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24.maio.2012 19:11:38

Honra se lava com sangue

por Guilherme Conte

João Caldas/Div.
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CONTO| peça é uma adaptação de Guimarães Rosa

O céu de Minas Gerais, tantas vezes evocado por ela, parece continuar inspirando a diretora Yara de Novaes. Maria Miss, que estreia 3ª (29) no Teatro Eva Herz, traz para o palco a história da mulher que deixa um rastro de sangue em sua sanha de vingança.

A peça é uma adaptação do conto ‘Esses Lopes’, parte integrante de ‘Tutaméia’, de João Guimarães Rosa – mineiro de Cordisburgo. Flausina é uma sertaneja algo nefelibata que teve sua virgindade vendida a um dos homens da família Lopes, para quem começa a trabalhar como escrava. São as lembranças dela que norteiam a narrativa. É a história de uma mulher que tomou o destino nas mãos. Uma sertaneja,
antes de tudo, forte.

ONDE: Teatro Eva Herz (166 lug.). Cj. Nacional. Livraria Cultura. Av. Paulista, 2.073, metrô Consolação, 3170-4059. QUANDO:  3ª e 4ª, 21h. QUANTO: R$ 30. Até 25/7.

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17.maio.2012 19:08:43

Subterrâneos

por Guilherme Conte

Bob Sousa/Div.
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ECONOMIA| Caco Ciocler contrói seus papéis nos detalhes

É em uma sala negra, no número 331 da Rua Augusta, que alguns dos caminhos mais instigantes do teatro paulistano vêm sendo traçados. É lá a sede da Cia. Club Noir, criada pelo diretor Roberto Alvim e pela atriz Juliana Galdino em 2006, e onde nasceu Amante, que estreia amanhã (19) – no Centro Cultural Banco do Brasil.

Alvim, que escreveu e dirige a peça, buscou inspiração em ‘A Amante Inglesa’, de Marguerite Duras (não confundir com o notório romance ‘O Amante’), que levou ao palco a história real de um crime bárbaro: pedaços de um corpo foram encontrados em trens, em diversos lugares da França. Em comum, um fato: eles partiram da mesma cidade. Duras então escreveu uma peça que trazia os depoimentos ficcionais da assassina e de seu marido.

“Escrevi ‘Amante’ sob o impacto da leitura do texto de Duras”, conta Alvim. “Depois não voltei mais a ele, nem reli.” É neste terreno que o espetáculo é criado. A estrutura é completamente subvertida: há saltos no espaço e no tempo, personagens que completam frases um do outro, trocas de papeis em uma atmosfera enigmática. Os depoimentos se confundem, os espaços ficam indistintos. No limite, não há certeza sobre o que é real e o que é projeção, delírio, ficcionalização.

É justamente nessa fratura do discurso lógico que reside um dos farois do trabalho da Club Noir, a demolição das construções sociais que marcam a vida contemporânea. “Queríamos que essas lacunas dessem autonomia para que o espectador construísse o sentido”, afirma Alvim. “O que nos interessa aqui é o inconsciente, onde mostramos quem realmente somos.” A própria noção de ‘verdade’ é posta em xeque em ‘Amante’.

Caco Ciocler, Juliana Galdino e Bruno Ribeiro encontram potência na economia, em rigorosas construções pictóricas. Os gestos são escassos; a força poética está nas palavras e na maneira como são ditas. No teatro da Club Noir, menos é mais. Guilherme Conte

ONDE: CCBB. Teatro (125 lug.). R. Álvares Penteado, 112, metrô Sé, 3113-3651. QUANDO: 6ª, 20h; sáb., 18h e 20h; dom., 19h. QUANTO: R$ 6. Até 1º/7.

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10.maio.2012 17:00:47

Um libertário

por Guilherme Conte

JOÃO CALDAS/DIV.
HEREGE | Frateschi encarna o frade italiano Giordano Bruno

Certas parcerias entre criadores são tão felizes que transcendem um trabalho; viram encontros de mundos. O Processo de Giordano Bruno, que estreia hoje (11), no Sesc Vila Mariana, é a segunda criação conjunta do diretor Rubens Rusche e do ator Celso Frateschi. A primeira foi ‘O Grande Inquisidor’, em 2010, montada a partir de um texto de Fiodor Dostoiévski.

Agora, Frateschi encarna o frade filósofo e teólogo italiano Giordano Bruno (1548-1600), condenado à morte pela Inquisição por heresia. O texto de Mário Moretti reconstroi em cena o processo a que Bruno foi submetido, dividido em duas partes: primeiro quando, denunciado por um discípulo, ele é preso pelo Santo Ofício. Depois, já respondendo às acusações, quando reafirma sua doutrina e é condenado à fogueira.

Em um mundo cada vez mais marcado por uma violenta intolerância a qualquer manifestação de diferença e alteridade, a figura de Bruno, um homem que nunca abriu mão de seus ideais, aparece como um símbolo de como a liberdade é um valor básico a ser defendido.

ONDE: Sesc Vila Mariana. Teatro (608 lug.). R. Pelotas, 141, 5080-3000. QUANDO: 6ª e sáb., 21h; dom., 18h. 90 min. 14 anos. QUANTO: R$ 24. Até 10/6.

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04.maio.2012 13:57:12

Memória de quem fica

por Guilherme Conte

CAMILLA COUTINHO/DIV.

ÍNTIMO | Celulari vive a morte de um pai

Há um traço comum entre muitos atores que é o apreço por explorar as diversas possibilidades e caminhos do ofício. “É um privilégio poder fazer exercícios tão diferentes entre si”, diz o ator Edson Celulari. Essa é uma pista para tentar desvendar o percurso que o levou do multicolorido e esfuziante musical ‘Hairspray’ para um delicado e íntimo exame de uma relação entre dois irmãos em Nem Um Dia Se Passa Sem Notícias Suas, de Daniela Pereira. Ele vive Joaquim, um cirurgião cinquentão que perdeu o pai e tem que se desfazer de suas coisas, ao lado do irmão caçula, interpretado por Pedro Garcia Netto. A direção é de Gilberto Gawronski.

ONDE: Teatro Cultura Artística Itaim (297 lug.). Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1.830, Itaim Bibi, 3258-3344. 70 min. 14 anos. QUANDO: 6ª, 21h30; sáb., 21h; dom., 18h. QUANTO: R$ 50/R$ 70. Até 23/6.

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04.maio.2012 13:55:15

Respiro

por Redação Divirta-se

30 anos de Centro Cultural São Paulo: um lugar perfeito para você fazer todo tipo de atividade. Mas não se acanhe de fazer simplesmente nada


PAZ | ao alcance dos olhos, a cidade fica distante enquanto você quiser

Quando o poeta Mário Chamie, nascido em Cajobi, veio para São Paulo, foi um dia estudar na Biblioteca Mário de Andrade. Só que, impressionado pela imponência do pórtico de entrada, não se sentiu à vontade para entrar. Ele contou essa história para Ricardo Resende, o atual diretor do Centro Cultural São Paulo, uma das instituições mais queridas do paulistano – criada na gestão de Chamie na secretaria municipal de cultura.

O CCSP completa 30 anos neste domingo (6), fiel aos princípios que motivaram sua criação: o acesso ao conhecimento mais aberto, plural e democrático possível. Cioso de sua vocação, mas imbuído de ares de mudança – uma grande reforma acontece ao longo deste ano e do próximo –, esse prédio sem portas ou grades para a rua é um dos mais importantes e afetuosos pontos de encontro da cidade.

Lá se pode fazer muita coisa, descobrir muitos mundos. Mas também se pode não fazer nada, simplesmente estar. Em um mundo cada vez mais murado e vigiado, é um espaço vital, um respiro em meio à paranoia. Nas páginas a seguir, contamos um pouco sobre como ele nasceu e que caminhos quer tomar para o futuro. E reunimos o melhor da programação do mês de maio. É… assim você não tem desculpa para não ir até lá.

Guilherme Conte e Ramon Vitral

 

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12.abril.2012 23:42:13

Wilson + Beckett

por Guilherme Conte

divulgação
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Sem meias palavras, o senhor quie sobe no palco do Sesc Belenzinho amanhã (14) é uma das figuras mais importantes do teatro no século 20. O americano Robert Wilson, de 70 anos, é um dos grandes encenadores das últimas décadas e, agora, ele volta a atuar em uma peça a pós 12 anos. A Última Gravação de Krapp, de Samuel Beckett, que faz apenas cinco apresentações (com ingressos esgotados), marca o início de uma parceria com o Sesc-SP que se estende até 2014: serão quatro montagens assinadas por Wilson aportando por aqui, além de uma produção com artistas brasileiros.

ONDE: Sesc Belenzinho. R. Pe. Adelino, 1.000, 2076-9700. 80 min. 14 anos. QUANDO: Sáb. (14), 4ª (18), 5ª (19) e 6ª (20), 21h; dom. (15), 18h. QUANTO: Ingressos esgotados.

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05.abril.2012 16:39:16

Cinco grupos, um festival

por Guilherme Conte

JEFFERSON PANCIERI/DIV.

O Festival de Teatro de Curitiba é, em números, a maior mostra de artes cênicas do Brasil. Em sua 21ª edição, traz 30 espetáculos, entre os de trajetória já consolidada e estreias. A boa notícia para quem não pode tomar o rumo da capital paranaense é que o Itaú Cultural e o Auditório Ibirapuera vão sediar, por duas semanas, alguns dos espetáculos que passarão por lá, em parceria com o festival. São, ao todo, seis espetáculos, de cinco grupos diferentes. A programação começa hoje (6), no Itaú Cultural, com ‘Isso Te Interessa?’, a mais recente criação da brilhante Companhia Brasileira de Teatro (dos essenciais ‘Oxigênio’ e ‘Vida’). Amanhã (7), é a vez do Trio Quintina apresentar ‘Cyrk’. No dom. (8), o grupo Magiluth faz duas sessões: ‘1 Torto’ e ‘O Canto de Gregório’. Na 4ª (11) e na 5ª (12), no Auditório Ibirapuera, a Cia. Ópera Seca traz ‘Licht + Licht’ (foto) – uma das estreias do festival –, que homenageia o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe. Uma parceria muito bem vinda. Só vão faltar os pinhões…

ONDE: Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro, 2168-1886. Auditório Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 2, 3629-1075. QUANDO: 6ª e sáb., 20h; dom., 20h e 21h; 4ª e 5ª, 21h. QUANTO: Grátis (Itaú)/R$ 20 (Auditório). Até 15/4.

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05.abril.2012 14:47:21

Um só grupo, três olhares

por Guilherme Conte

Marceo Pacífico/div.

Mostras de grupos são sempre uma oportunidade rara nas artes cênicas para poder ver trabalhos de diferentes épocas. Com isso pode-se acompanhar evoluções de linguagem e estética, ver como uma peça ‘conversa’ com outra e acompanhar pesquisas desenvolvidas ao longo de anos. Hoje (6) começa no Teatro João Caetano a Mostra do Grupo Tapa – coletivo que acabou de ganhar o Prêmio Shell justamente por sua ‘defesa da política de repertório’. São três espetáculos, com dois finais de semana dedicados a cada um. Hoje (6) o grupo reencena ‘Alguns Blues do Tennessee’ (foto), que reúne três peças curtas do americano Tennessee Williams. Em 20/4 reestreia ‘Amargo Siciliano’, construído a partir de um conto e duas peças curtas do italiano Luigi Pirandello. É do mesmo autor que estreia, no dia 4/5, ‘De Um Ou De Nenhum’, nova criação do Tapa. Eduardo Tolentino dirige a peça, sobre dois amigos que viajam com uma prostituta, com quem se relacionam. Só que a gravidez dela – que não sabe de quem é o pai – muda tudo.

ONDE: Teatro João Caetano. R. Borges Lagoa, 650, V. Clementino, 5549-1744. QUANDO: 6ª e sáb., 21h; dom., 19h. Estreia hoje (6). QUANTO: R$ 20. Até 13/5.

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29.março.2012 19:40:30

Os dilemas de um pintor

por Guilherme Conte

João Caldas/Div.
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De tempos em tempos o teatro promove um encontro de gerações, um ‘passar de bastão’ de vidas dedicadas a um mesmo ofício. Antônio Fagundes contracena com o filho Bruno no espetáculo Vermelho, de John Logan, que estreia hoje (30), com direção de Jorge Takla. Ele vive o pintor Mark Rothko (1903-1970), russo que emigrou para os Estados Unidos.

Fagundes, o pai, encarna o artista, enquanto Bruno dá vida a seu assistente Ken, um jovem que também quer trilhar um caminho como artista plástico, e busca no mestre uma referência. A peça se passa em Nova York nos anos de 1958 e 1959, época em que Rothko, já famoso, pintou uma série de painéis para o restaurante Four Seasons, por muito dinheiro. Em discussões sobre métodos, técnicas e o sentido da pintura, o texto levanta uma série de questões que dizem respeito a todos os que decidem fazer arte: o dilema entre suas motivações mais ‘puras’ e as pressões comerciais que sempre acompanham o sucesso. Um encontro entre gerações, que se sucedem na mesma paixão e dedicação à criação artística.

ONDE: Teatro GEO. Ohtake Cultural. R. Coropés, 88, Pinheiros, 3728-4930. QUANDO: 5ª e sáb., 21h; 6ª, 21h30; dom., 18h. QUANTO: R$ 100/R$ 120. Até 27/5.

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22.março.2012 18:40:26

Baile no Minhocão

por Renan Dissenha Fagundes

Começa hoje (23) o festival Baixo Centro, que vai ocupar por dez dias as ruas em torno do Elevado com arte, cinema, música – e mais

‘As ruas são para dançar’. Boom! Foi com esta frase que os bairros de Santa Cecília, Campos Elísios, Barra Funda e Vila Buarque ganharam a capa do Divirta-se em 16 de dezembro de 2011. Ela era o slogan de um festival que, na época, não ia muito além de uma proposta: o Baixo Centro. Organizado por gente preocupada com o entorno do Minhocão, o evento seria viabilizado com o dinheiro de pessoas comuns, que doariam recursos através do site Catarse. A meta era arrecadar R$ 56 mil. Não deu. Em dois meses, 386 pessoas investiram ‘apenas’ R$ 23 mil no projeto. Era o sinal que os organizadores precisavam para, em vez de desistir, fazer ajustes. Voltaram ao Catarse e pediram R$ 13,4 mil para financiar o primeiro fim de semana do evento – que ocupa as ruas da região do Elevado Presidente Costa e Silva entre hoje (23) e 1/4 com arte, dança, festas, peças de teatro, sessões de cinema, oficinas – e até futebol.

Senta aí no chão
O festival começa hoje (23), com o Cinóia, exibição de curtas sobre ocupação e estética das ruas, em um espaço embaixo do Minhocão. As pessoas serão convidadas a sentar na calçada, em pedaços de papelão. Esquina da Av. São João com a R. Helvétia. Hoje (23), 20h30.

Comida e mp3
Não é só para levar comida amanhã (24) no Piquenique do Compartilhamento: HDs cheios de mídia, para a troca de arquivos, também são bem-vindos. A tarde será ao som da performance Eletro Urbana e do trio Os Augustos. Largo do Arouche. Sáb. (24), 13h.

Em procissão
A festa ‘Santo Forte’, do DJ e produtor Tutu Moraes, ganha uma edição Santo de Rua. Em forma de cortejo, a balada sai da Roosevelt e vai até o Largo do Arouche, onde encerra o Piquenique. Saída da Pça. Roosevelt. Sáb. (24), 15h.

Joga bola, jogador
O Futebol Autônomo da Madrugada começa amanhã (24) às 23h59 e se estende pela madrugada de domingo. Os times terão cinco jogadores cada, e as partidas, sete minutos. Antes de cada minijogo, o público participa de um debate sobre futebol e a ocupação da cidade. Pça. Marechal Deodoro. Sáb. (24), 23h59.

Contato
O Mutirão do Coletivo Urubus vai levar poesia e outras ações para a Favela do Moinho, no domingo (25). No mesmo dia também tem cinema e teatro por lá. Comunidade do Moinho. Dom. (25), 10h/20h.

Lá em cima
A Voodoohop, tradicional festa alternativa do centro de São Paulo, faz uma balada em cima do Minhocão, com música brasileira e eletrônica. Elevado Pres. Costa e Silva. Dom. (25), 15h/22h.

Casa própria
No segundo final de semana do festival, o Baixo Centro ganha uma sede na praça Marechal Deodoro: uma programação diversa ocupará a tenda instalada no local. O bloco afro Ilú Oba De Min encerra o evento ali, no domingo (1/4) às 19h. Pça. Marechal Deodoro. Sáb. (31) e dom. (1/4).

Ah, que bom seria
E se fosse um parque? No próximo domingo (1/4), o Jardins Suspensos vai colocar 400 m2 de grama sobre o Elevado. Vai ter verde para jogar bola, fazer piquenique… e até uma piscina, que será usada depois das 20h como ‘plateia’ para o Cinepiscina Kinô. Elevado Pres. Costa e Silva. Dom. (1/4), 8h/20h.

Lavou, tá novo
Na Lavagem do Baixo Centro, no último dia do festival (1/4), um caminhão-pipa lavará as ruas da região como uma forma de ritual, uma homenagem ao Senhor de Bonfim – e uma ironia com as políticas de ‘limpeza’ da região da Cracolândia. Entre a Pça. da República e a Pça. Marechal Deodoro. Dom. (1/4), 10h/13h.

 

Confira a programação completa.

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