default”, disse Mike Lenhoff, estrategista-chefe da Brewin Dolphin.

Na Bolsa de Atenas, o índice ASE teve queda de 3,2%, para 797,35 pontos. “Há muitos temores agora no mercado e os investidores estão fechando posições antes do fim de semana”, afirmou um corretor local. Os bancos tiveram desempenhos ruins. National Bank caiu 9,5%, OPAP recuou 3% e OTE perdeu 2%.

O índice do sentimento do consumidor nos EUA também não ajudou. A leitura preliminar da Reuters/Universidade de Michigan caiu para 72,5 em fevereiro, de 75,0 em janeiro. A previsão era de manutenção de 75,0.

Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,73%, para 5.852,39 pontos, e na semana recuou 0,82%. As ações do setor de mineração tiveram os piores desempenhos, com Kazakhmys (-4,5%) e Eurasian Natural Resources (-3,5%). Os bancos também pesaram, com RBS e Lloyds recuando 3,1% cada um.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 recuou 1,51%, para 3.373,14 pontos. Na semana, o CAC 40 perdeu 1,60%. Os bancos se saíram mal, com BNP Paribas (-4,09%), Crédit Agricole (-4,84%) e Société Générale (-7,48%). Já Alcatel-Lucent fechou em alta de 12,13%, após divulgar balanço apontando lucro em 2011 e também números positivos no trimestre passado.

Em Frankfurt, o índice DAX teve queda de 1,41%, para 6.692,96 pontos, e na semana recuou 1,09%. Os bancos foram os mais afetados pela realização de lucros, com Commerzbank recuando 5,1% e Deutsche Bank perdendo 4%. Thyssenkrupp caiu 3,9%, após a Nomura rebaixar o rating do setor siderúrgico europeu para “neutro”.

Na Itália, o índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, registrou queda de 1,76%, para 16.361,04 pontos, e na semana perdeu 0,48%. As ações dos bancos tiveram os piores desempenhos, com UniCredit recuando 4,7%, Banco Popolare caindo 3,7% e Intesa Sanpaolo perdendo 3,6%.

Em Madri, o índice Ibex 35 teve queda de 1,18%, para 8.797,10 pontos, e na semana fechou em queda de 0,72%. Os bancos, também na Espanha, estiveram entre os piores desempenhos, com Banco Popular (-3%), BBVA (-2%) e Santander (-2%). Em Lisboa, o índice PSI 20 recuou 0,84%, para 5.620,43 pontos, porém na semana o PSI 20 teve alta de 2,36%.

As informações são da Dow Jones. (Gabriel Bueno)

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