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20.janeiro.2012 18:34:00

Chegue cedo

por Douglas Vieira

Divulgação


A BOA | A apresentação de Florence and the Machine promete

Em festivais, nem sempre a atração principal é a mais interessante da noite. E a segunda edição do festival Summer Soul, dia 24, no Anhembi, tem tudo para ser assim. Nada contra Bruno Mars, convidado para fechar o evento (e responsável também por boa parte do público, é justo dizer). Ele é um compositor competente, com boas músicas – gravadas inclusive em parcerias com gente muito boa, como o Cee-Lo, que tem a excelente ‘F**k You’ entre os destaques de sua carreira solo.

Porém também é justo dizer que Florence and the Machine, menos badalada na divulgação do festival, merece bastante atenção e respeito. De primeira, pode parecer que Mars, emulando bastante a forma de cantar de Michael Jackson, tenha mais proximidade com o soul lembrado no nome do evento. Mas a cantora inglesa usa tão bem o estilo que vira próprio dela, e não uma referência óbvia. Talvez porque, na música e na forma de cantar de Florence, o soul seja usado em seu sentido literal (alma, em português), e não apenas como um gênero musical. É assim, e com uma voz muito bonita, que ela tem conquistado reconhecimento de público e crítica. Muita gente também deve passar pelo Anhembi para vê-la.

Além de Florence, o Summer Soul terá apresentações de mais duas cantoras britânicas: Dionne Bromfield, outra promessa de um bom show, com um estilo mais próximo de referências dos anos 60, como fazia Amy Winehouse, sua amiga e também madrinha musical; e Rox, dona de uma voz com grande apelo pop. O Brasil terá apenas um representante no lineup do festival, o cantor Seu Jorge. Douglas Vieira

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10.novembro.2011 20:31:13

Show no campo

por Renan Dissenha Fagundes

Festival brasileiro mais parecido com os eventos europeus e americanos (vários dias de programação em um lugar um tanto rural) o SWU começa amanhã (12) em Paulínia e termina na segunda-feira (14), véspera de feriado.

Durante os três dias, a música começa depois do almoço e só para de madrugada. Pelo palco ‘Energia & Consciência’, passam nomes como Kanye West, Peter Gabriel e Sonic Youth, além da tríade Faith no More, Alice in Chains e Stone Temple Pilots e de alguns nomes brasileiros, como Emicida e Zé Ramalho.

No palco ‘New Stage’, com artistas mais alternativos, o destaque fica para bandas como Modest Mouse e !!!, além do coletivo de rap OFWGKTA. E a balada será na tenda de música eletrônica, com James Murphy, Gui Boratto, Tiga e outros comandando o som.

Ainda há ingressos disponíveis, mas o camping já não tem tanto espaço. Há um serviço de bate e volta indicado pelo próprio festival: bit.ly/swu_volta.

ONDE: Av. Pref. José Lozano de Araújo, 1.551, Paulínia. QUANDO: Sáb. (12) a 2ª (14), 13h15. QUANTO: R$ 145/ R$ 290 (um dia). R$ 369,75/R$ 739,50 (os três dias).

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21.setembro.2011 20:48:03

No limite – entrevista na íntegra

por Redação Divirta-se

Leia a seguir a íntegra da entrevista feita, por e-mail, com Tadeu Capistano, curador da mostra Carne Viva, sobre o cineasta David Cronenberg.

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O cineasta David Cronenberg, durante as filmagens de ‘A Dangerous Method’

De onde surgiu a ideia do festival Carne Viva? É a primeira vez que você realiza um evento do tipo? É um projeto pessoal seu ou os outros palestrantes também estão envolvidos na realização?
A ideia de fazer a mostra do Cronenberg surgiu no meu mestrado em Comunicação na UFF, quando desenvolvi uma dissertação sobre cinema, tecnologia e percepção. Neste período, entre 2001 e 2002, vi que Cronenberg sempre comparecia nas conversas com colegas que estavam pesquisando as relações entre corpo e tecnologia na contemporaneidade. Além disso Cronenberg faz parte da minha cinefilia que começou em meados dos anos 1980, devorando fitas de VHS.

Veja também:linkMatéria sobre a mostra Carne Viva

Por que Cronenberg?
Por ser um cineasta com uma obra complexa e muito peculiar, que põe o cinema nas fronteiras entre arte e do espetáculo. Transitando nesses limites, Croneberg cativou um público cult e ao mesmo tempo uma legião de fãs de horror e ficção científica. Seus filmes apresentam reflexões sagazes e cada vez mais atuais sobre os caminhos da imagem cinematográfica, da percepção e do corpo com suas dores e prazeres na relação com a tecnociência.

Apesar do sucesso de grande parte de seus filmes, Cronenberg sempre optou por caminhos marginais à grande indústria cinematográfica, o que confere o estatuto autoral de sua obra visceral. Ironicamente esta característica a tornou uma presa fácil para a mesma indústria para a qual lutara. Me parece que toda aquela escatologia que singularizou os filmes de Cronenberg foi perdendo com esta captalização de sua potência anárquica. Além disso, as relações entre corpo e tecnologia já estão bem digeridas pelo nosso cotidiano, perdendo cada vez mais sua dimensão fantástica. Os útimos filmes de Cronenberg (Spider, Marcas da Violência e Senhores do Crime) aparentemente destoam de sua produção anterior, marcada obssessivamente pelo tema dos poderes da tecnociência sobre o corpo.

Pelo que temos visto, Cronenberg tem explorado outros dramas do homem, assombrado por novos incômodos, memórias involuntárias e, apesar de toda parafafernália high-tech, incapaz de ser livrar da sua inerente animalidade: as próprias solicitações do corpo e suas irresistíveis pulsões. Cronenberg tem apresentado personagens que contradizem todo este projeto falido de civilização na qual estamos embrenhados. Os pavores e sofrimentos de hoje são em grande parte efeitos de processos de racionalização biotécnica que Cronenberg evidenciou nos anos 70 e 80. Nos últimos filmes, ele tem propiciado mergulhos em corpos marginalizados, presos a traumas e tormentos que podem disparar reações que beiram à bestialidade e questionam o que significa hoje humanidade.

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Cena do filme ‘eXistenZ’

Qual é o principal trunfo do evento? Algum desses filmes nunca foi exibido no cinema no Brasil? Há alguma raridade? Eles serão exibidos em película, DVD ou qual formato?
A maioria dos filmes será exibida em película, como os primeiros e raros filmes de Cronenberg, Stereo e Crimes do Futuro. Muitos dos filmes da mostra não foram exibidos no Brasil, tal como o curioso Fast Company, um filme de Cronenberg de meados dos anos 70 que envolve jovens, sexo e sabotagens nos bastidores de uma corrida de carros.

Gostaria que você fizesse uma lista de seus cinco filmes favoritos do diretor (com ou seu ordem, fica a seu critério), resumindo em uma ou duas frases o porquê da importância daquelas escolhas.
Apesar de temas comuns, os filmes são tão diferentes, que é difícil fazer uma seleção. Porém, o filme que mais gosto de Cronenberg é Gêmeos, por várias qualidades que vão desde a fotografia, a construçao dos personagens, a trilha sonora, o belo e curioso design dos instrumentos cirurgicos e, sobretudo, o modo como o trágico é trabalhado.

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Cena de ‘Crash’

Acho a dobradinha Videodrome e eXistenZ uma aula sobre o tão debatido “futuro do cinema” diante de diversas incorporações tecnológias, que vão desde o vídeo à realidade virtual’ e às promessas do neurocinema; ou a produção inteligente de imagens a partir de edições neuroquímicas. Essa transcendência, ou o prório desaparecimento do cinema, é que está em jogo nesses dois filmes. Também gosto muito de Stereo, pelo caráter experimental, e de Crash, pelo ritmo desacelerado na qual personagens movem-se acelaradamente em busca de prazeres, cujo limite é a destruição.

Além disso, o filme baseado no romance homônimo de Ballard diz muito sobre os modos de ser na contemporaneidade, com um produção permanente de indivíduos apáticos, solitários e incapazes de satisfação em um mundo onde a crença em uma possível interioridade psicológica entrou em agonia.

E sobre o novo filme do diretor, A Dangerous Method, você irá trazer algo ou pensou em exibir um trecho por aqui? O que você sabe sobre o novo filme?
O filme acabou de estreiar no Festival de Veneza com aclamação de público, tornando-se um forte concorrente ao Leão de ouro. E ainda não há trechos disponíveis. O enredo é sobre as relações entre Freud e Jung na aurora da psicanálise, justamente um saber que atualmente tem entrado em crise com todos esses processo de medicalização e a crença de que angústias são fruto de disfunções neuroquímicas e não de questões existenciais.

Em uma entrevista, Cronenberg criticou os ideais de civilização que marcaram a Europa do início do século 20. Uma época em que Freud estava negando tudo isso e afirmando que há coisas que a racionalidade não pode resolver dentro da civilização. Para Cronenberg, Freud deu um grande salto na compreensão do que é realmente a natureza humana. Por isso, intuo que o filme seja bem estratégico para se opor a um novo determinismo biológico que localiza difrentes tipos de mal-estar em disfunções hormonais ou cerebrais. Um reducionismo que obviamente anestesia dores e amamenta grande parte do comércio de tarjas pretas e crenças bioidentitárias como TOC (transtorno obsessivo compulsivo), TAG (transtorno de ansiedade generalizada), TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) e outras classificações normativas para sujeitos que não aguentam os modos de vida on-demand solicitados pelo presente.

Você concorda com uma vertente da crítica que diz que, como Scorsese, Almodóvar e Woody Allen, Cronenberg virou um diretor de renome à medida em que foi deixando de lado os valores mais autorais de sua obra, se tornando uma espécie de versão light de si mesmo conforme tornava mais popular?
Bom, se a crítica falou isso, acho que ela está cega. Sempre há filmes prediletos dos diretores que gostamos e muitas vezes esperamos que eles continuem realizando obras como as nossas eleitas. Porém, e a liberdade de escolha do diretor? Não vejo filmes a partir dessa crítica, cada vez mais rala e pífia, baseada em juízos de valores como bom ou mau. Para mim os diretores que você cita continuam realizando filmes potentes de acordo com suas singularidades estéticas.

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Cena de ‘Mistérios e Paixões’

Há algum outro evento relacionado a algum diretor ou autor em seus planos depois de Carne Viva?
Em novembro, vamos realizar um mostra dos filmes de Michael Haneke no espaço da Caixa Cultural do Rio de Janeiro. Se tudo sair como palnejamos para a mostra do Cronenberg, depois traremos a mostra dos filmes de Haneke para São Paulo.

Mesmo na ótima fase que está, São Paulo ainda é carente de eventos que envolvem crítica de arte. Isso é uma característica da cidade ou da época em que vivemos?
Cada vez mais é difícil encontrar espaços para exercer o que realmente significa crítica, por isso procuro organizar colóquios para acompanhaream as mostras que tenho organizado e discutir temas, geralmente estéticos e políticos, dos filmes em questão. Creio que a falta de crítica é um problema maior, de um mundo povoado de gerações cada vez mais apáticas, individualistas, destituídas de curiosidade e sem crenças revolucionárias. Infelizmente, São Paulo, com toda forte tradição crítica que possui, não está sozinha neste barco em franco naufrágio.

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29.julho.2011 19:18:50

A festa do jazz e do blues

por Douglas Vieira

Crédito: divulgação


É ELA | Com shows hoje, no Bourbon, e amanhã, no Ibirapuera, Amanda Shaw é um dos destaques

Começa hoje (29), 22h, com um show da Amanda Shaw no Bourbon Street (R. dos Chanés, 127. R$ 75), e segue até dia 7 de agosto a 9ª edição do Bourbon Street Fest, projeto que nasceu em 2003 para comemorar os 10 anos do estabelecimento de Moema.

O evento busca inspiração em New Orleans, berço do jazz e do blues, e por isso, além das atrações na própria casa de shows, todo ano são realizadas apresentações gratuitas e ao ar livre, como as que estão programadas para amanhã, no Parque Ibirapuera, e dia 7/8, na R. dos Chanés — onde, aliás, fica o Bourbon Street.

Confira abaixo os detalhes dos dois eventos ao ar livre. E visite o site do evento para consultar todas as atrações que se apresentam na casa ao longo da semana.

BOURBON STREET MUSIC CLUB
ONDE: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 10. QUANDO: Sáb. (30), a partir das 15h30. QUANTO: Grátis.

15h30 | Orleans St. Jazz Band
16h | John Mooney & Bluesiana
17h30 | Amanda Shaw
19h | New Orleans Ladies of Soul

RUA DOS CHANÉS
ONDE: R. dos Chanés, s/nº (na altura do nº 127, onde fica o Bourbon Street). QUANDO: Dom. (7/8), a partir das 16h. QUANTO: Grátis.

16h | Delfeayo Marsalis
17h30 |  Nathan & The Zydeco Cha Chas
19h | Dirty Dozen Brass Band

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21.julho.2011 20:22:41

Por trás de tudo

por Renan Dissenha Fagundes

Nitin Vadukul/Div.
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GÊNIO | como George Clinton no funk, só Sly Stone e James Brown

A cultura afro-americana é a principal força movendo a música popular mundial. Blues, rock, jazz, samba, r&b, soul, funk, reggae, dub, disco, rap, house e techno são apenas alguns dos gêneros criados por negros ao longo do século 20. O Black na Cena Music Festival recebe em São Paulo, neste fim de semana, mestres de pelo menos três dessas vertentes.

George Clinton (foto), líder das bandas Funkadelic e Parliament, comemora 70 anos hoje (22), no palco do festival. O americano é um dos maiores gênios do funk – com seus grupos lançou discos clássicos como ‘Maggot Brain’, de 1971, e ‘Mothership Connection’, de 1975 – e influência importante para o techno e o rap.

O jamaicano Lee ‘Scratch’ Perry toca amanhã (23). Perry e outros produtores inventaram o dub, enquanto mixavam reggae nos estúdios precários da Jamaica, gênero que influenciou estilos tão diversos quanto punk, pós-punk, drum and bass e trip hop. O músico se apresenta ao lado de Mad Professor.

O grupo Public Enemy também se apresenta no sábado. Chuck D, Flavor Fav e companhia são responsáveis por politizar o rap pesado criado pelo Run-D.M.C. e levar o hip hop para mais perto da militância negra, além de incluírem novas referências musicais.

No domingo (24), o destaque são os brasileiros do Racionais MC’s. Formado em 88 na periferia de São Paulo, o grupo versa sobre a realidade urbana – como o Public Enemy –, mas com as nuances das desigualdades sociais brasileiras.

ONDE: Arena Anhembi (25.000 lug.). Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana, 2226-0400. QUANDO: 6ª (22), 17h; Sáb. (23), 12h; Dom. (24), 11h. QUANTO: R$ 70/R$ 250 (por dia).

Confira o horário de todas as atrações dos três dias de festival:

6ª (22). Farufyno (20h), Tony Tornado (21h30), O Baile do Simonal (22h30), Sandra de Sá (23h30), Seu Jorge (1h) e George Clinton (2h30).

Sáb. (23). Xis, Marcelo Mira e Rincon Sapiência (16h), Lee Perry, Mad Professor & Roto Roots (17h30), Marcelo Yuka (19h), Public Enemy (20h30), Banda Black Rio (22h), Pato Banton (23h30), Jorge Ben Jor (1h), Olodum & Carlinhos Brown (2h30).

Dom. (24). Russo, Bocage e Banda Soul3 (14h), Sandrão RZO (15h), Thaíde & Funk Como Le Gusta (16h), Naughty by Nature (17h), Redman (18h), Racionais MCs (19h), Method Man (20h30).

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07.julho.2011 20:57:55

Bons ventos

por Dado Carvalho

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MADEIRAS | grupo tem oboé, flauta, clarinete, fagote e trompa

Quando se juntaram, em 1997, os músicos do Imani Winds, que se apresenta hoje no Masp, tinham apenas um propósito em mente: ser um grupo dedicado à música erudita formado apenas por negros. Mais do que o ineditismo, a intenção era servir de inspiração para outros jovens músicos.

Muito ocorreu entre a fundação e a apresentação aqui em São Paulo (no meio do caminho, há uma indicação ao Grammy pelo álbum de estreia, sugestivamente nomeado ‘The Classical Underground’). Não pense que os músicos se deixam prender tão facilmente a classificações quase automáticas quando se fala de um quinteto de madeiras.

Para começar, o grupo tem um instrumento da família dos metais: a trompa, uma intrusa entre o fagote, o clarinete, o oboé e a flauta. Depois, o repertório transcende qualquer definição. Normalmente, grupos tão pequenos, de câmara, encontram composições afins mais antigas, sobretudo no período barroco. Mas aqui, não. No show do Festival de Inverno de Campos do Jordão, por exemplo, haverá obras do russo Igor Stravinsky, do cubano Paquito D’Rivera e do brasileiro Heitor Villa-Lobos.

Não fosse o bastante, alguns integrantes do quinteto ainda escrevem peças próprias, e o repertório também colhe influências da África. O próprio nome do grupo tem referências multiculturais. Imani vem de dialetos africanos, e quer dizer fé. Winds, ventos em inglês, faz trocadilho com woodwinds, a família das madeiras entre os instrumentos.

Fora dos palcos, o ensemble também cria projetos sociais. Em agosto, por exemplo, ocorre a segunda edição do Imani Winds Chamber Music Festival, em Nova York. O projeto é parecido com o que ocorre em Campos: jovens músicos passam um tempo aprendendo com artistas experientes, com uma efervescente agenda de apresentações. E é tudo isso que faz com que o grupo seja uma das principais atrações do festival brasileiro.

ONDE: Masp. Grande Auditório. Av. Paulista, 1.578, Cerqueira César, 3251-5644. QUANDO: Hoje, 20h30. QUANTO: R$ 30.

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CAMPOS DO JORDÃO

2 de julho, sábado

12h30, Praça do Capivari | Coral de Alunos da Fundação Bradesco
MPB
Grátis

21h, Auditório Claudio Santoro | Concerto de Abertura: Osesp
Pinchas Zukerman | regência e violino
Beethoven
R$ 100

3 de julho, domingo

11h, Auditório Claudio Santoro | Orquestra Jovem do Estado
Frank Shipway | regência
Tchaikovsky
Grátis

12h30, Praça do Capivari | Orquestra de Metais Lyra Tatuí
Adalto Soares | regência
Grátis

15h30, Igreja Matriz de Santa Teresinha | Núcleo de Música Antiga da Emesp
Luís Otávio Santos | regência
Bach
Grátis

16h30, Praça do Capivari | Orquestra Jovem Tom Jobim
Roberto Sion | regência
Paulo Jobim e Daniel Jobim | convidados
Villa-Lobos | Tom Jobim
Grátis

18h, Auditório Claudio Santoro | Orquestra Experimental de Repertório
Jamil Maluf | regência
Corky Siegel | piano e gaita
Richard Strauss | William Russo
Grátis

4 de julho, segunda
15h30, Igreja Nossa Senhora da Saúde | Camerata Fukuda
Ugo Kageyama | regência
Ariel Sanches | violino
Wellington Rebouças | violino
Mozart | Vivaldi | Bártok
Grátis

21h, Auditório Claudio Santoro | Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto
Claudio Cruz | regência
Música Sinfônica Para Cinema: Newmann | John Williams | Dukas | Mancini | Rota | Morricone | Elmer Bernstein | Zimmer
Grátis

5 de julho, terça

15h30, Igreja de São Benedito | Solistas de Paulínia
Claire Désert | piano
Cármelo de los Santos | violino
Horácio Schaefer | viola
Roberto Ring | violoncelo
Fauré | Brahms
Grátis

21h, Auditório Claudio Santoro | Pro Art
Roland Szentpali | tuba
Bostjan Lipovsek | trompa
Laszlo Toth | trompete
Gyivicsan Gyorgy | trombone
Aron Romhanyi | piano
Laszlo Borsodi | trompete
de Lalande | Bertali | Weckmann | Romhanyi | Szentpali
R$ 30

6 de julho, Quarta

15h30, Igreja Matriz de Santa Teresinha | Quarteto Bosísio
Paulo Bosísio | violino
Carlos Mendes | violino
Dhyan Toffolo | viola
Marcelo Salles | violoncelo
Villa-Lobos | Turina
Grátis

21h, Auditório Claudio Santoro | Imani Winds
Valerie Coleman | flauta
Toyin Spellman-Diaz | oboé
Mariam Adam | clarinete
Jeff Scott | trompa
Monica Ellis | fagote
Mongo Santamaria | Barber | Paquito D’rivera | Ligeti | Villa-Lobos | Piazzolla
R$ 30

7 de julho, quinta

15h30, Igreja de São Benedito | Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo
Betina Stegmann | violino
Nélson Rios | violino
Marcelo Jaffé | viola
Robert Suetholz | violoncelo
Webern | Beethoven
Grátis

21h, Auditório Claudio Santoro | Professores do Festival
Vincent Lucas | flauta
Afonso Venturieri | fagote
Daniel Guedes | violino
Cristiano Alves | clarinete
Ricardo Ballestero | piano
Theodora Geraets | violino
Cristiano Alves | clarinete
Horacio Schaefer | viola
Matias de Oliveira Pinto | violoncelo
Sergio de Oliveira | contrabaixo
Walter Seyfarth | clarinete
Luiz Garcia | trompa
Villa-Lobos | Stravinsky | Beethoven
R$ 30

8 de julho, sexta

15h30, Igreja Nossa Senhora da Saúde | Música de Câmara
Grátis

21h, Auditório Claudio Santoro | Mozart Piano Quartet
Hartmut Rohde | viola
Mark Gothoni | violino
Paul Rivinius | piano
Peter Hörr | violoncelo
Mozart | Martinu | Brahms
R$ 60

9 de julho, sábado

12h30, Praça do Capivari | Orquestra Jazz Sinfônica
João Maurício Galindo | regência
Cyro Pereira | Piazzolla
Grátis

16h30, Praça do Capivari | Orquestra Sinfônica de Santo André
Carlos Moreno | regência
Carlos Gomes | Wagner | Almeida Prado | Brahms
Grátis

17h, Capela do Palácio Boa Vista | Pablo Rossi Piano
Chopin | Debussy | Liszt
Ingressos R$ 50

21h, Auditório Claudio Santoro | Zukerman Chamber Players
Pinchas Zukerman | violino
Jessica Linnebach | violino
Jethro Marks | viola
Amanda Forsyth | violoncelo
Angela Cheng | piano
Mozart | Schumann | Dvorák
R$ 100

10 de julho, domingo

12h30, Praça do Capivari | Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo
Mônica Giardini | regência
Husa | Galbraith | Yurko | Sparke | Grainger | Reed
Grátis

15h30, Igreja Matriz de Santa Teresinha | Coral Guri Santa Marcelina
Vitor Gabriel | regência
Gustavo Fiel | piano
Thiago Neves | piano
G. Velásquez | Gallet | Salieri | Parry | Möckl | Purcell | Franck | Porterfield | Martin |

Coral Jovem do Estado
Naomi Munakata | regência
Israel Mascarenhas | piano
Guastavino | Letelier | L. Velásquez | Corona | Grau | Lacerda | Fauré | Caldara | Brahms | Haydn | Thompson
Grátis

16h30, Praça do Capivari | Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí
João Maurício Galindo | regência
Beethoven | Dvorák | Ernani Aguiar
Grátis

21h, Auditório Claudio Santoro | Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e Coral Paulistano
Abel Rocha | regência
Cristina Ortiz | piano
Adélia Issa | soprano
Sílvia Tessuto | contralto
José Antônio Palomares | tenor
Carlos Eduardo Marcos | baixo
Verdi | Rachmaninov | Mário Tavares
R$ 30

11 de julho, segunda

15h30, Praça do Capivari | Música de Câmara
Grátis

21h, Auditório Claudio Santoro | Professores do Festival
Cristiano Alves | clarinete
Daniel Guedes | violino
Paulo Álvares | piano
Matias de Oliveira Pinto | violoncelo
Fany Solter | piano
Elisa Fukuda | violino
Eduardo Monteiro | piano
Kees Hulsmann | violino
Catalin Rotaru | contrabaixo
Keith Underwood | flauta
Washington Barella | oboé
Afonso Venturieri | fagote
Luiz Garcia | trompa
Bartók | Brahms | Mahler | Martinu
Grátis

12 de julho, terça

15h30, Igreja de São Benedito | Música de Câmara
Grátis

21h, Auditório Claudio Santoro | Ma’alot
Stephanie Winker | flauta
Ulf-Guido Schäfer | clarinete
Christian Wetzel | oboé
Volker Grewel | trompa
Volker Tessmann | fagote
Dvorák | Ligeti | Glanert
R$ 30

13 de julho, quarta

15h30, Igreja Matriz de Santa Teresinha | Música de Câmara
Grátis

21h, Auditório Claudio Santoro | Het Collectief
Wibert Aerts | violino
Benjamin Dieltjens | clarinete
Thomas Dieltjens | piano
Toon Fret | flauta
Martijn Vink | violoncelo
Robert de Leeuw | regência
Jacqueline Janssen |meio soprano
Schönberg
R$ 30

14 de fulho, quinta

15h30, Igreja de São Benedito | Música de Câmara
Grátis

21h, Auditório Claudio Santoro | Quarteto Arditti
Irvine Arditti | violino
Ashot Barkissjan | violino
Ralf Ehlers | viola
Lucas Fels | violoncelo
Janácek | Manoury | Silvio Ferraz | Ferneyhough | Ligeti
R$ 30

15 de julho, sexta

15h30, Igreja Nossa Senhora da Saúde | Música de Câmara
Grátis

21h, Auditório Claudio Santoro | Orquestra Petrobras Sinfônica
Isaac Karabtchevsky | regência
Antonio Menezes | violoncelo
Marlos Nobre | Dvorák | Stravinsky
R$ 100

16 de julho, sábado

12h30, Praça do Capivari | Camerata Antiqua de Curitiba
Wagner Polistchuk | regência
Darci Almeida | soprano
Marcelo Dias | barítono
Mendelssohn-Bartholdy | Cardoso | Coelho Maciel | Cervo | Whitacre | Gershwin | Villani-Côrtes
Grátis

16h30, Praça do Capivari | Orquestra do Festival
Cláudio Cruz | regência
José Feghali | piano
Almeida Prado | Beethoven | Villa-Lobos
Grátis

17h, Capela do Palácio Boa Vista | Álvaro Siviero e Convidados
Álvaro Siviero | piano
Pablo de León | violino
Rudá Alves | violino
Alexandre de León | viola
Mauro Brucoli | violoncelo
Liszt | Brahms
R$ 50

21h, Auditório Claudio Santoro | Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Fábio Mechetti | regência
Adriane Queiroz | soprano
Mozart | Mahler
R$ 100

17 de julho, domingo

12h30, Praça do Capivari | Ópera Estúdio Emesp e Camerata Guarulhos
Mauro Wrona | direção
Emiliano Patarra | regência
Mozart: A Flauta Mágica
Grátis

15h30, Igreja Matriz de Santa Teresinha | Concerto dos Bolsistas de Composição
Guillaume Bourgogne | Regência
Silvio Ferraz | direção

Grupo de Câmara do Festival
Compositores do Festival
Grátis

16h30, Praça do Capivari | Banda Sinfônica do Estado de São Paulo
Marcos Sadao | Regência
Kid Vinil | narração
Dr. Sin | banda convidada
A História do Rock: Jerry Leiber & Mike Stoller | Little Richard | Chuck Berry | Bill Haley | The Beatles | The Doors | Jimi Hendrix | Bob Dylan | Rolling Stones | Led Zeppelin | Black Sabbath | The Who | Pink Floyd | Ramones | Queen
Grátis

18h, Auditório Claudio Santoro | Orquestra do Festival
Cláudio Cruz | regência
José Feghali | piano
Almeida Prado | Beethoven | Villa-Lobos
R$ 30

22 de julho, sexta

21h, Auditório Claudio Santoro | The University Of Florida Chamber Players
David Waybright | regência
Barber | Villa-Lobos | Dahl | Bernstein | Kurka | Stravinsky | Mozart | Sharp | Basler | Richards | Figueiredo | King | Fillmore
R$ 40

23 de julho, sábado

21h, Auditório Claudio Santoro | Orquestra Sinfônica do Porto Casa da Música
Christoph König | regência
Lacerda | Mahler
R$ 100

SÃO PAULO

1º de julho, sexta

20h30, Paróquia São Luís Gonzaga | Núcleo de Música Antiga da Emesp
Luís Otávio Santos | regência
Bach
Grátis

5 de julho, terça

20h30, Auditório do Masp | Mozart Piano Quartet
Hartmut Rohde | viola
Mark Gothoni | violino
Paul Rivinius | piano
Peter Hörr | violoncelo
Mozart | Martinu | Brahms
R$ 30

8 de julho, sexta

20h30, Auditório do Masp | Imani Winds
Valerie Coleman | flauta
Toyin Spellman-Diaz | oboé
Mariam Adam | clarinete
Jeff Scott | trompa
Monica Ellis | fagote
Mongo Santamaria | Barber | Paquito D’rivera | Ligeti | Villa-Lobos | Piazzolla
R$ 30

12 de julho, terça

20h30, Auditório do Masp | Het Collectief
Wibert Aerts | violino
Benjamin Dieltjens | clarinete
Thomas Dieltjens | piano
Toon Fret | flauta
Martijn Vink | violoncelo
Robert de Leeuw | regência
Jacqueline Janssen | meio soprano
Schönberg
R$ 30

15 de julho, sexta

20h30, Auditório do Masp | Quarteto Arditti
Irvine Arditti | violino
Ashot Barkissjan | violino
Ralf Ehlers | viola
Lucas Fels | violoncelo
Janácek | Manoury | Silvio Ferraz | Ferneyhough | Ligeti
R$ 30

24 de julho, domingo

17h, Sala São Paulo | Concerto de Encerramento: Orquestra do Festival
Cláudio Cruz | regência
José Feghali | piano
Almeida Prado | Beethoven | Villa-Lobos
R$ 20/R$ 60

ORQUESTRA DO FESTIVAL

Cláudio Cruz | regência
José Feghali | piano
Almeida Prado | Beethoven | Villa-Lobos

Piracicaba
19 de julho, terça, 20h
Teatro Municipal Dr. Losso Netto
Grátis

Jundiaí
20 de julho, quarta, 20h
Grátis

Santos
22 de julho, sexta, 20h
Teatro do Sesc Santos
R$ 1,00/R$ 4,00

Santo André
23 de julho, sábado, 20h
Grátis

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26.maio.2011 17:54:23

Primeira página

por Dado Carvalho

A Flip é só em julho. Enquanto espera pela Festa Literária Internacional de Parati, você pode encontrar escritores no 4º Festival da Mantiqueira, de hoje (27) a domingo, em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos. Um deles é o argentino Federico Andahazi, que trabalha em seu próximo romance. Há apresentações de Lobão, que lançou sua autobiografia no fim de 2010, e da Orquestra Sinfônica de Campos do Jordão. Confira os destaques abaixo e a programação completa em www.cultura.sp.gov.br.

ONDE: Pça. Con. Antonio Manzi, S. Francisco Xavier, S. José dos Campos. QUANDO: Hoje, 17h/23h59; sáb. (29), 9h/23h; dom. (29), 9h/17h30. QUANTO: Grátis.

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Moacyr Scliar, morto em fevereiro, é homenageado por Rosi Campos e Cadão Volpato. A dupla lê textos do autor antes de cada debate na tenda principal.

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Katia Canton, que escreve no caderno Estadinho, é especialista em contos de fada. Ela promove uma atividade infantil sobre o assunto. Sáb. (28), 12h.

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O cronista Antônio Prata, que trabalha em um livro com relatos de sua infância, participa de um bate-papo com Reinaldo Moraes e Luiz Felipe Pondé. Dom. (29), 16h.

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Luiz Ruffato, que lança em breve Domingos sem Deus, último volume da série ‘Inferno Provisório’, fala sobre livros com Sérgio Sant’Anna. Sáb. (28), 11h.

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Xico Sá lança o romance Big Jato pela editora Record. Ele também participa do debate ‘Machos, machistas, fêmeas, feministas’, com Márcia Tiburi. Sáb. (28), 17h30.

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Os autores Ignácio de Loyola Brandão, colunista do Estado, e Márcio de Souza conversam sobre a metrópole e seus personagens. Dom. (29), 11h.

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