Começa hoje (23) o festival Baixo Centro, que vai ocupar por dez dias as ruas em torno do Elevado com arte, cinema, música – e mais
‘As ruas são para dançar’. Boom! Foi com esta frase que os bairros de Santa Cecília, Campos Elísios, Barra Funda e Vila Buarque ganharam a capa do Divirta-se em 16 de dezembro de 2011. Ela era o slogan de um festival que, na época, não ia muito além de uma proposta: o Baixo Centro. Organizado por gente preocupada com o entorno do Minhocão, o evento seria viabilizado com o dinheiro de pessoas comuns, que doariam recursos através do site Catarse. A meta era arrecadar R$ 56 mil. Não deu. Em dois meses, 386 pessoas investiram ‘apenas’ R$ 23 mil no projeto. Era o sinal que os organizadores precisavam para, em vez de desistir, fazer ajustes. Voltaram ao Catarse e pediram R$ 13,4 mil para financiar o primeiro fim de semana do evento – que ocupa as ruas da região do Elevado Presidente Costa e Silva entre hoje (23) e 1/4 com arte, dança, festas, peças de teatro, sessões de cinema, oficinas – e até futebol.
Senta aí no chão
O festival começa hoje (23), com o Cinóia, exibição de curtas sobre ocupação e estética das ruas, em um espaço embaixo do Minhocão. As pessoas serão convidadas a sentar na calçada, em pedaços de papelão. Esquina da Av. São João com a R. Helvétia. Hoje (23), 20h30.
Comida e mp3
Não é só para levar comida amanhã (24) no Piquenique do Compartilhamento: HDs cheios de mídia, para a troca de arquivos, também são bem-vindos. A tarde será ao som da performance Eletro Urbana e do trio Os Augustos. Largo do Arouche. Sáb. (24), 13h.
Em procissão
A festa ‘Santo Forte’, do DJ e produtor Tutu Moraes, ganha uma edição Santo de Rua. Em forma de cortejo, a balada sai da Roosevelt e vai até o Largo do Arouche, onde encerra o Piquenique. Saída da Pça. Roosevelt. Sáb. (24), 15h.
Joga bola, jogador
O Futebol Autônomo da Madrugada começa amanhã (24) às 23h59 e se estende pela madrugada de domingo. Os times terão cinco jogadores cada, e as partidas, sete minutos. Antes de cada minijogo, o público participa de um debate sobre futebol e a ocupação da cidade. Pça. Marechal Deodoro. Sáb. (24), 23h59.
Contato
O Mutirão do Coletivo Urubus vai levar poesia e outras ações para a Favela do Moinho, no domingo (25). No mesmo dia também tem cinema e teatro por lá. Comunidade do Moinho. Dom. (25), 10h/20h.
Lá em cima
A Voodoohop, tradicional festa alternativa do centro de São Paulo, faz uma balada em cima do Minhocão, com música brasileira e eletrônica. Elevado Pres. Costa e Silva. Dom. (25), 15h/22h.
Casa própria
No segundo final de semana do festival, o Baixo Centro ganha uma sede na praça Marechal Deodoro: uma programação diversa ocupará a tenda instalada no local. O bloco afro Ilú Oba De Min encerra o evento ali, no domingo (1/4) às 19h. Pça. Marechal Deodoro. Sáb. (31) e dom. (1/4).
Ah, que bom seria
E se fosse um parque? No próximo domingo (1/4), o Jardins Suspensos vai colocar 400 m2 de grama sobre o Elevado. Vai ter verde para jogar bola, fazer piquenique… e até uma piscina, que será usada depois das 20h como ‘plateia’ para o Cinepiscina Kinô. Elevado Pres. Costa e Silva. Dom. (1/4), 8h/20h.
Lavou, tá novo
Na Lavagem do Baixo Centro, no último dia do festival (1/4), um caminhão-pipa lavará as ruas da região como uma forma de ritual, uma homenagem ao Senhor de Bonfim – e uma ironia com as políticas de ‘limpeza’ da região da Cracolândia. Entre a Pça. da República e a Pça. Marechal Deodoro. Dom. (1/4), 10h/13h.
Na semana mais animada do ano, selecionamos atrações para todos os dias, com oficinas, brincadeiras e bailinhos.

Depois do carnaval| Turma da Familiarte pula na quarta-feira
Turminha da Ressaca
No Bloco da Serpentina tem oficina de abadá e baile. Pais podem ir – se os filhos autorizarem. Familiarte. R. Sales Jr., 466, 3642-1706. 4ª (22), 14h/18h. R$ 25, por criança (grátis para os pais).
Domingueira familiar
Para pais e filhos, a ótima festa é comandada pelo Bloco do Furunfunfum, apoiado pela banda Sopro Brasileiro. Mas chegue cedo: o local fica bem lotado e o evento não brinca com o horário. Livraria da Vila. R. Fradique Coutinho, 915, Pinheiros, 3814-5811. Dom. (19), 11h/12h. Grátis.
Frevo de roda
Inspirado nas cores do frevo, o baile tem marchinhas antigas e oficina de fantasias. Casa de Brincar. R. Simão Álvares, 951, V. Madalena, 2855-9129. 6ª (17), 14h/18h. R$ 90, tarde (R$ 50, por hora).
E o cordão aumenta mais:
_Bloco das Emílias e dos Viscondes. Biblioteca Monteiro Lobato. R. Gal. Jardim, 485, 3256-4122. 6ª (17), 14h. Grátis.
_Carnaval para Todos. R. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, 3857-5386. Sáb. (18) e dom. (19), 15h/18h. R$ 30.
_Matinê do MAM. MAM – Marquise. Pq. do Parque do Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, 5085-1300. Dom. (19), 10h30/13h. Grátis.
_Carnaval no Piks. Piks. Shopping Iguatemi. Av. Brig. Faria Lima, 2.232, Jd. Paulistano, 3816-3957. Sáb. (18) a 3ª (21), oficinas; dom. (19) e 3ª (21), baile. 14h/20h. R$ 35, a 1ª hora (R$ 25, demais horas).
Tags: Bloco das Emílias e Viscondes, carnaval, Cia. Furunfunfum, Familiarte, Livraria da Vila, MAM, Piks
Para marcar nossa centésima edição, abusamos dos superlativos num tributo à cidade que cobrimos carinhosa e apaixonadamente.
Clique nas páginas para abris os PDFs.
ERRATA| O Bar Sabiá foi publicado com o endereço errado. O correto é R. Purpurina, 370, Vila Madalena.
É o número de lugares que o Divirta-se destacou para você conhecer nas últimas 50 edições. Nesta, contamos quais são os favoritos da equipe. Corra para eles – neste finzinho de 2011 e no ano que vem
‘Aonde eu vou, hein?’
Esta é a pergunta que nós, repórteres e editores do Divirta-se, mais ouvimos, todos os dias. A primeira resposta, invariavelmente, é ‘já consultou o Div?’. Mas nem sempre funciona. Amigos, colegas de trabalho e vizinhos não estão atrás da novidade mais fresca da semana quando nos fazem essa pergunta. Eles querem é saber que lugar quem passa cinco ou seis noites da semana visitando bares e baladas prefere. E pobres dos que cobrem teatro e cinema: são bombardeados por pedidos de dicas impossíveis, que agradem em igual medida a avó e o primo mais novo.
Por ofício, todos tentamos dar uma volta na conversa. Investigamos os gostos do interlocutor, tentamos entender quem exatamente o amigo quer levar para jantar (ou dançar) e direcionamos a recomendação para aquele objetivo específico. Porque fazemos isso? Em parte, por zelar pela nossa própria reputação. Ninguém quer, afinal, ser responsável pela tragédia alheia. Mas é claro que, lá no fundo, há uma pontinha de egoísmo: ‘meu restaurante preferido é só meu e de mais ninguém’.
Mas Natal é tempo de generosidade e nós decidimos aderir. E entregamos, aqui, uma retrospectiva em linhas tortas. Em vez de relembrar estabelecimento novo por estabelecimento novo, organizando-os por mês de abertura, listamos a seguir o melhor do ano de 2011. Retomamos edição por edição, desde o dia 7 de janeiro, e peneiramos entre as novidades aquelas de que mais gostamos. E que, no fundo, sonhamos que inspirem as inaugurações que estão por vir.
Sim, a seleção tem uma dose de subjetividade. Mas não deixa de ser objetiva: nós somos programados para fazer escolhas criteriosas, analisando aspectos que a maioria nem percebe. Você pode, claro, discordar. Só faça o favor de nos dizer.
Achou pouco?
Mude de ideia já. Aqui no nosso site você encontra resenhas de mais de 1.200 restaurantes, 700 bares e 400 quitutes, espalhados pela cidade inteira.
Clique nas imagens para abrir as páginas (pdf)
Chega de falar mal do Minhocão. Descubra os centros culturais ao redor dele e junte-se ao movimento que planeja ocupar a região com arte, música, piquenique…
Tudo bem se você não quiser escolher um lado na polêmica dos alunos da USP, ou se sair no sol para seguir uma passeata não é exatamente a sua. Há várias outras formas (algumas bem mais festivas) de se engajar: caso clássico do protesto transformado em churrasco em Higienópolis, em maio deste ano, ou de ações bem-humorados do movimento ‘Ocupe’.
Com essa pegada mais cultural e menos militante (mas sem deixar de ser crítico), o festival Baixo Centro quer ocupar a região de Santa Cecília, Campos Elísios, Barra Funda e Vila Buarque, levando atividades culturais para os arredores do Minhocão.
Se você é um leitor assíduo do Divirta-se e acompanha nossas reportagens, certamente busca novas e boas formas de aproveitar a cidade. Os organizadores do ‘Baixo Centro’ – um movimento horizontal, sem líderes, formado por vários produtores culturais – querem o mesmo: integrar o espaço urbano na vida dos moradores e utilizar São Paulo melhor: “as ruas são para dançar”, diz o slogan do festival.
E mais: você pode dar o seu empurrãozinho à retomada cultural dos bairros do ‘Baixo Centro’. Como? Descubra nas próximas páginas mais sobre o festival e como contribuir.
Ramon Vitral e Renan Dissenha Fagundes
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HELOISA BORTZ/DIV
Como já é tradição na cidade, a prestigiada Cisne Negro Cia. de Dança, sob o comando de Hulda Bittencourt, apresenta a sua leitura para O Quebra-Nozes, com música de Pior Ilitch Tchaikovsky. Esta versão, que é a 28ª na história do grupo, conta com 120 bailarinos e solistas convidados.
Teatro Alfa. R. Bento B. de Andrade Fº, 722, S. Amaro, 5693-4000. 2ª a 5ª, 21h; 6ª, 21h30; sáb., 17h e 21h; dom., 16h e 19h. R$ 60/R$ 90. Estreia 4ª (7). Até 18/12.
Tags: Cisne Negro Cia. de Dança, Hulda Bittencourt, Natal, O Quebra-Nozes, Piotr Tchaikovsky, Teatro Alfa

NAMORO| Claudia Raia esperou 22 anos para viver Sally
Claudia Raia vive uma doida, de novo. E com a exuberância de sempre. Estrela e produtora do musical Cabaret, que estreia hoje (28) no Teatro Procópio Ferreira, ela interpreta Sally Bowles, uma prostituta decadente na Berlim dos anos 1930.
O espetáculo, que consagrou Liza Minnelli no cinema há 45 anos, ganha versão brasileira de Miguel Falabella, com ousadia e sensualidade. “Cabaret é um clássico que permite várias releituras, como Shakespeare”, afirma o diretor do musical, José Possi Neto.
E Claudia mostra mesmo uma nova Sally – mais complexa – fruto de um namoro de mais de 20 anos com a personagem. “Tem malas que vêm de Belém. Hoje estou mais madura. Estudei muito”, diz a atriz sobre sua demora em tirar da gaveta o tão sonhado papel, seu décimo musical, em 30 anos de carreira.
Cabaret é mesmo um espetáculo. Com figurinos ousados de Fábio Namatame e cenários que lembram uma boate (com direito a mesas de bar para o público, nas laterais do palco), a surpresa ficou só por conta do personagem Cliff Bradshaw, par romântico de Sally. O papel de Reynaldo Gianecchini, afastado por problemas de saúde, foi entregue a Guilherme Magon, um loiro de 25 anos, muito simpático, que encarou um teste de dois dias para assumir o posto do galã. “Para fazer teatro-musical é preciso ter três cérebros: da dança, do canto e da atuação”, diz Claudia, que participou de todos os detalhes do processo de seleção do elenco.
A peça ainda tem outras estrelas, como Marcos Tumura (protagonista de ‘Miss Saigon’) e Jarbas Homem de Mello, que interpreta um irônico, cruel e divertido mestre de cerimônias – que resume bem o espírito do musical (e de Sally). Aliás, vale seguir a sugestão do mestre que, de cueca, proclama logo no início da peça: “Deixe seus problemas lá fora, pois a vida é uma m… mas a gente gosta”.
ONDE: Teatro Procópio Ferreira. R. Augusta, 2.823, Jd. Paulista, 3083-4475.
QUANDO: 5ª, 21h; 6ª, 21h30; sáb., 18h e 21h30; dom., 18h.
QUANTO: R$ 40/R$ 200. Até 26/2/12. 14 anos. 150 min.
Tags: Cabaret, Claudia Raia, Liza Minnelli, Sally Bowles, Teatro Procópio Ferreira

O Flamenco Festival, marcado para começar hoje no Teatro Municipal, sofreu uma mudança de agenda.
A primeira apresentação, um recital com o violonista espanhol Vicente Amigo (foto), precisou ser adiada. O motivo foram problemas aéreos causados pelas cinzas do vulcão Puyehue, no Chile.
O espetáculo foi transferido para próxima quarta, 19, às 19h.
Os ingressos poderão ser utilizados normalmente no novo dia. Quem preferir receber a restituição do valor, deve entrar em contato com a bilheteria do Teatro (3397-0387) ou com o SAC da Ingresso Rápido (4003-1212).
As outras atrações seguem com as mesmas datas. Terça (18), é dia de Israel Galván; quarta (19), depois de Amigo, a Compañía Rafaela Carrasco se apresenta às 21h e, na quinta (20), o espetáculo da Compañía Antonio Gades começa às 21h.
Teatro Municipal (1.580 lug.). Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, 4002-0019. 3ª a 5ª, 21h. R$ 80/R$ 250. Descontos na compra de dois (25%), três (35%) e quatro (50%) programas.
Tags: aeroporto, atraso, dança, Divirta-se, espetáculo, Flamenco Festival, Teatro Municipal, Theatro Municipal, Vicente Amigo, vulcão

A bailarina Ana Botafogo comemora 35 anos de carreira e 30 do posto de primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com Marguerite e Armand, coreografia de Frederick Ashton inspirada em ‘A Dama das Camélias’, de Alexandre Dumas, inédita em seu repertório. Leia sobre a peça aqui.
ONDE: Teatro Alfa (1.110 lug.). R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, 5693-4000. QUANDO: Sáb. (24), 21h; dom. (25), 18h. QUANTO: R$ 40/R$ 100.
Tags: A Dama das Camélias, Alexandre Dumas, Ana Botafogo, balé, dança, Fredrick Ashton, Marguerite e Armand, Santo Amaro, Teatro Alfa, Theatro Municipal do Rio de Janeiro

A Cisne Negro Cia. de Dança é uma das joias do Mês da Dança, com quatro coreografias. A nova ‘Calunga’ é assinada por Rui Moreira. Também são encenadas ‘Abacadá’, de Danny Bittencourt, ‘Sabiá’, de Vasco Wellecamp, e ‘Reflexo do Espelho’, de Patrick Delcroix.
ONDE: Teatro Municipal (1.530 lug.). Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, 3397-0327. QUANDO: Sáb. (23), 20h; dom. (24), 17h. QUANTO: R$ 10/R$ 40.
Tags: Calunga, Cisne Negro, Mês da Dança, Rui Moreira, Teatro Municipal
2012
2011
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