VALENTINO FIALDINI/DIV.

ROTOU! | Zipper leva fotos de Valentino Fialdini à oitava SP-Arte
A SP-Arte é sempre uma boa oportunidade para visitar as melhores galerias do País em um só lugar. A partir desta quinta (10), 110 delas levam as obras de seus artistas ao Pavilhão da Bienal. Lá, você pode passear entre estandes – que ocupam 15 mil m2, em três pavimentos –, como os da Fortes Vilaça, Choque Cultural, Nara Roesler e Zipper.
Agora, se sua intenção ao visitar a oitava edição da feira é começar (ou incrementar) uma coleção particular, a boa notícia é que os trabalhos adquiridos durante o evento estarão isentos do ICMS – imposto que corresponde a 18% do valor de comercialização das obras. A ‘pechincha’ foi possível por um acordo entre a SP-Arte e a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
O evento deste ano, além de uma programação paralela e de algumas parcerias (leia abaixo), tem outra boa novidade: o projeto ‘Laboratório Curatorial’, coordenado por Adriano Pedrosa e Rodrigo Moura. Juntos, eles selecionaram quatro jovens curadores para conceber pequenas exposições, que ocupam uma ala especial da feira. A seleção foi feita a partir de obras das galerias participantes.
Renove a biblioteca
A Livraria da Travessa, do Rio, terá uma loja pop up na feira, onde lançará livros de artistas importantes, como Claudia Jaguaribe (5ª, 10, às 18h) e Miguel Rio Branco (6ª, 11, às 19h).
Vire a página
Uma mostra paralela abre espaço para os chamados ‘livros de artista’ (obras em formato de livro, geralmente de difícil acesso), assinadas por nomes como Marilá Dardot e Edith Derdyk.
Entre sem pagar
Somente no primeiro dia ( 5ª, 10), o ingresso da SP-Arte é gratuito para quem visitar o Museu de Arte
Moderna (MAM), o Museu da Imagem e do Som (MIS) ou a Pinacoteca.
Suba na van
Reserve fôlego (e pés) para, depois da feira, visitar o MAM, o MIS e a Pinacoteca – de graça.Entre os dias 10 e 13, uma van grátis fará o circuito entre a feira e os museus parceiros.
ONDE: Pavilhão Ciccillo Matarazzo. Pq. do Ibirapuera, portão 3. QUANDO: 5ª (10) e 6ª (11), 14h/22h; sáb. (12) e dom. (13), 12h/20h. QUANTO: R$ 30. www.sp-arte.com
Tags: galerias, ibirabuera, MAM, MIS, pinacoteca, sp arte

AO ROMPER | A performance ‘O Ovo’, de 1968, é lembrada por fotos
Se há algo de verdade na frase “diga-me com quem andas e eu te direi quem és”, Lygia Pape (1927-2004) não poderia, de fato, ter andado com artistas menos importantes que Hélio Oiticica e Lygia Clark. Com eles, ela fincou seu nome na história da arte brasileira, entre pesquisas ligadas à abstração geométrica e experimentações que buscavam aproximar a arte do cotidiano.
A partir de sábado (17), pinturas, relevos e xilogravuras da artista, além de vídeos e fotografias que registram suas ações performáticas, estão na mostra ‘Espaço Imantado’, na Estação Pinacoteca. São cerca de 200 trabalhos, que percorrem cinco décadas de produção.
“A artista passou com facilidade do poema à pintura, da pintura ao objeto, do objeto ao sensorial e daí ao cinema e aos lugares públicos”, escrevem os curadores Manuel Borja-Villel e Teresa Ve- lázquez, do Museo Reina Sofía (Madri), que abrigou a exposição em 2011.
Do período em que integrou o Grupo Frente, nos anos 50, estão trabalhos concretistas de sua famosa série ‘Tecelares’. Nas xilogravuras (feitas a partir de matrizes de madeira), formas geométricas em tons como preto e vermelho são impressas sobre papel japonês.
Nas instalações conhecidas como ‘As Ttéias’ (1977-2000), fios dourados, prateados e transparentes convidam o público a entrar em um espaço dominado pela luz. E que a própria artista definiu como “uma rede onde as aranhas tecem planos de vida ou morte”.
Há ainda exemplos do neoconcretismo – movimento que Pape ajudou a fundar, em 1959, e que se propunha a rever a ‘rigidez’ das obras concretas. “Para esses criadores, o racionalismo excessivo roubava da arte a sua dimensão existencial e emotiva”, afirmam os curadores, no texto sobre a exposição. “A cor, a linha e o espaço não podiam ser reduzidos a uma aplicação prática da ciência.”
E se restringir não parecia ser mesmo o interesse de Pape. Nem daqueles com quem ela ‘andava’. Marina Vaz
ONDE: Estação Pinacoteca. Lgo. Gal. Osório, 66, Centro, 3335-4990. QUANDO: 10h/18h (fecha 2ª). Inauguração: sáb. (17), 11h. Até 13/5. QUANTO: R$ 6 (sáb., grátis).
Tags: concretismo, lygia pape, pinacoteca
Depois de meses fechado, o acervo da Pinacoteca reabre ao público com panorama da arte brasileira
PARALELOS | A obra de Leon Ferrari divide espaço com naturezas-mortas
Com mais de um século, ele já é um senhor respeitado. E mudou muito desde sua criação, com míseras 26 pinturas.
O acervo da Pinacoteca do Estado está afastado do público desde dezembro, quando o segundo andar do museu fechou para reforma. Já estava na hora – a seleção e organização dos trabalhos era a mesma desde 1998. Mas valeu esperar.
A partir de sábado (15), às 11h, cerca de 500 obras pertencentes à instituição estarão em ‘Arte no Brasil: Uma História na Pinacoteca de São Paulo’.
O título da exposição dá dicas sobre sua intenção. “É mostrar como é representado o Brasil, como o Brasil vê o próprio Brasil”, define Ivo Mesquita, curador-chefe do museu.
Entre as obras, estão pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e fotografias. Grande parte delas passou por processo de restauro – afinal, não é fácil chegar bem aos cem anos.

As paredes baixas que dividiam as salas foram alongadas e o carpete, substituído por piso laminado em várias camadas, que protege o original. O resultado: salas mais amplas e iluminadas.
O acervo ficou mais acessível aos turistas internacionais. As legendas das obras, os textos explicativos e o mapa da mostra estão disponíveis em três idiomas: português, inglês e espanhol.

Distribuídas em 11 salas temáticas, as peças do acervo apresentam produções artísticas desde o período colonial. Na ala dedicada aos gêneros da pintura, há retratos, paisagens e naturezas-mortas, como a de Almeida Júnior (foto). E, em todos os ambientes, paredes destacadas em cinza exibem produções mais atuais (de artistas como Felipe Cohen, por exemplo), que dialogam com as peças do acervo.

Quatro salas são dedicadas a mostras temporárias que exibem outras facetas do acervo ou traçam paralelos com ele. Entre elas, está uma seleção de antigos retratos que tem como pano de fundo o Parque da Luz – em alguns deles, é possível identificar, ao longe, a Pinacoteca.

No caminho entre uma sala e outra, repare nas obras de Victor Brecheret (foto) e Amilcar de Castro da Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras. Os deficientes visuais têm permissão para tocá-las – e sentir suas texturas.
VEJA TAMBÉM:
Na chamada Sala de Interpretação, teste suas aptidões de ‘curador’, manuseando objetos do cotidiano e organizando uma ‘coleção’ só sua. Lá, você também pode conhecer as etapas de confecção de pinturas com tinta a óleo, litografias e esculturas em bronze. E, se quiser registrar suas memórias (recentes ou bem antigas) sobre a Pinacoteca, uma cabine colhe depoimentos em vídeo dos visitantes.
Com pufes e tapetes em formato hexagonal, a Sala de Leitura é um convite a uma “pausa produtiva”, como define Milene Chiovatto, coordenadora do Núcleo de Ação Educativa. É que, enquanto descansa, você pode se entreter folheando livros de arte ou acessar arquivos do museu, por computadores. Lá, você também tem acesso às varandas do edifício, que estavam fechadas ao público há anos.
Tags: ACERVO, museu, pinacoteca
Quer saber mais sobre essas duas exposições? Acesse os links abaixo:
Em Nome dos Artistas
Damien Hirst – www.damienhirst.com
Jeff Koons – www.jeffkoons.com
Matthew Barney – http://www.cremaster.net
Em Nome dos Artistas (site oficial da exposição) – http://emnomedosartistas.org.br
Museu Astrup Fearnley – http://afmuseet.no
Festival Sesc_Videobrasil
Rodrigo Bivar – http://2000e8.blogspot.com/2008/04/rodrigo-bivar.html
Tatiana Blass – http://www.tatianablass.com.br/
Wagner Malta Tavares – http://www.wagnermaltatavares.art.br
Gabriel Mascaro – http://gabrielmascaro.com/
Associação Videobrasil – www.videobrasil.org.br
Tags: bienal, pinacoteca, Sesc, Sesc Belenzinho, Sesc Pompeia, videobrasil
A obra de um dos principais desenhistas do século 20 volta à cidade depois de quase 60 anos. Prepare-se para rever as crônicas visuais de Saul Steinberg

O artista em Long Island (EUA), em 1960
Saul Steinberg (1914-1999) costumava dizer que era um escritor que não sabia escrever. Por isso, desenhava. E, com seus traços finos, suas composições minimalistas e seu estilo elegante, estava sempre contando uma história.
A obra do romeno radicado nos EUA, que se consagrou como ilustrador da revista ‘The New Yorker’, volta ao Brasil, pondo fim a um jejum de 59 anos (a última – e única – exposição dele aqui foi no Masp, em 1952, quando ainda nem era conhecido e admirado internacionalmente). A mostra abre neste sábado (3), na Pinacoteca do Estado, e exibe cerca de cem desenhos feitos entre os anos 40 e 60, período em que Steinberg se consolidou como um dos grandes desenhistas do século 20.
Algumas dessas obras estiveram presentes na histórica exibição do Masp. E 43 delas foram restauradas especialmente para a exposição atual.
Com a ajuda da curadora Roberta Saraiva, o Divirta-se leva você a uma ‘visita’ por alguns dos temas mais recorrentes na obra de Steinberg. É um primeiro passo para entender como um artista ‘que não sabia escrever’ conseguiu dizer tanta coisa. Marina Vaz
Clique nas imagens para abrir os PDFs.
Tags: desenho, pinacoteca, saul steinberg
Friedrich Rosenstiel/Div.

MOVIMENTO| detalhe de pintura dos anos 90, da fase abstrata
O alemão Gerhard Richter nunca quis se restringir a vertentes, estilos ou rótulos. Isso contribuiu para a pluralidade de sua obra, que pode ser vista na mostra Gerhard Richter: Sinopse.
A primeira exposição individual do artista no Brasil reúne 27 pinturas escolhidas por ele próprio, ao lado do historiador Götz Adriani. São trabalhos feitos desde os anos 60 até os 90.
Há telas abstratas, com cores fortes e pinceladas marcadas. Pinturas em que a tinta se mistura a fotografias e a recortes de jornal. E, ainda, obras em que fotos coloridas servem de modelo para Richter ‘copiar’ e criar telas mais apagadas, em tons de cinza.
Tanta dedicação à técnica faz do artista um dos grandes nomes da pintura contemporânea. Este ‘rótulo’ ele tem de aceitar.
ONDE: Pinacoteca do Estado. Pça. da Luz, 2, 3324-1000. QUANDO: 10h/18h (fecha 2ª). Inauguração: sáb. (23), 11h. Até 21/8. QUANTO: R$ 6 (sáb., grátis).
Tags: alemão, Gerhard Richter, pinacoteca, pintura
Perdeu o filme porque se atrasou na mostra? Desistiu da exposição porque ia ficar sem comer? É hora de mudar: dá pra fazer (quase) tudo no mesmo museu
Até o século 18, admirar grandes acervos de arte era privilégio de quem frequentava as casas dos colecionadores ou de seus ‘gabinetes de curiosidades’. De lá para cá, as instituições que promovem exposições de artes plásticas abriram suas portas a um público mais diverso e, aglutinando outras opções de lazer, se tornaram minicentros culturais.
Sorte sua. Assim, em vez de apenas visitar as mostras em cartaz na cidade, você pode fazer programas estendidos, sem precisar pegar trânsito ou sair apressado para o próximo compromisso com amigos. Outra vantagem? Não ter de procurar vagas para estacionar entre uma atividade e outra.
Mas de quê estamos falando, afinal? De encher o dia de nostalgia, ouvindo vídeos e depoimentos históricos de artistas, músicos e cineastas no Museu da Imagem e do Som (MIS). Ou de admirar o belo edifício centenário da Pinacoteca do Estado – com este Divirta-se na mão, para (re)descobrir a história do museu mais antigo da cidade.
Enjoou dos restaurantes de sempre? Descubra novos sabores a poucos metros das esculturas de Louise Bourgeois, no Instituto Tomie Ohtake. E se quiser ‘variar’, você pode ‘até’ conferir as exposições (elas estão na última página). Já que os museus mudaram tanto, não custa dar outra chance a eles.
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Tags: Estação Pinacoteca, exposição, Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, Lasar Segall, MAM, Masp, MCB, MIS, MuBE, museu, pinacoteca, Tomie Ohtake
2012
2011
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