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FAZENDO FITA| obra de H73, nome artístico do designer Houssein Jarouche
A mente de Housssein Jarouche parece funcionar como uma bolinha de pingue-pongue. O designer, dono da loja de móveis Micasa, fala de dezenas de projetos e sonhos para explicar o Manipresto, intervenção que ele e mais três artistas realizam na ‘Casa do Lado’ – imóvel contíguo à loja – a partir de hoje (25).
As telas que ele produz com fitas adesivas (fotos) sob o pseudônimo de H73 dividem o sobrado dos anos 50 com os lambe-lambes do arquiteto Bruno Gomes, que também é diretor gráfico do Estúdio 20.87, coletivo de criadores que funciona ali, na Micasa. A mostra é complementada pelas serigrafias espirituosas de Abidiel Vicente, que brincam com elementos da cultura pop (como logomarcas de refrigerantes) e objetos do dia a dia, e de Ivone Paiva, que segue a mesma linha.
Um jornal de mesmo nome, produzido em tiragem limitadíssima (de mil exemplares), será distribuído durante a exposição. Sua proposta? Compartilhar as ideias que inspiram o designer e seu grupo de amigos. O primeiro número traz, por exemplo, um ensaio fotográfico do americano Todd Selby na casa do estilista Alexandre Herchcovitch e do empresário Fábio Souza; artigos sobre Buckminster Fuller e Victor Papanek, pioneiros do design humanitário. Jarouche quer que tudo isso seja a semente de um projeto maior, que envolve a revitalização do centro da cidade. “Meu sonho é ajudar a impulsionar um urbanismo mais cuidado”, diz ele, que pretende abrir um hotel por lá.
ONDE: Casa do Lado. R. Estados Unidos, 2.109, Jd. Paulista, 3088-1238. QUANDO: 10h/19h (sáb., até 17h). Abre hoje (25). Até 23/6. QUANTO: Grátis.
ALDO BALLO + MARIROSA TOSCANI BALLO/DIV. 
DIFERENTE| instalação de Guido Drocco e Franco Mello, de 1971
Nos anos 1960, os designers italianos adotaram materiais sintéticos recém-descobertos para criar novos objetos, garantindo ao país a liderança em design de produtos de consumo. Esse e outros fatos históricos estão presentes na exposição Zoom. Design Italiano e a Fotografia de Aldo e Marirosa Ballo, que inaugura no domingo (20), no Museu de Arte Brasileira da FAAP.
A mostra é organizada pelo Vitra Design Museum, museu da cidade de Weil am Rhein, na Alemanha, e exibe 75 objetos, além de trechos de filmes, livros e estudos sobre o design.
A exposição também exibe 300 fotografias, selecionadas entre 145 mil do acervo de Aldo e Marirosa Ballo, que registraram o design italiano e contribuíram para seu reconhecimento internacional.
ONDE: MAB – FAAP. R. Alagoas, 903, Higienópolis, 3662- 7198. QUANDO: 10h/20h (sáb. e dom., 13h/17h; fecha 2ª). Inauguração: dom. (20). QUANTO: Grátis. Até 15/7.
Tags: Aldo Ballo, design italiano, Divirta-se, exposições, MAB-FAAP, Marirosa Ballo
Da origem judaica às figuras longilíneas; da tuberculose aos nus femininos, mostra entrelaça a vida e a obra de Amedeo Modigliani, no Masp
O italiano Amedeo Modigliani (1884- 1920) mesclou à sua arte a tradição judaica e as questões cabalísticas. Sua fragilidade física fez com que recebesse dos pais (e do avô) atenção maior que à dedicada a seus outros quatro irmãos. Na capital francesa, onde viveu 14 anos, foi amigo de artistas e intelectuais de vanguarda, como Pablo Picasso e Max Jacob.
O reflexo da trajetória do artista sobre sua obra deu forma à mostra Modigliani – Imagens de uma Vida, que chega ao Masp nesta 5ª (17). Nela, cerca de 60 obras – entre pinturas, desenhos e esculturas – complementadas por mais de cem objetos pessoais – como manuscritos, fotografias e postais – são ordenados em uma linha do tempo para ajudar você a entendê-lo (e apreciá-lo) melhor.
Camila Hessel e Marina Vaz
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Tags: Amedeo Modigliani, Masp
VALENTINO FIALDINI/DIV.

ROTOU! | Zipper leva fotos de Valentino Fialdini à oitava SP-Arte
A SP-Arte é sempre uma boa oportunidade para visitar as melhores galerias do País em um só lugar. A partir desta quinta (10), 110 delas levam as obras de seus artistas ao Pavilhão da Bienal. Lá, você pode passear entre estandes – que ocupam 15 mil m2, em três pavimentos –, como os da Fortes Vilaça, Choque Cultural, Nara Roesler e Zipper.
Agora, se sua intenção ao visitar a oitava edição da feira é começar (ou incrementar) uma coleção particular, a boa notícia é que os trabalhos adquiridos durante o evento estarão isentos do ICMS – imposto que corresponde a 18% do valor de comercialização das obras. A ‘pechincha’ foi possível por um acordo entre a SP-Arte e a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
O evento deste ano, além de uma programação paralela e de algumas parcerias (leia abaixo), tem outra boa novidade: o projeto ‘Laboratório Curatorial’, coordenado por Adriano Pedrosa e Rodrigo Moura. Juntos, eles selecionaram quatro jovens curadores para conceber pequenas exposições, que ocupam uma ala especial da feira. A seleção foi feita a partir de obras das galerias participantes.
Renove a biblioteca
A Livraria da Travessa, do Rio, terá uma loja pop up na feira, onde lançará livros de artistas importantes, como Claudia Jaguaribe (5ª, 10, às 18h) e Miguel Rio Branco (6ª, 11, às 19h).
Vire a página
Uma mostra paralela abre espaço para os chamados ‘livros de artista’ (obras em formato de livro, geralmente de difícil acesso), assinadas por nomes como Marilá Dardot e Edith Derdyk.
Entre sem pagar
Somente no primeiro dia ( 5ª, 10), o ingresso da SP-Arte é gratuito para quem visitar o Museu de Arte
Moderna (MAM), o Museu da Imagem e do Som (MIS) ou a Pinacoteca.
Suba na van
Reserve fôlego (e pés) para, depois da feira, visitar o MAM, o MIS e a Pinacoteca – de graça.Entre os dias 10 e 13, uma van grátis fará o circuito entre a feira e os museus parceiros.
ONDE: Pavilhão Ciccillo Matarazzo. Pq. do Ibirapuera, portão 3. QUANDO: 5ª (10) e 6ª (11), 14h/22h; sáb. (12) e dom. (13), 12h/20h. QUANTO: R$ 30. www.sp-arte.com
Tags: galerias, ibirabuera, MAM, MIS, pinacoteca, sp arte
30 anos de Centro Cultural São Paulo: um lugar perfeito para você fazer todo tipo de atividade. Mas não se acanhe de fazer simplesmente nada

PAZ | ao alcance dos olhos, a cidade fica distante enquanto você quiser
Quando o poeta Mário Chamie, nascido em Cajobi, veio para São Paulo, foi um dia estudar na Biblioteca Mário de Andrade. Só que, impressionado pela imponência do pórtico de entrada, não se sentiu à vontade para entrar. Ele contou essa história para Ricardo Resende, o atual diretor do Centro Cultural São Paulo, uma das instituições mais queridas do paulistano – criada na gestão de Chamie na secretaria municipal de cultura.
O CCSP completa 30 anos neste domingo (6), fiel aos princípios que motivaram sua criação: o acesso ao conhecimento mais aberto, plural e democrático possível. Cioso de sua vocação, mas imbuído de ares de mudança – uma grande reforma acontece ao longo deste ano e do próximo –, esse prédio sem portas ou grades para a rua é um dos mais importantes e afetuosos pontos de encontro da cidade.
Lá se pode fazer muita coisa, descobrir muitos mundos. Mas também se pode não fazer nada, simplesmente estar. Em um mundo cada vez mais murado e vigiado, é um espaço vital, um respiro em meio à paranoia. Nas páginas a seguir, contamos um pouco sobre como ele nasceu e que caminhos quer tomar para o futuro. E reunimos o melhor da programação do mês de maio. É… assim você não tem desculpa para não ir até lá.
Guilherme Conte e Ramon Vitral
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Tags: CCSP, centro cultural são paulo

LADO | Além das esculturas, há telas de Amilcar
A partir da década de 60, Amilcar de Castro (1920-2002) decidiu abandonar a solda e passou a usar outra técnica em suas esculturas em aço: cortava e, depois de aquecê-lo, dobrava o material.
Na mostra que a Galeria Marilia Razuk abre hoje (27) estão 140 dessas peças, decisivas para a carreira do artista, que integrou o movimento neoconcreto.
A mostra, que comemora os 20 anos da galeria, também inclui 13 pinturas e mais sete esculturas inéditas na cidade. As telas revelam seu desenho de origem gráfica, em boa parte influenciado por sua atuação na imprensa, a partir de 1953.
Todas as obras vieram do Instituto Amilcar de Castro, que fica em Nova Lima (MG).
ONDE: Galeria Marília Razuk. R. Jerônimo da Veiga, 131B, Itaim Bibi, 3079-0853. QUANDO: 10h30/19h (sáb., 11h/15h; fecha dom.). Até 9/6. QUANTO: Grátis.
Tags: amilcar de castro, escultura, galeria marília razuk, Itaim

MARCO ZERO | A Praça da Sé, fotografada por Aristodemo Becherini, em 1946
Desde novembro, um casarão histórico localizado ao lado do Solar da Marquesa de Santos ganhou a devida atenção de quem passeia pelo Centro. Lá foi inaugurada a Casa da Imagem.
Neste sábado (21), o espaço, dedicado à preservação da memória fotográfica paulistana, inaugura duas novas exposições.
A primeira delas reúne 24 imagens de Aristodemo Becherini, feitas entre 1925 e 1952. Muitos de seus cliques foram importantes para a inserção da fotografia no mercado publicitário, em substituição às usuais ilustrações.
A segunda apresenta uma série de Carlos Moreira, que revela seu olhar sobre a Praça Ramos de Azevedo e seus frequentadores, na década de 60.
E o Beco do Pinto, local de passagem entre a Casa e o Solar, é ocupado por uma obra da artista Ana Paula Oliveira. Nela, seis jabuticabeiras são suspensas do chão e apoiadas em dormentes de antigas estradas de ferro, com suas raízes longe do solo.
ONDE: Casa da Imagem. R. Roberto Simonsen, 136-B, Centro, 3106-5122. QUANDO: 9h/17h (fecha 2ª). Inauguração: sáb. (21), 11h. Até 29/7. QUANTO: Grátis.
Tags: casa da imagem, centro, fotografia
C.U. Maria Antonia/Div.

INVERSÃO | A ‘barraca’ Thiago Rocha Pitta tem mato… dentro
Para abrir seu calendário 2012, o Centro Universitário Maria Antonia aposta em uma fórmula já conhecida entre seus frequentadores: a de inaugurar mostras simultâneas de cinco (bons) artistas.
Desta vez, Fábio Miguez exibe uma série de fotografias – a maioria em preto e branco.
Guto Lacaz apresenta livros em que cenas com artistas como Beuys e Duchamp sofrem ‘interferências’ de engenhocas comandadas por motores elétricos.
Já Thiago Rocha Pitta expõe escultura de cimento em formato de barraca, que é ocupada por vegetação natural.
E Patricia Osses cria uma instalação que mescla artes visuais e literatura. É, parece que o ‘time’ de artistas de lá pode até mudar. Mas continua ganhando.
ONDE: Centro Universitário Maria Antonia. R. Maria Antonia, 294, V. Buarque, 3123-5200. QUANDO: 10h/21h (sáb. e dom., 10h/18h; fecha 2ª). Até 24/6. QUANTO: Grátis.
Tags: maria antonia
Imortal na música brasileira, Elis Regina tem vida e obra revisadas em uma exposição multimídia
FASCINAÇÃO | A cantora clicada pelo fotógrafo Cristiano Mascaro, em 1974
Já faz quase 50 anos que Elis Regina (1945-1982) subiu ao palco do I Festival da TV Excelsior para interpretar ‘Arrastão’. Marcou ali, com sua voz e seus braços rodopiantes, a música brasileira.
A exposição multimídia Viva Elis, que abre neste sábado (14) no Centro Cultural São Paulo, retoma estes e outros momentos de sua vida. O projeto é liderado pelo primogênito da cantora, João Marcello Bôscoli, e inclui um show com Maria Rita, em data a ser definida.
Entre um “calor no coração” aqui e um “nó na garganta” acolá, Bôscoli se dedica a preservar a memória da mãe. É ele quem fala, a seguir, sobre a mostra.
Como chegou a todo esse acervo que integra a exposição? Foi um esforço coletivo. A primeira parte da vida de Elis é contada pelo acervo completo da minha avó, mas a maior parte das fotos vem das empresas de mídia. Tem também algumas coisas enviadas por fãs.
Por exemplo? Uma gravação em Super 8 feita na última apresentação dela no Rio, em que canta duas músicas. Tem também objetos doados por uma pessoa que trabalhou na minha casa… Em determinado momento, minha mãe jogou fora seu álbum de casamento e sua carteira de trabalho; essa senhora guardou e me devolveu muitos anos depois.
A mostra reúne vários vídeos. Entre eles, o que tem de mais raro? Ela cantando ‘Garota de Ipanema’ e ‘Asa Branca’ no Festival de Montreux de 1979, com Hermeto Pascoal ao piano, é algo antológico. E mostramos na íntegra e com qualidade. Para quem nunca viu Elis ao vivo, achamos muito importante o apoio dessas imagens. Há artistas que fazem a música ‘crescer’ muito ao vivo – é o caso dela.
E já faz 30 anos. Há toda uma geração que não a conheceu em vida… A trajetória da Elis pós-morte é atípica. Há artistas incríveis que não são tão lembrados; ela é a exceção. Seu nome é conhecido, sua imagem é conhecida, e é difícil achar quem não conheça 5, 6 músicas dela.
No trem da vida
- Entre as cerca de 200 fotografias que estão na exposição, há registros da infância de Elis no Rio Grande do Sul (acima) e do início de sua carreira, em programas de calouros. A fase madura da cantora aparece sob a lente de fotógrafos como Cristiano Mascaro e Paulo Vasconcellos.
- Um documentário feito especialmente para a mostra reúne depoimentos de cerca de 50 pessoas que conviveram com ela. As histórias – de artistas como Renato Teixeira e Belchior e produtores como Nelson Motta e Walter Silva – foram colhidas durante anos pelo diretor Allen Guimarães.
- Além de poder (re)ver registros de seus shows e de suas participações em programas televisivos, a exposição dá acesso à discografia completa da cantora. São 30 terminais – um para cada álbum – espalhados pela mostra. Basta decidir a música que quer ouvir. Escolha difícil, não?
- Reportagens publicadas por jornais e revistas da época, ingressos e cartazes de seus shows, boletins escolares e até réplicas de figurinos usados por Elis Regina. Estes e outros objetos e documentos, espalhados pelos ambientes da mostra, ajudam a contar a história da ‘pimentinha’.
ONDE: CCSP. R. Vergueiro, 1.000, Paraíso, 3397-4002. QUANDO: 10h/ 19h30 (sáb., dom. e fer., 10h/17h30; fecha 2ª). Inauguração: sáb. (14). Até 20/5. QUANTO: Grátis.
Tags: CCSP, elis regina
A Oca será tomada por roqueiros de todas as gerações na mostra ‘Let’s Rock’, que
inaugura 4ª (4/4) um passeio pelo ritmo que revolucionou a música no século 20
É certo que, mesmo a mostra Let’s Rock tendo o foco nos gigantes do gênero, passará por sua cabeça um pouco do clima de banda de garagem. A sensação se deve ao estilo da montagem, com fotos nas paredes, instrumentos, cartazes e muita música.
Oca . Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 3 do Parque do Ibirapuera. 3629-1014. 10h/22h (fecha 2ª). R$ 20. Até 27/5 . Cc.: todos. Cd.: todos.
No lugar certo
Bob Gruen (foto acima) é responsável por fotos antológicas de ícones do rock. E, embora uma imagem possa valer mil palavras, não deixe de ouvir as histórias de algumas delas contadas por ele mesmo. 4ª (4/4) e 6ª (6/4), 15h.
Cada acorde, um flash
No subsolo estão cerca de 200 fotos, que passam tanto pelo rock internacional (a maioria) como pelo nacional. As estrangeiras, como a que está na abertura desta matéria, da banda punk inglesa The Clash, em 1979, são clicadas por Gruen; as brasileiras, por Otavio Souza e MRossi.
Frames musicais
Durante a mostra estão programadas exibições de documentários sobre rock. O primeiro deles é ‘Guidable’, na quinta (5/4), 20h. O filme de Fernando Rick, que conversará com o público após a sessão, conta a história da banda punk Ratos de Porão, que tem João Gordo como líder e vocalista. Até o fim da exposição, serão apresentados diversos outros filmes: ‘Titãs: 30 Anos’, sobre a carreira da banda paulistana, e ‘Herbert de Perto’, sobre o líder do Paralamas do Sucesso; e ‘Lóki’, sobre o lendário integrante dos Mutantes Arnaldo Baptista, estão entre alguns dos títulos programados.
Edições históricas
Revista referência na cobertura do cenário musical, a ‘Rolling Stone’ tem um espaço especial que reúne algumas de suas capas históricas. Entre elas, está a da última entrevista de John Lennon, três dias antes de sua morte, em 1980. O retrato, com Yoko Ono, é de Annie Leibovitz.
Memorabilia
O primeiro andar da mostra é dedicado a objetos usados por artistas, cartazes originais de shows e bandas, figurinos usados em clipes e shows, bootlegs (gravações não autorizadas de áudio e vídeo), discos e instrumentos. Entre os itens, está o baixo Hofner eternizado por Paul McCartney, um pinball do The Who, e o baixo em forma de machado de Gene Simmons (foto abaixo), do Kiss.
Você é o astro
O segundo andar transforma você em um rock star – ao menos por um breve momento. Batizada de Let’s Rock Experience, a instalação recebe projeções e sons de plateias de shows dos Beatles, Nirvana, Sonic Youth, The Clash, White Stripes, entre outros.
Tags: Annie Leibovitz, documentário, exposição, John Lennon, Let's Rock, Oca, Parque do Ibirapuera, punk, rock, Rolling Stone, The Clash, Yoko Ono
2012
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