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08.dezembro.2011 19:30:57

Cenário atual

por Marina Vaz

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Com dez anos recém completados em novembro, o Instituto Tomie Ohtake abre, agora, espaço para aqueles que praticamente ‘nasceram’ junto com ele. Jovens artistas surgidos na última década estão na mostra Os Dez Primeiros Anos, a partir de 3ª (13).

Entre os cerca de 50 nomes, há representantes que se dedicam a discutir e reinventar a pintura, como Ana Elisa Egreja, com suas telas cheias de padronagens e que mesclam elementos reais e oníricos.

Outros artistas que, como ela, integraram o Grupo 2000e8, caso de Marina Rheingantz, Rodolpho Parigi e Rodrigo Bivar, também estão na exposição.

A mostra é organizada pelo Núcleo de Pesquisa e Curadoria do instituto e por Tiago Mesquita.

 ONDE: Instituto Tomie Ohtake. Av. Brig. Faria Lima, 201, Pinheiros, 2245-1900. QUANDO: 11h/ 20h (fecha 2ª). Inauguração: 3ª (13). Até 26/2. QUANTO: Grátis.

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17.novembro.2011 19:30:44

Para iniciantes

por Marina Vaz

Lucas Simões/div.
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JOVEM| fotos de Lucas Simões estão na exposição

Uma feira de arte contemporânea, montada em um espaço ‘alternativo’, com participação de jovens artistas. Até aí, a descrição da Parte não soa tão distinta de algumas outras iniciativas.

A diferença dela parece ser mesmo a fixação de um teto (baixo) para a venda das obras. Os preços não podem ultrapassar R$ 15 mil e 60% das peças oferecidas deve custar menos de R$ 3 mil.

A intenção das organizadoras Lina Wurzmann e Tamara Perlman é incentivar o colecionismo. São 22 galerias, como Zipper, Ímpar e Virgílio, e mais de 300 artistas.

Entre eles, está o coletivo ‘Aluga-se’, que, em uma espécie de carrinho, venderá três obras em papel por R$ 290. Detalhe: você só sabe quais são as obras quando abre a caixa.

ONDE: R. Lisboa, 904, Pinheiros. QUANDO: Hoje (18) e sáb. (19), 12h/22h; dom. (20), 12h/ 18h. Até 20/11. QUANTO: R$ 15. Até 20/11.

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17.novembro.2011 17:56:01

Língua de gato

por Carolina Arantes

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UNÂNIME| ninguém resistiu às verrines na redação do Divirta-se

Do alto dos pratos de cerâmica com pedestal acomodados na vitrine, brigadeiros, bombons e cupcakes provocam quem passa na calçada em frente ao pequenino Le Chef Gatô.

Mas o melhor desta doceria, criada pelo ex-administrador de empresas Ednei Bruno – e inspirada em seu gato, Igor –, é a ‘Verrine’ (R$ 18). Nela, deliciosas camadas de um bolo farelento se alternam a generosas porções de brigadeiro de colher em um frasco de 5 cm de altura. Esta minifesta de aniversário no vidrinho é preparada em oito versões diferentes. A de chocolate tradicional é preparada todos os dias e algumas delas, como as de limão siciliano e frutas vermelhas com marshmallow, devem ser encomendadas 48 horas antes.

Dentre as cerca de 40 opções de brigadeiros (R$ 3 cada, bem gorduchos), peça o de frutas vermelhas e o de chocolate 100%. O bombom de pistaches, nozes, damascos e amêndoas (R$ 3), que contém um pedacinho de bolo de chocolate, é sensacional.
Ednei avisa que, a partir deste fim de semana, o gato passará a vender chocotones nas versões tradicional, 100% e branco.

ONDE: R. Cel Oscar Porto, 517, Paraíso, 3881-6101/ 3881-6102. QUANDO: 11h/20h (fecha 2ª). QUANTO: Cc.: todos.

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17.novembro.2011 17:33:20

Bar, mas tem tanto

por divirta-se

Felipe Rau/AE
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HÍBRIDO| novo pizza bar em Pinheiros tem jeitão de restaurante

O Emiglia, pizza bar aberto em outubro, faz parte da leva paulistana de bares sofisticados, com mais cara de restaurante que de botequim. Guardanapo de tecido sob o prato, taças (de vidro) sobre a mesa e garçons programados com mil mesuras. De bar mesmo só a descontração dos ladrilhos coloridos nas paredes, os chopes (R$ 6,20, Itaipava), drinques e uns poucos petiscos.

O preço e a maioria dos acepipes também estão mais para restaurante: há burrata (mussarela de búfala firme por fora e cremosa por dentro; R$ 36), steak tartar (R$ 38) e carpaccio de polvo (R$ 30). As iscas de peixe (R$ 26) e os bolinhos de mandioca com queijo (R$ 24) são as únicas opções de boteco.

Entre os 20 sabores de pizzas, cabem excentricidades, como a de queijo brie, geleia de pimenta e tiras de manga (R$ 39) e a de gorgonzola com maçã verde (R$ 36) – além de clássicos como calabresa (R$ 36) e marguerita (R$ 31). Individuais, vêm em quatro fatias de massa fina e crocante. E nada de harmonizá-las com vinhos: fique nas caipirinhas. A de amora, framboesa e morango (R$ 16 a R$ 21) é de tomar pensando na próxima. Daniel Telles Marques

ONDE: R. Cinderela, 40, Pinheiros, 2365-6500. QUANDO: 18h/últ. cliente ( fecha 2ª). QUANTO: Cc.: V e M.

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10.novembro.2011 20:22:17

Aquele olhar

por Marina Vaz

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DE OURO | Pedra sagrada em Myanmar (Ásia)

Você pode até não se lembrar bem de Steve McCurry. Mas dificilmente continuará com esse sentimento diante do retrato de Sharbat Gula, menina de pele morena, véu vermelho e expressivos olhos verdes, publicado pela revista National Geographic, em 1984.

A imagem, icônica, integra a mostra Steve McCurry – Alma Revelada.

Com cerca de cem obras do consagrado fotojornalista norte-americano, a exposição reúne registros que vão desde conflitos geopolíticos a tradicionais rituais indianos e belas paisagens naturais afegãs.

Há ainda as últimas fotografias feitas por McCurry com a extinta película Kodachrome. Em uma delas, ele clica seus próprios pés em um quarto de hotel.

ONDE: Instituto Tomie Ohtake. Av. Brig. Faria Lima, 201, Pinheiros, 2245-1900. QUANDO: 11h/20h (fecha 2ª). Até 29/1/2012. QUANTO: Grátis.

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08.setembro.2011 19:50:57

Siga os mestres

por Marina Vaz

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SUPORTE | além de papel, mostra tem fotografias de Beuys

 

Para o alemão Joseph Beuys (1921-1986), sua maior obra de arte era ser professor. Já o brasileiro Nelson Leirner, por discordar do sistema pedagógico tradicional, chegou a eleger as notas de seus alunos a partir de cartas de baralho.

Esses dois provocativos artistas-professores estão, agora, reunidos na mostra Beuys e Bem Além – Ensinar como Arte.

E, junto com eles, estão trabalhos feitos por alunos seus, como Lothar Baumgarten e Blinky Palermo (de Beuys) e Caetano de Almeida e Leda Catunda (de Leirner).

Entre as 150 obras, há criações em papel de Beuys, pertencentes ao Acervo do Deutsche Bank. Marina Vaz

ONDE: Instituto Tomie Ohtake. Av. Brig. Faria Lima, 201, Pinheiros, 2245-1900. QUANDO: 11h/20h (fecha 2ª). Inauguração: 3ª (13). Até 30/10. QUANTO: Grátis.

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01.setembro.2011 18:10:45

De um lado para o outro

por Marina Vaz

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TRAVESSIA: fotos inspiraram as pinturas de pontes

Foi durante uma viagem à Escócia que Rodrigo Andrade conseguiu a ‘matéria-prima’ para algumas das obras que estão na mostra Velha Ponte de Pedra e Outras Pinturas, na Galeria Millan.

A partir de imagens feitas no país britânico – e influenciado por temas comuns na arte do século 19 –, ele pintou pontes e paisagens noturnas. Sempre com grossas camadas de tinta, algo recorrente em sua produção (para criar cada uma delas, Andrade usou, em média, 40 litros de tinta).

As obras expostas são um desdobramento da série apresentada na 29ª Bienal de São Paulo, em 2010. Há ainda trabalhos que representam ambientes com máquinas de jogos e cenas suburbanas brasileiras. Marina Vaz

 

ONDE: Galeria Millan. R. Fradique Coutinho, 1.360, V. Madalena, 3031-6007. QUANDO: 10h/19h (sáb., 11h/17h; fecha dom.). Até 2/10. QUANTO: Grátis.

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19.agosto.2011 17:07:51

Novo conhecido

por Redação Divirta-se

Felipe Rau/AE
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BACALHAU | não falta a receita clássica do peixe no menu da recém-aberta ‘Tasca do Zé e da Maria’

A Tasca do Zé e da Maria abriu há poucas semanas. Mas, dentro do salão, é um tal de “boa tarde, seu Carlos”, para cá, de “como vai, seu Antonio?”, para lá, que parece mais um restaurante veterano, cheio de habitués. Explica-se. A casa foi montada por ex-funcionários do La Brasserie Erick Jacquin e especialmente do Antiquarius – de onde saiu inclusive o chef Ernestino Pontes.

O cardápio, claro, tem alma portuguesa. E não se trata exatamente de uma tasca, mas de um descendente (mais à vontade) do Antiquarius, com uma cozinha que, se não é primorosa, é bem feita.

O couvert (tema sobre o qual você leu bastante nesta edição) inclui pequenos e apetitosos bolinhos de bacalhau e croquetes (R$ 12). A salada de polvo mistura folhas e pedaços tenros do molusco (R$ 32). O bacalhau confitado (R$ 85, foto), por sua vez, traz o peixe bem dessalgado, decompondo-se em lascas – embora sua guarnição, batatas com azeitonas e mini-cebolas, seja um tanto sem graça. Os preços da Tasca são bem mais baixos do que os do tradicional restaurante que o inspira. Mas as porções são menores – e portanto, não compartilháveis. Luiz Américo Camargo

 

ONDE: R. dos Pinheiros, 434, Pinheiros, 3064-0107. QUANDO: 12h/15h e 19h/0h (sáb., 12h/17h e 19h/1h; dom., 12h/17h). QUANTO: Cc.: todos.

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07.julho.2011 20:58:20

Corpo vivo

por Marina Vaz

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ARCO: formas orgânicas (corpo humano) e geométricas (círculo) se confundem na obra de Louise

Louise Bourgeois (1911-2010) costumava dizer que seu corpo era sua escultura, e sua escultura era seu corpo. Essa relação estreita entre a produção artística da francesa radicada nos EUA e sua própria vida pode ser percebida não só nesta afirmação, mas também em boa parte das 112 obras que compõem a mostra Louise Bourgeois: o Retorno do Desejo Proibido, que abre hoje (8/7), no Instituto Tomie Ohtake.

A partir de cartas e anotações da artista, que fez psicanálise durante mais de 15 anos, o curador norte-americano Philip Larratt-Smith selecionou desenhos, objetos, pinturas, esculturas e instalações para a mostra. “O corpo não mente, o corpo manifesta sintomas, por meio dele você tem acesso ao inconsciente; é na centralidade do corpo que Louise entende a si mesma e a seu passado”, observa o curador.

E é em torno de temas como corpo e passado que Louise criou boa parte das obras, entre 1942 e 2009. Entre elas, há esculturas que mesclam elementos fálicos com formas que remetem às genitálias femininas. Rostos humanos que parecem gritar são ‘esculpidos’ com toalhas de banho. E uma instalação com uma grande aranha (representação comum em sua obra, para se referir à mãe) ‘abraça’ uma gaiola com elementos de tapeçaria (atividade da família da artista) e antigos frascos de perfumes.

A seguir, o curador, que acompanhou o Divirta-se em uma visita pela mostra, fala sobre a artista e comenta algumas de suas obras.

No divã, com o curador

Três temas recorrentes na obra de Louise, por Larratt-Smith:

PASSADO. “Para Louise, há sempre um movimento duplo, de expelir o passado e, por outro lado, de se aproximar dele. Como se estivesse dizendo que, às vezes, ficamos tão obcecados pelo passado que perdemos o presente.”

PSIQUE. “Ela tinha motivações psicológicas para fazer seu trabalho. Ela é expressionista – está mais interessada em expressar estágios de emoções do que em fazer representações.”

MULHER. “A obra de Louise pode ser apreciada no nível puramente formal, mas ela também fala de experiências que a mulher tem e que um homem não falaria. O homem representa uma mulher feliz com seu bebê, mas não fala da dor, do medo, sobre como foi difícil.”

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Um rabo e patas de animais se misturam a formas de seios, que depois se transmutam em uma figura fálica. ‘Estudo da Natureza’ (1984-2002) tem um quê de surrealista. Mas o curador ressalta: “ela esteve presente em vários movimentos – surrealismo, abstracionismo, body art…”

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Em ‘Quarto Vermelho’ (1994), portas antigas formam as ‘paredes’ de um dormitório, que só é observado por frestas. “Essa é uma das instalações que misturam arquitetura e corpo humano e falam sobre memória e desejo”, observa Larratt-Smith. “É como uma metáfora para a família – a mulher pode estar se escondendo lá, mas o lugar também passa certa proteção.”

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O guache ‘A Alimentação’ (2007) faz parte de uma série em que seios enormes amamentam (e intimidam?) pequenas figuras com feições nada infantis. “Ao ficar mais velha, mais dependente, ela queria proteção; então, pôs atenção na relação de dependência com a mãe”, diz o curador.

ONDE: Instituto Tomie Ohtake. Av. Brig. Faria Lima, 201, Pinheiros, 2245-1900. QUANDO: 11h/20h (fecha 2ª). Até 28/8. QUANTO: Grátis.

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