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03.maio.2013 15:07:29

Sem falsa moral

por Redação Divirta-se

MEMÓRIAS | Criação do Grupo XIX de Teatro vai ao íntimo das personagens

Não vá à Vila Maria Zélia, no Belém, esperando ser um espectador comum de uma peça de teatro. Em Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Acontecendo, novo espetáculo do Grupo XIX de Teatro, o público participa de uma festa de casamento – distribuído pelas mesas, com vinho e aperitivos.

Criar formas distintas de envolvimento da plateia é uma marca da companhia desde o começo, em 2001. Em ‘Hysteria’, sua primeira peça, as mulheres eram convidadas a contracenar com as atrizes. “Tomamos o público como participante e coautor na peça”, diz o diretor Luiz Fernando Marques. “Nos interessa uma plateia ativa, que seja um dos pés que sustentam o nosso jogo.”

O novo espetáculo nasce da pesquisa do XIX sobre o conceito de ‘estranho familiar’, e foi livremente inspirado na obra ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, marco da dramaturgia brasileira encenada pela primeira vez em 1943.
O enredo começa na festa de casamento de Alaíde, uma noiva que, como de praxe, custa a chegar à cerimônia.

Na evolução da história, a linha entre ficção e realidade fica turva e o público mergulha nas memórias e nos pensamentos da protagonista. Vê-se um contraste entre a rigidez da família e o comportamento ‘imoral’ da noiva. “O texto carrega um pouco do Nelson, que traz algo desagradável e faz o espectador se mexer na cadeira ao acompanhar a trama”, diz Marques.

A relação dos atores com o público provoca a participação sem ser invasiva, exceto pelo momento em que Alaíde chama um homem à cena. Segundo o diretor, os atores estão preparados para qualquer resposta do público, inclusive se o escolhido se recusar a participar.

Com um limite rígido de 60 lugares, a peça, que estreou ontem (2), tem temporada dividida em duas fases: a primeira é grátis e vai até 19/5. O grupo volta no dia 13/7, com ingressos que ainda não têm valor definido. Vale ligar para reservar. Murilo Bomfim

ONDE: Armazém XIX (60 lug.). Vila Maria Zélia. R. Mário Costa, 13, Belém, 2081-4647. 120 min. 16 anos. QUANDO: 5ª a dom., 18h. Até 19/5. QUANTO: Grátis.

FOTO: ALBERTO LIMA/DIV.

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29.março.2013 00:34:53

Rei dos musicais

por Gabriel Perline


SAVANA | paisagem africana é humanizada Em ‘O Rei Leão’

O encantamento é instantâneo e cada centavo dos R$ 50 milhões investidos pela Time For Fun em O Rei Leão parece ter surtido o efeito esperado: fazer deste o maior musical que os palcos brasileiros já receberam. E a expectativa do público acompanha a grandeza da montagem, pois antes mesmo da estreia, ontem (28), diversas datas já estavam com ingressos esgotados.

A imersão na savana africana em que o bebê Simba é apresentado ao reino dos leões é rápida. Basta ouvir os gritos do babuíno Rafiki em ‘Ciclo da Vida’, logo antes do nascer do sol, e ver a entrada dos animais, que se distribuem pelos corredores da plateia e seguem em marcha até o palco em um dos momentos mais icônicos da história.

A humanização dos personagens cria uma duplicidade que aumenta o impacto do musical. Os atores não se parecerem com bonecos dos parques da Disney, de indumentária de tecido e cabeça gigante: eles se mesclam com os fantoches que manipulam. “A alegria do teatro é explorar a técnica de trazer o homem e o animal para o palco e mostrar a cumplicidade entre eles”, afirma Julie Taymor, diretora e figurinista.

As canções em português não são exatamente as mesmas da famosa animação de 1994. Para os palcos, a trilha foi adaptada por Gilberto Gil. O texto também ganhou alma brasileira na tradução da atriz Rachel Ripani.

No elenco, 11 dos 53 atores são da África do Sul e reproduzem com perfeição os seis idiomas africanos das canções. “Fazem o show ficar ainda mais forte”, diz Julie. Phindile Mkhize, que faz uma versão feminina de Rafiki, é um dos destaques. Além de participar da trilha sonora do longa, esteve também das montagens dos Estados Unidos e da Espanha.

O musical já foi assistido por 68 milhões de pessoas e lucrou US$ 4,8 bilhões em bilheterias de todo o mundo. Com o ritmo de vendas no Brasil, os produtores já cogitam prolongar o calendário.

ONDE: Teatro Renault. Av. Brig. Luís Antônio, 411, Bela Vista, 2846-6060. QUANDO: 4ª a 6ª, 21h; sáb., 16h e 21h; dom., 15h30 e 20h. QUANTO: R$ 50/R$ 280.

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30.novembro.2012 15:12:45

A volta do Paiol

por Guilherme Conte

Nestes tempos de especulação imobiliária exacerbada, em que a história da cidade é cada vez mais sitiada, é muito bem-vinda a notícia da reabertura de uma casa de espetáculos. O Teatro Paiol, fechado desde o final dos anos 90, volta hoje (30) a receber temporadas regulares. O homem por trás desse renascimento é o ator Marcelo Mendes. “Vamos apostar nas tradições do Paiol, com foco nas comédias, peças espíritas e musicais infantis”, conta. A programação abre hoje (30), com as peças ‘Um Assalto em Família’ (19h) e ‘Laboratório Sexual’ (21h), além de ‘Standuptando’ e ‘Nem Louco, Nem Santo’.

Teatro Paiol (210 lug.). R. Amaral Gurgel, 164, metrô República, 3337-4587. 5ª, 21h; 6ª, 21h e 23h; sáb., 19h, 21h e 23h; dom., 18h30 e 20h30. R$ 30/R$ 50www.teatropaiol.art.br.

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01.novembro.2012 18:31:28

O antigo e o novo

por Marina Vaz

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AGENDA | peça ‘Nóis Otários’ ocupa o Espaço Parlapatões, no sábado (3), às 22h

O Satyrianas faz parte do calendário da cidade há 13 anos. Mas a edição 2012 do festival ocupa uma Praça Roosevelt diferente – reinaugurada depois da reforma que custou R$ 55 milhões, e concluída há pouco mais de um mês.

Com uma programação ininterrupta até domingo (4), o evento reúne várias manifestações artísticas, do teatro ao hip hop (que se espalham também por outros pontos da cidade). Nas chamadas ‘AutoPeças’, por exemplo, textos são encenados dentro de automóveis. As atrações ao ar livre têm entrada grátis. Nas que ocorrem em teatros, você paga o quanto quiser. Abaixo, estão algumas delas. Quer mais? Acesse o site do festival e consulte a programação completa.

Hoje (2), 16h – a peça ‘Entreatos’ explora desejos e medos que surgem nas pausas do dia a dia. Espaço dos Satyros II.

Hoje (2), 19h – no espetáculo de rua ‘Haikai Loiro’, uma escritora é obrigada a compor um haikai (poema japonês) a cada quatro minutos. Pça. Roosevelt.

Hoje (2), 20h – o ator Fabrício Castro diverte o público com uma sessão de stand up. Espaço Parlapatões.

Hoje (2), 21 e 23h – nesta ‘autopeça’, as atrizes Maria Manoela e Mariana Ximenes se deparam com um livro de poemas perdido. Próx. à bilheteria do Satyros. Sáb. (3), 20h30 – em uma ‘batalha’, 8 MCs improvisam raps. Tenda Hip Hop.

Dom. (4), 22h – exibição do filme ‘Satyrianas, 78 horas em 78 minutos’, que integrou a 36ª Mostra. Tenda Residência.

Estômago vazio|

Um dos eventos de gastronomia mais legais da cidade, o Mercado, organizado pelo chef Checho Gonzales, planejava levar suas barraquinhas para o Satyrianas, em uma mini-edição na nova praça Roosevelt. O alvará, infelizmente, não saiu. O Divirta-se, que apoia a iniciativa e gostaria de ver (muito) mais comida de rua por aí, registra seu lamento.

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11.outubro.2012 16:50:56

Um clássico de três mil anos, e um texto de apenas três

por Guilherme Conte

Um clássico de três mil anos…

João Caldas/Divulgação

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 A estreia do Estúdio da Cena 

Marco Antonio Rodrigues está de volta ao galpão que conhece tão bem. Mas, desta vez, não à frente do Folias, com quem fez trabalhos importantíssimos nas últimas duas décadas. Ele dirige a peça de estreia do Estúdio da Cena, grupo fundado por atores egressos do Teatro Escola Célia Helena e da Escola Superior de Artes Célia Helena. Odisseia, que estreia hoje (12), e que tem dramaturgia de Samir Yazbek em parceria com o grupo, é uma versão atualizada e contemporânea da jornada de Odisseu em seu retorno da Guerra de Troia.
Ao longo de 18 meses, entre pesquisa e ensaios, foram incorporados ao texto final depoimentos do elenco, do diretor e do autor. Ao retornar, perplexo diante de um mundo que, 30 anos depois, ele já não reconhece, Odisseu observa ainda uma espetacularização de sua imagem por seus amigos e familiares, que se aproveitam de sua ausência para criar um mito lucrativo.
Uma atualização, apropriada a nossos tempos, de um texto de mais de 3 mil anos que é um dos esteios do imaginário ocidental. Guilherme Conte

ONDE: Galpão do Folias (100 lug.). R. Ana Cintra, 213, metrô S. Cecília, 3333-2837. QUANDO: 6ª e sáb., 21h; dom., 19h. 100 min. 16 anos. QUANTO: R$ 30. Até 2/12. 

 

... e um texto de apenas três

Marcelo Piovan/Divulgação

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A nova peça com DNA do Grupo Tapa

Helen (Isabella Lemos) e Danny (Marcelo Pacífico) são um casal comum, como qualquer outro, da classe média britânica. Em sua confortável casa de subúrbio, eles se preparam para jantar, como fazem todas as noites. Só que, inesperadamente, Liam (Renaldo Taunay), irmão dela, aparece à porta com a roupa suja de sangue. Quando questionado sobre o que aconteceu, seu depoimento é inconsistente, e um clima de suspeita se instaura. Este é o gatilho que detona a trama de Órfãos, peça escrita pelo jovem dramaturgo britânico Dennis Kelly que estreia hoje (12) no Teatro Nair Bello.
Nascido em Londres em 1970, ele escreveu o thriller com um agudo humor negro em 2009, e logo arrebatou prêmios no Edinburgh Festival Fringe. Quem assina a montagem, eleita a ‘Melhor peça adulta’ no 16º Festival Cultura Inglesa deste ano, é a diretora, atriz e tradutora Clara Carvalho – que verteu o texto ao português ao lado de Isabella e Marcelo. Ou seja: uma montagem que vem carregada com o DNA do Grupo Tapa, do qual todos fazem parte. GC

ONDE: Teatro Nair Bello. Shop. Frei Caneca. R. Frei Caneca, 569, 3472-2414. QUANDO: 6ª, 21h30; sáb., 21h; dom., 19h. 80 min. 14 anos. Até 9/12. QUANTO: R$ 20/R$ 30. 

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13.setembro.2012 18:59:36

Amor e tragédia

por Guilherme Conte

Otávio Dias/Div.
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TÃO SÓ| Otávio volta a atuar em um monólogo

A julgar pela trajetória recente do trio de artistas por trás da peça Córtex, que estreia sábado (15) no CCBB, pode-se ter boas expectativas. O diretor Nelson Baskerville (que está em cartaz com ‘Luis Antônio – Gabriela’ e ‘Rabbitt’), o dramaturgo Franz Keppler (de ‘Camille e Rodin’) e o ator Otávio Martins uniram forças neste monólogo – o primeiro de Otávio depois do excelente ‘A Noite Antes da Floresta’, de Bernard-Marie Koltès – sobre um homem apaixonado que tem sua vida completamente transformada após sua mulher desaparecer misteriosamente. Em meio a uma sucessão de reviravoltas, fica uma questão fundamental: o que é a verdade?

ONDE: CCBB. Teatro (125 lug.). R. Álvares Penteado, 112, metrô São Bento, 3113-3651. 75 min. 14 anos. QUANDO: 6ª, 20h; sáb., 17h e 20h; dom., 19h. QUANTO: R$ 6. Até 4/11.

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02.agosto.2012 19:44:40

Boquinha de ouro

por Guilherme Conte

Bob Sousa/Div.
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Para comemorar o centenário de nascimento do dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues, completado no próximo dia 23, a mostra Agosto 100 Nelson leva montagens de suas obras a teatros distritais da prefeitura por toda a cidade, em apresentações grátis. São onze peças ao todo,  mesclando espetáculos já consagrados pelo público (como ’17 x Nelson II’, foto) e até uma estreia (‘Valsa nº 6′, com direção de Eric Lenate). Confira a programação desta semana:

Tirando os Pés do Chão
A Cia. Nau de Ícaros, de inspiração circense, faz um espetáculo sobre o amor em suspensão (literalmente!). João Caetano. 4ª a sáb., 21h; dom., 19h. Até 26/8.

17 x Nelson II
A ótima montagem, com direção de Nelson Baskerville, faz uma homenagem ao universo do autor, com fragmentos detodas as suas peças. Cacilda Becker. 4ª (8) e 5ª (9), 21h.

Valsa nº 6
Eric Lenate dirige Renata Calmon no único monólogo escrito por Nelson, que estreia hoje (3) na mostra. Décio de Almeida Prado. 6ª e sáb., 21h; dom., 19h. Até 12/8.

Myrna
A Cia. de Vestido dá vida a textos escritor por Nelson sob um pseudônimo feminino no jornal ‘Diário da Noite’. Zanoni Ferrite. Hoje (3) e sáb. (4), 20h; dom. (5), 19h.

O Beijo no Asfalto
Renato Borghi protagoniza esta montagem do Círculo de Canastrões. A direção é de Marco Antônio Braz. Cacilda Becker. 6ª (3 e 10), 21h.

Os Sete Gatinhos
Outra montagem de Nelson Baskerville, também com Renato Borghi no elenco. Cacilda Becker. Sáb., 21h. dom., 19h. Estreia amanhã (4). Até 12/8.

Boca de Ouro
A vida de um mítico bicheiro carioca é contada pelo Grupo Gattu, com direção de Eloísa Vitz. Alfredo Mesquita. 4ª (8) e 5ª (9), 21h.

Onde:

Teatro Cacilda Becker. R. Tito, 295, Lapa, 3864-4513. Grátis.
Teatro Décio de Almeida Prado. R. Cojuba, 45 B, Itaim Bibi, 3079-3438. Grátis.
Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, V. Formosa, 2216-1520. Grátis.
Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana, 2221-3657. Grátis.
Teatro João Caetano. R. Borges Lagoa, 650, V. Clementino, 5573-3774. Grátis.

E vêm por aí:

Doroteia, direção de Brian Penido Ross (10 a 19/8).
A Serpente, com o Grupo Gattu, direção de Eloísa Vitz (10 a 12/8).
Vestido de Noiva, com a Cia. Os Satyros (16 a 19/8).
Senhora dos Afogados, direção de Zé Henrique de Paula (17 a 19/8).

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07.junho.2012 17:18:38

Direto de Pernambuco

por Guilherme Conte

Magiluth/Divulgação
magiluth_site

 

A circulação de espetáculos teatrais ainda está muito aquém do que poderia – e deveria – ser. O projeto ‘Nova Cena Nordestina’, capitaneado pela Funarte, vem prestar um papel importante, trazendo o trabalho de três grupos do Nordeste. Depois de ‘O Capitão e a Sereia’, dos potiguares da Cia. Clowns de Shakespeare, é a vez de talentosos meninos de Recife aportarem por aqui (em setembro chegam os baianos do A Outra). O grupo Magiluth, criado em 2004, vem movido pelos sopros da renovação. E o melhor de tudo: vai apresentar três espetáculos, a partir de hoje (8), traçando um bom panorama de seu repertório. Às sextas, eles mostram ‘1 Torto’, monólogo sobre um homem que, às voltas com o que é sentir, resolve tirar o próprio coração. Aos sábados, é a vez de ‘O Canto de Gregório’, de Paulo Santoro, texto de forte cunho filosófico que ficou conhecido por aqui graças à montagem de Antunes Filho. E, aos domingos, o grupo encena o belo e sensível ‘Aquilo Que Meu Olhar Guardou Pra Você’, com direção de Luiz Fernando Marques (do grupo XIX): uma fábula sobre o homem contemporâneo e suas relações com os sentimentos.

ONDE: Funarte. Sala Carlos Miranda (70 lug.). Al. Nothmann, 1.058, Campos Elísios, 3661-5177. 45 min./65 min./80 min.
14 anos. 18 anos. 14 anos. QUANDO: 6ª e sáb., 21h; dom., 20h. QUANTO: R$ 20 (cada). Até 29/7.

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24.maio.2012 19:13:40

Escapada mamulenga

por Luiza Wolf

Bonecos mamulengos são típicos do nordeste. Mas você não precisa ir tão longe para assistir às peças desses fantoches: eles se reúnem em Amparo, a 140 quilômetros de São Paulo, no Primeiro Encontro de Bonecos Mamulengos (0xx19 3808-5185). O evento começou na quarta-feira (23) e vai até sábado (26). Confira abaixo a programação e os grupos que participam.

Divulgação
mamulengo.jpg

Programação

Quinta-feira:

10h – Mestre Sauba (Carpina-PE)

Intervenção com a boneca Lindalva

 10h15 – Danilo Cavalcanti (São Paulo-SP – Canhotinho – PE)

Grupo Mamulengo da Folia

Brincadeira: ‘A FESTA DA ROSINHA BOCA MOLE”

Local: Fundação São Pedro

 15h – Valdeck de Garanhus (São Paulo-SP – Garanhus-PE )

Brincadeira: ‘O Casamento Caipira de Simão e Marieta Pelo Próprio Santo Antonio’

Local: Fundação São Pedro

 20h – Mestre Sauba (Carpina/PE)

Intervenção com a boneca Lindalva

20h15 – Mamulengo Fantochito (Teresina/PI)

Brincadeira: ‘A Flor do Mamulengo’

Local: Bairro 3 Pontes

 

Sexta-feira:

10h – Mestre Sáuba (Carpina-PE)

 10h15 – Chico Simões – Taquatinga/DF

Mamulengo – Presepada

Brincadeira: ‘O Romance do Vaqueiro Benedito’                                 

15h – Mestre Sáuba (Carpina-PE)

Intervenção com a Boneca Lindolva

15h15 – Sebastian Marques (Campinas/SP)

Associação Cultural Inventor de Sonhos

Brincadeira: ‘Bendito os Beneditos’

Local: Fundação São Pedro

20h – Mestre Sáuba (Carpina-PE)

Intervenção com a Boneca Lindolva

Local: Rodovia de Amparo

 20h15 – Mestre Zé Lopes (Glória de Goitá/PE)

Brincadeira: ‘A Fazenda do Coronel Mané Pacarú’

Local: Rodoviária Amparo

 

Sábado:

 10h30 – Mestre Sáuba (Carpina-PE)

Intervenção com a Boneca Lindolva

 11h – Cia. Carroça de Mamulengos (Juazeiro do Norte-CE)

Seja Noite Ou Seja, Viva o Palhaço Alegria

 12h – Mestre Zé Divina (Glória de Goita/PE)

Brincadeira: ‘As Presepadas do Casamento de Praxedes’

Local: Praça Pádua Sales

 

 

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29.março.2012 19:40:30

Os dilemas de um pintor

por Guilherme Conte

João Caldas/Div.
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De tempos em tempos o teatro promove um encontro de gerações, um ‘passar de bastão’ de vidas dedicadas a um mesmo ofício. Antônio Fagundes contracena com o filho Bruno no espetáculo Vermelho, de John Logan, que estreia hoje (30), com direção de Jorge Takla. Ele vive o pintor Mark Rothko (1903-1970), russo que emigrou para os Estados Unidos.

Fagundes, o pai, encarna o artista, enquanto Bruno dá vida a seu assistente Ken, um jovem que também quer trilhar um caminho como artista plástico, e busca no mestre uma referência. A peça se passa em Nova York nos anos de 1958 e 1959, época em que Rothko, já famoso, pintou uma série de painéis para o restaurante Four Seasons, por muito dinheiro. Em discussões sobre métodos, técnicas e o sentido da pintura, o texto levanta uma série de questões que dizem respeito a todos os que decidem fazer arte: o dilema entre suas motivações mais ‘puras’ e as pressões comerciais que sempre acompanham o sucesso. Um encontro entre gerações, que se sucedem na mesma paixão e dedicação à criação artística.

ONDE: Teatro GEO. Ohtake Cultural. R. Coropés, 88, Pinheiros, 3728-4930. QUANDO: 5ª e sáb., 21h; 6ª, 21h30; dom., 18h. QUANTO: R$ 100/R$ 120. Até 27/5.

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