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26.abril.2012 18:50:19

Tranquilo e sozinho

por Douglas Vieira

divulgação
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O DONO|
após anos de brigas com Liam, Noel está só

Noel Gallagherparecia estar ansioso pelo fim do Oasis. E tão logo a banda acabou ele passou a se dedicar às composições de seu disco solo, ‘Noel Gallagher’s High Flying Birds’. O álbum, lançado em 2011, é a base do repertório que ele apresenta quarta (2/5), no Espaço das Américas.

Se os discos com sua antiga banda já não emocionavam nem público nem crítica, sua estreia solitária foi diferente. Os fãs aprovaram e colocaram o disco no topo das paradas britânicas.

As músicas, claro, lembram Oasis – até porque Noel era o responsável pelas composições do grupo. Mas as faixas também têm forte influência de seu grande guru musical, Paul Weller – que começou a carreira nos anos 70, como líder do The Jam.

ONDE: Espaço das Américas. R. Tagipuru, 795, Barra Funda, 3864-5566. QUANDO: 4ª (2/5), 22h (abertura dos portões: 19h30). QUANTO: R$ 180/R$ 340.

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19.abril.2012 17:43:43

Sem nostalgia

por Daniel Marques

São Paulo também comemora o Dia Mundial das Lojas de Discos: numa feira com 40 expositores e mais de 6 mil discos para comprar – ou trocar (<3)


PROCURA | comece ou aumente sua coleção de discos

É bem provável que seu MP3 player armazene tantas músicas quanto a soma de todos os discos da Record Store Day de São Paulo. Mas e daí? Quem for à feira de CDs e LPs, na sua sexta edição mundial, está mais interessado na cultura que reúne os amantes de discos do que em números. Você é um deles? Eis a chance de começar, aumentar ou incrementar sua coleção.

40 lojas estarão reunidas durante as oito horas de feira, com mais de 6 mil exemplares à venda. Boa parte delas é de São Paulo, e talvez você se pergunte: “por que ir a uma feira se eu posso ir às lojas?”. Márcio Custódio, da Locomotiva Discos e um dos responsáveis pelo evento, responde: “Algumas lojas vão fazer promoções e rolam trocas de discos. A feira tem uma atmosfera de colecionistas”.

E tem raridades, fitas K–7 (isso mesmo!), LPs nacionais e importados, edições de luxo, box especiais – e, claro, pessoas tão interessadas em música quanto você.

Leve dinheiro. Apenas 30% dos stands aceitarão cartões de crédito e débito. E, em feira de vinil, disco é moeda: leve alguns para fazer trocas

ONDE: 80′s Club. R. Deputado Lacerda Franco, 342, Pinheiros. QUANDO: Amanhã (21), 10h/18h. QUANTO: Grátis.

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12.abril.2012 23:26:40

Voz que rasga

por Guilherme Conte

divulgação
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LÍRICO| Lanegan toca canções do disco novos (e antigas)

Não deixa de haver certa ironia no fato de uma das vozes mais cultuadas das últimas décadas do rock, frequentemente associada à de Tom Waits, ter sido descoberta de forma tão prosaica. “Eu era um mau baterista, e acabei assumindo os vocais da banda. Nunca tinha pensado em ser cantor. Foi assim que comecei.” Quem conta é Mark Lanegan, um dos grandes bardos do indie, que se apresenta amanhã (14) com sua banda no Cine Joia.

Lanegan é um genuíno ‘homem de música’. Cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor, esteve envolvido com algumas das figuras mais criativas do passado recente do rock. Sua trajetória tem raízes no ano de 1985, quando fundou, ao lado dos briguentos irmãos Conner, a pedra fundamental do grunge, fundamental para que depois nascessem Nirvana, Alice in Chains, Pearl Jam e tantas outras: a banda Screaming Trees. Anos de drogas, confusões, prisões e muita, mas muita música boa.

Com a dissolução do grupo, em 2000, ele mergulharia em outro projeto de altíssimo nível: o pesado Queens of the Stone Age, ao lado do genial e incendiário Josh Homme. E logo começa a gravar canções líricas e soturnas ao lado de Isobel Cambpell, do Belle & Sebastian. E depois com Greg Dulli, do Aphex Twin Afghan Whigs, como The Gutter Twins.

Se o início com o microfone foi acidental,é um Lanegan mais à vontade no palco que tocará canções do recém-lançado ‘Funeral Blues’. “Num estúdio você tem a possibilidade de criar seu pequeno mundinho”, diz. “Mas, com o passar do tempo, me apresentar ao vivo foi deixando de ser penoso. Hoje até gosto.”

Ele segue incansável. O que gostaria de fazer, musicalmente, que nunca fez? “Um disco de cover de crooners dos anos 60, Burt Bacharach, essas coisas. Sempre ouvi muito.” E algo que fez e nunca mais quer fazer? Ele nem titubeia: “Screaming Trees”. São as voltas que o mundo dá…

ONDE: Cine Joia (1.200 lug.). Pça. Carlos Gomes, 82, metrô Liberdade, 3231-3705. QUANDO: Sáb (14), 23h (abertura da casa, 21h). QUANTO: R$ 140.

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29.março.2012 21:10:24

O dono do muro

por Douglas Vieira

Fábio Motta/AE 

PEDE BIS | Desde 2002, este é o 4º show de Roger Waters por aqui

O baixista Roger Waters anda pleno de felicidade em sua atual turnê. E sua felicidade no palco tem razão: as músicas do disco ‘The Wall’ finalmente estão sendo apresentadas ao vivo da maneira que ele imaginou em 1979. É o que os fãs irão assistir no domingo (1/4) e na terça (3/4), no Estádio do Morumbi.

O álbum é o mais ambicioso e conceitual que ele fez pelo Pink Floyd, rendendo inclusive um filme, lançado três anos depois, em 1982. E ver o espetáculo ‘The Wall’ exatamente como Waters imaginou significa ver uma produção grandiosa, até um pouco megalomaníaca, que é como, para o bem e para o mal, ele sempre desejou e sempre imaginou a própria obra – e, na época, ainda não dispunha da tecnologia necessária.

Vale lembrar que o repertório do disco foi pensado como uma obra única, de maneira quase cênica, um espetáculo na origem. Por isso, faz tanto sentido que as composições sejam mostradas em um cenário projetado por Mark Fisher (autor do palco da turnê 360º, do U2): um muro de impressionantes 137 m de largura, que é construído durante o show e empresta às faixas uma aura de serem terminadas, mesmo tanto tempo depois, no palco. Ainda que entre as músicas esteja a mais cantada pelos fãs, ‘Another Brick in the Wall’, o hit não supera em importância a obra completa.

Isso deve ser bastante simbólico para Waters. Mas pode não ser o único motivo que faz com que o baixista dê importância especial para a obra. ‘The Wall’ marca também o início de uma transformação no Pink Floyd, que acabou – anos depois, é verdade – por decretar sua saída da banda.

O disco foi o primeiro a ter as composições claramente dominadas por Waters. Observando música por música é quase possível dizer que já era um trabalho solo, embora ainda fosse feito e assinado junto com o grupo que o consagrou. E, em entrevistas que deu recentemente, fica claro que apresentar ‘The Wall’ como ele imaginou é também uma forma de reclamar a posse do disco.

ONDE: Estádio do Morumbi. Pça. Roberto Gomes Pedrosa, nº 1. QUANDO: dom. (1/4), 19h30; 3ª (3/4), 21h. QUANTO: R$ 180/R$ 900. www.t4f.com.br

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08.março.2012 23:34:54

Concerto conserta

por Carolina Arantes

Ernesto Rodrigues/AE
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CORO| Paulo Vanzolini se junta a 50 músicos em show promovido pela Casa de Francisca

Quem costuma ler a seção ‘Em Minha Modesta Opinião’, que traz os preferidos do Divirta-se, sabe que o Casa de Francisca está sempre por lá. Shows intimistas, 40 lugares, serviço suspenso durante as apresentações e ingressos baratos justificam a frequência.

Foi lá que poucos sortudos viram o Metá Metá se formar. Foi lá que Criolo apresentou ‘Não Existe Amor em SP’ muito antes de jogar ‘Nó na Orelha’ na internet. Mas, como já nos declaramos o suficiente, à novidade: o Casa está em reforma e, para arrecadar fundos e finalizá-la, mais de 50 músicos (isso, 50) se reúnem neste domingo, sem cobrar cachê, no El Grande Conserto, show de 4,5 horas (isso, quatro horas e meia). Não no ‘Casa’, é claro. Mas no Teatro Oficina (isso, no Oficina). Entre veteranos e novos músicos, André Abujamra, Arrigo Barnabé, Cida Moreira, Criolo, Eduardo Gudin, Kiko Dinucci, Paulo Vanzolini (isso, ele vai), Rodrigo Campos, Suzana Salles e Tetê Espíndola ajudam a consertar a casa. Mãos à obra?

QUEM: A BARCA ALZIRA E ANA BERNARDO ANA LUIZA ANDRÉ ABUJAMRA ARI COLARES ARRIGO BARNABÉ  BENJAMIM TAUBKIN E NÚCLEO DE MÚSICA DO ABAÇAÍ BETO VILLARES CACÁ MACHADO CELSO SIM CHICO SARAIVA CIDA MOREIRA CRIOLO DANIEL MURRAY DANIEL SZAFRAN DANILO MORAES EDUARDO GUDIN FILPO RIBEIRO  ÍTALO PERON JOÃO TAUBKIN JONATHAN SILVA JUÇARA MARÇAL KIKO DINUCCI LINCOLN ANTONIO LUIS FELIPE GAMA LUISA MAITA LULINHA ALENCAR LURDEZ DA LUZ MARCELO CABRAL MARCELO PRETTO MARGINALS  MAURICIO PEREIRA MAZÉ CINTRA METÁ METÁ NEUSA DE SOUZA PASSO TORTO PAULO BRAGA PAULO VANZOLINI RENATO BRAZ RODRIGO CAMPOS ROMULO FRÓES SANDRA XIMENEZ SAPOPEMBA SERGIO ESPÍNDOLA SUZANA SALLES TETÊ ESPÍNDOLA THIAGO FRANÇA THOMAS ROHRER TONY GORDIN VANESSA MORENO VERLÚCIA NOGUEIRA WANDI DORATIOTTO. ONDE: Teatro Oficina (350 lug.). R. Jaceguai, 520, Bexiga, 3104-0678. QUANDO: Dom. (11), 17h. QUANTO: R$ 62 (compra antecipada somente pelo site).

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08.março.2012 20:14:43

Tão perto

por divirta-se

Felipe Rau/AE


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Rodrigo Campos saiu de São Mateus e inventou uma Bahia com alguns dos músicos mais talentosos de São Paulo. Confira abaixo um perfil de Campos. Daniel Telles Marques 

VEJA TAMBÉM| em vídeos gravados no Estadão, Rodrigo apresenta ‘Princesa do Mar‘ e ‘General Geral‘, faixas do disco ‘Bahia Fantástica’, que será lançado no fim de março

OUÇA TAMBÉM| a exclusiva ‘Beco‘, também do novo disco

 clique nas imagens para ampliar os PDFs

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10.fevereiro.2012 09:22:01

Duas chances cósmicas

por Douglas Vieira

A apresentação da Sun Ra Arkestra, como esperado, foi bastante procurada e, se você não garantiu entrada para a apresentação de amanhã, pode se programar para o domingo. ganhou mais uma apresentação.

Jazz de vanguarda, coisa de maluco, de outro mundo, do espaço, talvez. O grupo surgiu no fim dos anos 50 nos Estados Unidos e fez história liderado por Herman Poole Blount – que trocou legalmente seu nome para Sun Ra (assumindo também outra personalidade).

De criatividade incontestável, o maestro criou um free jazz de swing muito próprio aliado à filosofia cósmica – teoria complexa criada por ele próprio, que se autoproclamava um “anjo da raça” nascido em Saturno. Divertida, é claro, e séria, ao pregar a paz.

Um malucão desses não morreria em 93 sem deixar discípulos. A missão de liderar ficou para dois saxofonistas: John Gilmore, morto em 95, seguido por Marshall Allen, no comando até hoje, aos 87 anos.

Não deixe de aproveitar a melhor forma de entender tudo isso: ouvindo e se divertindo.

ONDE: Sesc Pompeia. Choperia (800 lug.). R. Clélia, 93, 3871-7700. QUANDO: Sáb (11), 21h30, e dom. (12), 17h. QUANTO: R$ 16/R$ 32. Cc.: D, M e V.?

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20.janeiro.2012 18:34:00

Chegue cedo

por Douglas Vieira

Divulgação


A BOA | A apresentação de Florence and the Machine promete

Em festivais, nem sempre a atração principal é a mais interessante da noite. E a segunda edição do festival Summer Soul, dia 24, no Anhembi, tem tudo para ser assim. Nada contra Bruno Mars, convidado para fechar o evento (e responsável também por boa parte do público, é justo dizer). Ele é um compositor competente, com boas músicas – gravadas inclusive em parcerias com gente muito boa, como o Cee-Lo, que tem a excelente ‘F**k You’ entre os destaques de sua carreira solo.

Porém também é justo dizer que Florence and the Machine, menos badalada na divulgação do festival, merece bastante atenção e respeito. De primeira, pode parecer que Mars, emulando bastante a forma de cantar de Michael Jackson, tenha mais proximidade com o soul lembrado no nome do evento. Mas a cantora inglesa usa tão bem o estilo que vira próprio dela, e não uma referência óbvia. Talvez porque, na música e na forma de cantar de Florence, o soul seja usado em seu sentido literal (alma, em português), e não apenas como um gênero musical. É assim, e com uma voz muito bonita, que ela tem conquistado reconhecimento de público e crítica. Muita gente também deve passar pelo Anhembi para vê-la.

Além de Florence, o Summer Soul terá apresentações de mais duas cantoras britânicas: Dionne Bromfield, outra promessa de um bom show, com um estilo mais próximo de referências dos anos 60, como fazia Amy Winehouse, sua amiga e também madrinha musical; e Rox, dona de uma voz com grande apelo pop. O Brasil terá apenas um representante no lineup do festival, o cantor Seu Jorge. Douglas Vieira

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12.janeiro.2012 20:21:16

Banquinho e violão

por divirta-se

Caroline Bittencourt/div.
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Em show mais intimista, Marcelo Camelo sobe ao palco com suas composições, sozinho. No repertório, músicas da época do Los Hermanos e da carreira solo, e canções que fez para outros artistas.

ONDE: Auditório Ibirapuera (800 lug.). Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 2 do Parque do Ibirapuera. 3629-1014. Cc.: todos. Cd.: todos. QUANDO: Hoje (13), 21h. QUANTO: R$ 10/R$ 20 (ingressos esgotados).

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12.janeiro.2012 20:14:36

Passo acertado

por divirta-se

José de Holanda/div.
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Músicos importantes na cena paulistana, Romulo Fróes, Rodrigo Campos, Kiko Dinucci e Marcelo Cabral se juntaram para formar a super banda Passo Torto, ótimo projeto que explora (e subverte) o samba em várias cadências e estilos.

ONDE: Sesc Santana. Teatro (300 lug.). Av. Luiz Dumont Villares, 579, 2971-8700. Cc.: D, M e V. Cd.: todos. QUANDO: Sáb. (14), 21h e dom. (15), 18h. QUANTO: R$ 8/R$ 16.

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