
SIMULTÂNEO | Projeto espanhol vai passar em 2013 por 40 cidades do mundo
Basta um passeio rápido pela Vila Ma-dalena para se deparar com dezenas de muros coloridos. Neste sábado (1/6), às 14h, uma esquina do bairro vai ganhar mais um mural – e você pode ajudar a criá-lo. É o Wallpeople, evento que começou em 2009, em Barcelona, e ganha pela primeira vez uma versão paulistana.
Para participar, basta levar para lá uma fotografia, uma pintura ou um desenho que tenha a ver com o tema deste ano – ‘música’ – e que possa ser colado no muro. Assim, usando cola branca e fita adesiva, artistas e não artistas vão se juntar para montar uma grande obra ao ar livre.
Em caso de chuva, o evento será adiado para o próximo sábado (8/6). Quer saber das novidades? É só acessar www.facebook.com
ONDE: Esquina da R. Rodésia com R. Agissê, V. Madalena. QUANDO: sáb. (1/6), 14h. QUANTO: Grátis.
Tags: arte urbana, mural, Vila Madalena
O fim de semana não é de chope, caipirinha e petiscos na boêmia Vila Madalena – é de esculturas, pinturas e performances. Calma, os bares vão ficar lá, no lugarzinho deles. Mas amanhã (13) e domingo (14) é a vez de dar atenção aos ateliês do bairro, que abrem as portas e exibem suas criações (alguns até fazem negócios) na 12ª edição do Arte na Vila. “O foco é mais institucional – é para o artista mostrar a cara e o trabalho”, diz Valfrido Lima, criador e organizador do evento. “Mas há um desdobramento e alguns faturam bastante”.
Este ano, são 42 ateliês participantes no evento, espalhados por todo o bairro e cada um identificados de acordo com o tipo de trabalho produzido por lá: escultura e pintura, cerâmica, joalheria, mosaico, papel, artesanato, tecidos, fotografias e técnicas diversas.
Para facilitar a visita, a organização colocou vans grátis saindo do metrô Vila Madalena, que percorrem os ateliês por três trajetos diferentes. “Abordamos o público logo na saída da estação, entregamos mapa e roteiro e orientamos qual o melhor itinerário para seus interesses”, afirma Lima.
Além de conhecer espaços de criação de artistas, o público poderá, em alguns deles, colocar a mão na massa. “O legal do evento é a interação com a arte”, diz o organizador. “Em muitos locais os artistas promovem workshops e os visitantes criam suas próprias obras.”
No Aletheia Arte, por exemplo, a arteterapeuta Audrey Landell (foto) desenvolve, além de performances, projetos experimentais com artesanatos, influenciados por vivências clínicas. “Tenho três ações de interação com o público. Em todas uso uma fantasia cheia de retalhos, nas quais as pessoas escrevem seus desejos e aflições”, diz Audrey. “É uma forma de tirar de dentro de si os sentimentos e pensamentos que ficam presos na garganta e coração.”
Aproveite: a Vila Madalena já costuma ser um lugar agradável nas tardes de sábado e domingo.
Tags: Arte na Vila, passeios, Vila Madalena
SANTO DE CASA| João é sobrinho de artista, filho de arquiteto e afilhado de Lina Bo Bardi
Ele chama os artistas de ‘caras’, com um despojamento que, nem de longe, parece falta de profissionalismo. Talvez seja coisa de quem cresceu rodeado por arte. E, por isso, a encara com respeito, porém sem formalidades. Há dois anos, João Grinspum Ferraz mantém firme a Transversal, em um mercado que ganha muitos compradores, mas também muitos galeristas. Trabalho que só dá frutos – hoje (15/3), ele inaugura uma nova unidade de sua galeria, em um galpão na Vila Madalena. Marina Vaz
Você tem uma coleção particular de arte. Quais critérios adota para comprar uma obra? É algo bem intuitivo. Mas me interesso muito por essa turma dos anos 80 de São Paulo – todos os caras da Casa Sete; a Ester Grinspum, que é minha tia; a Célia Euvaldo; o Paulo Pasta… Mas tem também um artista da década de 20, da Escola de Paris, que coleciono, tenho um monte de trabalho dele, que é o Kikoïne. Minha coleção é meio desordenada.
E também é intuitiva a escolha dos artistas que você convida para fazer parte da galeria? Tem um gosto, uma preferência, um olhar que foi formado ao longo dos anos – não sei muito bem de que forma, nem se ele é bom ou ruim. Só não segue um critério fixo. Tem que ser uma coisa que você sente. Sente que o artista é sério, que tem um trabalho consistente, que vai funcionar no time da galeria. Eu tenho que achar que vou saber vender aquilo, não porque a galeria é um negócio, mas porque, mais do que isso, a vida daquele cara vai depender de mim. É uma responsabilidade muito grande.
A Transversal surgiu na Barra Funda. Como avalia esses dois anos de atuação por lá? Acho que o bairro é ótimo, super gostoso, e ainda tem muito potencial para crescer. A minha questão é qual é o prazo para isso. Ele é um pouco afastado do centro econômico da cidade, das pessoas que compram arte. E São Paulo está numa situação muito complicada, chove um pouquinho e a cidade entra em colapso total. Mas o espaço nosso lá é muito bonito, menos cubo branco, menos certinho. Dá pra fazer projetos especiais, inventar histórias legais ali. A princípio, vamos manter as duas unidades, mas a da Barra Funda (R. do Bosque, 206) vai poder ser visitada só com agendamento.
Como será essa primeira mostra da unidade Vila Madalena? É uma coletiva e a gente vai ter um monte de coisa legal de todos os artistas, abrindo o espaço – quase como um agradecimento. A ideia é juntar todo mundo pra fazer uma ‘bagunça’, mesmo não sendo uma exposição rigorosa do ponto de vista curatorial. Tanto que vai durar duas semanas só.
E as próximas exposições já estão definidas? Em abril, vai ter uma com três gravadores – o Claudio Mubarac, a Elisa Bracher e o Fabrício Lopez –, como parte do circuito da SP Estampa. Em junho, vamos mostrar trabalhos do André Farkas, que assina ‘Treco’, faz grafite, e tem mais de 300 obras espalhadas por muros da cidade.
ONDE: Transversal. R. Fidalga, 545, V. Madalena, 2337-5804. QUANDO: 11h/19h (sáb., 11h/18h; fecha dom. e 2ª). Inauguração: hoje (15/3). QUANTO: Grátis.
Tags: galeria, transversal, Vila Madalena

ALÉM DO COPO | as opções do Id:340 vão de pratos a porções com cara de boteco
Boteco que se preze serve almoço. Sempre serviu: é de lá que vem o brasileiríssimo PF, e o cardápio que varia diariamente. E embora muito ‘boteco chique’ por aí abra apenas no fim da tarde, há sempre quem recupere – e renove – a ideia de borrar o limite entre bar e restaurante. O mais novo membro dessa família é o Id:340 Kitchen & Bar, aberto em janeiro na Vila Madalena.
A casa serve almoço todos os dias, mesmo às segundas e aos domingos, quando não abre à noite. Durante a semana, tem menu executivo (a partir de R$ 25) com opções diferentes todos os dias, sempre com salada e sobremesa. Há também pratos à la carte, de influência italiana, como o ravióli recheado de batatas com tomates, pesto e anchovas (R$ 42) e o carré de cordeiro com risoto de espinafre e hortelã (R$ 59), além de entradas e sobremesas.
Quem quiser algo com menos cara de refeição também tem vez. Há sanduíches, como a focaccia com legumes grelhados e gruyère (R$ 24), e petiscos: aqui, bem bar, tem mix de coxinha de frango, coxinha de mandioca com carne e croquete de camarão (R$ 23), bolinho de carne recheado com ovo de codorna (R$ 21) e até picanha aperitivo (R$ 32).
E pode ir lá sem fome também: se o espaçoso e bonito salão interno serve bem ao lado restaurante do Id:340, a área externa e a sacada são o coração do bar e, nesse calor, convidam logo a um drinque refrescante, como um ‘Aperol Spritz’ (R$ 23), um ‘Long Island Ice Tea’ (R$ 24) ou uma caipirinha (R$ 18/ R$ 27). O chope é Stella (R$ 6,90, claro) e as cervejas podem ser long neck (R$ 6,50, Stella e Budweiser) ou de garrafa de 600 ml (R$ 7,50, Original, Serra Malte, Brahma Extra e Budweiser).
Ah, e aos sábados, quando tem um cardápio especial de frutos do mar, com opções como ostras (R$ 4, a un.) e mariscos, servidos com batatas fritas (R$ 32), o bar funciona sem intervalos: dá pra chegar no almoço e ficar o dia inteiro.
ONDE: R. Girassol, 340, V. Madalena, 3034-4459. QUANDO: 12h/15h e 17h/0h (6ª, até 1h; sáb., 13h/1h; dom., 13h/17h; 2ª, 12h/15h). QUANTO: Cc.: D, M e V.
Foto: Ag. Na Lata/Divulgação
Tags: bar, comida, frutos do mar, id:340, Vila Madalena

VINTAGE | Sorvete por quilo dá um tempo na moda dos ‘gelatti’
Para cada verão, uma moda de sorvete. A dos frozen yogurt passou. E a temporada 2013, que parecia ser exclusiva dos gelados ‘tipo italiano’, ganhou uma outra vertente, bem vintage: o sorvete por quilo. É, ele está de volta na Sorvete Finlandês, na Vila Madalena.
Fundada há 22 anos em Penedo (distrito de Itatiaia, no Rio de Janeiro, que abriga a maior colônia finlandesa do Brasil), a marca chegou à cidade no fim de novembro. E, no simpático salão de madeira clara, fica o bom e velho balcão de confeitos, dos quais o cliente mesmo se serve. Eles podem ser combinados a um (ou mais) dos 35 sabores, de fabricação própria. A composição é pesada – e a cada 100 gr, paga-se R$ 6,50. O preço, camarada se comparado aos da concorrência, devolve (a quem não abusa de caldas e quetais) o prazer de tomar um sorvetinho sem pagar por ele o valor de uma refeição.
Os campeões de pedido são o ‘Chocolate Finlandês’, com castanhas e passas ao rum, e o mascarpone com amarena. Dentre as boas surpresas, figo ao conhaque e nozes e milho verde. Os fãs de milk shake vão aprovar as versões da casa (R$ 11,90). Outra boa pedida é o brownie (R$ 7,90), da The Brownie Shop.
ONDE: R. Fradique Coutinho, 1.097-b, V. Madalena, 2679- 0451. QUANDO: 12h/21h (6ª a dom., até 22h; fecha 2ª). QUANTO: Cc.: todos.
Foto: EPITACIO PESSOA/ESTADAO
Tags: por quilo, sorvete, Vila Madalena
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Tags: bares, capirinha, cerveja, drinques, Itaim, Vila Madalena, Vila Olímpia
NA MESA | O arroz com brócolis, lentilhas e macadâmia é perfeito
Antes mesmo de sentar à mesa do vegetariano Banana Verde, o restaurante já tinha ganhado pontos comigo. Eles me ligaram no início da tarde para confirmar a reserva (que tinha feito pelo sistema Restorando) e, diante de meu pedido para alterar o horário (das 20h30 para as 19h30), fizeram a mudança prontamente e de forma muito solícita.
Ao chegar ao restaurante, assim que disse meu primeiro nome, um dos funcionários tratou de se apresentar, explicando que tinha sido ele quem me ligou à tarde. O serviço foi impecável, do começo ao fim. Mesmo quando o restaurante começou a encher (ao chegar, havia apenas duas mesas ocupadas), eles mantivem um serviço atencioso, rápido, mas sem que eu me sentisse ‘apressada’ a desocupar a mesa.
As opções oferecidas no SPRW eram condizentes com o cardápio ‘normal’ do restaurante (aliás, até mais criativas, considerando que o menu tradicional do jantar é muito focado em risotos e massas). E a apresentação dos pratos foi igualmente caprichada.
Entre as duas opções de entrada, optei pela ‘mandioca cremosa na manteiga de ervas da horta e pimentinha suave com folhas com vinagrete de limão cravo’. A mandioca não era assim tão cremosa, como o nome sugere. Era até macia por dentro, mas a casca estava um pouco dourada demais. Também senti falta de sal — compensada, no balanço final, pelo bem temperado vinagrete.
Para o prato principal, a escolha foi ‘pupunha defumada ao forno à lenha, molho Campanha, purê de mandioquinha, arroz com brócolis, lentilhas e macadâmia’. De novo um outro item poderia estar mais macio: a pupunha. O purê e o molho campanha bem que tentaram, mas o título de ‘estrela do prato’ ficou para o arroz com brócolis, lentilhas e macadâmia (quebrada em pedaços generosos). Só ele já vale a escolha.
De sobremesa, escolhi ‘frutas ao forno à lenha com vinho do Porto e sorvete de canela’. O sorvete, leve e delicioso. As frutas, saborosas, macias por dentro, mas firmes por fora. Uma escolha leve para fechar a refeição.
Saí satisfeita. E pensando que ir ao Banana Verde durante o SPRW pode ser uma boa opção para os ’não-vegetarianos’ que ainda acham que comida sem carne é sinônimo de comida sem graça. Não é, não. Marina Vaz
Banana Verde. R. Harmonia, 278, V. Madalena, 3814-4828. SPRW: apenas jantar.
Tags: SPRW, vegetariano, Vila Madalena
divulgação

As portas da rede belga Le Pain Quotidien estão, finalmente, abertas. Os pães orgânicos, feitos diariamente, compõem a cesta de café da manhã. Acompanhada de manteiga e três tipos de geleia, custa modestos R$ 22 — uma agradável surpresa! As tartines, sanduíches abertos típicos da Bélgica, têm recheios como presunto cru e bresaola, e variam de R$ 23 a R$ 28. A decoração, rústica, segue a linha das outras unidades, com muita madeira (reaproveitada) e destaques escritos em lousa, com giz. Mas o cardápio se adaptou ao gosto do brasileiro: tem pão de queijo, e até manteiga Aviação! Também serve saladas, sopas, cookies e tortinhas. R. Wisard, 138, V. Madalena, 3031-6977 e Shop. Cidade Jardim, Av. Magalhães de Castro, 12.000, Morumbi, 3758-3597.
Tags: bélgica, café da manhã, Divirta-se, farinha, le pain quotidien, orgânico, pão, quitutes, shopping cidade jardim, Vila Madalena

Côncavo e convexo | Esculturas de aço inoxidável polido e escovado fazem parte da mostra
Se você perdeu a retrospetiva que a Pinacoteca do Estado fez de Sérvulo Esmeraldo em 2011, aproveite essa ‘segunda chance’: a Galeria Raquel Arnaud expõe agora 70 trabalhos do artista cearense.
São esculturas, pinturas e objetos – de peças históricas a obras inéditas. Entre elas, está a famosa série ‘Excitáveis’, produzida nos anos 60 e na qual o artista usa eletricidade estática para estimular a interação do visitante com a obra.
ONDE: Galeria Raquel Arnaud. R. Fidalga, 125, V. Madalena, 3083-6322. QUANDO: 10h/19h (sáb., 12h/16h; fecha dom.). Até 18/8. QUANTO: Grátis.
Tags: galeria raquel arnaud, sérvulo esmeraldo, Vila Madalena
O Dia das Mães está quase aí. Não deixe para em cima da hora e aproveite as lojas legais que destacamos em dois itinerários: na Vila Madalena e nos Jardins
O Dia das Mães é só na outra semana, no domingo (13), mas não queremos saber de correria na véspera. Por isso, preparamos com antecedência um roteiro de compras, para você escolher com calma o presente de sua mãe – além de fazer da busca pelo mimo perfeito um passeio agradável.
Nas páginas abaixo há itinerários em dois bairros diferentes: um na Vila Madalena, e outro nos Jardins.
As duas regiões concentram boas lojas, com opções variadas de roupas, sapatos, bolsas, itens de decoração (desde enfeites ‘retrô’ até objetos assinados por designers) e utensílios de cozinha.
Mas não conseguimos nos conter: escolhemos ainda três lojas que não estão nestes bairros, mas que não podiam ficar de fora.
Luiza Wolf
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Tags: compras, Dia das Mães, Jardins, Vila Madalena
2013
2012
2011
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