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10.agosto.2012 01:38:29

Deuses e mortais

por Guilherme Conte

Sylvia Masini/Div.
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Eis que Richard Wagner está de volta ao Teatro Municipal. Depois de ‘A Valquíria’, no ano passado, agora é a vez de O Crepúsculo dos Deuses, ópera cheia de paixões e deuses que conclui a famosa tetralogia ‘O Anel dos Nibelungos’, ganhar uma versão. Será a primeira neste palco desde 1959. O maestro Luiz Fernando Malheiro conduz a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Lírico, sob direção cênica de André Heller-Lopes, que buscou referências no folclore e na cultura do Brasil para construir sua leitura. O elenco traz nomes como a soprano Eliane Coelho, interpretando Brünhild, e o tenor John Daszak como Siegfried. Guilherme Conte

ONDE: Teatro Municipal (1.530 lug.). Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, metrô Anhangabaú, 3397-0327. QUANDO: Dom. (12 e 19) e sáb. (25), 16h; 3ª (14), 6ª (17) e 5ª (23), 18h. QUANTO: R$ 40/R$ 100 .

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04.maio.2012 13:57:28

Um Bach divino

por Guilherme Conte

MICHAEL LATZ/DIV.

MESTRE | Helmuth Rillilng traz a ‘Missa’ de Bach à cidade

Se você acredita em Deus ou não, no fundo, não tem a menor importância neste caso. O encontro espiritual erigido pelas mãos de Helmuth Rilling é daqueles que tocam o coração do mais cético dos homens. Nascido em Stuttgart em 1933, o maestro vem a São Paulo à frente de dois dos mais importantes conjuntos barrocos do mundo: o coro Gächinger Kantorei e a orquestra Collegium Bach – os dois pilares da Academia Bach de Stuttgart.

Grande especialista na obra de Johann Sebastian Bach (1685-1750) – que para muitos é o maior compositor de todos os tempos –, Rilling rege nesta 2ª (7), no Teatro Municipal, nada menos que uma das peças mais importantes do alemão: a ‘Missa em Si Menor, BWV 232’. É uma chance de ouro: poucas vezes o público paulistano pode ouvir uma obra desta envergadura com um conjunto de intérpretes tão gabaritado, que conta com o tenor Andreas Weller, a mezzo-soprano Roxana Constantinescu, o barítono Tobias Berndt e a soprano Julia Sophie Wagner.

A história dessa missa guarda algumas particularidade interessante. Embora algumas partes tenham sido compostas em 1724 (seguramente o ‘Sanctus’) e 1733 (o ‘Kyrie’ e a ‘Gloria’), a obra só foi concluída em 1749, um ano antes da morte de Bach, quando ele já estava completamente cego. Isso faz com que a peça, ao mesmo tempo em que ‘amarra’ diferentes épocas de sua vida, tenha entrado para a posteridade como sua última grande composição. É a única ‘missa tota’ (composta de cinco partes) em toda a obra de Bach, um compositor ligado à tradição luterana.

Há estudiosos que costumam enxergar nessa ‘Missa’ a síntese de boa parte da contribuição de Bach para a música. A polifonia, a rica coloração extraída do trabalho coral, as complexas e geniais harmonias – está tudo ali. É uma tragédia o fato de o próprio não a ter escutado em vida. Mas que maravilha que nós podemos.

ONDE: Teatro Municipal (1.533 lug.). Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, metrô Anhangabaú, 3397-0300. QUANDO: 2ª (7), 21h. QUANTO: R$ 70/R$ 200.

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09.fevereiro.2012 17:56:48

Longa semana

por Dado Carvalho

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INÉDITA| ‘Magdalena’ vem a São Paulo pela primeira vez

O período de 13 a 17 de fevereiro de 1922 entrou para a história. Foi nesses dias a Semana de 22, em que artistas se uniram para proclamar uma nova estética para a cultura nacional. O palco foi o Teatro Municipal, mesmo lugar onde, na próxima semana, serão celebrados os 90 anos do evento.

A comemoração se restringe à música e à dança, num programa montada com obras de compositores que participaram do manifesto (Heitor Villa-Lobos e Mário de Andrade) ou que foram influenciados por ele (Camargo Guarnieri, Radamés Gnatalli e Lorenzo Fernandez).

Um episódio prosaico: o próprio Villa-Lobos, em um dos concertos, teve uma atitude considerada vanguardista demais: em um pé, estava um sapato social. No outro, havia um chinelo. Aquilo deu o que falar. Mas no fim, a opção nem foi estética. O maestro estava com machucados e não poderia usar nenhum outro calçado. Nem tudo, afinal, é revolução.

ONDE: Pça. Ramos de Azevedo, Centro, 3397-0327.

Manifeste-se| 

Ópera. Nunca antes apresentada em São Paulo, ‘Magdalena’, de Heitor Villa-Lobos, vem com a montagem feita pelo Theathe du Chatelet, de Paris. O elenco, no entanto, é brasileiro, e conta com a soprano Rosana Lamosa. 4ª (15) e 6ª (17), 20h; dom. (19), 18h; 5ª (23) e sáb. (25), 20h. R$ 40/R$ 100.

Dança + ópera. O Balé da Cidade de São Paulo dança a ‘Suíte Vila Rica’, de Camargo Guarnieri. Em seguida, a ópera ‘Pedro Malazarte’, do mesmo autor, com libreto de Mário de Andrade. 5ª (16), sáb. (18), 6ª (24), 20h; dom. (26), 18h. R$ 40/R$ 100.

Recital. O pianista Caio Pagano recebe o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo para tocar as mesmas obras para piano que foram tocadas no evento de 1922. Haverá composições de Claude Debussy, Heitor Villa-Lobos e Robert Schumann. Sáb. (25), 16h. R$ 10/R$ 30.

Concerto. Com Jamil Maluf na regência, a Orquestra Experimental de Repertório terá a participação do pianista Pablo Rossi. No programa, os autores Villa-Lobos, Lorenzo Fernandez e Radamés Gnatalli. Dom. (26), 11h. R$ 10/R$ 40.

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15.dezembro.2011 18:18:39

O piano e o monstro

por Douglas Vieira

Divulgação


PRESENTE | Perto do fim do ano, uma chance para ver Nelson Freire

 Nelson Freire, que se apresenta no Teatro Municipal, na segunda (19), é um monstro – para falar de um músico erudito de maneira nada erudita. Mas entenda: monstros não se intimidam com nada, não têm medo de arriscar e costumam não se importar com o que já está estabelecido. E assim é o pianista vivo mais importante da música clássica brasileira, respeitado no mundo todo.

Sua fama decorre justamente das características acima. Desde muito jovem, encarou com habilidade repertórios de alta complexidade. Mas nunca se limitou a executar a obra – e ficar em uma zona de conforto, comum em muitos bons músicos. Sua apresentação sempre vem acompanhada de algum ‘risco’, pois Freire toma cada obra que escolhe para si e praticamente a reconstrói ao longo de seu recital.

Então, mesmo que você conheça o repertório de Schumann, Prokofiev, Granados e Liszt – os compositores que formam a apresentação –, vai descobrir uma nova obra, que tem a assinatura deles, mas é de Nelson Freire. E vai se surpreender mesmo que já conheça tudo isso no piano do próprio Freire.

ONDE: Teatro Municipal (1.530 lug.). Pça. Ramosde Azevedo, s/n°, Centro, 3397-0327. Metrô República.
QUANDO: 2ª (19), 21h. QUANTO: R$ 180/R$ 300.

 

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08.dezembro.2011 19:08:55

A noite é curta

por Dado Carvalho

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EGO | o ambiente luxuoso dos palácios foi atualizado

Se tivesse sido feita na nossa época, a opereta O Morcego, de Johann Strauss II, de 1874, ela seria chamada de musical, tamanho o apelo popular. A peça fica em cartaz de hoje (9) até quarta (14) no Teatro Municipal. Mas a montagem não vai ter nada que se refira aos bailes vienenses do fim do século 19. O espírito hedonista dos personagens deve aparecer na pele de popstars, fashionistas e baladeiros.

Na história, o personagem Falk quer se vingar do barão Gabriel von Eisenstein, que, depois de um baile à fantasia, o abandonou em praça pública, bêbado e vestido de morcego, fazendo de Falk motivo de chacota na alta sociedade. Como no ditado ‘vingança é um prato que se come frio’, ele espera dois anos para se revidar e trama contra o ‘amigo’ no baile do príncipe Orlofsky.

Enquanto isso, o barão recebe uma sentença de oito dias de prisão por desacato a autoridade e sua empregada, Adele, recebe uma carta da irmã com um convite para o baile do príncipe. Para criar um álibi, Adele diz que a tia manda más notícias e que precisa visitá-la. Von Eisenstein também bola sua fuga, convencido por Falk a deixar de se apresentar na delegacia na data certa e ir curtir a festança. A mentira que o barão inventa é que está saindo de casa para se entregar na prisão. E até Rosalinde, sua mulher, vai à festa às escondidas.

O que acontece durante o baile é que todo mundo tenta enganar todo mundo, e a festa vira um divertido jogo de encontros e desencontros entre as personagens. Para facilitar a comicidade, a ópera foi traduzida.

O elenco inclui a soprano Rosana Lamosa (Rosalinde) e o tenor Fernando Portari (Gabriel von Eisenstein). Eles se alternam nos papéis com Carmen Monarcha e Juremir Vieira. Haverá uma participação especial do ator Fulvio Stefanini em uma das cenas com diálogos. Talvez nem Falk tenha imaginado as proporções que sua vingança viria a ganhar.

ONDE: Teatro Municipal. Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, 3397-0327. QUANDO: Hoje (9), 21h; sáb. (10), 20h; dom. (11), 17h; 2ª (12) e 4ª (14), 21h. QUANTO: R$ 15/R$ 70.

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10.novembro.2011 20:40:38

Fora do mapa

por Dado Carvalho

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O Teatro Municipal recebe apresentações de piano. Começa só na próxima sexta (18), mas a procura por ingressos deve ser grande.

No primeiro recital, André Mehmari toca obras de Tom Jobim, Pixinguinha, Edu Lobo, Guinga, Dorival Caymmi, Chico Buarque e Caetano Veloso, em uma apresentação batizada de ‘O Brasil Não Existe’.

No dia 20, quem toca é Pablo Rossi; no dia 24, Felipe Scagliusi.

ONDE: Teatro Municipal (1.530 lug.). Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, 3397-0327. QUANDO: 6ª (18), 21h.  QUANTO: R$ 5/R$ 35.

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10.novembro.2011 20:12:08

Invasão viking

por Dado Carvalho

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VALHALA | a tetralogia é inspirada em mitos nórdicos

A ópera A Valquíria é, sem exagero, o trabalho de uma vida – ela é parte da tetralogia ‘O Anel de Nibelungo’, que levou 26 anos para ser composta por Richard Wagner. A obra fica em cartaz no Teatro Municipal de 17 a 25 de novembro.
Como os outros três episódios da saga, ‘O Ouro do Reno’, ‘Siegfried’ e ‘O Crepúsculo dos Deuses’, ‘A Valquíria’ têm referências da mitologia nórdica e faz parte do conceito (bem wagneriano) de ‘obra de arte total’: uma criação com todas as manifestações artísticas possíveis.

A ambição e o trabalho de Wagner era tão grandiosos que o compositor criou um teatro específico para suas encenações, o Bayreuth Festspielhaus. Até hoje (desde 1876) ocorre anualmente o concorridíssimo Festival de Bayreuth (a fila de espera para conseguir ingresso pode chegar a dez anos).

É a primeira vez que a ópera é montada no Brasil com uma equipe de criação toda daqui. Parte dos solistas, no entanto, é estrangeira, com a escocesa Lee Bisset (na foto, durante ensaio), a japonesa Eiko Senda, os americanos Gregory Reinhart e Janice Baird e o alemão Stefan Heidmann.

Em ‘O Ouro do Reno’, o prólogo, é narrada a criação de um anel (o de Nibelungo), capaz de dar a seu portador o poder de controlar o mundo. Mas a pessoa fica privada do amor.

‘A Valquíria’ é a segunda parte, em que Brunhilde, uma das valquírias (guerreiras que protegem o Valhala, o palácio dos deuses), é encarregada de dar cabo da vida do guerreiro Siegmund. Ela desobedece. Como castigo, perde a imortalidade e cai em um sono profundo do qual só vai acordar quando um bravo guerreiro resgatá-la.

Esteja preparado para uma grande obra. A começar pela duração: 4h45 de puro drama, em uma montagem que inclui elementos abrasileirados no cenário e nos figurinos. Mas fique tranquilo: a fila dos ingressos dura bem menos que dez anos.

ONDE: Teatro Municipal. Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, 3397-0327. QUANDO: 5ª (17), 19h; sáb. (19), 18h; 2ª (21), 4ª (23) e 6ª (25), 19h. QUANTO: R$ 15/R$ 70. www.teatromunicipal.sp.gov.br

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17.outubro.2011 17:47:32

Vicente Amigo, só quarta

por Dado Carvalho

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O Flamenco Festival, marcado para começar hoje no Teatro Municipal, sofreu uma mudança de agenda.

A primeira apresentação, um recital com o violonista espanhol Vicente Amigo (foto), precisou ser adiada. O motivo foram problemas aéreos causados pelas cinzas do vulcão Puyehue, no Chile.

O espetáculo foi transferido para próxima quarta, 19, às 19h.

Os ingressos poderão ser utilizados normalmente no novo dia. Quem preferir receber a restituição do valor, deve entrar em contato com a bilheteria do Teatro (3397-0387) ou com o SAC da Ingresso Rápido (4003-1212).

As outras atrações seguem com as mesmas datas. Terça (18), é dia de Israel Galván; quarta (19), depois de Amigo, a Compañía Rafaela Carrasco se apresenta às 21h e, na quinta (20), o espetáculo da Compañía Antonio Gades começa às 21h.

Teatro Municipal (1.580 lug.). Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, 4002-0019. 3ª a 5ª, 21h. R$ 80/R$ 250. Descontos na compra de dois (25%), três (35%) e quatro (50%) programas.

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06.outubro.2011 19:27:29

Muita confusão

por Dado Carvalho

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FANTASIA | libreto foi dedicado a filha da escritora

A cena é um clássico da animação: os objetos do castelo, como o bule, o relógio e as xícaras, ganham vida. Enquanto cantam, eles preparam um farto banquete. Mas não foi na adaptação de A Bela e A Fera produzida pela Disney em 1991 (a fábula original, sem objetos cantantes, é do século 18) que isso ocorreu pela primeira vez. Há cenas bem parecidas na ópera O Menino dos Sortilégios, do francês Maurice Ravel, sobre texto de Gabrielle Colette, que estreia quarta-feira (12) no Teatro Municipal.

A obra – encenada pela primeira vez em 1925, com uma linguagem de desenho animado – também tem a xícara e o relógio, mas eles não vivem no castelo da Fera. Tampouco preparam banquetes. A ópera conta a história de um menino com pouco apreço por seus deveres, e uma forte inclinação apenas pelos prazeres da vida (prazeres condizentes com a idade dele, veja bem). Depois de levar uma bela bronca da mãe, o menino desconta toda a sua raiva nos objetos do seu quarto.

E eis que o pequeno é surpreendido quando tudo ao seu redor ganha vida. Animados, objetos e móveis passam a repreender a atitude do menino. E não são apenas os objetos que preparam sua vingança. As plantas e os animais do jardim também.

A ópera, traduzida para o português, será executada pela Orquestra Experimental de Repertório, regida por Jamil Maluf. O menino é interpretado pela meio soprano Denise de Freitas. Haverá a participação de dançarinos do Balé Jovem e da Escola de Dança de São Paulo, além de atores da Cia. Imago.

Na montagem, será usada o videomapping – recurso tecnológico em que são projetadas imagens que interagem com o ambiente. A obra estreia providencialmente no Dia das Crianças. Se não for o bastante para despertar no seu filho o gosto por ópera, pode ser bom, pelo menos, para convencê-lo a arrumar o quarto.

ONDE: Teatro Municipal. Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, 3397-0030. QUANDO: 4ª (12), 17h; 5ª (13), 21h; sáb. (15), 20h; e dom. (16), 17h. QUANTO: R$ 15/R$ 70.

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08.setembro.2011 19:05:02

Bravíssimo

por Dado Carvalho

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ECLÉTICO | o projeto do teatro é inspirado na Ópera de Paris

O Teatro Municipal de São Paulo completa cem anos na próxima 2ª (12). Mas por pouco a data do aniversário não é outra. Em 1911, depois de oito anos de construção, a inauguração da casa precisou sofrer o atraso de um dia. A companhia do barítono italiano Titta Ruffo, encarregada de abrir a programação, estava em turnê pela Argentina e os cenários não chegaram em tempo.No dia 12 de setembro, no entanto, estava tudo no lugar – e há quem diga que o público aglomerado na entrada do teatro chegava a 20 mil pessoas.

De volta ao presente, para celebrar o centenário, a programação começa pela ópera ‘Rigoletto’, de Giuseppe Verdi. No dia 12, porém, a apresentação é só para convidados (veja as datas abaixo).

As apresentações, no entanto, podem ser apenas um bom pretexto para você redescobrir o prédio histórico.

Só esteja paciente caso queira tirar fotos – a escadaria do saguão costuma formar filas para este fim. A recordação maior, no entanto, você terá quando as cortinas se abrirem. Dado Carvalho

ONDE: Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, 3397-0300. QUANDO: ‘Rigoletto’: 4ª (14)/6ª (16), 21h; sáb. (17), 20h; dom. (18), 17h. QUANTO: R$ 15/R$ 70 (esgotados)

Prepare-se

CÂMARA. O Quarteto de Cordas da Cidade e a pianista Cristina Ortiz tocam Bach (‘Cinco Fugas para Quarteto’) e Chopin (‘Concerto nº 2 para Piano e Cordas em Fá Menor’ e ‘Concerto nº 1, para Piano e Cordas em Mi Menor’). 3ª (13), 21h. R$ 15/R$ 35.

CONCERTO. Depois de tocar em ‘Rigoletto’, a Orquestra Sinfônica Municipal se apresenta com obras de Ripper, Saint-Saëns, Richter e Debussy. Dom. (25), 11h. R$ 15/R$ 50.

LÍRICO. A Orquestra Experimental de Repertório, regida por Jamil Maluf, apresenta trechos de óperas como ‘La Bohème’ (Puccini) e ‘Romeu e Julieta’ (Gounod), com o tenor Fernando Portari e a soprano Rosana Lamosa. Dom. (18), 11h. R$ 10/R$ 40.

DANÇA. Nas outras semanas, o teatro recebe o Ballet de Leipzig (4ª, 21/6ª, 23, 21h; sáb, 24, 20; R$ 15/R$ 70) e o Balé da Cidade de São Paulo (3ª, 27/6ª, 30, 21h; R$ 10/R$ 40).

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