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O Google Maps ganhou uma nova função: mostrar obras de artes nas ruas do centro expandido de São Paulo. A ideia foi de Felipe Lavignatti e André Deak, que mapearam 103 obras no site Arte Fora do Museu. Logo na página inicial, o internauta encontra o mapa da cidade, marcado com pontos coloridos que indicam arte em arquitetura, esculturas, murais e grafites. Ao clicar na obra, é possível ler informações e ver vídeos sobre ela. O aplicativo para iPhone e iPad está disponível no site – e é gratuito. Grátis.
Tags: arte, centro, google maps
Foram canceladas todas as sessões à meia-noite do Espaço Unibanco Pompeia entre hoje (4) e a próxima 6ª (10).
João Caldas/Div.

NO PAPO| um conversa com Daniela Schiniti, atriz da Cia. das Graças
É no alto de um ônibus-palco, no Parque da Luz, que Olivia, Cesário e os demais personagens da trama de ‘Noite de Reis’ bradam os versos de William Shakespeare. É mais um domingo na mostra As Graças Circular Teatro – Do Parque da Luz Para o Mundo, que começou em 15/4 e se estende até o dia 6 de agosto. Conversamos com a atriz Daniela Schitini, que, ao lado de Eliana Bolanho, Juliana Gontijo e Vera Abbud, gosta mesmo é de levar o teatro para onde o povo está. Conheça As Graças, desde 1997 na estrada – literalmente.
Conte um pouco sobre o começo. Como nasceram As Graças? Somos um grupo de quatro atrizes que nasceu de uma paixão pela palavra, pela dramaturgia. Nossos primeiros trabalhos eram ligados à literatura, encenamos Adélia Prado, José Paulo Paes, Manuel Bandeira… Depois partimos para o universo infantil, teatro de bonecos, fizemos muita coisa. Foi quando seguimos para o nordeste, em uma viagem que levou o teatro até pessoas que não têm acesso. Foi quando ‘ouvimos o chamado’ da rua, a necessidade de sair para o mundo… Para fazer isso: levar peças até um público que não vai ao teatro.
E essa mostra resgata momentos diferentes desse trajeto, certo? Sim. Estamos em cartaz agora com ‘Noite de Reis’, uma comédia de Shakespeare que foi criada já para ser encenada no ônibus. É muito gostoso ver como ela chega às pessoas, como há uma troca, as pessoas vêm comentar, opinam, participam. Também estamos fazendo o ‘Canto a Canto’, que são pequenas intervenções teatrais a partir de poemas. Apresentamos para pequenos grupos, quem está por lá. Às vezes, fazemos para uma pessoa só. É a chance de ouvir um pouco mais o que as pessoas querem dizer para nós. E é justamente dessas histórias recolhidas no parque que vai nascer nosso próximo espetáculo, que será dirigido pelo André Carrera (ele dá uma palestra sobre teatro de rua neste domingo, 29, no Museu da Língua Portuguesa).
E este contato mais direto com o público subverte a relação usual que as pessoas têm com o teatro… É justamente essa a nossa busca. O teatro em geral acabou ficando distante das pessoas. Às vezes é complicado para ir, ou é muito caro, não há estímulo, cria-se um ar de que é ‘difícil’. E aí é muito divertido quando chegamos com o nosso ônibus, as pessoas, param, ‘nossa, o que é isso?’. Acabam se criando laços, gente que nos acompanha ao longo dos diferentes espetáculos. E o olhar do público é muito importante para nós. É parte fundamental dessa trajetória.
Alguma história marcante? Ah… (pensativa) Lá no Parque da Luz mesmo, uma vez, um grupo de prostitutas que está sempre por lá veio falar com a gente. Elas vinham todo dia ver o mesmo espetáculo (‘Nas Rodas do Coração’, que reestreia em agosto). Até que nesse dia elas falaram: “A gente gosta muito desses espetáculos que têm casamento, são lindos! Vocês têm que fazer mais deles!” E isso é muito lindo. Você mexe com o sonho das pessoas, um romantismo, memórias muito caras a todos nós.
ONDE: Pq. da Luz. Pça. da Luz, s/nº, metrô Luz, 3227- 3545. QUANDO: Sáb. (28), 11h; dom. (29), 11h e 15h ‘Canto a Canto’. QUANTO: Grátis. Até 6/8.
A exposição de Carlos Cruz-Diez, com abertura prevista para a última sexta-feira (23), teve sua inauguração adiada pela Galeria Raquel Arnaud para o dia 11/4.
Nada primário
O artista venezuelano quer que o público não apenas veja, mas experimente as cores de suas obras. Na série ‘Fisicromias’, iniciada nos anos 50, a incidência da luz e a posição do espectador transforma o trabalho.
ONDE: Galeria Arnaud.R. Fidalga, 125,V. Madalena,3083-6322. QUANDO: 10h/19h (sáb.,12h/16h; fecha dom.). Inauguração: 11/4. Até 2/6. QUANTO: Grátis.

DIA A DIA | Documentário faz reality show com Anderson Silva
É assim, sempre com marra, a imagem que habita o (in)consciente coletivo quando se fala de lutadores de MMA. Imagem que, por outro lado, não cabe em Anderson Silva. Folgado, sim. Mas só pode dizer isso quem entra com ele (na verdade, contra ele) no octógono – o bom e velho ringue, mas com menos cara de palco, como é no boxe, e mais cara de jaula. Quem o vê falando (e não é por causa da voz fina), tem a impressão de um cara tranquilo. Característica que ele faz questão de expor e, talvez por isso, também seja uma das imagens que o documentário Anderson Silva: Como Água mais explora enquanto acompanha o período de preparação do brasileiro no mês que antecede a luta mais difícil de sua carreira, contra Chael Sonnen, em agosto de 2010.
O filme de Pablo Croce, em estilo reality show, mistura às imagens do treinamento, que Anderson fazia pela primeira vez fora do Brasil, imagens do dia a dia mais família do lutador – casado com Dayane, com quem tem cinco filhos: duas meninas e três meninos.
Mas, além de ‘invadir’ a privacidade e adotar o esquema de câmeras que o acompanham sem muita interferência, o longa também emprestou de seus primos televisivos alguns problemas. O principal é a mixagem de som – aquela categoria do Oscar que costuma servir para muita gente fazer um intervalo sem ficar com a sensação de ter perdido alguma coisa. Porém, no caso de ‘Como Água’, era um elemento essencial. Explico: em alguns momentos, com a música alta e o microfone distante, fica difícil ouvir o que é dito. Falha feia. No octógono, seria um nocaute.
Há também uma oportunidade perdida. O filme é totalmente voltado para os fãs de Anderson e de MMA. Mas, logo na abertura, quando aparece Bruce Lee dando uma declaração famosa, de onde sai a expressão ‘como água’ do título do filme, tem-se a impressão de que haverá espaço para as sutilezas da arte marcial. Talvez até uma tentativa de separar o MMA da imagem de pit boys ainda presente na cabeça de quem tem aversão ao novo fenômeno esportivo. Mas só parece. É um filme para fãs, mesmo.
Tags: Anderson Silva, arte marcial, artes marciais, Chael Sonnen, documentário, MMA, UFC
divulgação

Um século de tentativas frustradas de adaptação separam o lançamento de John Carter – Entre Dois Mundos e a publicação, na revista ‘All–Story’, do primeiro capítulo do livro no qual o filme se baseou. Escrito pelo americano Edgar Rice Burroughs (1875–1950), ‘A Princesa de Marte’ (editado no Brasil pela Aleph) foi publicado em 1912 – antes do nascimento de mestres da ficção científica moderna, como Arthur C. Clark (1917–2008) e Isaac Asimov (1920–1992). A obra também inspirou produções icônicas do gênero: ‘Star Wars’ (1977) e ‘Avatar’ (2009) são dois de seus descendentes mais famosos e bem sucedidos financeiramente.
Funcionário dos estúdios de animação da Pixar e diretor de ‘Vida de Inseto’ (1998), ‘Procurando Nemo’ (2003) e ‘Wall-E’ (2008), Andrew Stanton estreia na direção de um filme com protagonistas de carne e osso em ‘John Carter’ e entrega uma obra que não atende a cem anos de expectativas. O respeito pleno pelo conteúdo quase integral do livro de Burroughs, sobre um soldado da Guerra Civil americana (1861–1865) transportado para o planeta Marte, também em guerra, implica uma adaptação infantilizada além da conta (especialmente para uma produção que recebeu classificação etária para maiores de 12 anos) e extremamente ingênua para o século seguinte ao nascimento do texto original. Ramon Vitral
Tags: Andrew Stanton, cinema, Divirta-se, John Carter - Entre Dois Mundos, Pixar

INÉDITA| ‘Magdalena’ vem a São Paulo pela primeira vez
O período de 13 a 17 de fevereiro de 1922 entrou para a história. Foi nesses dias a Semana de 22, em que artistas se uniram para proclamar uma nova estética para a cultura nacional. O palco foi o Teatro Municipal, mesmo lugar onde, na próxima semana, serão celebrados os 90 anos do evento.
A comemoração se restringe à música e à dança, num programa montada com obras de compositores que participaram do manifesto (Heitor Villa-Lobos e Mário de Andrade) ou que foram influenciados por ele (Camargo Guarnieri, Radamés Gnatalli e Lorenzo Fernandez).
Um episódio prosaico: o próprio Villa-Lobos, em um dos concertos, teve uma atitude considerada vanguardista demais: em um pé, estava um sapato social. No outro, havia um chinelo. Aquilo deu o que falar. Mas no fim, a opção nem foi estética. O maestro estava com machucados e não poderia usar nenhum outro calçado. Nem tudo, afinal, é revolução.
ONDE: Pça. Ramos de Azevedo, Centro, 3397-0327.
Manifeste-se|
Ópera. Nunca antes apresentada em São Paulo, ‘Magdalena’, de Heitor Villa-Lobos, vem com a montagem feita pelo Theathe du Chatelet, de Paris. O elenco, no entanto, é brasileiro, e conta com a soprano Rosana Lamosa. 4ª (15) e 6ª (17), 20h; dom. (19), 18h; 5ª (23) e sáb. (25), 20h. R$ 40/R$ 100.
Dança + ópera. O Balé da Cidade de São Paulo dança a ‘Suíte Vila Rica’, de Camargo Guarnieri. Em seguida, a ópera ‘Pedro Malazarte’, do mesmo autor, com libreto de Mário de Andrade. 5ª (16), sáb. (18), 6ª (24), 20h; dom. (26), 18h. R$ 40/R$ 100.
Recital. O pianista Caio Pagano recebe o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo para tocar as mesmas obras para piano que foram tocadas no evento de 1922. Haverá composições de Claude Debussy, Heitor Villa-Lobos e Robert Schumann. Sáb. (25), 16h. R$ 10/R$ 30.
Concerto. Com Jamil Maluf na regência, a Orquestra Experimental de Repertório terá a participação do pianista Pablo Rossi. No programa, os autores Villa-Lobos, Lorenzo Fernandez e Radamés Gnatalli. Dom. (26), 11h. R$ 10/R$ 40.
Tags: Camargo Guarnieri, Divirta-se, Heitor Villa-Lobos, Lorenzo Fernandez, Mário de Andrade, Modernismo, Música Clássica, Radamés Gnatalli, Semana de 22, Teatro Municipal
Diferentemente do informado ontem na seção “Passeios”, do Divirta-se, o Pic Chic não será no Parque da Água Branca. Organizado pela jornalista Nina Loscalzo e pelo chef boliviano Checho González, o piquenique ocorrerá hoje no Parque da Aclimação, com reserva esgotada. Informações sobre futuros eventos podem ser obtidas no (11) 7657-6521.
2012
2011
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