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08.fevereiro.2013 01:51:59

Leve e solto

por Marina Vaz

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MÍNIMO | Materiais e formas simples nos objetos feitos por Waltercio

As obras de Waltercio Caldas parecem nascer já um pouco incompletas. Isso porque é a partir da interação com o espectador (e com o próprio espaço onde estão) que elas ganham força.

Estruturas simples de aço conseguem chamar nossa atenção para… o ar. Materiais transparentes e superfícies refletoras nos convidam a olhar o mundo de outro jeito, e por outros ângulos.

O universo do artista carioca, um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira, pode ser visto, a partir de hoje (8), em Waltercio Caldas: O Ar Mais Próximo e Outras Matérias.

A mostra perpassa quatro décadas de carreira, com 87 obras produzidas desde os anos 70. São instalações, esculturas, objetos e desenhos.

Organizada pela Fundação Iberê Camargo, de Porto Alegre, em parceria com o Blanton Museum of Art, do Texas, a exposição apresenta nove trabalhos inéditos de Waltercio. Entre eles, está ‘Azul de Superfície’, escultura feita em 2005, em que hastes de aço inoxidável atravessam uma superfície de acrílico azul.

A peça ‘O Ar Mais Próximo’ (1991), citada no título da exposição, revela a opção feita por Waltercio pela simplicidade das formas geométricas. Nela, fios de lã coloridos e alinhados saem do texto e formam arcos invertidos.

Objetos cotidianos, como copos, jarras e aquários, também são usados pelo artista, principalmente em suas obras mais conceituais, que datam dos primeiros anos de produção. É o caso de ‘Tubo de Ferro, Copo de Leite’ (foto abaixo), de 1978. O estranhamento inicial nos instiga a lançar sobre a obra um segundo olhar. E é isso o que artista mais quer. Marina Vaz

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ONDE: Pinacoteca do Estado. Pça. da Luz, 2, Luz, 3324-1000. QUANDO: 10h/18h. Inauguração: hoje (8). Fecha 2ª (11) e 3ª (12). Abre 4ª (13), 12h/18h. Até 7/4. QUANTO: R$ 6 (sáb., grátis).

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25.janeiro.2013 11:26:30

Presente aberto

por Marina Vaz

Seis exposições são inauguradas na cidade nesta sexta-feira (25). Clique na imagem abaixo para abrir o pdf:

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Pág. 1 e 2

 

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04.outubro.2012 19:41:47

Cenários naturais

por Marina Vaz

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DO MAR | Barcos e marinas estão nas paisagens

Ao longo de seus 55 anos de carreira, Antonio Parreiras (1860-1937) criou mais de 850 pinturas e apresentou seu trabalho em cerca de 40 exposições pelo País. Agora, o artista fluminense – considerado um dos principais paisagistas brasileiros – é lembrado na mostra Antonio Parreiras, Pinturas e Desenhos.

São 20 trabalhos, feitos entre 1887 e 1929, e que pertencem aos acervos do Museu Antonio Parreiras, no Rio, e da Pinacoteca do Estado.

Entre eles, estão 16 pinturas de cenas marinhas, casas e figuras observadas pelo artista em suas viagens pelo Brasil e pela Europa. Há também uma série de cinco desenhos raramente expostos, que inclui ‘Salgueiros em Dezembro’(1917).

ONDE: Pinacoteca. Pça. da Luz, 2, 3324-1000. QUANDO: 10h/18h (5ª, 10h/ 22h; fecha 2ª). Inauguração: sáb. (6), 11h. Até 3/3. QUANTO: R$ 6 (5ª, 18h/ 22h, e sáb., grátis).

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19.julho.2012 16:54:22

Multiplicado

por Marina Vaz

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Bandeira | Formas geométricas povoam as telas de Willys de Castro

 

Willys de Castro (1926-1988) foi pioneiro do design gráfico brasileiro. E, em 1948, formou-se em química industrial. Também foi pintor, gravador, cenógrafo, figurinista. Sim, o mineiro nascido em Uberlândia parece não caber em uma só definição. Mas a mostra que leva seu nome, e que a Pinacoteca inaugura neste sábado (21), tenta revelar (parte de) seu universo criativo.

Entre os cerca de 130 trabalhos, feitos entre 1952 e 1988, há pinturas, desenhos, objetos, obras gráficas, estudos e projetos, feitos pelo concretista entre 1952 e 1988. Eles revelam desde as primeiras pinturas geométricas até suas experimentações com obras tridimensionais. Entre estas, estão os ‘objetos ativos’ (pedaços de madeira recobertos por telas pintadas) e seus ‘pluriobjetos’ (esculturas de metal ou madeira). Uma mostra tão plural quanto o próprio Willys.

ONDE: Pinacoteca do Estado. Pça. da Luz, 2, Luz, 3324- 1000. QUANDO: 10h/18h (fecha 2ª). Inauguração: sáb. (21), 11h. Até 14/10. QUANTO: R$ 6 (sáb., grátis).

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13.julho.2012 11:02:22

Ilusão cromática

por Marina Vaz

Cruz-Diez queria dar autonomia à cor. Como uma espécie de carta de alforria para aquela que, durante séculos, ficou restrita às possibilidades da tinta ou de qualquer outro meio físico para se manifestar. Queria vê-la livre, rodando diante de nossos olhos, se transformando dentro de nossas retinas, nos iludindo até.

Cruz-Diez queria e conseguiu. Contribuiu para dar um novo rumo à pintura do século 20. E convidou o público a interagir com suas obras, a explorar suas diferentes possibilidades e pontos de vista. Criou um universo onde a cor é protagonista, e que, a partir de amanhã (14), está na Pinacoteca do Estado.

A mostra Carlos Cruz-Diez: Cor no Espaço e no Tempo apresenta cerca de 150 trabalhos do artista venezuelano radicado em Paris, que está prestes a completar 89 anos. São pinturas, gravuras, desenhos e instalações feitas por ele entre 1940 e 2000.

A retrospectiva – organizada pelo The Museum of Fine Arts e pela Cruz-Diez Foundation, ambos sediados em Houston (EUA) – reúne peças do acervo de coleções públicas e particulares, vindas de países como Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e EUA.

“Para ele, a cor era essencialmente um acontecimento, algo que não se pode tratar de uma única maneira; ela sempre está se ‘auto-gerando’, se reproduzindo em mil situações distintas”, observa a curadora Mari Carmen Ramirez.

A exposição percorre a trajetória de Cruz-Diez desde seus primeiros trabalhos, como estudante de artes em Caracas, quando ainda era fortemente influenciado pelo movimento impressionista e por pintores como Paul Cézanne (1839-1906). Também acompanha seu crescente interesse em fazer trabalhos que se aproximam da abstração, nos quais as figuras representadas se convertem em manchas de cor.

E expõe, é claro, as obras que o consagraram internacionalmente, resultados de suas experimentações ligadas à origem e à ótica das cores (e que você confere logo abaixo). Entre esses trabalhos, cerca de 50 de suas ‘fisicromias’ são expostas pela primeira vez.

Nelas, é possível perceber a evolução de técnicas e materiais utilizados por Cruz-Diez – do papelão e da madeira às tiras de alumínio. O trabalho minucioso para confeccioná-las exigiu a invenção de utensílios e ferramentas próprias. Prova de que o artista, que já tem um pouco de físico, também é um engenheiro. Marina Vaz

ONDE: Pinacoteca do Estado. Pça. da Luz, 2, Luz, 3324-1000. QUANDO: 10h/18h (fecha 2ª). Inauguração: sáb. (14), 11h. Até 23/9. QUANTO: R$ 6 (sáb., grátis).

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Metamorfose
Com pedaços de madeira e papel cartão pintados dos dois lados, Cruz-Diez inventou as ‘fisicromias’. Esta série ousada de objetos tridimensionais, feitas a partir de 1959, levava ao ápice as ideias do artista de não tratar a cor como algo fixo. Para apreciá-la, o espectador deve se movimentar em frente às obras – assim, é possível observar seus milhares de efeitos óticos e variações de cor.

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Outra dimensão
Até chegar às ‘fisicromias’, o artista mergulhou em um estudo profundo da física da cor e dos processos de visão, para entender, entre outras coisas, como o olho humano assimilava a luz. Entre 1954 e 1959, ele se dedicou a uma série de experimentações. Uma delas estava ligada ao chamado ‘plano instável’, em que as superfícies parecem ganhar tridimensionalidade. Um exemplo é a obra acima, ‘Vibraciones en el Espacio’.

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Alinhado
Cruz-Diez também explorava esses efeitos óticos em pinturas feitas sobre madeira (como esta, de 1973) ou sobre tela. Na série de obras batizada de ‘induções cromáticas’, o artista usava combinações de cores que podem gerar, em nossa retina, outras cores ‘virtuais’. “Com certos ângulos e gradações, ele provoca efeitos iguais aos que ocorrem na fisicromia, só que usando uma superfície plana”, explica a curadora Mari Carmen.

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Cor viva
Como a intenção principal de Cruz-Diez sempre foi dar ‘autonomia’ à cor, nada melhor do que espalhá-la pelo espaço,
libertando-a de qualquer suporte físico. Por isso, ele idealizou, em 1965, instalações como a ‘Cromosaturación’ (foto). Ao entrar nela, o visitante percorre três espaços e vê seu corpo ser banhado por diferentes luzes – que geram diversos efeitos cromáticos.

 

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07.junho.2012 18:25:36

Tal pai, tal filha

por Marina Vaz

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AMADORES | O acervo de Aracy tem cliques dela (acima) e do pai, José

 

A paixão de José começou assim: como uma forma de mandar notícias para a família que tinha deixado para trás, em Barcelona. Na pequena Santo Antônio de Jesus, na Bahia, o catalão usou sua formação de químico industrial para improvisar uma câmara escura e construir seu próprio laboratório fotográfico.

Agora, quase um século depois de essas primeiras imagens terem sido feitas, o acervo de José e de sua filha Aracy (que herdou do pai a mesma paixão) é mostrado ao público pela primeira vez, na mostra Do Retrato Interior ao Exterior do Retrato – Coleção José Esteve e Aracy Esteve Gomes.

A exposição percorre a produção dos dois fotógrafos autodidatas, entre as décadas de 1920 e 1970. Nos cliques de José, estão retratos individuais e de grupos familiares. Em muitos deles, lençóis bordados pela família, peles de animais e objetos da casa servem de fundo para as imagens. “Ele tinha como referência um retrato romântico, feito na Europa, mas também criava cenários, o que é uma estética típica dos fotógrafos africanos”, observa o curador e pesquisador Diógenes Moura.
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04.maio.2012 13:56:57

Livre comércio

por Marina Vaz

VALENTINO FIALDINI/DIV.

ROTOU! | Zipper leva fotos de Valentino Fialdini à oitava SP-Arte

A SP-Arte é sempre uma boa oportunidade para visitar as melhores galerias do País em um só lugar. A partir desta quinta (10), 110 delas levam as obras de seus artistas ao Pavilhão da Bienal. Lá, você pode passear entre estandes – que ocupam 15 mil m2, em três pavimentos –, como os da Fortes Vilaça, Choque Cultural, Nara Roesler e Zipper.

Agora, se sua intenção ao visitar a oitava edição da feira é começar (ou incrementar) uma coleção particular, a boa notícia é que os trabalhos adquiridos durante o evento estarão isentos do ICMS – imposto que corresponde a 18% do valor de comercialização das obras. A ‘pechincha’ foi possível por um acordo entre a SP-Arte e a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

O evento deste ano, além de uma programação paralela e de algumas parcerias (leia abaixo), tem outra boa novidade: o projeto ‘Laboratório Curatorial’, coordenado por Adriano Pedrosa e Rodrigo Moura. Juntos, eles selecionaram quatro jovens curadores para conceber pequenas exposições, que ocupam uma ala especial da feira. A seleção foi feita a partir de obras das galerias participantes.

Renove a biblioteca
A Livraria da Travessa, do Rio, terá uma loja pop up na feira, onde lançará livros de artistas importantes, como Claudia Jaguaribe (5ª, 10, às 18h) e Miguel Rio Branco (6ª, 11, às 19h).

Vire a página
Uma mostra paralela abre espaço para os chamados ‘livros de artista’ (obras em formato de livro, geralmente de difícil acesso), assinadas por nomes como Marilá Dardot e Edith Derdyk.

Entre sem pagar
Somente no primeiro dia ( 5ª, 10), o ingresso da SP-Arte é gratuito para quem visitar o Museu de Arte
Moderna (MAM), o Museu da Imagem e do Som (MIS) ou a Pinacoteca.

Suba na van
Reserve fôlego (e pés) para, depois da feira, visitar o MAM, o MIS e a Pinacoteca – de graça.Entre os dias 10 e 13, uma van grátis fará o circuito entre a feira e os museus parceiros.

ONDE: Pavilhão Ciccillo Matarazzo. Pq. do Ibirapuera, portão 3. QUANDO: 5ª (10) e 6ª (11), 14h/22h; sáb. (12) e dom. (13), 12h/20h. QUANTO: R$ 30. www.sp-arte.com

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15.março.2012 20:15:07

Palpável

por Marina Vaz

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AO ROMPER | A performance ‘O Ovo’, de 1968, é lembrada por fotos

Se há algo de verdade na frase “diga-me com quem andas e eu te direi quem és”, Lygia Pape (1927-2004) não poderia, de fato, ter andado com artistas menos importantes que Hélio Oiticica e Lygia Clark. Com eles, ela fincou seu nome na história da arte brasileira, entre pesquisas ligadas à abstração geométrica e experimentações que buscavam aproximar a arte do cotidiano.

A partir de sábado (17), pinturas, relevos e xilogravuras da artista, além de vídeos e fotografias que registram suas ações performáticas, estão na mostra ‘Espaço Imantado’, na Estação Pinacoteca. São cerca de 200 trabalhos, que percorrem cinco décadas de produção.

“A artista passou com facilidade do poema à pintura, da pintura ao objeto, do objeto ao sensorial e daí ao cinema e aos lugares públicos”, escrevem os curadores Manuel Borja-Villel e Teresa Ve- lázquez, do Museo Reina Sofía (Madri), que abrigou a exposição em 2011.

Do período em que integrou o Grupo Frente, nos anos 50, estão trabalhos concretistas de sua famosa série ‘Tecelares’. Nas xilogravuras (feitas a partir de matrizes de madeira), formas geométricas em tons como preto e vermelho são impressas sobre papel japonês.

Nas instalações conhecidas como ‘As Ttéias’ (1977-2000), fios dourados, prateados e transparentes convidam o público a entrar em um espaço dominado pela luz. E que a própria artista definiu como “uma rede onde as aranhas tecem planos de vida ou morte”.

Há ainda exemplos do neoconcretismo – movimento que Pape ajudou a fundar, em 1959, e que se propunha a rever a ‘rigidez’ das obras concretas. “Para esses criadores, o racionalismo excessivo roubava da arte a sua dimensão existencial e emotiva”, afirmam os curadores, no texto sobre a exposição. “A cor, a linha e o espaço não podiam ser reduzidos a uma aplicação prática da ciência.”

E se restringir não parecia ser mesmo o interesse de Pape. Nem daqueles com quem ela ‘andava’. Marina Vaz

 

ONDE: Estação Pinacoteca. Lgo. Gal. Osório, 66, Centro, 3335-4990. QUANDO: 10h/18h (fecha 2ª). Inauguração: sáb. (17), 11h. Até 13/5. QUANTO: R$ 6 (sáb., grátis).

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13.outubro.2011 20:17:54

Cheiro de novo

por Marina Vaz

Depois de meses fechado, o acervo da Pinacoteca reabre ao público com panorama da arte brasileira

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PARALELOS | A obra de Leon Ferrari divide espaço com naturezas-mortas

 

Com mais de um século, ele já é um senhor respeitado. E mudou muito desde sua criação, com míseras 26 pinturas.

O acervo da Pinacoteca do Estado está afastado do público desde dezembro, quando o segundo andar do museu fechou para reforma. Já estava na hora – a seleção e organização dos trabalhos era a mesma desde 1998. Mas valeu esperar.

A partir de sábado (15), às 11h, cerca de 500 obras pertencentes à instituição estarão em ‘Arte no Brasil: Uma História na Pinacoteca de São Paulo’.

O título da exposição dá dicas sobre sua intenção. “É mostrar como é representado o Brasil, como o Brasil vê o próprio Brasil”, define Ivo Mesquita, curador-chefe do museu.

Entre as obras, estão pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e fotografias. Grande parte delas passou por processo de restauro – afinal, não é fácil chegar bem aos cem anos.

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As paredes baixas que dividiam as salas foram alongadas e o carpete, substituído por piso laminado em várias camadas, que protege o original. O resultado: salas mais amplas e iluminadas.

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O acervo ficou mais acessível aos turistas internacionais. As legendas das obras, os textos explicativos e o mapa da mostra estão disponíveis em três idiomas: português, inglês e espanhol.

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Distribuídas em 11 salas temáticas, as peças do acervo apresentam produções artísticas desde o período colonial. Na ala dedicada aos gêneros da pintura, há retratos, paisagens e naturezas-mortas, como a de Almeida Júnior (foto). E, em todos os ambientes, paredes destacadas em cinza exibem produções mais atuais (de artistas como Felipe Cohen, por exemplo), que dialogam com as peças do acervo.

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Quatro salas são dedicadas a mostras temporárias que exibem outras facetas do acervo ou traçam paralelos com ele. Entre elas, está uma seleção de antigos retratos que tem como pano de fundo o Parque da Luz – em alguns deles, é possível identificar, ao longe, a Pinacoteca.

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No caminho entre uma sala e outra, repare nas obras de Victor Brecheret (foto) e Amilcar de Castro da Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras. Os deficientes visuais têm permissão para tocá-las – e sentir suas texturas.

VEJA TAMBÉM:

Na chamada Sala de Interpretação, teste suas aptidões de ‘curador’, manuseando objetos do cotidiano e organizando uma ‘coleção’ só sua. Lá, você também pode conhecer as etapas de confecção de pinturas com tinta a óleo, litografias e esculturas em bronze. E, se quiser registrar suas memórias (recentes ou bem antigas) sobre a Pinacoteca, uma cabine colhe depoimentos em vídeo dos visitantes.

Com pufes e tapetes em formato hexagonal, a Sala de Leitura é um convite a uma “pausa produtiva”, como define Milene Chiovatto, coordenadora do Núcleo de Ação Educativa. É que, enquanto descansa, você pode se entreter folheando livros de arte ou acessar arquivos do museu, por computadores. Lá, você também tem acesso às varandas do edifício, que estavam fechadas ao público há anos.

 

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29.setembro.2011 20:07:07

Mais fotos e links sobre as exposições

por Marina Vaz

 

 

Quer saber mais sobre essas duas exposições? Acesse os links abaixo:

 Em Nome dos Artistas

 Damien Hirst – www.damienhirst.com

 Jeff Koons – www.jeffkoons.com

 Matthew Barney – http://www.cremaster.net

 Em Nome dos Artistas (site oficial da exposição) – http://emnomedosartistas.org.br

 Museu Astrup Fearnley – http://afmuseet.no

 

Festival Sesc_Videobrasil

 Rodrigo Bivar – http://2000e8.blogspot.com/2008/04/rodrigo-bivar.html

 Tatiana Blass – http://www.tatianablass.com.br/

 Wagner Malta Tavares – http://www.wagnermaltatavares.art.br

 Gabriel Mascaro – http://gabrielmascaro.com/

 Associação Videobrasil – www.videobrasil.org.br

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