A Oca será tomada por roqueiros de todas as gerações na mostra ‘Let’s Rock’, que
inaugura 4ª (4/4) um passeio pelo ritmo que revolucionou a música no século 20
É certo que, mesmo a mostra Let’s Rock tendo o foco nos gigantes do gênero, passará por sua cabeça um pouco do clima de banda de garagem. A sensação se deve ao estilo da montagem, com fotos nas paredes, instrumentos, cartazes e muita música.
Oca . Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 3 do Parque do Ibirapuera. 3629-1014. 10h/22h (fecha 2ª). R$ 20. Até 27/5 . Cc.: todos. Cd.: todos.
No lugar certo
Bob Gruen (foto acima) é responsável por fotos antológicas de ícones do rock. E, embora uma imagem possa valer mil palavras, não deixe de ouvir as histórias de algumas delas contadas por ele mesmo. 4ª (4/4) e 6ª (6/4), 15h.
Cada acorde, um flash
No subsolo estão cerca de 200 fotos, que passam tanto pelo rock internacional (a maioria) como pelo nacional. As estrangeiras, como a que está na abertura desta matéria, da banda punk inglesa The Clash, em 1979, são clicadas por Gruen; as brasileiras, por Otavio Souza e MRossi.
Frames musicais
Durante a mostra estão programadas exibições de documentários sobre rock. O primeiro deles é ‘Guidable’, na quinta (5/4), 20h. O filme de Fernando Rick, que conversará com o público após a sessão, conta a história da banda punk Ratos de Porão, que tem João Gordo como líder e vocalista. Até o fim da exposição, serão apresentados diversos outros filmes: ‘Titãs: 30 Anos’, sobre a carreira da banda paulistana, e ‘Herbert de Perto’, sobre o líder do Paralamas do Sucesso; e ‘Lóki’, sobre o lendário integrante dos Mutantes Arnaldo Baptista, estão entre alguns dos títulos programados.
Edições históricas
Revista referência na cobertura do cenário musical, a ‘Rolling Stone’ tem um espaço especial que reúne algumas de suas capas históricas. Entre elas, está a da última entrevista de John Lennon, três dias antes de sua morte, em 1980. O retrato, com Yoko Ono, é de Annie Leibovitz.
Memorabilia
O primeiro andar da mostra é dedicado a objetos usados por artistas, cartazes originais de shows e bandas, figurinos usados em clipes e shows, bootlegs (gravações não autorizadas de áudio e vídeo), discos e instrumentos. Entre os itens, está o baixo Hofner eternizado por Paul McCartney, um pinball do The Who, e o baixo em forma de machado de Gene Simmons (foto abaixo), do Kiss.
Você é o astro
O segundo andar transforma você em um rock star – ao menos por um breve momento. Batizada de Let’s Rock Experience, a instalação recebe projeções e sons de plateias de shows dos Beatles, Nirvana, Sonic Youth, The Clash, White Stripes, entre outros.
Tags: Annie Leibovitz, documentário, exposição, John Lennon, Let's Rock, Oca, Parque do Ibirapuera, punk, rock, Rolling Stone, The Clash, Yoko Ono
O punk está vivo
Jello Biafra era líder dos Dead Kennedys. Só isso bastaria para ele estar na história do punk e do hardcore americano. Mas nunca bastou para ele, que jamais deixou de lado suas ideias para apenas colher os frutos de seus clássicos. Pelo contrário, ele as levou ao limite.
Concorreu à prefeitura de São Francisco. Não ganhou, mas teve votação expressiva. Brigou com os ex-parceiros de banda para que sua música não fosse usada em uma propaganda de calça jeans – e ainda briga com eles pelos direitos dos discos.
Após mais de 30 anos, a dignidade do cantor está intacta em Jello Biafra & The Guantanamo School of Medicine, que se apresenta amanhã (24) no Beco 203. No show, músicas como ‘Electronical Plantation’, do ‘The Audacity of Hype’ (2009), um de seus melhores momentos desde os Dead Kennedys – também presente no repertório em clássicos como ‘Holiday in Cambodia’. Intactas também estão a qualidade das letras e sua presença de palco agressiva, marcada principalmente pelas (acredite, divertidas) mímicas.
ONDE: Beco 203 (600 lug.). R. Augusta, 609, Consolação, 2339-0351, metrô Consolação. QUANDO: Sáb. (24), 19h. QUANTO: R$ 80/R$ 100 (na porta). Cc.: M e V. Cd.: todos. www.ticketbrasil.com.br
O pop não morre
Para os adolescentes dos anos 90, Joe Cocker faz parte das memórias afetivas por ser o cara que cantava o tema de abertura da série ‘Anos Incríveis’, uma versão de ‘With a Little Help From My Friends’, dos Beatles – embora na época isso talvez fosse menos importante do que o dia a dia de Kevin Arnold.
Para os pais desses adolescentes, é possível que Cocker também faça parte das memórias de juventude – e com a mesma música. Eles a conheceram cerca de 30 anos antes, em imagens do histórico Woodstock, em 1969. Foi no festival que ele mostrou para o mundo a sua interpretação visceral para a canção – criada com o guitarrista do Led Zeppelin, Jimmy Page. E, na quinta (29), ele se apresenta no Via Funchal, em um show que promete despertar a nostalgia de quem estiver por lá.
Portanto, não é lá de se jogar fora a ideia de ir ao show em família. Além do clássico já citado, todo mundo deve cantar junto a não menos famosa ‘You are So Beautiful’, entre outras canções pop marcadas pelo estilo carregado de blues e soul que consagrou a voz rouca de Cocker.
ONDE: Via Funchal (5.622 lug.). R. Funchal, 65, V. Olimpia, 3846-2300. QUANDO: 5ª (29), 22h. QUANTO: R$ 140/R$ 300. Cc.:D, M e V. Cd.: V.
Tags: Dead Kennedys, hippie, Jello Biafra, Joe Cocker, pop, punk, rock, Woodstock

TRIO | Plastiscines volta a São Paulo após 5 anos
Um pop com referências a grupos como Ramones, Blondie, Yeah Yeah Yeahs, Strokes. Assim é o som que as três integrantes do Plastiscines fazem e, pela segunda vez, apresentam em São Paulo – a primeira foi em 2008. A banda francesa agora é
a atração principal do Indahouse Fest, quarta (7), no Beco 203. No show, as moças mostram músicas de seus dois discos: ‘LP1’ e ‘About Love’, de 2007 e 2009, respectivamente.
O line up do festival será complementado por duas bandas novas: a paulistana FingerFingerrr, que aposta em sons pra pista; e Man Purse, projeto de Adriano Cintra, que deixou recentemente a banda que o projetou internacionalmente, a Cansei de Ser Sexy.
ONDE: Beco 203 (600 lug.). R. Augusta, 609, Consolação, 2339-0351, metrô Consolação. QUANDO: 4ª (7), 21h. QUANTO: R$ 30 (antecipado)/R$ 50 (na porta). Cc.: M e V. Cd.: todos. www.beco203.com.br
PATO PELUDINHO
O projeto Tête-à-Tête, que começou com o encontro entre Bruno Morais e a neozelandesa Flip Grater, recebe em sua segunda edição John Ulhôa, do Pato Fu, ao lado de Gruff Rhys (foto), do Super Furry Animals. O show, preparado em apenas um ensaio, terá a participação de Fernanda Takai. Studio SP (450 lug.). R. Augusta, 591, Consolação, metrô Consolação, 3129-7040. 4ª (7), 23h (abertura da casa: 21h). R$ 60 (antecipado)/R$ 80 (na porta). Cc.: M e V. Cd.: todos.

CONEXÃO | Lisa Kekaula é oelo perfeito entreo punk e o soul
Na terça (6) o palco da Clash será de Lisa Kekaula, a dona da voz poderosa do BellRays, grupo californiano que faz sua segunda passagem por São Paulo. Show perfeito para quem gosta de música com muita alma e peso.
É só Lisa cantar para você pensar imediatamente nas artistas de soul dos anos 60, especialmente Tina Turner e Aretha Franklin, pela agressividade com que ataca o microfone. E acrescente ao soul doses cavalares de rock de garagem americano, com referências de MC5 a Kinks, passando por Beatles, Black Sabbath, AC/DC…
Mas tudo isso é irrelevante. O que realmente importa dizer é que eles não parecem com nada disso diretamente. Tudo parece exatamente o que é: BellRays, uma banda de respeito, que tem uma discografia até agora impecável, com destaque para ‘Let It Blast’ (1998) e ‘Have a Little Faith’ (2006) – o primeiro por ser perfeito para identificar e conhecer a banda, e o segundo por ser o mais bem produzido.
Para lamentar, apenas o fato de o BellRays não ter mais o guitarrista Tony Fate, responsável por algumas das melhores músicas do grupo. A ausência é sentida no disco mais recente, ‘Hard Sticky and Sweet’, que é bom, mas diferente. É, como o nome sugere, mais fácil de assimilar, mais grudento. Não deve afetar o show. Mas o futuro…
ONDE: Clash Club (500 lug.). R. Barra Funda, 969, 3661- 1500. QUANDO: 3ª (6), 21h30. QUANTO: R$ 140 (preço prom.: R$ 70 + 1kg de alimento, entregue no dia).
Tags: blues, Clash Club, garage soul, garagem, punk, rock, soul
Frequente por aqui, sem grandes diferenças entre os shows, e nenhum problema com isso. A banda Bad Religion toca um clássico atrás do outro, mas sem fazer cover de si mesma e com Greg Graffin (foto) mostrando por que os fãs o respeitam até hoje. Espere por clássicos como ‘American Jesus’. E fique tranquilo se você é fã, mas ainda não ouviu o disco novo. ‘The Dissent Of Man’ é bom.
Via Funchal. R. Funchal, 65, V. Olímpia, 3846-2300. 5ª (13), 22h. R$ 140/R$ 200.
Tags: bad religion, hardcore, punk
Com novo nome e nova data, o Mês da Cultura Independente (antigo ‘Outubro Independente’) começa hoje e traz para São Paulo nomes da música alternativa de todo o mundo, e também daqui, para uma série de shows gratuitos. Hoje (2), antes mesmo da abertura oficial, que é só à noite, a cantora Carolina Zingler se apresenta, às 12h30, no Centro Cultural São Paulo (CCSP).
Mas o primeiro grande show internacional do evento é amanhã: a jamaicana Doreen Shaffer (foto), vocalista do Skatalites desde a década de 60, se apresenta no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ), acompanhada pelo grupo Leões de Israel. Prepare-se para sucessos dela e também do Skatalites – muito ska, rocksteady e reggae.
A semana continua com shows das bandas paulistanas de punk Inocentes e Invasores de Cérebros, dom., no CCJ; de Arthur Kampela e convidados, 4ª, no CCSP; e do grupo argentino Malaquerencia, que toca 5ª no CCSP e mistura salsa, reggae, jazz e folclore.
Só que o mês, que afinal dura 30 dias, não acaba por aí: nas próximas semanas há ainda shows de outros nomes importantes, incluindo a banda de krautrock Faust, que vem ao Brasil pela primeira vez, e Joe Lally, baixista do Fugazi, que volta ao País para lançar seu terceiro disco solo – além de atrações nacionais, como Emicida e Ndee Naldinho.
Renan Dissenha Fagundes
Tags: CCJ, CCSP, Galeria Olido, krautrock, MCI, punk, rap, rock, shows, ska

SEM PARAR | o Stiff Little Fingers ainda mostra a força dos primeiros anos
Das bandas punks da geração 77 que ainda seguem em atividade, Stiff Little Fingers está provavelmente entre as que demonstram menos preguiça no palco, mesmo após as inevitáveis mudanças na formação ao longo das décadas. Entre idas e vindas, o vocalista e guitarrista Jake Burns – representante do grupo original, ao lado do baixista Ali McMordie – ainda está no palco para cantar com energia os refrões marcantes e os riffs acelerados, que soam familiares até para a geração que descobriu o punk em seu estado mais pop, no começo dos anos 90, com bandas como Green Day e Rancid.
Isso se deve principalmente ao fato de o grupo ser, ao lado de The Clash e Ramones, as principais referências para a maioria das bandas dessa época.
Aproveite a oportunidade de bater cabeça ouvindo clássicos do punk britânico assinados por eles, como ‘Tin Soldier’, ‘Alternative Ulster’ e ‘Piccadilly Circus’.
ONDE: Clash Club. R. Barra Funda, 969, Barra Funda, 3661-1500. QUANDO: 5ª (11), 21h30. QUANTO: R$ 120.
O inglês Glen Matlock, ex-baixista do Sex Pistols, se apresenta amanhã (28), como DJ. Em conversa com o Divirta-se, ele lembra momentos de sua carreira
O baixista Glen Matlock é bem menos conhecido do que Sid Vicious (1957- 1979), que o substituiu na banda punk inglesa Sex Pistols. Glen, no entanto, teve mais mérito do que seu sucessor no disco ‘Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols’ – o único de estúdio lançado por eles. Basta notar que seu nome está em dez das 12 faixas. E nada é por acaso. Sid tinha a seu favor mais impacto visual e de atitude, enquanto Glen o batia em repertório musical – algo que você poderá perceber melhor amanhã (28), quando ele discoteca no Beco 203, dentro da programação do 15º Cultura Inglesa Festival (leia mais na pág. 14).
O baixista deixa o instrumento em Londres e traz ao Brasil apenas discos. Esse é o plano de agora. O de amanhã, ele ainda não sabe. “Eu realmente nunca penso em algo que vá além do final da semana”, afirma. Então é melhor você conferir agora. Afinal, ele não tem nem ideia se volta um dia. Douglas Vieira
Como é ser DJ?
É diferente. Eu prefiro tocar com uma banda, é claro, mas ser DJ não é nada ruim. Uma coisa boa é a possibilidade de viajar ao redor do mundo, como agora, que fui convidado para ir ao Brasil. É sempre uma grande oportunidade. E eu gosto muito disso.
Faz quanto tempo que você começou a discotecar?
Não sei. Acho que faz uns quatro ou cinco anos. Foi mais ou menos na mesma época em que estive no Brasil pela última vez. Acho que foi em 2007. Naquele ano toquei em Porto Alegre e também em São Paulo.
O que os fãs devem esperar do seu set?
Eu sou um roqueiro e adoro tudo que é ligado ao rock. Já a escolha das bandas também depende do público. Você tocou recentemente em uma nova formação da banda The Faces, que foi muito importante e anterior aos Sex Pistols.
Como foi tocar com eles? Você era fã?
Eu era fã, sim, e foi muito legal. The Faces foi a banda que me fez pegar em uma guitarra e ter vontade de tocar. A gente queria ser o The Faces quando era mais novo. Todo mundo era fã. Logo depois que conheci o Steve Jones e o Paul Cook, nós três decidimos abrir um buraco no telhado de uma casa de shows para ver o Keith Richards tocando com Ron Wood e com McLagan, ambos dos Faces. O único que não gostava era o John.
Quais são os momentos mais memoráveis da sua carreira?
Difícil dizer. Bem, o primeiro show com o The Faces, em setembro passado, na O2 Arena, em Londres, foi sensacional. Ah, outro grande momento foi tocar com o Iggy Pop, em Nova York, em 1979, em uma festa de Halloween. Teve Sex Pistols e Cramps. Todo o público estava fantasiado… E tinha a Debbie Harry vestida de bruxa no backstage… Foi fantástico.
ONDE: Beco 203. R. Augusta, 609, Consolação, 2339- 0351. QUANDO: Sáb. (28), 23h. QUANTO: R$ 30.
Tags: balada, beco 203, cultura inglesa festival, glen matlock, punk, rock, sex pistols
2012
2011
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