A paixão pela fotografia analógica ainda resiste e ganha cada vez mais adeptos.
Selecionamos  12 locais da cidade para você entrar nesse clima

  
ABRE_1.jpgRETRÔ| Toalha com crochê destaca as câmeras fotográficas de dona Ieda 

Você tem um tempinho agora? Se não tiver, deixe para nos ler mais tarde. A reportagem que o Divirta-se preparou esta semana tem tudo a ver com memória – e nada a ver com pressa. É sobre o interesse cada vez maior pelo universo da fotografia analógica. Sim, na época em que imagens digitais são compartilhadas quase que instantaneamente e ‘selfies’ registram grandes e pequenos momentos, tem muita gente interessada no estilo ‘antigo’ de se fotografar. Aquele em que cada cena é minuciosamente estudada e registrada em filme – sem botões para deletar.
Nas próximas páginas, apresentamos lugares em que você pode comprar e consertar câmeras antigas; revelar filmes; participar de cursos e passeios temáticos; e até ver exposições de importantes fotógrafos. E visitando esses locais, conhecemos personagens encantadores, que dividiram (com calma) suas experiências.

 

 

 

 
 

A MÁQUINA

História de Vida
Em 1958, Ieda, professora primária, saiu de Mococa, no interior de São Paulo, e veio estudar artes na Faap. Nos fins de semana, a jovem fazia passeios pelo Centro, as chamadas ‘domingueiras’. Em uma delas, rumo aos magazines, entrou em um café para despistar um automóvel que a seguia. Mas Frederico, o motorista, não desistiu: foi até o café e lhe pagou a conta.
A história do casal Ieda e Frederico Matzner cresceu junto com a Optimar – loja que ele fundou sete anos antes de conhecê-la, e que se tornou referência no conserto de câmeras fotográficas. Há cinco meses, Frederico morreu – mas Dona Ieda continua à frente do negócio. Hoje, o local não só conserta mas também vende máquinas antigas, como Rolleiflex, Leica e Zeiss. E a própria dona Ieda restaura estojos de couro e outros acessórios para guardar os equipamentos. Av. Cásper Líbero, 58, 1º andar, sala 104, Centro, 3228-7678. 9h30/ 15h30 (fecha sáb. e dom.).

O senhor das máquinas
Celso Eberhardt é especialista em Leica, mas conserta máquinas fotográficas de todas as marcas. “Há problemas de má conservação, uso negligente e quedas”, conta o mecânico, que possui um estoque próprio de peças e chega a fabricá-las quando necessário. R. São Bento, 279, 5º andar, sala 508, Centro, 3104-5402. 9h/17h (fecha sáb. e dom.).

Olho na lente
José Peres Fernandes restaura, principalmente, lentes teleobjetivas – mesmo com dificuldades. “A indústria não se preocupa com peças de reposição”, comenta o sr. Peres. Perto de sua oficina está a Rua Conselheiro Crispiniano, onde se vendem filmes. R. Sete de Abril, 125, 1º andar, sala 112, Centro, 3259-2387. 7h30/18h30 (sáb., 7h30/13h; fecha dom.).

 

A REVELAÇÃO

Persistência e contato
Rosângela Andrade era adolescente quando conseguiu emprego em um laboratório de foto. Nunca mais parou de revelar filmes. Nem mesmo quando Cristiano Mascaro, famoso fotógrafo e seu amigo, lhe disse que seria inevitável a migração para o digital. Em março, ela abriu o Clube do Analógico.
Toda 4ª, às 14h, o local promove o curso ‘Memória de Outros Tempos’, voltado à terceira idade (R$ 290/mês). No dia 5/9, às 20h, o projeto ‘Foto +’ (R$ 40) relaciona a fotografia com outras áreas – desta vez, o convidado é o psicólogo Ari Germano. Há também oficinas de pinhole, construindo câmeras com latas e caixas.
O espaço também tem dois laboratórios de fotos PB: um aceita encomenda para revelações; o outro é usado pelos sócios do clube. A intenção de Rosângela é que haja “um contato mais físico e menos tecnológico”. Ah, e ela só aceita inscrições pessoalmente. R. Arruda Alvim, 195, Pinheiros, 3083-2461. 10h/19h (fecha sáb. e dom.).

Preservação
Há 30 anos, Silvio Pinhatti trabalha com revelação em preto e branco. Faz tudo manualmente, inclusive correções com pincel após a ampliação (tarefa que leva até quatro dias). “Nos últimos anos a preocupação é fazer um banho de proteção que dura 200 anos”, explica o laboratorista. R. Joaquim Antunes, 509, Pinheiros, 3083-2276. 9h/18h (fecha sáb. e dom.).

Cores analógicas
Paulo Rogério Pinheiro, conhecido como Gibo, trabalha só com filmes coloridos. No começo, fazia trabalhos para editoras e artistas. Hoje, sua clientela é formada por artistas e pessoas que têm a foto como hobby. “Tem jovem que nasceu na era digital e é fascinado pelo analógico.” R. Bernarda Luiz, 112, V. Beatriz, 3021-3269. 10h/19h (fecha e dom.).

 

O ESPAÇO

  Vendedor de histórias
Na Galeria FASS, que reúne importante acervo de fotografias de época, as obras chegam a custar R$ 50 mil. Mas você não precisa comprá-las para ir ao espaço fundado por Pablo Di Giulio – o local, pequeno e charmoso, tem exposições gratuitas.
Fotógrafo de moda por 20 anos, Pablo acreditava que o visor na parte de cima da Roleiflex era perfeito para retratos, pois não intimidava tanto as modelos. E apostou na marca (tem seis câmeras) até mesmo em desfiles em que só haviam cliques digitais.
Em 2007, passou de fotógrafo a galerista. Atualmente, exibe obras que German Lorca produziu durante uma de suas viagens a Nova York. A mostra também inclui um painel com ampliações originais coladas pelo próprio Lorca.
“Cada imagem tem uma história, traduz um tempo, uma técnica de revelação, comenta Pablo. R. Rodésia 26, V. Madalena, 3037- 7349. 11h/ 19h (sáb., 11h/ 17h; fecha dom.).
Tempo e espaço
Instalada em um casarão restaurado do fim do século 19, a Casa da Imagem preserva uma coleção com 84 mil fotos documentais da cidade. O espaço também faz exposições abertas ao público – a próxima será em outubro, com obras de artistas contemporâneos como Caio Reisewitz. Vale esperar. R. Roberto Simonsen, 136-B, Centro, 3106-5122.

Imagens misturadas
Especializada em fotografia artística, a Fauna Galeria exibe, até 6/9, ‘Outros Entre Outros’. A exposição, com obras de sete artistas, apresenta criações contemporâneas, ligando a técnica a outras mídias – como pintura, escultura, desenho e cinema. Al. Gabriel Monteiro da Silva, 470, Jd. América. 3668- 6572. 14h/ 19h (sáb., 11h/17h; fecha dom. e 2ª).

 

A IMAGEM

 Mídia digital
O gosto por câmeras antigas não exclui a troca de experiências por meios digitais como a internet. Pelo contrário. O site Queimando Filme (http://www.queimandofilme.com/), fundado pelo gerente de marketing André Corrêa, recebe 2.500 visitas ao dia. <EM>Na página, é possível encontrar informações sobre tipos de filmes, câmeras e lentes; e também locais para comprar, consertar e revelar. Há ainda posts bem didáticos que falam sobre técnicas para se fotografar – por exemplo, como ajustar o nível de exposição correto do filme, e como registrar objetos em movimento.
O site também organiza passeios fotográficos em várias cidades, como o ‘FilmePalloza’ – que, no último fim de semana, ocorreu em Brasília.
Quanto às vantagens das técnicas antigas, André defende: “Profissionalmente falando, o digital é muito melhor. Mas a fotografia analógica é como um prato que você prepara em casa. Tem o prazer de ser autoral.”

Registrando
O Foto Cine Clube Bandeirantes, criado há 75 anos, ainda organiza ações. O próximo passeio fotográfico será no Desfile de Sete de Setembro, no Anhembi. “Antes da atividade, conversamos sobre segurança”, diz o presidente José Luiz Pedro. R. Augusta, 1.108, Consolação, 3214- 4234. 11h/13h e 14h/19h (sáb., 14h/ 18h; fecha dom.). Grátis. www.fotoclub.art.br

Compartilhando
No projeto Fotroca – que tem edição neste sábado (30), às 10h – a ideia é compartilhar imagens e histórias de vários parques. “Cada pessoa conta a memória da foto levada, que fica em um varal. No final, há uma troca”, conta a organizadora Paula Dias. Pq. Ibirapuera. Caixa D’água. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3.
Grátis. www.facebook.com/heysampa

 

 

 PRODUÇÃO DE CAPA

   

 

Comentários (48) | comente

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48 Comentários Comente também
  • 29/08/2014 - 08:00
    Enviado por: Bruno

    Interessante o assunto, mas uma questão precisa ser corrigida:
    Não existe fotografia analógica e sim fotografia à partir de filmes. O termo analógico vem de sinais que variam de acordo com uma função tempo. O sinal digital é baseado somente em dois estados. Analógicos ou digitais se referem à eletrônica.

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    • 29/08/2014 - 14:49
      Enviado por: Fernada Araujo

      Bruno, obrigada. Você tem razão. Mas a referênca analógica ainda é o termo mais usado para esse tipo de fotografia, mesmo não sendo tão correto. Creio que a ‘analogia’ da matéria vem da beleza dos personagens. Muito obrigada pelo seu comentário!

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  • 29/08/2014 - 08:16
    Enviado por: Luiz Vogel

    Parabéns pela matéria.
    Sou apaixonado por fotografia e esta matéria me fez lembrar dos grandes resultados que se obtinha na sala escura.
    Obrigado pelo excelente conteúdo e pela excelente matéria.
    Abraços,
    Luiz

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  • 29/08/2014 - 10:38
    Enviado por: ricardo r.r.leite

    Bela materia

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  • 29/08/2014 - 10:43
    Enviado por: Cris

    Muito bom!

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  • 29/08/2014 - 11:28
    Enviado por: Film Photography on Newspaper – 1 | saopaulocamerastyle

    [...] one of the largest news agency in Brazil published a report about analog photography. And who was on the report? Mrs. Yeda and [...]

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  • 29/08/2014 - 12:11
    Enviado por: Edson Lobo

    Legal seria também ser identificado alguém que comercializa máquinas. Tenho 36 máquinas antigas e não tão antigas assim e gostaria de vender.

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  • 29/08/2014 - 12:55
    Enviado por: alberto ramos

    belíssima reportagem. além de mostrar a arte, tem uma característica fundamental que é mostrar um pouco da vida dessas pessoas. é um artigo com “alma”, com humanidade. parabéns Fernanda Araújo.

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    • 29/08/2014 - 14:38
      Enviado por: Fernada Araujo

      Alberto, muito obrigada. Sorte minha de conhecer essas pessoas que partilharam histórias conosco. Desejo que essas histórias despertem a alma de outras pessoas também. Muito obrigada, um ótimo fim de semana

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  • 29/08/2014 - 13:21
    Enviado por: Renato Salles

    Sensacional a matéria, obrigado!

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  • 29/08/2014 - 14:49
    Enviado por: Vadi Tanaka

    Parabéns!
    Excelente matéria, me fez querer voltar aos bons tempos da fotografia.

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    • 29/08/2014 - 15:33
      Enviado por: Fernada Araujo

      Ótimo comentário Antonio. Obrigada por compartilhar suas ideia, mesmo sem ‘nenhuma saudade da analógica’, rs,rs,rs. Quando tiver um tempinho, se puder, leve sua Nikon F2 para passear. Segundo disseram, é bom tirar da caixa e até tomar um solzinho para matar os fungos. Também tenho uma Nikon, e adoro. Muito obrigada.

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    • 29/08/2014 - 16:05
      Enviado por: Fernada Araujo

      Pois volte!!!!!!! Muito obrigada!

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  • 29/08/2014 - 14:53
    Enviado por: ANTONIO FERREIRA DOS SANTOS

    Admiro quem ainda prefere a fotografia analógica, pois penso que o surgimento da digital foi um dos maiores avanços da fotografia. Para mim é como preferir a máquina de escrever ao computador.Sou aficcionado desde 1969 e não tenho nenhuma saudade da analógica, a não ser aquela nostalgia que nos acomete quando lembramos do passado. Para isso mantenho guardado minha Nikon F2 com suas teles e grandes angulares, além do velho ampliador.
    Parabéns pela persistência.

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  • 29/08/2014 - 16:28
    Enviado por: Thiago Oliveira

    Belíssima matéria, Fernanda! Parabéns!

    Por culpa do André, do Queimando Filme, reacendi minha paixão pela fotografia, e hoje sou um orgulhoso dono de 12 máquinas analógicas, todas funcionando e gerando belos registros.

    Acabei de concluir 2 livros de fotos onde registro os dois primeiros anos de vida do meu filho, tudo “analogicamente”!

    Vida longa ao filme!

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  • 29/08/2014 - 17:40
    Enviado por: Norberto Isnenghi

    Reportagem maravilhosa! Parabéns ao Estadão, à repórter Fernanda Araujo e aos entrevistados. É com imensa satisfação
    saber que a arte da fotografia analógica está presente e também é reconhecida no Brasil. Grande abraço e extendam-na, pois certamente será sempre recebida com entusiasmado aplauso.

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  • 29/08/2014 - 18:47
    Enviado por: Julio Bernardelli

    Maravilha de reportagem, uma viagem no tempo. Sou fotógrafo e aprendi a profissão com meu Pai, em São Paulo na Camera Press, na Rua Augusta com Martinho Prado. Bons tempos, pois aprendi tudo em um laboratório analógico, quimico. Ajudava meu Pai e acompanhava o resultado com negativos, e ampliações, foi muito bom para meu aprendizado, hoje uso camera digital, é outro mundo, pois não tem a mesma magia do passado. Adorei a matéria, Parabéns ao Estadão!

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  • 29/08/2014 - 20:16
    Enviado por: Eder Accorsi

    Faço minhas as palavras do camarada Norberto Isnengui, e parabenizo não só a excelente reportagem, breve, objetiva, tecnicamente muito boa e simpaticíssima, mas também a delicadeza da humildade da resposta ao mesmo, colocando que o mérito é ou seria dos personagens entrevistados. Como todo respeito devido a super simpática e amorosa Dna. Ieda e a ótima Rosângela Andrade, não é não. Apesar de realmente elas serem figuras que dá prazer de ver e ouvir, os realizadores estão mesmo de parabéns, pois para quem conhece o ramo, ter e juntar uma boa pauta, uma boa produção, e uma excelente realização (filmagem e edição) não é tão simples assim. Estou no meio há anos e já deixei de lado muitas coisas do antigo processo, troquei o ‘darkroom’ pelo ‘Lightroom’, literalmente, mas quando vi as filmagens da Rosângela, e as ampliações lavando dentro de uma banheira pingando água, deu um aperto no peito…Isso para não falar na Dna. Ieda dissertando sobre casos e manipulando antigas Agfas e Zeiss…Valeu! Aliás, super valeu! Viva a Fotografia e essa equipe de vcs! Abraços!

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  • 29/08/2014 - 20:40
    Enviado por: Carlos

    Vendo pequena coleção de máquinas analógicas, preço = 5.000,00 reais.

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  • 29/08/2014 - 20:49
    Enviado por: Clovis

    Excelente reportagem de um tema tão bonito. Parabéns.

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  • 29/08/2014 - 22:14
    Enviado por: Oriode Rossi

    A matéria nos remete a um passado de ótimas recordações e da completa interação do homem com a arte e a técnica.
    Abordagem perfeita da eterna arte fotográfica conjuntamente com o envolvimento humano. Devidamente e sensivelmente apresentada nas fotografias e vídeo de Tiago Queiroz.
    Parabéns.

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  • 29/08/2014 - 23:10
    Enviado por: Dona

    linda matéria!
    analógico é amor!

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  • 30/08/2014 - 01:12
    Enviado por: Sergio Albuquerque

    Que satisfacao foi para mim ver publicado hoje no Estadao a materia sobre fotografia”analogica”. Sou fotografo, moro no exterior, e apesar de trabalhar com cameras digitais, sempre tenho comigo cameras analogicas e mantenho um estoque de filmes no refrigerador para o uso no lazer. Hoje, apos ler a materia, telefonei a D. Ieda Matzner para indagar-lhe sobre um reparo em minha Yashica Mat 124. Desnecessario dizer o quao bem fui atendido por essa gentil senhora, que no auge de seus 74 anos, continua falando de cameras e filmes com o mesmo entusiasmo de uma adolescente que acaba de descobrir o fascinio da fotografia. Obrigado D. Ieda por ter tirado alguns minutos de seu valioso tempo para conversar e ao mesmo tempo dar sugestoes com respeito as minhas cameras analogicas.

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  • 30/08/2014 - 06:16
    Enviado por: Rodrigo Sisti

    Parabéns pela excelente matéria. A fotografia a partir de filmes tem um charme que se perdeu com as câmeras digitais. A facilidade de tirar fotos digitais uma atrás da outra, a maioria com pouca ou nenhuma qualidade, fez com que se perdesse a arte de se estudar o enquadramento, luminosidade, ângulo. A qualidade foi superada pela quantidade. Ainda mantenho minhas reflex Pentax e Minolta e tenho grande prazer de usá-las te tempos em tempos. É indescritível planejar uma foto e descobrir ao revelar o filme que o efeito saiu como esperado. E apreciar as fotos num álbum, e não na tela do computador. Que nosso passatempo-arte se mantenha vivo por muito tempo ! Obrigado, Fernanda.

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  • 30/08/2014 - 14:29
    Enviado por: Milton Abreu Roque

    Que delícia de matéria, quando estiver em SP vou levar minha máquina para uma revisão, ótimas dicas!!! Obrigado!!

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  • 30/08/2014 - 15:54
    Enviado por: Marcus Morbin

    Muito boa a matéria Para mim as minhas camaras analogicas, eram as minhas grandes companheiras de vários anos, não era necessário ficar trocando de equipamento a todo momento A emoção de ver a imagem sendo formada em uma bandeja com revelador era surpreendente, momentos que ficaram na memória

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  • 30/08/2014 - 16:20
    Enviado por: manoel jorge diniz dias

    Extraordinária a matéria, pelo seu conteúdo, abordagem e personagens. No meu caso, ainda tem mais um tempero: nunca tive o mesmo interesse por fotos, a partir do advento dos equipamentos digitais. Aquele ritual de tirar a foto, a expectativa somada à ansiedade, quanto à demora na revelação, a frustração de chegar na loja e ainda não estar pronto, tudo isso representava uma experiência única, saborosa. Parabéns a todos os envolvidos.

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  • 30/08/2014 - 21:14
    Enviado por: WANER

    GOSTEI DE VER, ME LEMBROU O TEMPO EM QUE USAVA MINHA OLÍMPUS PEN, QUE FAZIA DUPLICAÇÃO DO FILME PARA SLIDES.
    FAZIA MINHA PRÓPRIA REVELAÇÃO BRNACO E PRETO VÁRIOS TAMANHOS.

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  • 31/08/2014 - 11:59
    Enviado por: Mylani Tokuda

    Belíssima reportagem! Já compartilhei com os amigos fotógrafos.

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  • 01/09/2014 - 09:33
    Enviado por: Jackeline Nigri

    Parabens!!Belíssima matéria!!Adorei forma como traduziu a fotografia analógica.Realmente é outra relação!Bom lembrar desse momento de cada fotógrafo ao pegar sua foto como numa maternidade.Muita emoção!
    Obrigada!

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