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06.outubro.2011 20:30:53

Entrada livre

por Marina Vaz

Ele tem curadores, conta com o apoio do governo e com um acervo de mais de 60 pinturas. O 1º Museu Aberto de Arte Urbana só não tem porta de acesso

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NA RUA | Cerca de cinquenta artistas coloriram as pilastras do metrô, na zona norte   

 

Era um museu muito engraçado, não tinha teto, não tinha nada. Mas todos podiam entrar nele, sim. O que começou com pilastras do metrô grafitadas, em uma avenida da zona norte, transforma-se, a partir deste domingo (9), no 1º Museu Aberto de Arte Urbana.

VEJA MAIS | Clique aqui  para ver a galeria de fotos com outros trabalhos

O projeto pioneiro – antecipado pelo Divirta-se  em maio deste ano – ocupa o trecho entre as estações Santana, Carandiru e Tietê-Portuguesa com 68 murais pintados por artistas urbanos de diferentes gerações. “Procuramos convidar alguns dos principais nomes do grafite, artistas que historicamente têm ligação com esse lugar e também jovens da região, para dar oportunidade a eles de pintar com os mais experientes”, diz Binho Ribeiro, curador do museu ao lado do também artista Chivitz.

A iniciativa – que surgiu depois que um grupo de grafiteiros foi preso por colorir as pilastras sem autorização – tem, agora, o apoio de órgãos ligados ao Estado e à Prefeitura, da galeria Choque Cultural (que fará ações educativas sobre arte urbana em escolas públicas da região), além do próprio Metrô.

E o título de museu não é por acaso. “Estou vendo agora como institucionalizar o museu, acoplado ao Paço das Artes”, afirma o secretário estadual de cultura, Andrea Matarazzo. “Vou discutir com a Organização Social que cuida do Paço, de forma que se tenha lá, além do trabalho educativo, uma curadoria permanente, tanto para a manutenção como para a reposição periódica dos trabalhos.” Ele diz que espera uma definição em “três ou quatro meses”.

O Divirta-se acompanhou o trabalho de alguns artistas, que, sob o olhar de pedestres e motoristas, pintaram, na última semana, as pilastras. Tudo feito com muito esmero, na Avenida Cruzeiro do Sul, número zero.

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No mural pintado por Boleta,  um fundo preto destaca formas coloridas e delicadas de pássaros, escamas de cobras, plantas e paisagens bucólicas, como uma cachoeira e um mar enluarado. “Quis fazer um trabalho de influência indígena e trazer para cá coisas que a cidade não tem”, conta.

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Ao redor das formas abstratas que pintou nas cores roxo, lilás e branco, Rafael Highraff  optou por manter o fundo cinza das pilastras do metrô – uma forma de lembrar o passado recente e ‘sem cor’ da região. “É como se a obra estivesse invadindo a cidade, como uma trepadeira”, diz.

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Zezão se diverte ao contar que é chamado de ‘vovô’ pelos colegas. O veterano, reconhecido mundo afora, expõe dois lados de seu trabalho: os grafismos azuis, que costuma fazer em galerias de esgoto, e as formas coloridas, que faz usando como molde tapetes plásticos e até chapas de raio-x.

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Com uma câmera nas mãos, vendo a foto que tirou de um acidente de trânsito, Tinho esboça os primeiros traços de sua pintura – a colisão de dois carros. O tema não revela apenas a fobia dele em relação ao trânsito. “É uma metáfora para uma viagem interrompida, para os desvios no meio do caminho.”

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Nos grafites de Brisola, sobram referências às ‘pin-ups’, que marcaram os anos 50 com sutil sensualidade. Nos de Sick, há sempre personagens ligados ao universo dos cartoons. A quatro mãos, eles pintaram um painel em que uma mulher é envolvida pelos braços de um gorila.

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Acima do mural pintado por Nove, ‘escorridos’ de água ‘gravam’ a poluição nas estruturas do metrô. Marcas semelhantes também aparecem na obra do artista – mas em tons de amarelo, rosa, verde. Eles são o pano de fundo para duas mãos que envolvem edifícios. “É um abraço na cidade”, diz.

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O boné usado por  Presto mal alcança a altura dos joelhos do simpático personagem que ele pintou em sua pilastra. O ser gigante pode ser visto de longe. E, não por acaso, está no lado da avenida que dá acesso à zona norte. “Ele está acenando, como se desse as boas-vindas às pessoas.”

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A figura do palhaço sempre despertou grande fascínio em Markone. Seus personagens – nada bonzinhos ou infantis – estão não só em suas pinturas, mas também nos desenhos que cria como tatuador. “O palhaço é um artista de rua, como o grafiteiro, e também é, às vezes, discriminado”, diz.

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11.agosto.2011 22:16:39

Fique por dentro

por Marina Vaz

Galeria de fotos com a montagem da mostra; trechos de entrevistas feitas pelo Divirta-se com artistas e curadores; informações sobre a trajetória de cada um dos participantes; e até um mapa com intervenções feitas pela cidade.

Tudo para você olhar a exposição de arte urbana  De Dentro e De Fora, em cartaz de 17/8 a 23/12, no Masp, com olhos bem mais informados.

Clique no nome de cada um dos artistas ou curadores abaixo para ler trechos de entrevistas (com reportagem de Marina Vaz) e o currículo dos artistas (fonte e textos - Masp):

- Chu (artista argentino)

- Defi (artista argentino)

- Invader (artista francês)

- JR (artista francês)

- Point (artista checo)

- Remed (artista francês)

- Swoon (artista norte-americana)

- Tec (artista argentino)

- Bijari (convidado especial)

- Teixeira Coelho (curador-chefe do Masp)

- Baixo Ribeiro (um dos curadores da mostra)

 

Quer uma ajuda para descobrir mais intervenções de Invaders na cidade? Clique aqui  e bom passeio!

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11.agosto.2011 22:14:19

Olhar de fora

por Marina Vaz

Clique nos ícones para abrir os PDFs.  

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Pág. 1-2

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Pág. 3-4

 

Quer saber mais sobre os artistas e sobre a exposição? Clique aqui.

 

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11.agosto.2011 21:54:16

Coletivo Bijari

por Marina Vaz

“Há tempos, estamos trabalhando com essa ideia de espaço e como a imagem dialoga com a arquitetura. Usamos a arquitetura como elemento constitutivo, como uma tela, para criar outros espaços. Como a exposição é durante o dia, em vez de projeções, pensamos um desenho de luz ‘LED’. Vamos criar um circuito com uma animação. No desenho, vamos projetar uma expansão do Masp. É como se levássemos o Masp para fora e o que está fora pra dentro do Masp. E integrasse as duas coisas. Mas é uma relação suave, com ritmo lento; não é uma ‘balada eletrônica’. É uma animação que você olha e ela está de um jeito, quando olha de novo, depois de um tempo, ela está de outro. É uma pintura em larga escala feita com luz”

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11.agosto.2011 21:53:01

Tec

por Marina Vaz

EXPOSIÇÃO: “Estou trabalhando em conjunto com mais dois artistas argentinos. Cada um tem seu trabalho, mas a ideia dessa exposição é compartilhar tudo. Todas as obras são feitas em conjunto ­– um vem e faz uma parte, o outro completa. Há muita confiança entre nós; são dez anos trabalhando juntos. A cena de Buenos Aires tem como particularidade a ideia de se trabalhar em grupo na rua. Tem gente que vai pra rua e bebe; nós vamos fazer arte. É uma coisa de amigos. Como esta é nossa primeira mostra importante no Brasil, decidimos compartilhar com o público isso. A nossa forma de trabalhar é tão importante quanto a obra em si.”

ESTILO: “Minha personalidade é um pouco impaciente. Nunca vai haver no meu trabalho uma coisa que leva muito tempo, muita concentração. Eu sou bem rápido. Eu prefiro fazer muitas coisas ao mesmo tempo, tudo muito rápido, gestual.”

ESCULTURA DE FOGUETE: “Seguindo a ideia de ‘dentro e fora’, que é o tema da exposição, quando chegamos em São Paulo, decidimos fazer uma obra com material da rua. Então, achamos madeira e selecionamos por cores – as mais novas de um lado, as escuras de outro… Começamos a fazer uma obra em conjunto, que virou esta escultura de madeira, em formato de foguete, que tem um pouco de motivos religiosos. Como é um trabalho colaborativo, é difícil falar em conceitos, fica uma coisa bem livre.”

NAS RUAS: “Ainda não pintei nada nas ruas; a ideia é começar a pintar quando a exposição já tiver começado. Porque, diferente de outros artistas, nós (os três artistas argentinos participantes) vamos ficar uns dias a mais aqui. Eu fico até 10 de setembro, então, vou fazer alguns projetos com o setor Educativo do Masp, na periferia da cidade. E minha ideia é pintar hospitais públicos, escolas, fazer um workshop com as crianças. Mas esta é só uma ideia. Tenho de apresentar isso ao Masp. A gente estamos concentrado na inauguração, trabalhando aqui há quinze dias.”

 

Site oficial: www.tecalbum.com e http://www.flickr.com/people/tectec/

 

Currículo: Nascido em Córdoba, Argentina, tem suas últimas pesquisas baseadas no desenvolvimento de esculturas biomecânicas. Foi influenciado pela cultura urbana, grafitti, viagens e bandas de rock. Como Chu, estudou desenho gráfico na Universidad de Buenos Aires. Complementou seus estudos com fotografia, serigrafia, animação e vídeo. Juntou-se ao coletivo FASE (www.mundofase.com).

Entre 2000 e 2005, Tec e o coletivo FASE trabalham com animação e editam uma revista homônima. Nesse momento, criam diversas intervenções públicas ao redor do mundo. Em 2005, FASE é convidado para participar do festival de Cinema de Berlim por seu curta-metragem animado FASE FUTBOL05. Depois dessa experiência, Tec concentra energias na produção plástica e arte pública. Em 2006, cria o inhospitalfriends  (www.inhospitalfriends.com), uma série de desenhos animados  numa linha conceitual que representa o ócio. Em 2007, participa da Berlin Planet Prosezz junto ao FASE. Sua última turnê, chamada Carne Tour, o levou, ao lado de FASE e DOMA, a renomadas galerias da Europa, como GKO Gallery, na Espanha, e ArtyFarty Gallery, na Alemanha. Hoje, Tec vive em Buenos Aires.

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11.agosto.2011 21:52:31

Remed

por Marina Vaz

ESTILO: “No começo eu fazia muitas coisas assim, com muitos elementos, ícones, palavras. Só que eu mudei bastante minha arte para fazer processos mais simples. Tinha muitas vezes que as pessoas viam minha obra e não conseguiam entender exatamente a história, ainda que eu possa deixar as pessoas inventarem a sua própria história. Minha arte se tornou mais e mais simples. Aqui (no mural que fez dentro do Masp) é a primeira vez que, de novo, eu faço uma coisa com mais elementos.

INFLUÊNCIAS: “O cubismo, o grafismo, Picasso, Matisse… Os desenhos gráficos em geral e também a arte das crianças, a arte bruta.”

NAS RUAS: “Vou embora dia 16/8; ainda falta um tempo. Pretendo fazer uma pintura nas ruas até lá.”

 

Site oficial: remed.es

Currículo: Este muralista francês chamado Guilo tornou-se conhecido em meados de 2000 como Remed. Sua linguagem conversa muito com o design gráfico dos anos 70 e a art noveau além de desenvolver pesquisa em tipografia. Na maioria das vezes o resultado é figurativo complementado pelo uso de uma massa de cores pesadas em formas simples.

Segundo a novaiorquina Brooklynite Gallery, Remed é o tipo de artista que torna atual qualquer estilo tradicional. Experiente em trabalhar com pouco fluxo de tempo, Remed resolve quaisquer interações de cor de modo rápido e preciso. Ainda de acordo com a galeria nova-iorquina, o artista francês é capaz de manipular a língua inglesa com habilidade tipográfica formidável e um senso de estilo vigoroso.

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11.agosto.2011 21:50:38

JR

por Marina Vaz

OBRAS: “Aqui (dentro do Masp) vai ter uma videoinstalação com dois filmes, um deles do projeto que eu fiz no Rio de Janeiro, e vai ter mais seis filmes com cerca de 10 minutos. Lá fora (no prédio ao lado do Masp) é um projeto que eu nomeei ‘Unframed’, com uma foto que eu peguei do arquivo do museu – um fotógrafo famoso do Rio (José Roberto Ripper) tirou a foto no Matogrosso do Sul, em um dia de confronto entre fazendeiros, policiais.”

 

Site oficial: http://www.jr-art.net/

Currículo: Os trabalhos do francês envolvem arte pública e fotografia e são exibidos livremente nas ruas, capturando a atenção de pessoas que não são as típicas visitantes de museus e galerias. Suas obras são uma mescla de arte e atitude, falam sobre compromisso, liberdade, identidade e limitações. Muitas vezes, seu trabalho é exposto sem autorização, numa intervenção que questiona, provoca reflexão e exibe mazelas em belos e grandes retratos. 

Em 2006, JR lançou Portrait of a Generation com retratos de larga escala de “bandidos” suburbanos exibidos em bairros burgueses de Paris. A princípio ilegal, o projeto foi oficializado a partir do momento em que o Paris City Hall revestiu seu edifício com fotos do artista. No ano seguinte, JR foi responsável pela maior exposição ilegal até hoje – considerada impossível por especialistas: ao lado de Marco, ele exibiu retratos enormes de israelenses e palestinos, frente a frente, em oito cidades palestinas e israelenses, na exposição Face 2 Face.

Entre outros trabalhos, JR ganhou o TED Prize em 2011 e criou o Inside Out Project, com o objetivo de desenvolver um projeto de arte participativa em grande escala que transforma mensagens pessoais em elementos de uma grande obra (http://www.insideoutproject.net/). Além disso, JR criou o Pervasive Art que toma de assalto, com suas grandes fotos protagonizadas por indivíduos comuns, os prédios e favelas na França e no Brasil, nos muros do Oriente Médio e nas pontes quebradas da África.

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11.agosto.2011 21:49:15

Swoon

por Marina Vaz

Site: http://www.nola.com/arts/index.ssf/2011/06/street_artist_swoon_creates_se.html

Currículo: Californiana, Swoon mudou-se para Nova York aos 19 anos, onde estudou no Pratt Institute. Destaque no cenário da arte urbana contemporânea, conhecida desde 1999 por trabalhar com colagens de tamanho real em muros, além de xilogravuras. Utiliza muito papel impresso e pintado e suas obras têm grande parentesco com a técnica do estêncil, mas com aplicação invertida. Passa horas recortando papel com estilete, moldando madeira e papelão para dar origem a grandes instalações (ou cenografias). É também exímia pintora. Segundo o curador e crítico Carlo McCormick, o trabalho de Swoon reflete o sentido que cada um experimenta do mundo (Swoon – Graffiti Artist, 2010, publicado pela ABRAMS).

Membro do Justseeds Artist Cooperative, que comercializa arte pela internet e atrela essa iniciativa a atividades e causas sociais, Swoon é politizada e mobilizadora. Busca sempre atuar com um grupo grande de pessoas e seu espírito agregador move colegas artistas, engenheiros, arquitetos. Em 2008, no México, conheceu as histórias de garotas sequestradas e estupradas na fronteira com os Estados Unidos, o que acabou gerando uma instalação com ares de memorial de uma das vítimas, proporcionando uma discussão social sobre os crimes. Também em 2008, outro de seus projetos agregadores foi uma parada de barcos construídos com materiais descartados. A performance levou um grupo de jovens a correr o Rio Hudson, em Nova York, e foi intitulada Swimming Cities of Switchback Sea. Em 2009, Swoon organizou uma performance similar durante a Bienal de Veneza, circulando pelos principais canais da cidade.  Em 2010, esteve no Haiti após o terremoto com o propósito de desenvolver, com moradores de um vilarejo, alternativas para a construção de abrigos e residências adequadas ao clima (http://konbitshelter.org/). Recentemente, expôs na mostra coletiva Viva La Revolución: A Dialogue With the Urban Landscape, no Museu de Arte Contemporânea de San Diego, Califórnia.

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11.agosto.2011 21:48:21

Defi

por Marina Vaz

INFLUÊNCIAS: “Eu me sinto muito influenciado pela energia do dia – às vezes, estou com muita energia positiva e pinto, dá pra notar isso na tela. Agora, quanto a influência artística, gosto muito de Monet, de Basquiat (que é mais contemporâneo). Mas não penso muito em influências a nível visual, gosto muito da ação. O processo para mim é muito mais importante do que o resultado final.”

ESTILO: “(Nos trabalhos coletivos) dá para identificar que o meu traço é o mais expressivo. E  também infantil, como de uma criança de três anos. Eu tento chegar a isso, mas é impossível, pois temos muitos preconceitos na cabeça. Se fosse para definir meu estilo seria o de uma criança de três anos com a cabeça de um adulto.”

 

Sites oficiais: flickr.com/eldefi e http://www.lindokiller.com/

Currículo: O artista argentino vem da escola da arte urbana e do grafitti, mas seu traço colorido é rápido e caoticamente infantil. Lida com rolinhos e tinta acrílica, bem como com spray, lápis e giz e geralmente faz com que seus desenhos escapem da tela, num proposital “acidente” visual, numa explosão de cor.

Atualmente, faz esculturas e instalações com miniaturas de carros, pessoas, casas, criando dioramas que denotam pessoas em situações de risco, como uma tempestade iminente, um carro batido em uma árvore etc. Embora a maioria de seus trabalhos seja abstrata, também trabalha com desenhos de personagens e quase sempre se vê gatos, naves e polvos que circulam até mesmo pelo papel, em colagens. Defi participa de exposições internacionais desde 2005. Entre elas: Apart Gallery, em Londres, Rojo, na Itália, e o Saba Proyect, em Paris.

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