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22.março.2013 15:52:58

História com moral

por Marina Vaz

Cao Guimarães sempre transitou entre as artes plásticas e o cinema. E é assim, em movimento (como ele mesmo e como suas imagens), que suas obras tomam conta do Itaú Cultural.

A mostra ‘Ver é Uma Fábula’ reúne vídeos, filmes e fotografias, que ocupam até as escadas do instituto. A expografia foi criada pela arquiteta Marta Bogéa, em diálogo com o curador Moacir dos Anjos (parceria já feita para a 29ª Bienal).
No vídeo ‘Limbo’ , por exemplo, Cao registra o vento que ‘passeia’ por um playground. E a instalação ‘Histórias do Não

Ver’ revela suas impressões diante de uma ação inesperada – ele pediu que várias pessoas ao redor do mundo o ‘sequestrassem’.

ONDE: Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro, 2168-1776. QUANDO: 9h/20h (sáb., dom. e feriados, 11h/ 20h; fecha 2ª). Inauguração: 5ª (28).  Até 1/6. QUANTO: Grátis.

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07.dezembro.2012 09:09:27

Refazendo tudo

por Marina Vaz

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NESSE PALCO | O biombo de Luiz Zerbini foi cenário de um show de Gil

Em 1966, Gilberto Passos Gil Moreira largou o emprego de trainee na Gessy Lever para se dedicar só à música. O mundo corporativo perdia um aspirante a diretor – e a música brasileira ganhava um de seus mais importantes artistas. No ano em que comemora 70 anos, Gilberto Gil é homenageado com a mostra Gil 70, que abre nesta quarta (12).

Nada de retrospectiva, como reforça o curador André Vallias. A ideia é celebrar a obra de Gil, por meio de pinturas, fotografias, esculturas, poemas visuais e instalações interativas – a maioria inspirada em suas canções.

Assim, a música ‘Oriente’ foi o ponto de partida para Jarbas Jácome criar a instalação em que uma teia de aranha é gerada conforme o movimento do público. E ‘Corações a Mil’ serviu para Adriana Calcanhoto conceber uma animação com corações em movimentos rítmicos. Há ainda trabalhos de artistas plásticos como Bené Fonteles, Lenora de Barros e Onesto.

ONDE: Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro, 2168-1776. QUANDO: 9h/20h (sáb., dom. e fer., 11h/20h; fecha 2ª). Inauguração: 4ª (12). Até 17/2/2013. QUANTO: Grátis.

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23.novembro.2012 18:20:58

Made in São Paulo

por Guilherme Conte

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Evaldo Mocarzel é um criador incansável. Cineasta e dramaturgo, ele vem acompanhando de perto o cenário teatral paulistano. A mostra Teatro SP: Novas Dramaturgias em Tempos Digitais, que começa 4ª (28) no Espaço Itaú de Cinema (e depois segue no Itaú Cultural), reúne filmes feitos por ele nos últimos anos retratando os bastidores das criações de importantes grupos da cidade de São Paulo – Teatro da Vertigem, Grupo XIX de Teatro e Cia. Livre, entre outros. Estão previstos três filmes por dia, seguidos de debates com figuras como Nelson Baskerville e Newton Moreno.

Abertura: Espaço Itaú de Cinema. Shop. Frei Caneca. R. Frei Caneca, 569, Consolação, 3472-2368. 4ª (28), 21h. Grátis.

Mostra: Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro, 2168-1776. 5ª (29) a dom. (2/12), 16h, 18h e 20h. Grátis (senhas 30 min. antes).

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25.outubro.2012 18:53:36

Por baixo dos panos

por Fernanda Araujo

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 CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS| grupo carioca transforma tecidos em personagens e cenários 

 

Mestre em criar cenários e personagens de tecido, o grupo Tapetes Contadores de Histórias exibe nesta semana a história  ‘Passarinho à Toa’, inspirada em poemas de Manoel de Barros. Para saber mais, conversamos como o diretor  Warley Goulart:

Como surgiu a ideia de contar histórias a partir dos tecidos?
Em 1998 tivemos contato com um diretor francês chamado de Tarak Hammam. A mãe dele era educadora e desenvolveu um trabalho bem bacana com tecidos no interior da frança.

E o trabalho de vocês?
Trouxemos o francês para cá por três anos, para mostrar o trabalho dele com contação de histórias. Depois eu e o outros integrantes começamos a fazer nossa própria arte, fazendo o planejamento do cenário, que pode ser um painel, um cenário, um avental, um tapete.

Como funciona o processo de criação?
Fazemos o mapa espacial do conto e nos armarinhos buscamos texturas e volumes que combinem com a história. Decidimos quais personagens serão fixos, quais são móveis.

Vocês fazem tudo?
Como nosso processo é muito artesanal, fazemos parceria com outros artesãos. Estamos fazendo uma parceria com um oficina no Rio de Janeiro, por exemplo. Não é só entretenimento, tem fundamento e outros elementos que compõem a arte.

Tudo no Rio de Janeiro?
Não. Como em nosso grupo tem uma integrante do Peru, fomos até lá para captar material com as artesãs que exportam seus trabalhos. Algumas são até analfabetas. Nós levamos a ideia do livro de pano para ela. Elas fizeram alguns painéis. É uma troca, pois o artesão de lá ficava muito na posição de vender para o estrangeiro.

Você sabe costurar?
Eu sou super exímio na máquina. Comecei a costurar em 2001. Eu faço um paralelo com cozinhar e escolher os ingredientes. Você aprende fazendo, com zig zag, chuleado, caseado. Sabe aquele carretelzinho que a gente rebobina na máquina? Eu achei que tinha que comprar sempre e a moça da loja é que me ensinou que era só rebobinar.

Como foram seus primeiros trabalhos?

Meu primeiro hipopótamo parecia uma vaca. Já quebrei muito agulha. Mas, por conta do tudo, eu tenho muito mais facilidade em resolver um projeto. É um jogo: eu fico olhando o tecido, enxergo uma árvore enquanto outro diz ‘nossa é o sofá lá de casa’.

Quais foram seus trabalhos memoráveis?
Ah, vários. Uma vez costurei um tapete gigante de 12 metros para ‘O Rei que ficou Cego’. Ele ia do chão ao teto e tudo saía de traz das montanhas. Outro foi uma caixa com lâmpadas muito bonita.

Como será o espetáculo ‘Passarinho à Toa’, no Itaú Cultural?
Nesse o mais bonito é o roteiro, a ideia da dramaturgia, as crianças que brincam com o tempo e com as palavras. Essa tem muito de poesia, elas se identificam. Mas tem também uma árvore-escada que usa a estética do patchwork, uma vô de tecido e outras peças. Lemos toda a obra do Manoel de Barros e criamos um quintal reinventado. Pega um pouco do costumeiro e transforma em um deslumbramento. Tem essa experiência de transformar tudo em brinquedo. Criança tem muito isso, é que aos poucos vamos esquecendo.

 
ONDE: Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, 2168- 1776.
QUANDO: Sáb. (27) e dom. (28), 16h.
QUANTO: Grátis. 50 min. Rec.: 6 anos.

 

 

 

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14.junho.2012 20:01:35

A vida como ela é

por Marina Vaz

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Em ambientes integrados, com véus, mobílias e espelhos d’água, estão fotografias pessoais, notícias de jornal e frases emblemáticas.

É assim que a Ocupação Nelson Rodrigues pretende levar o público a uma ‘viagem’ pelo universo do dramaturgo.

Entre as imagens, está o registro de um encontro dele com Plínio Marcos (acima).

ONDE: Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro, 2168-1776. QUANDO: 9h/20h (sáb., dom. e fer., 11h/20h). Inauguração: 5ª (21). Até 29/7. QUANTO: Grátis.

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05.abril.2012 16:39:16

Cinco grupos, um festival

por Guilherme Conte

JEFFERSON PANCIERI/DIV.

O Festival de Teatro de Curitiba é, em números, a maior mostra de artes cênicas do Brasil. Em sua 21ª edição, traz 30 espetáculos, entre os de trajetória já consolidada e estreias. A boa notícia para quem não pode tomar o rumo da capital paranaense é que o Itaú Cultural e o Auditório Ibirapuera vão sediar, por duas semanas, alguns dos espetáculos que passarão por lá, em parceria com o festival. São, ao todo, seis espetáculos, de cinco grupos diferentes. A programação começa hoje (6), no Itaú Cultural, com ‘Isso Te Interessa?’, a mais recente criação da brilhante Companhia Brasileira de Teatro (dos essenciais ‘Oxigênio’ e ‘Vida’). Amanhã (7), é a vez do Trio Quintina apresentar ‘Cyrk’. No dom. (8), o grupo Magiluth faz duas sessões: ‘1 Torto’ e ‘O Canto de Gregório’. Na 4ª (11) e na 5ª (12), no Auditório Ibirapuera, a Cia. Ópera Seca traz ‘Licht + Licht’ (foto) – uma das estreias do festival –, que homenageia o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe. Uma parceria muito bem vinda. Só vão faltar os pinhões…

ONDE: Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro, 2168-1886. Auditório Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 2, 3629-1075. QUANDO: 6ª e sáb., 20h; dom., 20h e 21h; 4ª e 5ª, 21h. QUANTO: Grátis (Itaú)/R$ 20 (Auditório). Até 15/4.

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15.março.2012 20:12:49

Sem crise

por Ramon Vitral

Uma entrevista com Angeli, que olha para trás e seleciona pontos altos de seus 40 anos de carreira

clique nas imagens abaixo para ampliar os PDFs

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Pág. 1-2

angeli_icone_2.JPG

Pág. 3-4

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20.outubro.2011 20:14:32

Novos horizontes

por Marina Vaz

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CABEÇA | Obra de Alexandre Vogler, selecionada pelo curador Chiarelli

 

Responda rápido: qual foi a última exposição que você viu na cidade? E quem era o curador dela? A segunda pergunta provavelmente exigiu mais de sua memória que a primeira (isso se você conseguiu chegar a algum nome). Não se culpe – apesar de terem papel fundamental, os curadores acabam sendo esquecidos por muitos. Mas em Caos e Efeito, mostra que abre no Itaú Cultural neste domingo (23), as coisas tendem a ser diferentes.

Surgida a partir de um levantamento dos curadores mais atuantes desde o início dos anos 2000, a exposição revela aspectos contemporâneos que, na opinião deles, merecem ser discutidos e explorados na próxima década.

A intenção do time – formado por Fernando Cocchiarale, Lauro Cavalcanti, Moacir dos Anjos, Paulo Herkenhoff e Tadeu Chiarelli –, entretanto, não é fazer apostas ou previsões. “Não queremos fazer ‘futurologia’, nem destacar nomes; queremos discutir temas que cada um dos curadores acha mais importantes”, afirma Luciana Soares, coordenadora do Núcleo de Artes Visuais e Acervo do Itaú Cultural.

Os 81 artistas, escolhidos pelos cinco especialistas e suas respectivas equipes de cocuradores, são representados por cerca de 150 obras. Entre elas, há pinturas, fotografias, instalações, colagens, esculturas e vídeos.

A seleção feita por Anjos, por exemplo, revela a importância dada ao cotidiano, como na instalação ‘Rio Fundo’, feita por Marepe a partir de mesas de fórmica, copos e boias de borracha.

No espaço organizado por Herkenhoff, o foco são artistas e linguagens que, de alguma forma, estão à margem do sistema das artes. Nele, há uma série de desenhos com lápis de cor (e traços quase infantis) do artista Moacir.

ONDE: Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, 2168-1776. QUANDO: 9h/20h (sáb., dom. e fer., 11h/20h; fecha 2ª). Inauguração: dom. (23). Até 23/12. QUANTO: Grátis.

 

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18.agosto.2011 19:26:19

Caminhos das águas

por Marina Vaz

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A partir do barulho das águas captado em importantes regiões hidrográficas, como a Estação Ecológica de Águas Emendadas (foto), Cildo Meireles uma grande instalação sonora, no Itaú Cultural.

É mais uma edição do projeto ‘Ocupação’, que explora a vida e a obra de artistas de diferentes universos e áreas de atuação.

ONDE: Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro, 2168-1776. QUANDO: 9h/20h (sáb., dom. e fer., 11h/ 20h; fecha 2ª). Inauguração: dom. (21). Até 2/10. QUANTO: Grátis.

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11.agosto.2011 19:32:35

Jazz no terreiro

por Douglas Vieira

Mariele Góes/Div.
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BATUQUE | a essência de Letieres Leite e da Orkestra Rumpilezz

Um dos arranjadores mais competentes da música brasileira na atualidade, o saxofonista e percussionista Letieres Leite – antes de fundar a excelente Orkestra Rumpilezz, com a qual faz show hoje (12) no Itaú Cultural – ganhou projeção pelos trabalhos que fez para a cantora Ivete Sangalo, com quem também se apresentava ao vivo. É nessa hora que o público cult faz careta e blá, blá, blá. Bobagem. Além de não ser demérito, é importante lembrar que a lista de artistas com quem ele já trabalhou tem nomes dos mais importantes, como Naná Vasconcelos, Gilberto Gil, Elza Soares e Hermeto Pascoal, entre muitos outros.

Os nomes citados por último são, na verdade, os que mais têm relação com o que você verá quando a big band do multi-instrumentista baiano subir no palco. Em alguns momentos, é música para bailar acompanhado, em outros, para contemplar com atenção. É samba com cara de jazz, com cara de afrobeat brasileiro. Uma espécie de versão apenas instrumental e com orquestra para o tipo de música que Baden Powell e Vinicius de Moraes fizeram no excepcional disco ‘Os Afro-Sambas’, lançado em 1966.

A semelhança com a dupla se justifica por uma referência que aparece também no trabalho de todos os artistas mencionados neste texto: os terreiros de candomblé, que ao longo da história da música brasileira seguem sendo fonte de batidas contagiantes. Deles vem a percussão que é um dos ingredientes da receita da Rumpilezz.

Pronto, você já tem motivos suficientes para sair de casa. Ainda mais porque, para finalizar a tal receita, Letieres acrescenta instrumentos de sopro a gosto (leia abundantemente, uma vez que a formação da orquestra conta com cinco percussionistas e um naipe de metais composto por 15 músicos). Agora é só mexer até chegar ao ponto. Mas essa parte, a melhor, Letieres deixa para você.

ONDE: Itaú Cultural (213 lug.). Av. Paulista, 149, Paraíso, 2168-1776. QUANDO: Hoje (12), 20h. QUANTO: Grátis.

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