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26.abril.2013 00:08:59

Todo mundo vai dançar

por Redação Divirta-se

‘Beleza’ e ‘diversidade’ foram as palavras que ditaram as decisões de Dieter Jaenicke, curador do Festival O Boticário na Dança, que começa na quarta-feira (1/5). A seleção dos grupos que se apresentam no Auditório do Ibirapuera condiz com os pensamentos do alemão: a primeira edição do festival reúne seis deles, de lugares diferentes. No palco, sete espetáculos tão belos que prometem conquistar até mesmo quem diz não gostar de dança.

Entre as companhias escolhidas, há quatro internacionais, todas inéditas no Brasil. A nova-iorquina Shen Wei Dance Arts abre o evento com as coreografias ‘A Sagração da Primavera’ e ‘Folding’, também apresentadas na quinta-feira. “O que chama a atenção no trabalho da Shen Wei não é só a coreografia, mas a luz e o uso do espaço”, afirma o curador, que cita a nacionalidade chinesa do diretor da companhia para justificar a escolha. “É um encontro dos mundos oriental e ocidental.”

Da Inglaterra, a Hofesh Shechter se destaca pela trilha. Com cinco guitarristas e alguns bateristas no palco, ‘Political Mother’ reinventa a dança contemporânea com uma boa dose de rock. “É incrível ver como eles conseguem, fisicamente, dançar tão rápido”, diz Jaenicke.

As brasileiras Quasar – de Goiás, premiada em países como México e Israel – e Grupo de Rua de Niterói, que começou em 1996 como um projeto de amigos, dividem a última noite, no dia 6/5.

A Peeping Tom, apesar de belga, também representa o Brasil: no elenco está a catarinense Maria Carolina Vieira. “Sempre admirei o grupo, soube de uma audição e passei”, diz a artista que, após temporada no exterior, poderá, enfim, dançar para a família. Murilo Bomfim

Clique na imagem para abrir o PDF com a programação:

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22.março.2013 15:52:59

Na chuva (ou não)

por Redação Divirta-se


DEVAGAR | ‘Microrresistências 1’ contrapõe a correria da cidade

Dom Lockwood, no filme ‘Dançando na Chuva’, deixa sua amada em casa e segue seu caminho sob a chuva, dançando no asfalto, na calçada, interagindo com a água, com os passantes – e até com um poste.

Dançar pela cidade (sem chuva, de preferência) é também a ideia do Festival Visões Urbanas, que começa hoje (22) sua oitava edição. Dezesseis grupos de dança, nacionais e internacionais, realizam 30 apresentações fora dos palcos, em espaços urbanos. “Temos mais apresentações e demos mais espaço a grupos paulistanos”, diz um dos coordenadores artísticos, Ederson Lopes. Com três grupos mais do que em 2012, esta edição tem e seis companhias de São Paulo – o dobro de 2012.

Um dos destaques é Luis Arrieta, portenho radicado em São Paulo, que tem 40 anos de carreira (alguns deles dedicados à direção artística do Balé da Cidade) e apresenta ‘Desencaixado’, que expressa seu deslocamento. Também vale conferir ‘Microrresistências 1’, da conterrânea …Avoa! Núcleo Artístico, com coreografia inspirada na natureza urbana e em observações, por exemplo, de plantas que brotam no concreto.

Os “palcos” serão o Pátio do Colégio, o Parque Mário Covas, o Museu da Imagem e do Som e a Pinacoteca. Segundo os organizadores, os locais foram escolhidos por sua arquitetura e pelo que simbolizam para a cidade. A ausência dos limites impostos por uma sala de espetáculos é, justamente, um dos pontos mais interessantes do festival. Cabe ao bailarino lidar com os sons da rua e com o público, que pode assistir ao espetáculo de diversos ângulos.

Mas, e se chover? Nada de dar uma de Dom Lockwood! Mirtes Calheiros, também coordenadora artística do festival, avisa que todos locais têm, espaços fechados, caso um abrigo seja necessário. Na página ao lado, confira alguns movimentos que você não deve perder. Murilo Bomfim

FOTO: GIL GROSSI/DIV.

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29.novembro.2012 16:57:42

Vitrine coreográfica

por Guilherme Conte

Um dos eventos mais importantes da cidade na área, o Panorama Sesi de Dança chega à 12ª edição, mais uma vez sob curadoria de Ana Francisca Ponzio. A programação, que começa na 4ª (5/12), leva ao Teatro do Sesi dez companhias. Um dos destaques da mostra é o espetáculo de abertura, 4ª (5/12) e 5ª (6/12): ‘Correria Agwa’, do grupo Käfig Brasil, com coreografia do francês Mourad Merzouki. Também sobem ao palco, entre outros, a Cie. Toula Limnaios (Berlim, Alemanha), a Companhia Gira Dança (Natal-RN) e o Núcleo Luís Ferron (SP). Todas as apresentações são grátis.

Teatro do Sesi (456 lug.). Av. Paulista, 1.313, metrô Trianon-Masp, 3146-1405. 4ª a sáb., 20h30; dom., 19h30. Grátis (ingressos no mesmo dia, a partir das 12h). Confira a programação completa da mostra em www.sesisp.org.br/cultura.

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22.março.2012 19:05:11

Todo mundo vai dançar

por Carolina Arantes

divulgação
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VAI, VOA!| Wenders registra (em 3D) a magia de Pina Bausch

“Não estou nem um pouco interessada em como meus dançarinos se movem. Estou interessa no que os move. ”A frase, dita pela coreógrafa alemã Pina Bausch ao amigo Wim Wenders, parece guiar o sublime documentário Pina– parceria imaginada pelos dois há vinte anos e finalizada pelo cineasta após a morte de Pina, em 2009.

Na tela, não se pode ignorar a técnica dos dançarinos, mas, de fato, a riqueza narrativa de suas coreografias as torna particularmente adequadas à transposição para o cinema, principalmente por um diretor de filmes tão existencialistas – e também etéreos – quanto Wenders.
E ‘Pina’ se concentra na dança, não em fatos biográficos, encenando números consagrados da companhia, capitaneada por ela desde 1973. Em uma passagem de ‘Café Müller’, um homem, numa sequencia de movimentos robóticos, posiciona um casal: coloca a mulher no colo do homem e sai de cena. Ela cai, ele volta e repete a ‘montagem’. A sequência se repete diversas vezes, com velocidade (e angústia) crescente. Por que ela cai? O homem força o casal àquela posição ou tenta ajudá-lo a mantê-la?

Em outra coreografia, uma mulher, presa à parede por uma corda amarrada em sua cintura, corre na direção contrária até ser barrada violentamente pelo fim da corda. Ela repete o movimento, fatalmente derrotada. De novo, nos intriga o que de específico move os personagens, mas, ao mesmo tempo, nos reconhecemos nesses retratos tão humanos.

‘Pina’ talvez seja a obra que mais justifica o uso do 3D até agora. Sabe-se que Wenders quebrou a cabeça durante anos: toda técnica disponível se revelava insuficiente para registrar com fidelidade a complexidade espacial da dança. Com o 3D, o espectador é jogado para ao centro da coreografia e, em alguns momentos (mágicos), assume o posto de um dos dançarinos, como se contracenasse com eles.

O filme perde força com os depoimentos do grupo. Eles são interessantes porque revelam a diversidade de idades e nacionalidades da companhia. Mas coloca em cena a fala, tão dispensável à arte de Pina neste contexto.

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03.novembro.2011 18:46:49

Dois pra lá, dois pra cá

por Marina Vaz

Emidio Luisi/Div.
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HISTÓRIA| Ballet Stagium, em coreografia da década de 90

Em outubro de 1971, nascia o Ballet Stagium. Um grupo “anárquico desde o início”, como gosta de definir Décio Otero, fundador da companhia ao lado da dançarina e companheira Marika Gidali. Agora, 40 anos depois de sua criação, o grupo ganha merecida homenagem com a exposição Ocupação Ballet Stagium, que abre nesta 5ª (10), no Itaú Cultural.
Para relembrar sua história, a mostra se vale de alguns registros feitos em Super 8 por Edgard Duprat, filho de Marika, que revelam os espetáculos e seus bastidores. Em uma instalação em formato de sala de aula, também são projetados, no espelho, vídeos de aulas e ensaios gravados nas últimas décadas.

ONDE: Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro, 2168-1776. QUANDO: 9h/20h (sáb., dom. e fer., 11h/20h; fecha 2ª). Inauguração: 5ª (10). Até 22/1. QUANTO: Grátis.

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17.outubro.2011 17:47:32

Vicente Amigo, só quarta

por Dado Carvalho

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O Flamenco Festival, marcado para começar hoje no Teatro Municipal, sofreu uma mudança de agenda.

A primeira apresentação, um recital com o violonista espanhol Vicente Amigo (foto), precisou ser adiada. O motivo foram problemas aéreos causados pelas cinzas do vulcão Puyehue, no Chile.

O espetáculo foi transferido para próxima quarta, 19, às 19h.

Os ingressos poderão ser utilizados normalmente no novo dia. Quem preferir receber a restituição do valor, deve entrar em contato com a bilheteria do Teatro (3397-0387) ou com o SAC da Ingresso Rápido (4003-1212).

As outras atrações seguem com as mesmas datas. Terça (18), é dia de Israel Galván; quarta (19), depois de Amigo, a Compañía Rafaela Carrasco se apresenta às 21h e, na quinta (20), o espetáculo da Compañía Antonio Gades começa às 21h.

Teatro Municipal (1.580 lug.). Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, 4002-0019. 3ª a 5ª, 21h. R$ 80/R$ 250. Descontos na compra de dois (25%), três (35%) e quatro (50%) programas.

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23.setembro.2011 00:00:01

Sapatilhas em festa

por Guilherme Conte

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A bailarina Ana Botafogo comemora 35 anos de carreira e 30 do posto de primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com Marguerite e Armand, coreografia de Frederick Ashton inspirada em ‘A Dama das Camélias’, de Alexandre Dumas, inédita em seu repertório. Leia sobre a peça aqui.

ONDE: Teatro Alfa (1.110 lug.). R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, 5693-4000. QUANDO: Sáb. (24), 21h; dom. (25), 18h. QUANTO: R$ 40/R$ 100.

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19.maio.2011 22:33:29

Sincronia

por Leandro Quintanilha

Quatro grandes espetáculos de dança entram em cartaz ao mesmo tempo em São Paulo. Tente combinar – ou escolher

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BLEND | coreografias se mesclam a técnicas circenses

Torce (e contorce) | Em 1971, um grupo de americanos teve o insight de combinar dança contemporânea com acrobacia circense, algo inédito até então. Assim foi criada a companhia Pilobolus Dance Theatre, que está de volta a São Paulo. Desta vez, o grupo apresenta o espetáculo ‘Metamorphosis’, composto por cinco coreografias. A primeira, ‘Untitled’, é uma narrativa gestual sobre relacionamentos em diferentes fases da vida. A segunda, ‘The Transformation’, mostra (em 5 min) a transformação por que passa uma jovem. Em seguida, ‘Duet’, um clássico da companhia, mostra uma profunda relação afetiva entre duas mulheres. Depois, começa a animação de sombras ‘Hapless Hooligan is Still Movin’, uma tragicomédia sobre o reencontro de um casal após a morte. Por fim, ‘Redline’, sobre a relação entre beleza e futilidade. “O público pode esperar por esculturas humanas, efeitos especiais e trilhas impactantes”, afirma Steffen Dauelsberg, diretor da Dell’Arte, a produtora que traz Pilobolus ao Brasil. Após cada número, há um intervalo de 3 min, para você recuperar o fôlego.

ONDE: Teatro Bradesco. Bourbon Shopping. R. Turiaçu, 2.100, 3º piso, Pompeia, 3670-4121. QUANDO: 3ª (24) e 4ª (25), 21h. QUANTO: R$ 90/180.

Ginástica artística | Pilobolus está para o circo assim como a italiana Kataklò Athletic Dance Theatre está para a ginástica. Em sua terceira visita ao Brasil, a companhia de bailarinos e ex-atletas apresenta ‘Light’, seu novo espetáculo. O tema, como o título sugere, é a luz em suas diferentes acepções, com toques de surrealismo, acentuados pelo cenário, todo branco, em contraste com um elenco colorido. “Será como uma pintura, para contemplar”, diz a coreografa Giulia Stacioli. Teatro Alfa. R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, 5693-4000. 2ª (23), 21h. R$ 60.

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Contato físico | ‘Tão Próximo’, o último espetáculo da Quasar Companhia de Dança, passou por São Paulo rapidamente no ano passado, mas está de volta. Nesta nova coreografia de Henrique Rodovalho, o grupo se afasta um pouco da irreverência que lhe é característica para tratar delicadamente da intimidade entre seres humanos. É a primeira vez que a companhia faz um espetáculo inteiro sem nenhum solo. Com este tema, é uma escolha apropriada. Sesc Belenzinho. R. Pe. Adelino, 1.000, Belém. Hoje (20) e sáb. (21), 20h; dom. (22), 18h. R$ 6/R$ 24.

Movimento popular | A coreografia Lord of the Dance foi criada em 1996 e é tida hoje como o espetáculo de dança irlandesa mais premiado de todos os tempos. O enredo, desenvolvido pelo dançarino americano Michael Flatley, descendente de irlandeses, parte da versão do folclore de seus antepassados para o tradicional embate entre bem e mal. Sempre com um elenco jovem, ‘Lord of the Dance’ já foi apresentado em 67 países. Via Funchal, R. Funchal, 65, V. Olímpia, 3846-2300. Estreia 4ª (25). 4ª a sáb. 21h30; dom.20h30 (sáb. e dom., também 16h30). R$ 80/R$ 300.

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08.abril.2011 20:25:18

O Japão de Pina

por Carolina Arantes
O mundo da dança pode ser dividido em antes e depois de Pina Bausch, que revolucionou a dança-teatro, criando narrativas coreográficas. Diretora, coreógrafa, dançarina e professora, Pina morreu em 30 de junho de 2009, mas seu legado permanece.

Na 5ª (14), a temporada de dança 2011 do Teatro Alfa abre sua programação, com a primeira das cinco apresentações do Pina Bausch Tanztheater Wupperthal. Fruto de um processo de criação coletiva, que partiu das experiências vividas pela companhia em 2004, no Japão, ‘Ten Chi’ é um dos trabalhos que ela chamou de “relatos de viagem coreografados”. Nele, 17 bailarinos dançam signos e referências da cultura japonesa contemporânea.

Para quem admira o universo de Pina – muitos a consideram a maior coreógrafa de todos os tempos –, é a chance de (re)ver uma de suas grandes obras. Para quem nunca viu uma, ‘Ten Chi’ é um bom exemplo da revolução perpetrada pela dançarina alemã. Imperdível.

Onde: Teatro Alfa (1.110 lug.). R. Bento B. de Andrade Filho, 722, 5693-4000.
Quando: 5ª (14) a sáb., 2ª (18) e 3ª (19), 21h; dom. (17), 18h.
Quanto: R$ 60/R$ 200

Guilherme Conte

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