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Dólar tem 3ª queda ante real, mas BC não atua

9 de fevereiro de 2012 | 17h05

Bianca Ribeiro

Silvana Rocha, da Agência Estado

SÃO PAULO – O dólar caiu ante o real hoje, pelo terceiro dia consecutivo, após oscilar em terreno positivo até às 13 horas. Apesar da baixa vespertina, o Banco Central não fez leilão de compra de moeda, contrariando expectativas de alguns profissionais. As cotações inverteram a mão no começo da tarde, pressionadas por ingressos de recursos no mercado local e pelo recuo externo do dólar em relação ao euro, o franco suíço e uma cesta de seis moedas. Os traders reduziram posições na divisa norte-americana estimulados pelo avanço das negociações sobre a dívida grega. No entanto, o dado norte-americano de pedidos de auxílio desemprego na semana passada melhor que o esperado ajudou a amenizar o movimento de venda.

No fechamento, o dólar à vista cedeu 0,12%, a R$ 1,7180 no balcão, após oscilar entre a máxima de R$ 1,7280 (+0,47%) e a mínima de R$ 1,7170 (-0,17%) no começo da tarde. Com a queda acumulada em três dias, de 0,52%, a moeda no balcão ampliou a perda no mês para 1,55% e, no ano, para 8,08%. Na BM&F, o dólar pronto encerrou com leve alta de 0,10%, a R$ 1,7199. O giro financeiro total à vista registrado às 16h38 na clearing de câmbio da BM&F somava US$ 2,381 bilhões (US$ 2,050 bilhões em D+2).

Já o dólar para março 2012, no mercado futuro, recuava 0,20%, a R$ 1,7270, com volume financeiro de US$ 14,927 bilhões. O total registrado com os cinco vencimentos de dólar negociados até esse horário somava US$ 15,282 bilhões.

Lá fora, o euro atingiu o nível mais alto desde 12 de dezembro, de US$ 1,3322, depois que políticos da Grécia chegaram a um acordo sobre cortes de gastos, que o Banco Central Europeu manteve o juro básico em 1% ao ano e do anúncio de que as regras para colaterais serão facilitadas para instituições que tentam obter dinheiro mais barato do BCE.

O euro, porém, não se sustentou acima de US$ 1,33, por várias razões. Embora os líderes políticos da Grécia tenham chegado a um acordo sobre um pacote de austeridade, o ministro de Finanças da Holanda disse que esse acordo não é definitivo. Ainda faltam a aprovação do Parlamento local e pelos ministros de Finanças (Eurogrupo) da zona do euro. O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, também disse que não acredita em uma decisão sobre a Grécia na reunião de hoje. Além disso, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, destacou a existência de riscos de baixa para a perspectiva econômica na região. Esses riscos estariam relacionados à economia global, pressões protecionistas e aos preços das commodities.

Por isso, após atingir o nível mais alto desde dezembro, de US$ 1,3322, o euro desacelerou o ganho. Às 16h36, o euro estava em US$ 1,3290, de US$ 1,3260 no fim da tarde de ontem.

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