Sylvia Masini/Div.

Eis que Richard Wagner está de volta ao Teatro Municipal. Depois de ‘A Valquíria’, no ano passado, agora é a vez de O Crepúsculo dos Deuses, ópera cheia de paixões e deuses que conclui a famosa tetralogia ‘O Anel dos Nibelungos’, ganhar uma versão. Será a primeira neste palco desde 1959. O maestro Luiz Fernando Malheiro conduz a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Lírico, sob direção cênica de André Heller-Lopes, que buscou referências no folclore e na cultura do Brasil para construir sua leitura. O elenco traz nomes como a soprano Eliane Coelho, interpretando Brünhild, e o tenor John Daszak como Siegfried. Guilherme Conte
ONDE: Teatro Municipal (1.530 lug.). Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, metrô Anhangabaú, 3397-0327. QUANDO: Dom. (12 e 19) e sáb. (25), 16h; 3ª (14), 6ª (17) e 5ª (23), 18h. QUANTO: R$ 40/R$ 100 .
Tags: André Heller-Lopes, Coral Lírico, Divirta-se, Eliane Coelho, folclore, John Daszak, Luiz Fernando Malheiro, Música Clássica, o anel dos nibelungos, o crepúsculo dos deuses, ópera, Orquestra Sinfônica Municipal, Richard Wagner, Teatro Municipal

EGO | o ambiente luxuoso dos palácios foi atualizado
Se tivesse sido feita na nossa época, a opereta O Morcego, de Johann Strauss II, de 1874, ela seria chamada de musical, tamanho o apelo popular. A peça fica em cartaz de hoje (9) até quarta (14) no Teatro Municipal. Mas a montagem não vai ter nada que se refira aos bailes vienenses do fim do século 19. O espírito hedonista dos personagens deve aparecer na pele de popstars, fashionistas e baladeiros.
Na história, o personagem Falk quer se vingar do barão Gabriel von Eisenstein, que, depois de um baile à fantasia, o abandonou em praça pública, bêbado e vestido de morcego, fazendo de Falk motivo de chacota na alta sociedade. Como no ditado ‘vingança é um prato que se come frio’, ele espera dois anos para se revidar e trama contra o ‘amigo’ no baile do príncipe Orlofsky.
Enquanto isso, o barão recebe uma sentença de oito dias de prisão por desacato a autoridade e sua empregada, Adele, recebe uma carta da irmã com um convite para o baile do príncipe. Para criar um álibi, Adele diz que a tia manda más notícias e que precisa visitá-la. Von Eisenstein também bola sua fuga, convencido por Falk a deixar de se apresentar na delegacia na data certa e ir curtir a festança. A mentira que o barão inventa é que está saindo de casa para se entregar na prisão. E até Rosalinde, sua mulher, vai à festa às escondidas.
O que acontece durante o baile é que todo mundo tenta enganar todo mundo, e a festa vira um divertido jogo de encontros e desencontros entre as personagens. Para facilitar a comicidade, a ópera foi traduzida.
O elenco inclui a soprano Rosana Lamosa (Rosalinde) e o tenor Fernando Portari (Gabriel von Eisenstein). Eles se alternam nos papéis com Carmen Monarcha e Juremir Vieira. Haverá uma participação especial do ator Fulvio Stefanini em uma das cenas com diálogos. Talvez nem Falk tenha imaginado as proporções que sua vingança viria a ganhar.
ONDE: Teatro Municipal. Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, 3397-0327. QUANDO: Hoje (9), 21h; sáb. (10), 20h; dom. (11), 17h; 2ª (12) e 4ª (14), 21h. QUANTO: R$ 15/R$ 70.
Tags: Divirta-se, Fernando Portari, Johann Strauss II, Música Clássica, musical, O Morcego, ópera, opereta, Rosana Lamosa, Teatro Municipal

VALHALA | a tetralogia é inspirada em mitos nórdicos
A ópera A Valquíria é, sem exagero, o trabalho de uma vida – ela é parte da tetralogia ‘O Anel de Nibelungo’, que levou 26 anos para ser composta por Richard Wagner. A obra fica em cartaz no Teatro Municipal de 17 a 25 de novembro.
Como os outros três episódios da saga, ‘O Ouro do Reno’, ‘Siegfried’ e ‘O Crepúsculo dos Deuses’, ‘A Valquíria’ têm referências da mitologia nórdica e faz parte do conceito (bem wagneriano) de ‘obra de arte total’: uma criação com todas as manifestações artísticas possíveis.
A ambição e o trabalho de Wagner era tão grandiosos que o compositor criou um teatro específico para suas encenações, o Bayreuth Festspielhaus. Até hoje (desde 1876) ocorre anualmente o concorridíssimo Festival de Bayreuth (a fila de espera para conseguir ingresso pode chegar a dez anos).
É a primeira vez que a ópera é montada no Brasil com uma equipe de criação toda daqui. Parte dos solistas, no entanto, é estrangeira, com a escocesa Lee Bisset (na foto, durante ensaio), a japonesa Eiko Senda, os americanos Gregory Reinhart e Janice Baird e o alemão Stefan Heidmann.
Em ‘O Ouro do Reno’, o prólogo, é narrada a criação de um anel (o de Nibelungo), capaz de dar a seu portador o poder de controlar o mundo. Mas a pessoa fica privada do amor.
‘A Valquíria’ é a segunda parte, em que Brunhilde, uma das valquírias (guerreiras que protegem o Valhala, o palácio dos deuses), é encarregada de dar cabo da vida do guerreiro Siegmund. Ela desobedece. Como castigo, perde a imortalidade e cai em um sono profundo do qual só vai acordar quando um bravo guerreiro resgatá-la.
Esteja preparado para uma grande obra. A começar pela duração: 4h45 de puro drama, em uma montagem que inclui elementos abrasileirados no cenário e nos figurinos. Mas fique tranquilo: a fila dos ingressos dura bem menos que dez anos.
ONDE: Teatro Municipal. Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, 3397-0327. QUANDO: 5ª (17), 19h; sáb. (19), 18h; 2ª (21), 4ª (23) e 6ª (25), 19h. QUANTO: R$ 15/R$ 70. www.teatromunicipal.sp.gov.br
Tags: A Valquíria, alemanha, Divirta-se, mitologia, Música Clássica, ópera, Richard Wagner, Teatro Municipal

LIVRO | Ópera foi baseada no romance de José de Alencar
Não estranhe se encontrar o nome da ópera O Guarani – em cartaz na próxima semana, no Teatro São Pedro – em italiano. Apesar de o autor, Carlos Gomes, ser brasileiro, foi na Europa que ele construiu boa parte de sua carreira.
Mas referências ao Brasil estão na obra, em ufanismos nacionalistas do romantismo que embalou a literatura do século 19. ‘O Guarani’ (ou ‘Il Guarany’) foi baseada na obra de José de Alencar, com estreia no Scala de Milão, em 1870.
Ao enredo: no interior do Rio, no século 16, a jovem Ceci, filha de um fidalgo português, se apaixona pelo índio guarani Peri. Mas a mão dela é disputada pelo aventureiro espanhol Gonzales. E ainda há uma tribo de aimorés, inimigos dos portugueses, que aprisionam Ceci e Peri para um sacrifício aos deuses.
A execução é da Orquestra do Theatro São Pedro, com regência de Roberto Duarte. As sopranos Edna D’Oliveira e Nadja Sousa se alternam no papel de Ceci, enquanto os tenores Marcello Vannucci e Rinaldo Leone interpretam o índio Peri.
ONDE: Teatro São Pedro. R. Barra Funda, 171, 3667-0499. QUANDO: 4ª (26), 5ª (27) e 6ª (28), 20h; sáb. (29) e dom. (30), 17h. QUANTO: R$ 30. www.apaacultural.org.br/saopedro
Tags: Carlos Gomes, Ceci, Danja Sousa, Divirta-se, Edna D'Oliveira, Il Guarany, Marcello Vannucci, Música Clássica, O Guarani, ópera, Orquestra do Theatro São Pedro, Peri, RinaldoLeone, Roberto Duarte, Scala de Milão, Teatro São Pedro

ECLÉTICO | o projeto do teatro é inspirado na Ópera de Paris
O Teatro Municipal de São Paulo completa cem anos na próxima 2ª (12). Mas por pouco a data do aniversário não é outra. Em 1911, depois de oito anos de construção, a inauguração da casa precisou sofrer o atraso de um dia. A companhia do barítono italiano Titta Ruffo, encarregada de abrir a programação, estava em turnê pela Argentina e os cenários não chegaram em tempo.No dia 12 de setembro, no entanto, estava tudo no lugar – e há quem diga que o público aglomerado na entrada do teatro chegava a 20 mil pessoas.
De volta ao presente, para celebrar o centenário, a programação começa pela ópera ‘Rigoletto’, de Giuseppe Verdi. No dia 12, porém, a apresentação é só para convidados (veja as datas abaixo).
As apresentações, no entanto, podem ser apenas um bom pretexto para você redescobrir o prédio histórico.
Só esteja paciente caso queira tirar fotos – a escadaria do saguão costuma formar filas para este fim. A recordação maior, no entanto, você terá quando as cortinas se abrirem. Dado Carvalho
ONDE: Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, 3397-0300. QUANDO: ‘Rigoletto’: 4ª (14)/6ª (16), 21h; sáb. (17), 20h; dom. (18), 17h. QUANTO: R$ 15/R$ 70 (esgotados)
Prepare-se
CÂMARA. O Quarteto de Cordas da Cidade e a pianista Cristina Ortiz tocam Bach (‘Cinco Fugas para Quarteto’) e Chopin (‘Concerto nº 2 para Piano e Cordas em Fá Menor’ e ‘Concerto nº 1, para Piano e Cordas em Mi Menor’). 3ª (13), 21h. R$ 15/R$ 35.
CONCERTO. Depois de tocar em ‘Rigoletto’, a Orquestra Sinfônica Municipal se apresenta com obras de Ripper, Saint-Saëns, Richter e Debussy. Dom. (25), 11h. R$ 15/R$ 50.
LÍRICO. A Orquestra Experimental de Repertório, regida por Jamil Maluf, apresenta trechos de óperas como ‘La Bohème’ (Puccini) e ‘Romeu e Julieta’ (Gounod), com o tenor Fernando Portari e a soprano Rosana Lamosa. Dom. (18), 11h. R$ 10/R$ 40.
DANÇA. Nas outras semanas, o teatro recebe o Ballet de Leipzig (4ª, 21/6ª, 23, 21h; sáb, 24, 20; R$ 15/R$ 70) e o Balé da Cidade de São Paulo (3ª, 27/6ª, 30, 21h; R$ 10/R$ 40).
Tags: Balé da Cidade de São Paulo, Ballet de Leipzig, Divirta-se, Fernando Portari, Música Clássica, ópera, Orquestra Experimental de Repertório, Orquestra Sinfônica Municipal, Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, Rigoletto, Rosana Lamosa, Teatro Municipal, Theatro Municipal

SAP | Eles cantam em alemão, mas há legendas no telão
A vida de uma garota que conhece um príncipe (meio calvo) na universidade poderia ser um conto de fadas moderno (ainda mais quando ela dispensa a carruagem e chega ao próprio casamento de carro). No entanto, Catherine, a Duquesa de Cambridge e mulher do príncipe William, ainda não virou historinha de ninar e nem está entre as protagonistas do Disney on Ice, tadinha.
Mas não dá para dizer que ela foi completamente esquecida – mesmo que a homenagem seja breve. É que na nova montagem da opereta A Viúva Alegre há uma referência ao casamento real britânico, que dominou a mídia no mês passado.
Não encare, porém, a brincadeira como heresia à música lírica. O gênero da obra permite tal gracejo. Por opereta, compreende-se algo que, a grosso modo, está situado entre a pompa de uma ópera (de teor trágico e técnica lírica rigorosamente adquirida) e a fantasia de um musical (com temas mais leves e canto popular). Isso significa que ela continua fazendo uso da música lírica, mas com temas menos sérios. A Viúva Alegre – uma comédia composta pelo austríaco Franz Lehár e apresentada pela primeira vez em 1905 – conta a história do embaixador de um país europeu fictício, que tenta convencer a rica viúva Hanna Glawary a se casar com um compatriota e, com isso, trazer sua fortuna para o país.
Em operetas também é comum inserir diálogos ou narrações entre os números musicais. O costume era adotado na Alemanha antes do surgimento do gênero, em peças que recebiam o nome de ‘singspiel’. A Flauta Mágica, de Mozart, está entre as mais conhecidas.
Esta é a segunda ópera do ano no Theatro São Pedro. Também é uma remontagem: em dezembro, A Viúva Alegre fez sucesso no mesmo teatro. Desta vez, há pequenas alterações no elenco, com a soprano Gabriella Rossi no papel de Hanna. A regência é de Emiliano Patarra.
ONDE: Theatro São Pedro. R. Barra Funda, 171, 3667-0499. QUANDO: Hoje (27), 20h30; dom; (29), 17h. QUANTO: R$ 30. www.ingressorapido.com.br.
Tags: A Flauta Mágica, A Viúva Alegre, Catherine, Disney on Ice, Emiliano Patarra, Franz Lehár, Gabriella Rossi, Hanna Glawary, Mozart, musical, ópera, opereta, princesa, Theatro São Pedro
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