divulgação
NOVO| dinamarqueses lançam ‘Out of Frequency’
Existem bandas que acontecem no mundo por conta de propagandas bem sucedidas – algumas se sustentam, outras não. A dinamarquesa The Asteroids Galaxy Tour, que por duas vezes teve músicas ligadas a campanhas de publicidade em escala internacional, parece estar no primeiro grupo. As canções em questão foram ambas lançadas em 2009: ‘Around the Bend’ (que garantiu à banda um convite para abrir um show de Amy Winehouse em Copenhagen) e ‘The Golden Age’ tem uma inegável vocação pop, característica que se estende por praticamente todo o repertório do sexteto, que se apresenta sábado (28) no Cine Joia.
O primeiro disco da banda, ‘Fruit’ (2009), tinha como marca as simples e boas melodias, com referências ao pop, claro, e com elementos eletrônicos bem utilizados – composições que se encaixam bem na voz da bela vocalista Mette Lindberg, que muitas vezes tem uma pegada de cantora pop dos anos 80, algo como Cindy Lauper ou Kylie Minogue.
Em 2012 eles colocaram na rua o segundo álbum, ‘Out of Frequency’, em que tais características continuam evidentes, mas agora com o claro desejo dos dinamarqueses de sofisticar ainda mais os arranjos, abusando de texturas e efeitos, como bons dubs na guitarra e até algum sotaque oriental. E Mette ainda está lá, com sua voz que gruda facilmente na cabeça. Os publicitários sabiam muito bem o que estavam fazendo. Douglas Vieira Cine Joia (1.200 lug.).
ONDE: Pça. Carlos Gomes, 82, metrô Liberdade, 3231-3705. QUANDO: Sáb. (28), 22h. QUANTO: R$ 80/R$ 180. Cc.: D, M e V. Cd.: todos.
Tags: Cine Joia, eletrônico, indie, pop, rock, The Asteroids Galaxy Tour
FAB FOUR | Roger, John, Nick e Simon (à esq.), na estrada há 32 anos
No auge aos trinta anos de carreira, o Duran Duran volta à cidade com seus muitos hits e uma só promessa: nesta 4ª (2), todo mundo vai dançar
Modelos só de lingerie dormem abraçadas umas às outras em uma enorme suíte do hotel Savoy, em Londres. Há taças de champanhe espalhadas pelo chão. Uma delas acorda e escancara as cortinas. É Naomi Campbell. Só que não. Ali, naquele clipe de nove minutos e meio, ela é Simon Le Bon, o líder do Duran Duran. ‘Girl Panic’, vídeo lançado em novembro passado, sintetiza bem o atual momento da banda inglesa, criada no fim dos anos 70 e que, desde 1980, tem Simon nos vocais e John Taylor no baixo. Com ‘All You Need is Now’, disco que retoma a sonoridade e os elementos que garantiram fama ao grupo no início da carreira, o Duran Duran reconquista os fãs – e volta a São Paulo na quarta (2), para um único show, com ingressos esgotados.
Seus dois últimos discos são muito diferentes. Como os fãs receberam o novo trabalho? A reação está sendo impressionante, maravilhosa. ‘All You Need is Now’ teve uma acolhida enorme por parte dos fãs. Uma acolhida muito maior que a do disco anterior. E o bacana é que, em primeiro lugar, foram eles, os nossos fãs, que nos levaram a ele. A gente não teria feito este disco assim se não fossem eles.
É o primeiro trabalho com o novo produtor, Mark Ronson. Como foi trabalhar com ele? Mark é fã da banda desde criança. Eu lembro de encontrá-lo na rua, em Nova York, em 1900 e… oitenta e pouco. Ele tinha uns 10 anos, estava com a mãe e o padrasto (Mick Jones, da banda Foreigner) e veio todo tímido, pedir um autógrafo. Então, quando fui trabalhar com ele, já sabia que era um fã. Na verdade, nós ouvimos uns mash-ups que ele fez com alguns de nossos trabalhos e nos perguntamos: ‘não seria incrível trabalhar com um cara como esse? Ele realmente ama o som original do Duran Duran’… E foi assim que tudo começou.
O que vocês fizeram para garantir que essa retomada da essência da banda não soasse datada? Mark colocou uma condição para trabalharmos juntos: a de retomar o som da banda pela qual ele havia se apaixonado nos anos 80. Mas o Mark é um músico moderno, que tem sons, técnicas e instrumentos modernos. Ele nos fez ouvir bandas como The Cardinals, The Killers, Franz Ferdinand. Para ele, elas soavam como nós. E foram referências importantes para que reconquistássemos o nosso território sem fazer um disco retrô.
E aí veio ‘Girl Panic’. Trinta anos depois, vocês ainda são pin-ups… Pensar assim é muito lisonjeiro (risos). Mas tenho certeza de que Naomi (Campbell), Cindy (Crawford), Helena (Christensen) e Eva (Herzigova) fizeram um trabalho muito melhor do que a gente jamais conseguiria. No fundo, acreditamos que, em uma vida paralela, elas seriam a cara do Duran Duran.
Vocês fizeram muitas parcerias no último ano. Fale sobre elas. A gente tem a sorte de um projeto meio que puxar o outro. Trabalhamos com David Lynch, com o Arcade Fire, tivemos duas músicas num episódio de Glee… E estamos sempre abertos a novas ideias, nos divertimos com elas.
E o que podemos esperar para este novo show? Nosso melhor. Shows no Brasil entram para nossas vidas como momentos incríveis, sempre.
ONDE: Credicard Hall (7.504 lug.). Av. das Nações Unidas, 17.981, S.Amaro, 2846-6010. QUANDO: 4a. (2), 21h30. QUANTO: R$ 55/R$ 500 (ingressos esgotados). Cc.: todos. Cd.: todos.
Tags: anos 80, Duran Duran, eletrônico, Mark Ronson, pop, Simon Le Bon

JOVEM | apenas 21 anos e um dos melhores discos do ano
Enfant terrible da música eletrônica atual, Nicolas Jaar se apresenta hoje (2), na Freak Chic – em noite que serve também para a D-Edge comemorar um ano desde a reforma que expandiu o clube de antes apenas um ambiente para proporções grandiosas.
Nascido em Nova York em 1990, passou boa parte da infância no Chile, país natal do seu pai, o artista Alfredo Jaar, e de uma das suas principais influências: Ricardo Villalobos, que vive na Alemanha desde os três anos de idade. Villalobos, gênio do minimal techno, entrou na vida de Nicolas em 2004, quando seu pai lhe deu o álbum ‘Thé au Harem d’Archiméde’. Em 2008, ele lançou seu primeiro EP, com cinco músicas, pelo ótimo selo Wolf + Lamb. Além do próprio Villalobos, o som de Nicolas busca influência em pianistas de jazz, e no compositor francês Erik Satie.
O primeiro álbum da carreira, ‘Space is Only Noise’, saiu em janeiro e é um dos melhores lançamentos deste ano. Seu mérito é tratar o eletrônico como uma ferramenta para fazer música, e não um estilo específico, ou um gueto. Nas 14 faixas, o clima é de melancolia, silêncio, com instrumentações às vezes esparsas, bastante jazz e um pouco de psicodelia – e mesmo se as composições não são exatamente para a pista, a influência da dance music (do minimal, do techno) é quase sempre visível no meio do experimentalismo.
Outra atração da noite é Kenny Dixon Jr., conhecido como Moodymann, DJ e produtor de techno e house na ativa em Detroit desde 1992. Dixon é defensor da importância da cultura afro-americana na música eletrônica (house e techno foram criados por negros em Chicago e Detroit) em contrapartida à dominância branca do gênero. Suas produção bebem em outros ritmos black: muito disco e funk e soul, além de samples de filmes de blaxploitation. O último álbum lançado pelo músico foi ‘Anotha Black Sunday’, em 2009.
ONDE: R. Auro Soares, 141, Barra Funda, 3666-9022. QUANDO: Hoje (9), 23h59. QUANTO: R$ 120. www.d-edge.com.br
Tags: D-Edge, DJ, eletrônico, Freak Chic, jazz, Moodymann, Nicolas Jaar, psicodelia, Space is Only Noise
Para comemorar os 23 anos da inauguração do Nation, balada underground que existiu na Augusta entre 1988 e 1990, o DJ Mauro Borges (foto) recebe na festa Club 90 outros dois residentes do clube na época (além dele mesmo): Renato Lopes e Camilo Rocha. O line-up tem também uma série de convidados, incluindo Magal, Atum, Edu Corelli, Cacá di Guiglielmo, Gé Rodrigues, Oscar Bueno, Daniel Martins, Bispo e Claudia Assef, além de um pocket show do grupo de dance music ‘Que Fim Levou o Robin?’, sucesso na televisão brasileira no começo da década de 90 com o hit ‘Aqui Não tem Chanel’, que surgiu, liderado por Borges, entre frequentadores do Nation.
Nova Nostro. R. da Consolação, 2.554, Cerqueira Cesar, 3419- 7360. Hoje (28), 23h59. R$ 50. Cc.: A, M e V. www.nostromondo.com.br
Tags: 90s, camilo rocha, eletrônico, mauro borges, nation, nova nostro, renato lopes
A Disco comemora 11 anos este mês e a festa será na próxima terça-feira, dia 11, que calhou de ser uma véspera de feriado. O line conta com o nova-iorquino Roger Sanchez e o inglês Jimpster, além de Diego Moura e do sócio e DJ Michel Saad.
R. Prof. Atílio Innocenti, 160, Itaim Bibi, 3078-0404. 3ª (11), 23h. R$ 60/R$ 150. Cc.: todos. www.clubdisco.com.br.
Tags: disco, eletrônico, house, Itaim Bibi
O americano Steve Aoki é a principal atração do Kaballah Showcase, versão reduzida do festival de música eletrônica Kaballah, que comemora oito anos em 2011. A nova festa vai circular por várias cidades do País até a próxima edição da irmã maior, agendada para abril de 2012.
Acesse o site do evento para informações sobre line-up e ingressos.
ONDE: Espaço Aria. R. Beira Rio, 116, V. Olímpia, 3044-3241. QUANDO: Sáb. (24), 23h. QUANTO: $ 40/R$ 100.
Tags: eletrônico, kaballah, steve aoki, v. olímpia
Oito festas batizadas de Cream Tour vão servir de aquecimento para a edição brasileira do Creamfields, que será em janeiro de 2012 em Santa Catarina. A primeira é hoje, em São Paulo, com show do francês Vitalic e do duo Kings of Swingers, projeto do DJ Mau Mau com Renato Ratier, que também é dono da D-Edge.
ONDE: Vila dos Ipês. Av. Mofarrej, 1.505, V. Leopoldina, 3835- 8198. QUANDO: Hoje (16), 22h. QUANTO: R$ 50/R$ 70. Cc.: M e V
Tags: Cream Tour, creamfields, Dj Mau Mau, eletrônico, Kings of Swingers, Renato Ratier, vitalic
O Metronomy começou em 1999 com Joseph Mount (à esq. na foto) sozinho em seu quarto, na pequena cidade de Totnes, no interior da Inglaterra. Mas ficou conhecido mesmo como um trio, com Mount, Oscar Cash e Gabriel Stebbing tocando em laptops as músicas do disco ‘Nights Out’, de 2008. Agora, epois da saída de Stebbing, a banda é um quarteto: Mount e Cash se juntaram ao baixista Gbenga Adelekan e à baterista Anna Prior para uma formação mais tradicional, com instrumento. A banda inglesa vem ao Brasil, pela segunda vez, para mostrar o novo disco, ‘The English Riviera’, mais melódico e orgânico que os trabalhos anteriores. E dessa vez o show é numa casa fechada (o Beco 203) – ou seja, sem a chuva de 2009. O Divirta-se falou com Mount por telefone, leia abaixo a entrevista.
Em 2009 vocês tocaram aqui em um festival à céu aberto para milhares de pessoas (Planeta Terra), e agora vão tocar em um clube fechado, para algumas centenas. Você tem alguma preferência? É muito diferente tocar em um festival e fazer o seu próprio show. Estamos muito animados para ver como vai ser.
O álbum ‘English Riviera’ é menos dançante que os trabalhos seus trabalhos anteriores… Isso depende! [risos]
Sim. Não definitivamente não-dançante, só um pouco menos. E há menos elementos eletrônicos também. Algum motivo para essa mudança para um som mais orgânico? Ainda há sons de baterias eletrônicas e sintetizadores, mas a ideia era fazer um disco que não dependesse tanto de sequenciadores. E fazer uma coisa diferente. Gosto da ideia de supreender as pessoas, é legal mudar. Nosso próximo álbum pode ser diferente também.
No computador as opções para fazer música são praticamente ilimitadas. Como foi compor para quatro instrumentos específicos (baixo, guitarra, teclado e bateria)? Ainda componho as músicas do mesmo jeito que fazia antes. Mas essa limitação em saber como quer gravar, e que vai ser tocado ao vivo, talvez ajude a concentrar nas partes mais importantes da canção.
E como foi trabalhar em um estúdio pela primeira vez? Maravilhoso. Eu só fazia música no computador e, desde que comecei, ficava guardando ideias, e imaginando o que faria quando finalmente chegasse em um estúdio. Foi muito divertido. É um lugar feito especificamente para fazer e gravar música.
Desde que vocês começaram a se apresentar como uma banda completa, você sentiu diferença nos shows? Sim! Anna (Prior) e Gbenga (Adelekan) já sabiam como isso era, mas para mim e Oscar (Cash) é novidade. Eu não penso muito em como era antes, mas se você se lembra, era muito controlado, e agora é mais livre.
É menos restrito ao computador. Exatamente.
‘The English Riviera’ é um pouco sobre o lugar que você cresceu. Por que essa influência temática? Eu me mudei quando eu tinha 18 anos e passei a viver em cidades grandes. Onde eu cresci é o campo. É muito quieto e pacífico. Mas depois de viver em cidades por tanto tempo, se você volta para o campo começa a sentir falta daquilo. A ideia de sair com os amigos no meio do nada, sem barulho. Fico me lembrando como era.
Que tipo de música você ouvia quando era novo? Ah, todos os tipos. Depende. Que idade?
Quando você era adolescente, e quando se mudou para Londres. Quando eu era adolescente ouvia muito hip hop, A Tribe Called Quest, De La Soul, e depois comecei a escutar coisas como DJ Shadow e entrar em uma onda de dance music mais ofensiva, alta… É complicado [risos]. Eu virei meio que um nerd, um nerd de música.
E enquanto fazia o disco novo? Para este álbum ouvi bastante Fleetwood Mac e Stevie Wonder. Neil Young. Bem clássico. Esse tipo de música foi a minha inspiração.
Quando ‘Nights Out’ foi lançado o Metronomy estava inseridos dentro da cena new rave. Agora, você vê uma ligação entre a banda e alguma cena musical? Acho que essa é uma das razões pela qual este álbum está sendo tão bem aceito: é porque não estamos sendo ligados a nenhuma outra banda. É muito bom saber que toda vez que somos mencionados não estamos sendo mencionados junto com outra banda. Isso tem nos ajudando. No começo, se alguém não gostasse de Klaxons ou algo assim nunca nos ouviria porque achava que tudo não passava de lixo. É legal saber que estamos por conta própria.
ONDE: BECO 203. R. Augusta, 609, Consolação, 3237- 3068. QUANDO: 4ª (31), 22h. QUANTO: R$ 110 (esgotado).
Tags: beco 203, eletrônico, Metronomy
Reprodução

DIV | cartaz da festa ‘RA X’, que a revista Resident Advisor faz na D-Edge
Referência na cobertura da cena mundial de dance music, a revista digital Resident Advisor (www.residentadvisor.net) resolveu comemorar seus 10 anos de vida com 10 baladas em cidades diferentes ao redor do globo. Londres e Barcelona foram as primeiras e, amanhã, é a vez de São Paulo.
O palco brasileiro da festa, batizada de ‘RA X’, é a D-Edge. O ‘X’ é uma referência à idade do site (10, em numerais romanos), mas também a uma atração surpresa diferente que cada balada irá receber – o DJ X, que só será conhecido quando o artista começar a tocar.
O line inclui o americano Ewan Pearson, que além de suas próprias faixas já produziu Rapture e Ladytron; o alemão Losoul, compositor veterano da gravadora Playhouse; o duo brasileiro Dubshape; e Renato Ratier, DJ e dono da D-Edge.
O artista holandês Jeroen Erosie fez o cartaz da festa (foto) e uma versão serigrafada, limitada a apenas 75 exemplares, estava à venda na Resident Advisor.
ONDE: D-Edge. Rua Auro Soares de Moura Andrade, 141, Barra Funda, 3666-9022. QUANDO: Sáb. (23), 23h59. QUANTO: R$ 100 (R$ 50/R$ 70 com nome na lista).
Tags: D-Edge, eletrônico, festa, house, resident advisor, techno
DJ Marky, o brasileiro mais famoso na cena eletrônica mundial, vai tocar mensalmente na cidade: o Vegas Club irá receber toda segunda sexta-feira de cada mês a festa ‘Marky & Friends’, que rola no mundo todo desde 2007 e já passou pelo Brasil várias vezes, inclusive no próprio Vegas.
Com quase 30 anos de carreira, o DJ, que começou a tocar na extinta Toco Dance Club, na Zona Leste, é considerado um dos maiores nomes do drum and bass e continua na ativa: em abril deste ano, lançou o ‘FabricLive.55’, parte de uma série de sets de DJs famosos, gravados ao vivo no famoso clube londrino que dá nome ao disco.
Para a primeira edição da balada mensal, Marky recebe o DJ MS2 e o duo Database, ambos de São Paulo. Enquanto hoje (8) a festa toma conta do Vegas inteiro, nas próximas edições Marky ficará apenas no lobby, dividindo a casa com a festa de dubstep ‘Tranquera’.
Vegas Club. R. Augusta, 765, Consolação, 3231-3705. Hoje (8), 23h. R$ 30 ou R$ 50 consumação.
Tags: DJ Marky, Drum and Bass, eletrônico, Vegas Club
2013
2012
2011
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