Bicho geográfico| Dia 27/2, no Zoológico, a visita se dividiu em dois mundos: o moderno serpentário e a topografia quase pré-histórica, dos tempos da inauguração, em 1957.
Crédito: Robson Fernandjes/Estadão
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Nanci/Ian: Muito interessante a exposição das serpentes e as peças do carrinho tátil. Katia, a monitora, levou uma mochila com vários bichos que ela ia mostrando para o Ian tocar no caminho, caso do elefante de plástico. Ian adorou tocar no couro da girafa. “Contei para meus amigos no site do Cegueta, mas eles não acreditaram. Foi sensacional”.
Cleide/Emilly: Da minha parte foi um pouco desgastante pois a Emilly, sendo cadeirante, acaba exigindo um pouco mais de mim pelo fato de ter que empurrar a cadeira nas descidas e subidas! Para ver os animais temos que subir nas calçadas, que muitas vezes não têm guia rebaixada e o chão é cheio de pedregulhos, sendo dificil transitar com a cadeira. Os banheiros são distante mas há banheiro adaptado e esse tinha um balcão de mármore com colchonete onde me ajudou muito para poder troca-lá. Fora isso foi tudo maravilhoso, os educadores que nos acompanharam foram extremamente prestativos, amei os momentos onde levaram miniaturas dos animais para o deficiênte visual poder sentir, fora que sabiam libras para poderem se comunicar com Wagner, deficiente auditivo, e ainda por cima me ajudaram a subir e descer as tais guias. O que mais a Emilly mais gostou foi de sentir a pele da girafa e de saber como o Ian lê em braille.
Priscila/Wagner: Este passeio no começo pra mim foi difícil avaliar, porque eu queria entender o conceito pleno de acessibilidade. Por isso conversei com a Carol ( do Instituto Seli ) e formei meu próprio conceito. O Zoológico não é acessível. Porque é necessário formar um grupo, agendar uma visita monitorada para se ter uma intérprete. Seria acessível se os funcionários do parque tivessem um curso de libras para poder informar localização de animais e banheiro, por exemplo, além de cumprimentos. Em relação ao Wagner ele adorou! Houve uma simpatia imediata com a intérprete, que é ótima. Ele adorou o tigre, a onça brincando com algo que parecia uma bola, achou o elefante muito legal. Ele também viu uma serpente gigante e disse: ‘Nossa, muito legal’. O urso e as araras azul, vermelha e amarela também entraram para as aves preferidas. Nota 10 para os monitores Renato e Kátia, pela competência, delicadeza e dedicação.
Zoológico. Av. Miguel Estéfano, 4.241, Água Funda, 5073-0811. 9h/17h (fecha 2ª). R$ 7/R$ 18 (grátis até 4 anos).
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Blitz Sensorial – Cidade da Criança
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Magia Importada| Começamos bem, em 24/2: fomos ver ‘A Pequena Sereia’, no HSBC Brasil, com acessibilidade de 1º mundo, para bruxa nenhuma botar defeito.
Crédito: André Lessa/Estadão
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Nanci/Ian: O passeio foi bom né, embora o Ian estivesse emburrado… ele depois entendeu que ali era pra Tania audiodescrever e não pai, nem a mamãe. Ele não perguntou nada pra ela porque não quis, mas percebi claramente que se houvesse dúvidas ela responderia. Ela foi precisa… ela mesmo disse que eles estão engajados. Que bom! Antes do espetáculo, Ian tocou nos adereços e fantasias.
Cleide/Emilly: Para mim foi tudo certo, logo ao chegarmos o bombeiro veio ao nosso encontro e se dispôs a me ajudar com a Emilly, tirando a cadeira do carro mesmo sem saber quem éramos. Já com relação à acessibilidade achei ótimo, tudo plano desde a entrada, sem obstáculos, banheiros adaptados e com espaço bom que daria para colocar uma maca, para podermos trocar as crianças maiores que não cabem naqueles trocadores infantis e que usam fraldas ou
que necessitem ser sondadas. Falo isso pela minha dificuldade em trocar a Emilly já que a mesma usa fralda e necessita ser sondada. Nos shoppings, por exemplo, é terrivel pois o fraldário é bem pequeno e ela não cabe no espaço do trocador. Nos banheiros tenho que me virar nos 30 para conseguir troca-lá na cadeira. Quero agradecer mais uma vez pelo passeio, a peça foi maravilhosa.
Priscila/Wagner: Eu realmente gostei muito. Da forma como o passeio foi feito viabiliza o acesso à qualquer surdo sem nenhum constrangimento. A qualidade da intérprete é muito boa. E uma delas me contou que escolas de crianças especiais são convidadas para peças gratuitamente. O Wagner adorou a peça, só me disse que ficou confuso, porque ele olhou para os dois lugares ao mesmo tempo: o palco e o telão com a intérprete. Nota 10 pela acessibilidade e competência da intérprete.
HSBC Brasil. R. Bragança Paulista, 1.281, Chác. S. Antonio, 4003-1212. Ainda não há peça infantil programada.
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Tags: Blitz Sensorial, Divirta-se, HSBC Brasil
Jogadas de mestres| Decisão unânime, o Dragon Bowling foi o passeio mais divertido. Até mesmo quando o empolgado Ian arremessou a bola de boliche na direção oposta.
Créditos: Filipe Araujo/Estadão
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Ian: Nunca tinha jogado boliche e achei sensacional. No começo não entendi direito, só ouvia o barulho. Mas foi o passeio mais legal da matéria.
Cleide/Emilly: Bom logo ao chegarmos avistamos uma escada rolante para poder subir ao boliche, pensei comigo só falta ter apenas essa entrada. Mas não, havia um elevador onde o segurança além de nos explicar o caminho, nos acompanhou até o local. Ao entrar no boliche vimos que para todos os locais haviam rampas para cadeirantes e havia também uma pista exclusiva para deficiêntes com grade e suporte para poder arremessar as bolas. Até então estava tudo perfeito, até eu perguntar sobre o banheiro. Infelizmente não tinha banheiro adaptado, claro que fui perguntar ao gerente do estabelecimento. Ele me respondeu que o responsável pelo banheiro era o shopping, e que ele não podia mexer na estrutura do banheiro, que ele já tinha pedido permissão ao shopping para poder adaptar o banheiro, mas o mesmo não permitiu. Disse também que todos os outros estabelecimentos dele eram adaptados, somente esse não era. E disse que se nós pudessemos reclamar com a administração do shopping seria ótimo, pois estaríamos fazendo um grande favor pra ele… Fomos bem recepcionados, o responsável ficou com a Emilly auxiliando a melhor forma de arremessar a bola, deu atenção ao Ian explicando como era o local, mostrando as bolas, os pinos. Só achei que ele não deu tanta atenção ao Wagner, não porque ele não quizesse, mas sim pela falta de comunicação. Eu o vi por várias vezes chamando pelo nome do Wagner e depois ele veio até nos e disse assim: ‘”oxa chamei ele por várias vezes e só depois lembrei que ele não ouve”.
Priscilla/Wagner: Foi um passeio incrível, o Wagner tava feliz demais. Achei o lugar ótimo aquele rapaz que esteve conosco, não sei o nome dele, mas foi super simpático e acessível, lá não tem libras, mas não achei o jogo difícil de entender acredito que dá para um surdo se virar bem. Nota 11. Foi incrível ver e participar da alegria das crianças.
Dragon Bowling. Shopping Center Norte. Trav. Casalbuono, 120, 2º piso, V. Guilherme, 2252-2754. 2ª a 5ª, 12h/23h59 (6ª, 12h/1h; sáb., 10h/2h; e dom. 10h/23h59). R$ 48/R$ 84, por hora.
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Tags: Blitz Sensorial, Boliche, Divirta-se, Dragon Bowlling
Fantasma sem drama| Com sessões em libras e audiodescrição, o espetáculo ‘O Fantasma do Som’ combinou perfeitamente com Centro Cultural São Paulo, acessível desde sua fundação
Crédito: JF Diório/Estadão

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Camila/Ian: O espaço é ótimo. Adorei a peça e a audiodescrição da Livia.
Cleide/Emilly: A peça foi maravilhosa. Achei bom o lugar, bem espaçoso, com elevador para deficiêntes, bombeiros à disposição para ajudar, rampa, piso tátil, teatro com espaço para cadeirantes, áudio descrição para deficiêntes visuais, só deixou a desejar a falta do intérprete em libras, que na minha opinião daria para colocar sem sombra de dúvidas. Claro que não poderia deixar de argumentar sobre a falta do ‘bendito banheiro adaptado’, a responsável disse que tem banheiros adaptados, não duvido dela, mas seria maravilhoso se os banheiros fossem próximos, coisa que não vi: fui em dois que tinham próximos e nenhum era adaptado. Também gostei muito da biblioteca em braille, o Ian escrevendo na maquina foi muito legal eu mesmo não conhecia uma máquina em braille. Fomos muito bem atendidos pela moça responsável pela biblioteca que também é deficiênte visual e é claro não poderia deixar de dizer o quanto a Fernanda é prestativa com as crianças, a preocupação e o cuidado em estar sempre conversando com elas e explicando o que iria acontecer, digo isso pelas palavras com a Emilly: “Mãezinha estou tão feliz por não ter ficado com medo do fantasma, mas foi a tia Fernanda que me ajudou, dizendo que não tinha por que ter medo do fantasma”.
Priscila/Wagner: Me senti decepcionada. O espaço é muito lindo, mas disseram que tinha intérprete, porém não vi, disseram também que tinha contador de històrias em libras, que eu também não vi. Mas, o Wagner gostou da peça, principalmente do fantasma, quando perguntei se ele entendeu a história ele disse que mais ou menos. Não posso dizer que é acessível, porque não vi nada.
Fernanda: esclarecendo, há contação de histórias e atividades em libras libras, caso da oficina ‘expressão e história’, programada para o dia 10/5, às 11h. A assessoria de imprensa informa que há banheiros adaptados e trocadores.
Centro Cultural São Paulo. R. Vergueiro, 1.000, Paraíso, 3397-4002.
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Tags: Blitz Sensorial, CCSP, Divirta-se
Morte feliz| Dia 22/3, no Museu do Instituto Biológico, um acidente fatal causou uma grande diversão: uma barata foi esmagada durante a competição com suas colegas
Crédito: Evelson de Freitas/Estadão

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Ian: Um dia antes de ir no museu eu perguntei para minha mãe o que era um grilo . Ela não soube me explicar, mas lá eu peguei um grilo e senti como era. Também teve uma barata que foi esmagada pela portinha antes de começar a corrida.
Cleide/Emilly: Achamos o lugar muito interessante, com um bom espaço, e as explicaçõessão bem lúdicas, fazendo com que as crianças entendam melhor o que lhe é explicado. Faltou informações em braille e sem dúvidas fez muita falta um interprete em libras. Assim como há uma exigência para saber inglês deveria também ter um interprete. Para melhorar o acesso à cadeirante seria maravilhoso fazer uma rampa nos três degraus. Houve uma boa vontade enorme dos funcionários em levantar a cadeira para subir ao 2º andar mas minha filha tem apenas 9 anos, é pequena e leve, agora imagina só ter que levantar um adulto cadeirante que está ali para visitar o local com seus filhos, como fica??? Bom não poderia deixar de colocar que esse local foi o primeiro com uma espécie de maca, onde daria para colocar uma pessoa deitada e troca-lá tranquilamente e tambem tinha banheiro adaptado…
Priscilla/Wagner: Como pode não ter um intérprete de libras? O passeio foi bem legal e o Wagner pegou em bicho-pau e vários bichos. Eu não, minha nossa tenho medo. Só achei triste não ter libras mesmo.
Museu do Instituto Biológico. R. Amâncio de Carvalho, 546, V. Mariana, 2613-9500, 9h/17h (fecha 2ª). Grátis.
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Tags: Blitz Sensorial, Divirta-se, Museu do Instituto Biológico
Nau à deriva| Dia 26/3 descobrimos que a Cidade da Criança está mais decadente do que parece. Com brinquedos sucateados e atrações fechadas, está mais para Cidade Perdida.
Crédito: Robson Fernandjes/Estadão

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Nanci/Ian: Falta o mínimo de segurança. O prometido submarino não abriu, asssim como outros brinquedos. Os funcionários pareciam que estavam fazendo um favor. Se o parque abre às 9h, os brinquedos supostamente já deveriam estar limpos neste horário.
Cleide/Emily: Esse local o foi o que mais deixou a desejar. O acesso para cadeirante até que é razoavél, agora em se tratando de brinquedo é uma precariedade total, começando pela má vontade dos funcionários, da falta de cuidados com as crianças e os brinquedos em péssimo estado. Ah, não poderia deixar de falar dos brinquedos quebrados, em manutenção ou a equipe de limpeza limpando em plena 1h da tarde, sendo que o parque abre às 9h. Não teve ninguém para nos instruir, nenhuma placa advertindo ‘cuidado’… O banheiro normal estava em boas condições, já o banheiro de deficiente, senhor amado esse nem sei se pode se chamar de banheiro, o vaso estava solto, sujo de barro, sem papel higiênico e sem água. Já o fraldário me surpreeendeu, era um espaço enorme, todo desenhado, super limpo, com cadeiras e para minha surpresa uma maca de verdade, com colchão e forrado com plástico, torneira próxima para lavar as maõs, tudo perfeito. As crianças aproveitaram tudo, claro são crianças e não se preocupam com nada, mas nós pais temos que avaliar a questão da segurança, e é claro que essa palavra não existe lá.
Priscila/Wagner: Houveram momentos bem legais, brinquedos que realmente nos divertimos, mas os funcionários realmente deixaram a desejar. Caras amarradas, em alguns brinquedos chegaram a ser grossos, mas gostaria de dar um 10 a dois funcionários: o senhor José, do avião; e o Richard, da cama elástica. Foram super educados e simpáticos. Agora a opinião do Wagner: ele gostou demais de alguns brinquedos, que valeram muitos gritos e risadas; montanha russa, um brinquedo que rodava e subia muito alto, carro bate-bate, trem, cama elástica, dinossauro, barco Viking, enfim ele disse que gostou muito. Em relação a acessibilidade, só posso dar zero, porque não tinha nada em libras.
Cidade da Criança. R. Tasman, 301, São Bernardo do Campo, 4330-9080. 9h/17h (fecha 2ª). R$ 35, o passaporte.
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O melhor e único| Procuramos outros, mas o Cinesesc continua como o espaço de cinema mais acessível da cidade: dentro e fora da sala de exibição, como constatamos no dia 5/4
Crédito: Paulo Liebert
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Ian: Gostei, mas o celular tocou três vezes na cabine de audiodescrição e isso me deixou perdido no meio da história (imprevisto: a cópia do filme ‘A Invenção de Hugo Cabret’, que deveria ser dublada, chegou legendada e gerou transtorno: Emilly só começou a entender o filme 20 minutos depois, com fone de audiodescrição. A audiodescrição, porém, estava programada para cenas dubladas e um funcionário entrou às pressas para improvisar a segunda voz – e esqueceu de desligar o celular).
Cleide/Emilly: Amei, super acessível, banheiros adaptados com placas informativas em braille, só faltou uma informando que o banheiro adaptado é para deficientes, pois tive de esperar duas meninas usarem para poder entrar. Em relação ao cinema, adorei a posição das cadeiras, diferente de shopping que ficam embaixo e são mais inclinadas. Essas ficam em altura boa, com lugar reservado para cadeirante. Achei o máximo.
Priscila/Wagner: Como já disse ano passado, a legenda open capition não resolve para crianças alfabetizadas apenas em libras. Seria mais viável um intérprete de libras mesmo.
Cinesesc. R. Augusta, 2.075, Cerq. César, 3087-0500. R$ 4 (grátis dom., 11h e 14h30). Até 25/4.
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Tags: Blitz Sensorial, Cinesesc, Divirta-se
Páginas de confusão| Depois do cineminha, um passeio casual pela Livraria Fnac da Avenida Paulista. Mas chegar aos livros foi uma história de muitos capítulos – e poucos heróis
Crédito: Fernanda Araujo

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Ian: Achei que fosse ouvir um pedaço do audiolivro, mas não foi possível. Também não vi nada em braille.
Cleide/Emilly: Achei acessível, tirando o episódio da entrada com poucas informações, juntando com a falta de atenção do segurança. A livraria é acessível para cadeira e onde não há acesso, há elevador.
Priscila/Wagner: Nada em libras.
Fnac. Av Paulista, 901, e Al. Santos, 960, 2123-2000. 10h/22h (dom., 11h/20h).
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Tags: Blitz Sensorial, Divirta-se, Fnac
Palhaçada boa| Sob a lona do espetacular Circo Tihany, números de mágica de tirar o fôlego e acessibilidade razoável, considerando se tratar de uma atração itinerante
Crédito: Tiago Queiroz/Estadão




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Ian: Acho que o circo poderia disponibilizar um serviço de audiodescrição. Sem isso, não da para aproveitar.
Cleide/Emilly: Eu adorei o espetáculo, mas não gostei do atendimento que foi péssimo até saberem que estavamos pelo jornal, ai a história mudou de rumo… Tudo começou com a entrada do taxi que impediram de entrarmos, disseram que o desembarque era lá fora, ai quando ó taxista disse que era cadeirante o rapaz deixou entrarmos e pararmos numa vaga de deficiente, onde o taxista ficou preenchendo o boleto e eu fui sozinha retirar a cadeira de rodas e colocar a emilly na cadeira. Para minha supresa haviam dois seguranças me olhando e nenhum se quer ofereceu ajuda. Assinei o boleto, o taxista saiu e eu fui de encontro com a entrada e logo fui barrada com o segurança me perguntando do ingresso. Respondi que estava pelo jornal e pedi para chamar o Henrique. Foi onde ele apareceu com os ingressos nas mãos e disse ao segurança que podia deixar entrar. Aí a história mudou de rumo, o segurança quis conduzir a cadeira até a entrada e foi super gentil. Fala sério, fiquei brava essa hora e respondi não precisa. Precisava de ajuda para desembarcar, o que não ocorreu. Mesmo assim ele fez questão e nos conduziu até o palco. Mas, em questão de acessibilidade achei legal tudo plano. Quero agradecer mais uma vez por tudo, pela gentileza, o carinho, a atenção que teve conosco, e principalmente pela oportunidade de conhecermos alguns lugares onde não faziamos idéia de que existisse.
Luciene/Kelly: como Wagner não pode ir, convidamos Kelly e a mãe que participaram da matéria ano passado, com a equipe do Instituto Chefs Especiais. Kelly adorou os palhaços e ficou impressionada com os números de mágica.
Circo Tihany. R. José Gomes Falcão, s/nº, Barra Funda, 4003-1527. Dias 19 e 25/4, 20h; dia 26/4, 16h e 20h; dias 21 e 28, 11h30 e 15h30. R$ 30/R$ 180.
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Tags: Blitz Sensorial, Circo Tihany, Divirta-se
Vírus legal| No Instituto Butantan, dia 3/4, as crianças tocaram em vários modelos táteis de fungos e bactérias.
E até em uma cobra… linguaruda, lisinha – e vivinha
Crédito: Epitácio Pessoa


Avaliação das Famílias
Ian: Gostei de sentir a ossada das cobras, a cabeça, os dentes grossos. Foi legal entender como é uma lâmina de sangue vista no microscópio.
Cleide/Emilly: Muito bom. Achei o local bem acessivel, trocador onde conseguiria colocar a Emilly em cima sem problemas, banheiros adaptados e pias na altura de cadeirantes. O lugar reservado para deficiêntes visuais (referência a Praça dos Cientista, no Museu de Microbiologia) eu achei maravilhoso, de muito bom gosto, pensaram em todos os detalhes, esculturas, placas, miniaturas de bactérias feitas de biscuit, informativo em braille. Nossa amei, amei, fora que tinha audiodescrição. Ah, tinha uma lugarzinho com games ensinando sobre os lactobacilos, com microscópio para ver fungos e bactérias, mas esqueceram do detalhe de crianças com cadeira de rodas: fizeram as bancadas com apoio frontal dificultando assim a entrada da cadeira. Na minha opinião faltou mesmo um intérprete em libras e no setor onde ficam as cobras faltou informativo em braille.
Priscila/Wagner: gripadíssimos, não foram ao passeio.
Instituto Butantan. Av. Vital Brasil, 1.500, Butantã, 3726-7222. 9h/16h30 (fecha 2ª). Museus, R$ 2,50/R$ 6 (grátis até 7 anos ).
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