divulgação

O maestro indiano Zubin Mehta é uma lenda. Um dos maiores regentes de todos os tempos, e um dos mais influentes músicos eruditos do século 20, Mehta pode ser visto quatro vezes nesta semana. Amanhã (18) ele rege a Orchestra Del Maggio Musicale Fiorentino no Teatro Municipal de Paulínia. No dom. (19) e na 2ª (20), com ingressos esgotados, eles se apresentam na Sala São Paulo. E na 4ª (22), ele rege a Sinfônica Heliópolis (leia mais abaixo). Nos programas, Mozart, Bruckner, Verdi, Rimsky-Korsakov e Beethoven. Guilherme Conte
ONDE: Teatro Municipal de Paulínia (1.367 lug.). Av. Pref. J. L. de Araújo, 1.551, (19) 3933-2140, Paulínia-SP. QUANDO: Sáb. (18), 20h. QUANTO: R$ 100/R$ 300.
ONDE: Sala São Paulo (1.484 lug.). Pça. Júlio Prestes, s/nº, 3223-3966. QUANDO: Dom. (19) e 2ª (20), 21h. QUANTO: Ingressos esgotados.
Sinfônica Heliópolis, Zubin Mehta e Julian Rachlin
Mehta rege um concerto com o violinista Julian Rachlin. Eles tocam a abertura de ‘As Bodas de Fígaro’, de Wolfgang A. Mozart; ‘Concerto para Violino, Op. 61′, de L. van Beethoven; e a ‘Sinfonia Fantástica’, de Hector Berlioz. ONDE: Teatro Municipal (1.530 lug.). Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, 3397-0327. QUANDO: 4ª (22), 21h. QUANTO: R$ 150/R$ 300.
Tags: Beethoven, Bruckner, Julian Rachlin, Mozart, Orchestra Del Maggio Musicale Fiorentino, Rimsky-Korsakov, Sala São Paulo, Sinfônica Heliópolis, Sociedade de Cultura Artística, Teatro Municipal de Paulínia, Verdi, Zubin Mehta
EIC/DIV

MODERNO| o EIC é um dos grandes grupos da música
A história das vanguardas é marcada pelo choque. Quando o verdadeiramente novo se anuncia, o peso da tradição se configura em resistência. Durante o século 20, a música foi um terreno de grandes experimentações – o livro ‘O Resto é Ruído’, de Alex Ross (Cia. das Letras, 2009), é um brilhante estudo de como essas batalhas foram travadas ao longo das últimas décadas. Esse é um bom começo para começar a entender a importância do conjunto de câmara Ensemble InterContemporain, que se apresenta 2ª (2) e 3ª (3) na Sala São Paulo, como parte da temporada 2012 da Sociedade de Cultura Artística.
Fundado em Paris, em 1976, por Pierre Boulez, um dos músicos mais brilhantes e comprometidos com as possibilidades de investigação estética e sonora dos últimos tempos, o EIC vem desempenhando desde seu nascimento um papel absolutamente fundamental no universo da música erudita contemporânea. Seja pelas encomendas a novos compositores, seja na estreia das obras em concertos, seja nas gravações ou em seus programas educativos e de divulgação.
O grupo se apresenta sob a regência do francês Jean Deroyer. No programa, duas obras: ‘La Barque Mystique’, de Tristan Murail, criação instrumental que evoca as telas do pintor Odilon Redon. Mas o carro-chefe do concerto é ‘Cassandre’, de Michael Jarrell, um monodrama para 18 instrumentistas e um narrador – no caso, a atriz Marthe Keller, para quem a obra foi composta (Keller e o EIC foram os responsáveis pela estreia, em 1994).
Há 16 anos o InterContemporain não se apresenta no Brasil – o próprio Boulez veio à frente do conjunto. Portanto, não perca esssa chance, mesmo que a música contemporânea, não seja exatamente ‘a sua praia’. É imprescindível que conheçamos a música do nosso tempo. Quando nos despimos de preconceitos, ou mesmo de conceitos, é que abrimos espaço para o novo. Guilherme Conte
ONDE: Sala São Paulo (1.388 lug.). Pça. Júlio Prestes, s/nº, Luz, 3223-3966. QUANDO: 2ª (2) e 3ª (3), 21h. QUANTO: R$ 80/R$ 190.
Tags: Alex Ross, Ensemble InterContemporain, Jean Deroyer, Martha Keller, Michael Jarrell, música contemporânea, Pierre Boulez, Sala São Paulo, Sociedade de Cultura Artística, Tristan Murail
2013
2012
2011
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