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19.abril.2013 14:01:00

Blitz Sensorial – CCSP

por Fernanda Araujo

Fantasma sem drama| Com sessões em libras e audiodescrição, o espetáculo ‘O Fantasma do Som’ combinou perfeitamente com  Centro Cultural São Paulo, acessível desde sua fundação

 

Crédito: JF Diório/Estadão

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Avaliação das famílias

Camila/Ian: O espaço é ótimo. Adorei a peça e a audiodescrição da Livia. 

Cleide/Emilly: A peça foi maravilhosa. Achei bom o lugar, bem espaçoso, com elevador para deficiêntes, bombeiros à disposição para ajudar, rampa, piso tátil, teatro com espaço para cadeirantes, áudio descrição para deficiêntes visuais, só deixou a desejar a falta do intérprete em libras, que na minha opinião daria para colocar sem sombra de dúvidas. Claro que não poderia deixar de argumentar sobre a falta do ‘bendito banheiro adaptado’, a responsável disse que tem banheiros adaptados, não duvido dela, mas seria maravilhoso se os banheiros fossem próximos, coisa que não vi:  fui em dois que tinham próximos e nenhum era adaptado. Também gostei muito da biblioteca em braille, o Ian escrevendo na maquina foi muito legal eu mesmo não conhecia uma máquina em braille. Fomos muito bem atendidos pela moça responsável pela biblioteca que também é deficiênte visual e é claro não poderia deixar de dizer o quanto a Fernanda é prestativa com as crianças, a preocupação e o cuidado em estar sempre conversando com elas e explicando o que iria acontecer, digo isso pelas palavras com a Emilly: “Mãezinha estou tão feliz por não ter ficado com medo do fantasma, mas foi a tia Fernanda que me ajudou, dizendo que não tinha por que ter medo do fantasma”.

Priscila/Wagner: Me senti decepcionada. O espaço é muito lindo, mas disseram que tinha intérprete, porém não vi, disseram também que tinha contador de històrias em libras, que eu também não vi.  Mas, o Wagner gostou da peça, principalmente do fantasma, quando perguntei se ele entendeu a história ele disse que mais ou menos. Não posso dizer que é acessível, porque não vi nada.

Fernanda: esclarecendo, há contação de histórias e atividades em libras libras, caso da oficina ‘expressão e história’, programada para o dia 10/5, às 11h. A assessoria de imprensa informa que há banheiros adaptados e trocadores.

 

 

Centro Cultural São Paulo. R. Vergueiro, 1.000, Paraíso, 3397-4002.

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18.janeiro.2013 14:55:28

Adulto, resolva

por Fernanda Araujo

Os adultos dizem que as crianças são pequenas demais para algumas coisas. E grandes demais para outras. Helena está confusa. Em busca de sua real grandeza, ela parte para uma aventura tão enigmática quanto seu dilema no espetáculo Bem do Seu Tamanho, que estreia amanhã (19), no CCSP.

Inspirado no livro homônimo de Ana Maria Machado, a peça de Edu Silva tem trilha sonora da atriz Aline Anfilo em parceria com a ótima Tata Fernandes. No cenário, lençóis bordados e linha do trem contribuem para o tom ingênuo da trama. O resultado é um musical que lembra o cancioneiro do interior, lá de Minas e Mato Grosso.

Helena começa sua jornada ao lado do amigo Bolão, o boi mamão – feito do mamoeiro do quintal – e no caminho encontra vários outros personagens singulares, como Tipiti e Lambe-Lambe.

A atração marca a reabertura da Sala Jardel Filho – e o preço popular em um dia da temporada (4ª, 23/1 ). Quanto ao tamanho do problema… só crescendo para entender. Se é que alguém entende mesmo.

ONDE: CCSP. Sala Jardel Filho (350 lug.). R. Vergueiro, 1.000, metrô Vergueiro, 3397-4002. QUANDO: sáb., dom. e fer., 16h. QUANTO: R$ 15 (dia 23/2, R$ 3). Até 24/2. 50 min. Rec. da produção: a partir de 5 anos. 

Foto: Giuliana Cerchiari/Divulgação

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04.maio.2012 13:55:15

Respiro

por Redação Divirta-se

30 anos de Centro Cultural São Paulo: um lugar perfeito para você fazer todo tipo de atividade. Mas não se acanhe de fazer simplesmente nada


PAZ | ao alcance dos olhos, a cidade fica distante enquanto você quiser

Quando o poeta Mário Chamie, nascido em Cajobi, veio para São Paulo, foi um dia estudar na Biblioteca Mário de Andrade. Só que, impressionado pela imponência do pórtico de entrada, não se sentiu à vontade para entrar. Ele contou essa história para Ricardo Resende, o atual diretor do Centro Cultural São Paulo, uma das instituições mais queridas do paulistano – criada na gestão de Chamie na secretaria municipal de cultura.

O CCSP completa 30 anos neste domingo (6), fiel aos princípios que motivaram sua criação: o acesso ao conhecimento mais aberto, plural e democrático possível. Cioso de sua vocação, mas imbuído de ares de mudança – uma grande reforma acontece ao longo deste ano e do próximo –, esse prédio sem portas ou grades para a rua é um dos mais importantes e afetuosos pontos de encontro da cidade.

Lá se pode fazer muita coisa, descobrir muitos mundos. Mas também se pode não fazer nada, simplesmente estar. Em um mundo cada vez mais murado e vigiado, é um espaço vital, um respiro em meio à paranoia. Nas páginas a seguir, contamos um pouco sobre como ele nasceu e que caminhos quer tomar para o futuro. E reunimos o melhor da programação do mês de maio. É… assim você não tem desculpa para não ir até lá.

Guilherme Conte e Ramon Vitral

 

Clique nas imagens para ver o PDF

 

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12.abril.2012 23:17:15

Tudo como antes

por Marina Vaz

Imortal na música brasileira, Elis Regina tem vida e obra revisadas em uma exposição multimídia

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FASCINAÇÃO | A cantora clicada pelo fotógrafo Cristiano Mascaro, em 1974

 

Já faz quase 50 anos que Elis Regina (1945-1982) subiu ao palco do I Festival da TV Excelsior para interpretar ‘Arrastão’. Marcou ali, com sua voz e seus braços rodopiantes, a música brasileira.

A exposição multimídia Viva Elis, que abre neste sábado (14) no Centro Cultural São Paulo, retoma estes e outros momentos de sua vida. O projeto é liderado pelo primogênito da cantora, João Marcello Bôscoli, e inclui um show com Maria Rita, em data a ser definida.

Entre um “calor no coração” aqui e um “nó na garganta” acolá, Bôscoli se dedica a preservar a memória da mãe. É ele quem fala, a seguir, sobre a mostra.

Como chegou a todo esse acervo que integra a exposição?  Foi um esforço coletivo. A primeira parte da vida de Elis é contada pelo acervo completo da minha avó, mas a maior parte das fotos vem das empresas de mídia. Tem também algumas coisas enviadas por fãs.

Por exemplo? Uma gravação em Super 8 feita na última apresentação dela no Rio, em que canta duas músicas. Tem também objetos doados por uma pessoa que trabalhou na minha casa… Em determinado momento, minha mãe jogou fora seu álbum de casamento e sua carteira de trabalho; essa senhora guardou e me devolveu muitos anos depois.

A mostra reúne vários vídeos. Entre eles, o que tem de mais raro? Ela cantando ‘Garota de Ipanema’ e ‘Asa Branca’ no Festival de Montreux de 1979, com Hermeto Pascoal ao piano, é algo antológico. E mostramos na íntegra e com qualidade. Para quem nunca viu Elis ao vivo, achamos muito importante o apoio dessas imagens. Há artistas que fazem a música ‘crescer’ muito ao vivo – é o caso dela.

E já faz 30 anos. Há toda uma geração que não a conheceu em vida… A trajetória da Elis pós-morte é atípica. Há artistas incríveis que não são tão lembrados; ela é a exceção. Seu nome é conhecido, sua imagem é conhecida, e é difícil achar quem não conheça 5, 6 músicas dela.

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 No trem da vida

- Entre as cerca de 200 fotografias que estão na exposição, há registros da infância de Elis no Rio Grande do Sul (acima) e do início de sua carreira, em programas de calouros. A fase madura da cantora aparece sob a lente de fotógrafos como Cristiano Mascaro e Paulo Vasconcellos.

- Um documentário feito especialmente para a mostra reúne depoimentos de cerca de 50 pessoas que conviveram com ela. As histórias – de artistas como Renato Teixeira e Belchior e produtores como Nelson Motta e Walter Silva – foram colhidas durante anos pelo diretor Allen Guimarães.

- Além de poder (re)ver registros de seus shows e de suas participações em programas televisivos, a exposição dá acesso à discografia completa da cantora. São 30 terminais – um para cada álbum – espalhados pela mostra. Basta decidir a música que quer ouvir. Escolha difícil, não?

- Reportagens publicadas por jornais e revistas da época, ingressos e cartazes de seus shows, boletins escolares e até réplicas de figurinos usados por Elis Regina. Estes e outros objetos e documentos, espalhados pelos ambientes da mostra, ajudam a contar a história da ‘pimentinha’.

 

ONDE: CCSP. R. Vergueiro, 1.000, Paraíso, 3397-4002. QUANDO: 10h/ 19h30 (sáb., dom. e fer., 10h/17h30; fecha 2ª). Inauguração: sáb. (14). Até 20/5. QUANTO:  Grátis.

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01.setembro.2011 19:39:02

Baile o mês todo

por Renan Dissenha Fagundes
Foto: Caroline Bittencourt/DIV.

Com novo nome e nova data, o Mês da Cultura Independente (antigo ‘Outubro Independente’) começa hoje e traz para São Paulo nomes da música alternativa de todo o mundo, e também daqui, para uma série de shows gratuitos. Hoje (2), antes mesmo da abertura oficial, que é só à noite, a cantora Carolina Zingler se apresenta, às 12h30, no Centro Cultural São Paulo (CCSP).

Mas o primeiro grande show internacional do evento é amanhã: a jamaicana Doreen Shaffer (foto), vocalista do Skatalites desde a década de 60, se apresenta no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ), acompanhada pelo grupo Leões de Israel. Prepare-se para sucessos dela e também do Skatalites – muito ska, rocksteady e reggae.

A semana continua com shows das bandas paulistanas de punk Inocentes e Invasores de Cérebros, dom., no CCJ; de Arthur Kampela e convidados, 4ª, no CCSP; e do grupo argentino Malaquerencia, que toca 5ª no CCSP e mistura salsa, reggae, jazz e folclore.

Só que o mês, que afinal dura 30 dias, não acaba por aí: nas próximas semanas há ainda shows de outros nomes importantes, incluindo a banda de krautrock Faust, que vem ao Brasil pela primeira vez, e Joe Lally, baixista do Fugazi, que volta ao País para lançar seu terceiro disco solo – além de atrações nacionais, como Emicida e Ndee Naldinho.

Renan Dissenha Fagundes

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18.agosto.2011 19:28:18

Inconsciente coletivo

por Dado Carvalho

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O festival Sobre a Arte de Viver ocorre na Alemanha. Mas nem por isso os brasileiros deixam de acompanhá-lo. O fórum, sobre bem-estar e sustentabilidade, ocorre simultaneamente em quatro cidades e na internet. Em São Paulo, há transmissão e eventos no CCSP.

Especialistas e artistas do mundo inteiro vão discutir de que forma é possível viver com sustentabilidade no século 21 através de projetos-piloto, performances, apresentações e debates.

Confira a programação completa:

10h às 11h30 | Detabe: Sobre as megacidades

Em 2008, pela primeira vez na História, havia mais pessoas vivendo em cidades do que na zona rural. A ONU prevê que a população urbana mundial chegará a 5 bilhões de pessoas até 2030. O movimento em massa de pessoas das zonas rurais e a urbanização resultaram em megacidades “não planejadas”, em especial nos países do Hemisfério Sul. Em muitas dessas cidades, a questão da sustentabilidade social e ambiental se tornou extremamente urgente. Quais são os problemas ambientais e sociais mais urgentes?

Apresentação: Importância do problema da urbanização e as megacidades

Paola Alfaro d’Alençon, Habitat Unit, Universidade Técnica de Berlim (ALE)

Transmissão ao vivo de Berlim

Trechos de filmes da Slum TV – Sam Hopkins

Debate

Sam Hopkins, artista e ativista
Arthur Adeya, Universidade Jomo Kenyatta de Agricultura e Tecnologia, criador do “Kibera Public Space Project” (Quênia)

Transmissão ao vivo de Nairóbi

K.T. Ravindran, Chefe do Departamento de Design Urbano da Escola de Planejamento e Arquitetura de Nova Déli
Rahul Srivastava, consultor de pesquisa da PUKAR (Partners for Urban Knowledge Action and Research) e cofundador da URBZ (Índia)

Transmissão ao vivo de Nova Déli

Marussia Whately, coordenadora do Programa Mananciais, Instituto Sócio-ambiental, São Paulo

Ao vivo em São Paulo

Mediação: Rahul Srivastava

13h30 – 14h30 | Estudo de casos

Batendo à porta errada: quais os impactos das ‘estratégias de sustentabilidade’ dos países industrializados sobre os países no Hemisfério Sul?

Debate com

Serah Munguti, Gerente de Comunicação e Promoção da Nature Kenya (Quênia)

Transmissão ao vivo de Nairóbi

Mauricio Torres, professor de geografia da Universidade de São Paulo (USP), consultor do Ministério da Justiça e autor de “Amazônia revelada: Os descaminhos ao longo da BR-163”

Ao vivo em São Paulo

Nnimmo Bassey, presidente da Friends of the Earth International (Nigéria)

Transmissão ao vivo de Berlim

Considerações finais: O que isso significa para nós?

Christoph Bals, diretor-gerente de políticas da Germanwatch (ALE)

Transmissão ao vivo de Berlim

Mediação: Laymert García dos Santos, professor de filosofia e sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), São Paulo

Ao vivo em São Paulo

15h – 16h45 | Debate

Sobre a ação sustentável : como podemos e devemos viver sem destruir a própria base de nossas vidas? Como podemos aprender a pensar de modos diferentes?

Robert Gifford, Departamento de Psicologia da Universidade de Victoria, editor-chefe do Journal of Environmental Psychology (Canadá)

Transmissão ao vivo de Vancouver (Canadá)

Harald Welzer, diretor do Center for Interdisciplinary Memory Research, Instituto de Estudos Avançados em Ciências Humanas da Universidade de Essen; psicólogo social

Arjun Appadurai, professor de Mídia, Cultura e Comunicação da Universidade de Nova York (EUA)

Transmissão ao vivo de Berlim

Considerações finais

Laymert García dos Santos, professor de filosofia e sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), São Paulo

Ao vivo em São Paulo

Mediação: Andrea Thilo, jornalista (ALE), transmissão ao vivo de Berlim

Sábado, 20 de agosto

9h – 10h30 |  Palestra e debate

Sobre o papel do indivíduo : é possível alcançar um futuro sustentável através de mudanças no comportamento dos indivíduos?

9h – 9h30 | Palestra

Sobre a arte de viver ecologicamente

Wilhelm Schmid, filósofo e autor do livro “Ökologische Lebenskunst” (arte de viver ecológica)

Transmissão ao vivo de Berlim

Como poderia ser uma arte de viver ecológica?

9h30 – 10h30 | Debate

Sobre os limites da ação individual : qual o papel que as mudanças no comportamento individual podem e devem ter na transformação para uma sociedade sustentável?

Transmissão ao vivo de Berlim

Wilhelm Schmid, filósofo e autor de “Ökologische Lebenskunst”

Martin Unfried, especialista em políticas ambientais do European Institute of Public Administration, colunista do jornal berlinense taz

Mediação: Tilman Santarius, chefe do International Climate and Energy Policy, Fundação Heinrich Böll

10h30 – 11h30 | Debate

Sobre as ações de base

Exemplos práticos. Nesse painel, serão apresentadas ações de base atualmente desenvolvidas na Alemanha, Rússia e Brasil.

Debate

Sebastian Sladek, diretor-gerente da Central Elétrica de Schönau, Alemanha

Transmissão ao vivo de Berlim

Tatyana Kargina, diretora de desenvolvimento do Projeto EcoWiki

Transmissão ao vivo de São Petersburgo (Rússia)

Sergio Prado, fundador da Curadores da Terra

Ao vivo em São Paulo

Mediação: Tilman Santarius, Fundação Heinrich Böll (ALE)

12h – 13h30 | Debate

Salto mortal. Para os artistas, um ‘salto mortal’ é uma transição especialmente arriscada, não importa o quão talentoso se é. Em muitas partes do mundo, muitas economias nacionais enfrentam o desafio de garantir direitos básicos tais como moradia, alimentação e cuidados com saúde para todos e, ao mesmo tempo, estruturar o desenvolvimento econômico de modo a atingir esses objetivos de uma maneira sustentável para o meio ambiente. Essas economias nacionais podem simplesmente passar ao largo de 250 anos de industrialização com consumo intensivo de energia e recursos?

Com

Sunita Narain, diretor do Centre for Science and Environment (Índia)

Transmissão ao vivo de Nova Déli

Chandran Nair, fundador e diretor do Global Institute for Tomorrow, e autor de “Consumptionomics. Asia’s Role in Reshaping Capitalism and Saving the Planet” (China)

Transmissão ao vivo de Berlim

Sergej Bobylev, Departamento de Economia da Universidade Estatal de Moscou

Transmissão ao vivo de São Petersburgo (Rússia)

Mediação: Angelina Davydova, jornalista e gerente do projeto German-Russian Exchange (Rússia)

Transmissão de São Petersburgo

13h30. – 14h30 | Performance

Inder Salim (Índia), artista

Transmissão ao vivo de Nova Déli

15h – 16h15 | Debate

Sobre o bem viver

Antigamente era necessário planejar ativamente para garantir a prosperidade. Que novas habilidades são necessárias em meio à crise ambiental para que possamos ter uma vida boa?

A segunda parte apresenta os conceitos de prosperidade e bem-estar que estão sendo atualmente desenvolvidos como modelos econômicos alternativos e modelos para viver em diferentes partes do mundo, como a economia solidária, ‘commons’ e o ‘Buen vivir’. Esses conceitos podem ser aplicados em nossa sociedade?

Introdução

Benjamin Verdonck, artista (Bélgica)

O que nos faz feliz?
Debate

Charles Seaford, diretor do Centro para o Bem-estar da New Economics Foundation (Grã-Bretanha)
Christian Hochhäusler, cineasta (“Unter dir die Stadt”) (ALE)
Stefan Klein, autor de “Die Glücksformel” (a fórmula da felicidade) (ALE)
Mediação: Andrea Thilo, jornalista (ALE)

Transmissão ao vivo de Berlim

16h15 – 17h15 | Debate

Conceitos alternativos de prosperidade

“Commons”, economia solidária e “Buen vivir”

Com

Candido Grzybowsky, Instituto Brasileiro de Análises Sócio-Econômicas (Ibase)

Ao vivo em São Paulo

Silke Helfrich, autora de „Wem gehört die Welt? Zur Wiederentdeckung der Gemeingüter“ (a quem pertence o mundo? Sobre a redescoberta do bem comum) (ALE)
Werner Landwehr, diretor do GLS Bank Berlin
Mediação: Andrea Thilo, jornalista (ALE)

Transmissão ao vivo de Berlim

17h30 | Performance

Teatro de Narradores (Brasil)

Ao vivo em São Paulo

 

ONDE: CCSP. R. Vergueiro, 1.000, Paraíso, 3397-4002. QUANDO: Hoje e sáb. (20), 9h/18h. QUANTO: Grátis.

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11.agosto.2011 19:23:16

Cultura de berço

por Fernanda Araujo

 

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NO PALCO| ‘O que Sonhei?’, espetáculo da Cia. Zin, é uma das atrações da mostra para bebês

Criativos e estimulantes, os programas dedicados aos bebês são cada vez mais frequentes. É o que mostra, entre outras atrações, um evento inédito no CCSP

 

 

Elenira Peixoto, da Cia Zin, explica melhor sobre o formato do teatro para bebês: 

O que caracteriza um espetáculo para bebês?
O teatro para bebês é uma forma de teatro que tende a se estender para toda a família. Claro que a linguagem é pensada para eles, mas é sobretudo um momento de fruição estética e compartilhamento social. Um peça de teatro para bebês tem uma duração reduzida (geralmente 30 minutos), por conta do tempo de concentração, e a sala é preparada para recebê-los: ar condicionado mais baixo, um espaço acolhedor. Os bebês ainda estão construindo a linguagem e a ideia de narrativa, então não precisa ser linear.

Como assim?
Na peça ‘O que eu sonhei?’, por exemplo,  trabalhamos com temas cotidianos (como a hora do dormir), mas poetizamos isso e falamos sobre o sonho. Tudo é narrativa, a música, a luz, o cenário e os gestos que contam lembranças de um sonho. Nesse sentido o teatro para bebês tem uma visão contemporânea de teatro porque se mistura com a dança e trabalha com fragmentos. Costumamos chamar também de ‘Uma grande brincadeira ampliada’.

Qual seu contato com a Anna Marie Holm?
Conheci a Anna Marie no ano em que lançou o seu primeiro livro no Brasil ‘Fazer e pensar arte’ e trabalhei no lançamento do livro no MAM em 2005 – um trabalho realizado com várias escolas públicas de São Paulo. Ela apresentou o seu trabalho na Casa do Teatro, escola que eu dou aula de teatro para crianças. E para mim fez muito sentido, porque ela trabalha arte contemporânea para valer e realiza com profundidade e liberdade o seu trabalho com as crianças. Anos depois, ela foi nesta mesma escola e na Unicamp num congresso sobre arte e estética para falar de um trabalho ainda mais ousado, o ‘Baby-art’. Nesse último livro ela entende a arte dos bebês além do que elas produzem plasticamente, mas enxerga todo o movimento do seu corpo envolvido na criação artística. ‘O bebê é performer’, ela diz. Sua arte se mistura com o corpo. Anna Marie é uma grande inspiração para nós.

Por que fazer um evento para bebês? Como surgiu esse título ‘Conversas Poéticas entre Arte e Bebês’?
No fim do ano passado fizemos contato com o Centro Cultural São Paulo, que mostrou uma vontade muito grande de aprofundar essa temática. Foi então que ampliamos a discussão do teatro para a arte em geral. Um tema com muito pouca produção e discussão no Brasil. Pensamos em abarcar as artes plásticas, a música e a dança. Em fazer um evento que discutisse a acessibilidade aos espaços públicos de pais com bebês pequenos. Quem tem criança pequena sabe que os espaços são pouco pensados para eles e que o lazer fica muito restrito. A ideia é falar de uma maternidade criativa que se recria dia a dia e que pode ser pautada pelo encontro com a arte. Mas, além de tudo, o evento quer discutir  ética. Vivemos numa sociedade na qual se misturam o privado e o público e onde tudo vira consumo. Quando se fala em infância, temos que pensar eticamente, não queremos inventar uma necessidade, queremos propor uma discussão ampla sobre arte na primeiríssima infância e, para isso, pensamos também nos educadores A pergunta é: Bebês faz arte? Existe uma arte própria da infância?

E aí, existe uma arte própria para a infância? 
Vamos discutir, problematizar e experimentar arte para bebês, por isso é uma conversa, poética, como a infância. Um olhar mais sensível para esse momento tão intenso e criativo da vida. A relação da arte com a vida está muito misturada. 

 

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Para ler a página 1, clique aqui

 

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Para ler a página 2, clique aqui

 

ONDE: Centro Cultural São Paulo. R. Vergueiro, 1.000, Paraíso, 3397-4002, Metrô Vergueiro. 
QUANTO: Grátis. QUANDO: 12 a 21/8. Para entrar no site do CCSP clique aqui

 

 

 

 

 

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04.agosto.2011 19:19:11

És tu, Brasil

por Guilherme Conte

Paulo Vitor/AE

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SOCIOLOGIA DA CULTURA| a elogiada peça reflete sobre um longo intervalo cultura brasileira

Os paulistanos têm mais uma chance de ver um dos mais belos e importantes trabalhos dos últimos tempos. Após uma curta e esgotadíssima temporada no Sesc Belenzinho, a Companhia do Latão leva agora sua Ópera dos Vivos ao Centro Cultural São Paulo. O espetáculo, dirigido por Sérgio de Carvalho, é uma grande reflexão – dividida em quatro partes – sobre a cultura no Brasil e como ela se relaciona com os meios de produção dos anos 60 até hoje. Recusando os eufemismos, o Latão cartografa, em uma engenhosa e ousada encenação os caminhos que nos trouxeram até onde estamos. É realmente imperdível.

ONDE: CCSP. Espaço Cênico Ademar Guerra. R. Vergueiro, 1.000, 3397-4002, metrô Paraíso. 240 min (com intervalo). 16 anos. QUANDO:  6ª e sáb., 19h; dom., 18h. Até 11/9. QUANTO: R$ 20. 

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22.junho.2011 23:36:09

Homem de teatro

por Guilherme Conte

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Paulo Jordão é administrador das salas do CCSP há 15 anos. Também é dramaturgo e ator, além de habitué das plateias da cidade. Você o conhece?

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“Na Santa Cruz do Capibaribe em que nasci e passei a infância, quase não vinha teatro. Tinha muito circo e cinema. Fui me apaixonar pelo teatro lá pros meus 15, 17 anos, já em Caruaru, quando li ‘O Auto da Compadecida’, um texto que me encanta até hoje.”

“Vim para São Paulo, já com vinte e poucos anos, porque queria fazer teatro. Trabalhava em escritório, uma empresa de seguros. Tinha feito umas coisinhas como ator lá em Pernambuco, e quando vi pela primeira vez o trabalho de Antunes Filho, entendi que queria fazer aquilo na vida.”

Jordão escreveu diversas peças, a maioria ainda inéditas. Duas ganharam montagens profissionais recentes em São Paulo: ‘A Claque’ e ‘Corrida ao Caos’, que levou o 3º lugar no Prêmio Carlos Carvalho, em 2002.

“O maior presente que já ganhei na vida foi ver trezentas pessoas num teatro lotado em Macatuba assistindo à minha ‘Viva o Comandante Pompílio’. Foi uma emoção sem igual.”

Jordão, que há 15 anos administra as salas do Centro Cultural São Paulo (CCSP), conhece a plateia como poucos. “A gente fica olhando o pessoal saindo. Só de ver já dá pra saber quantos gostaram, se agradou, se vai ser sucesso…

“A coisa mais importante que fica são as pessoas.” Dentre tantas, Jordão destaca o dramaturgo Mario Bortolotto, com quem já trabalhou como ator. “É um irmão.”

O QUE ELE INDICA

Luis Antonio – Gabriela
“Tem uma pungência que é arrebatadora. É uma declaração de amor, de dramaturgia e encenação muito modernas. Um espetáculo brilhante.”

12 Homens e Uma Sentença
“Encanta porque é um teatro clássico, nas mãos de um elenco excelente. Um grande time começa por um bom goleiro, e uma grande peça, por um bom texto.”

Nara
“Fazer o simples é o mais difícil, e eles conseguem isso. Fernanda Couto é uma intérprete apaixonada, que se entrega. Um legítimo e belo musical brasileiro.”

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19.maio.2011 20:58:31

Professor batuta

por Dado Carvalho

O maestro Jamil Maluf, da Orquestra Experimental de Repertório, mostra que brincar com música é coisa de gente grande, sim

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À meia noite de sábado para domingo, na última Virada Cultural, o público pedia ansiosamente pela apresentação da banda. “Sepultura! Sepultura!”, gritava. Ao fim da performance, um tanto curiosa, as ovações mudaram de foco: “Orquestra! Orquestra!” A banda de heavy metal acabava de dividir o palco com a Orquestra Experimental de Repertório, fundada e regida por Jamil Maluf. “Na primeira vez que eu fui a um show de rock, estava em cima do palco, e não na plateia”, conta o maestro, de 60 anos, com apenas um show de rock no currículo, que tem diversos concertos e óperas. O episódio honra o nome do grupo: por ‘experimental de repertório’ compreende-se uma orquestra que, além de formar músicos, faz pesquisa de linguagens. Na próxima quinta, Maluf participa do projeto Brincando com Música, do qual participa o ator Fernando Paz, um dos Doutores da Alegria. Para ajudar o maestro a explicar conceitos de música, o palhaço toca instrumentos como uma vuvuzela e uma gaita da família “dos afiadores de alicate”. Mesmo que você não vá a concerto algum depois do evento, certamente dará boas risadas. E Maluf garante: a música erudita é para todos.

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Vanguarda | “Já fizemos muita coisa experimental. O ‘Concerto para Computador e Orquestra’, até do ponto de vista visual, era muito engraçado. No lugar do piano ficava o computador, com o compositor tocando. Tinha momentos em que o público não sabia quem tocava o que estava sendo executado, se era o computador ou a orquestra.”

Sepultura | “Houve uma interação entre a banda e a orquestra (na apresentação da Virada Cultural). A gente chegava para ensaiar e já estavam os grupinhos formados, conversando. No dia do concerto, fotos e lágrimas de despedida. Eu tenho um sobrinho que me disse: ‘Tio, você já foi a algum show de rock na vida?’, eu disse: ‘não’. E ele: ‘E você vai tocar justamente para este tipo de público?’ (risos). Um monte de gente filmou no celular e postou no YouTube.”

Método | “Eu cheguei à conclusão de que o humor pode ser um veículo poderoso na hora de transmitir conteúdo de música. As pessoas vão rir, se divertir, e o melhor: não vão esquecer nunca mais. Ou seja, é o oposto do que se espera de música erudita, aquela coisa séria, sisuda. Acho que o pessoal confunde bom humor com falta de seriedade. O que não tem muito a ver.”

Iniciação | O que precisa ser compreendido é que a música é uma forma de dizer algo. A pessoa não precisa entender de jazz para gostar de jazz, por exemplo. Na música erudita é a mesma coisa. Mas é claro que se a pessoa quiser se aprofundar naquilo, ela vai passar a ter uma nova experiência a cada vez.”

ONDE: CCSP. Sala Adoniran Barbosa (631 lug.). R. Vergueiro, 1.000, Paraíso, 3397-4002. QUANDO: 5ª (26), 14h. QUANTO: Grátis.

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