DE NOVO| peça da Cia. Circo Mínimo é para as crianças menores
Jucazécaju era um crocodilo do pântano. Tinha uma vidinha tranquila e alguns amigos. Até que um dia, de repente, percebeu que um par de asas havia nascido em suas costas. Começou a cuspir fogo. Virou dragão. Assim é a história de Jucazécaju, protagonista do espetáculo homônimo que estreia amanhã (26), no Teatro Alfa.
Inspirada no livro ‘As Asas do Crocodilo’, de Gilles Eduar, a peça da Cia. Circo Mínimo conversa diretamente com os bem pequenos. “Fizemos uma montagem para crianças a partir de 2 anos”, diz a diretora Carla Candiotto, da Cia. Le Plat du Jour.
O termômetro da trama foi Inácio, filho de Carla com Rodrigo Matheus (do Circo Mínimo), que pedia para ouvir a aventura várias vezes por dia. Era a fase em que os pais sentem aquela vontade de gravar a história e apertar o play sempre que o filhote vem com o clássico ‘conta de novo!’.
A demanda de Rodrigo virou mote para a peça, com o mesmo rigor das outras produções do casal, como ‘João e o Pé de Feijão’. ‘Jucazécaju’ é a mais ingênua de todas, embora não menos interessante. Fala de transformação, de coragem e da evolução das coisas. É um rito de passagem. Com recursos circenses.
No palco, que lembra a moldura de um desenho pantaneiro, três atores dão um show corporal. Cafi Otta, que interpreta o personagem principal, por exemplo, mostra os dotes que fizeram dele um campeão de monociclo. Brinquedo, aliás, que vira leme e que vira âncora, feito imaginação de criança.
Aos fãs de Carla, um aviso. Depois de dirigir várias peças, é possível que ela decline alguns convites. É que neste domingo ela estreia no ‘Saturday Night Live’, na Rede TV. Mas a parceria com Alexandra Golik, da Cia. Le Plat du Jour, deve continuar. “Ano que vem faremos ‘Rapunzel’”, promete Carla que cresceu – feito o crocodilo de Gilles Eduar.
ONDE: Teatro Alfa. Sala B (200 lug.).
R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, S. Amaro, 5693-4000.
QUANDO: sáb. e dom., 17h30.
QUANTO: R$ 30. Até 15/7. 50 min. Rec.: a partir de 2 anos. Rec. do Divirta-se: 2 a 6 anos.
Tags: Carla Candiotto, Cia. Circo Mínimo, Cia. Le plat du Jour, Rodrigo Matheus, tEATRO aLF

Imagem de ’Quem Soltou o Pum?’, um dos títulos da Cia. das Letrinhas
Como toda festa infantil que se preze, amanhã (19), às 10h, vai ter bolo, pipoca e brigadeiro. Gente grande também pode ir. E ninguém precisa levar presente. Na Festa de 20 Anos da Cia. das Letrinhas, no Museu da Casa Brasileira, a única coisa que a aniversariante deseja é virar mais uma página de sua ótima história – ao lado dos amigos de aventuras reais e imaginárias.
Filhote famoso da editora Cia. das Letras, o selo nasceu com o objetivo de trazer bons títulos para o Brasil e criar novos por aqui. Mérito da antropóloga Lilia Schwarcz, interessada em atrações de qualidade para suas crianças. “Na época, cada país tinha sua literatura e nós começamos a traduzir muitos livros infantis”, lembra Júlia Moritz Schwarcz, editora e filha de dona Lilia.
Muita coisa, porém, mudou em duas décadas e 600 títulos. A preocupação em lançar títulos em capa dura já não existe mais e a tradução não é prioridade. Além disso, a ilustração deixou de ser legenda de texto para contar narrativas paralelas. “A participação dos livros infanto-juvenis nas vendas cresceu muito e hoje representa uma fatia significativa da pizza”, conta Júlia.
Mas, de volta à festança, entre uma brincadeira e outra, os convidados poderão conhecer alguns dos mágicos escritores que fazem a imaginação da garotada decolar. E perguntar, direto para eles (pais, aproveitem), como surgiram histórias malucas, caso de ‘Quem Soltou um Pum?’, da simpática Blandina Franco, que confirmou presença.
Índice da festinha
10h30 oficina de carimbos
11h histórias, com Kiara Terra
11h45 oficina de carimbo
12h ‘Rádio Show’, com a Banda Mirim
13h histórias, com Kiara Terra;
13h30 oficina de carimbo
14h histórias, com Kiara Terra
14h30 oficina de carimbo
15h ‘Rádio Show’, com a Banda Mirim
ONDE:Museu da Casa Brasileira. Av. Brig. Faria Lima, 2.705, Jd. Paulistano, 3032-3727 .
QUANDO: amanhã (19), 10h/16h.
QUANTO: Grátis. Rec. da produção: livre.
Tags: Banda Mirim, Cia. das Letrinhas, Kiara Terra, Museu da Casa Brasileira

ALTO MAR | Capitão e Darwin decidem o destino da estimada Polly
Imagine um bando de marmanjos brincando de modelar bonecos de massinha para dar vida a personagens birutas, como um tripulante albino e uma ave de espécie desconhecida. É deste trabalho artesanal e brilhante, conhecido como stop-motion, que nasceu Piratas Pirados, que estreia hoje (11), em 3D e 2D.
O novo filme do estúdio Aardman Animations é feito com o mesmo esmero de produções anteriores, como
‘A Fuga das Galinhas’ (2000) e Wallace & Gromit (2005). Seu ótimo roteiro foi produzido pelo diretor Peter Lord em parceira com Gideon Defoe, autor da série de livros ‘The Pirates!’
Eles contam a história de Capitão (voz de Hugh Grant), que há 20 anos luta, sem muito esforço, pelo prêmio de pirata do ano. É em uma dessas batalhas que ele encontra Charles Darwin, cientista que classifica Polly, a ave do marujo, como um dodô, espécie rara que encanta a diabólica Rainha Vitória – por quem Darwin é apaixonado. A partir daí, a história segue para a Londres do Velho Mundo, marcada pelo advento científico e por expedições gastronômicas secretas.
‘Piratas Pirados’ é o tipo de filme que, se Einstein e Barba Negra estivessem vivos, disputariam poltronas na mesma fileira do cinema – entre piratinhas e outros terrores da terra e do mar.
Tags: animação, piratas pirados

SEMENTE | arte estimula várias habilidades, como criatividade
Uma flor pode ter muitas cores, basta olhar com atenção. E quatro crianças podem criar vasos diferentes, usando os mesmos materiais. Essas foram algumas das observações que fizemos na aula de Arranjos Florais para Crianças, da Via Flor. “A atividade desenvolve coordenação motora, senso estético e autoestima”, afirma a professora Daniela Féres. Além disso, é uma aventura, como mostraram Bruna, Nina, Helena e Maya, as pequenas floristas daquela tarde.
ONDE: Via Flor. R. Silvânia, 177B, V. Nova Conceição, 3045-1701. QUANDO: 4ª e 5ª, 14h30. QUANTO: R$ 120, aula (R$ 400, 4 aulas). 60 min. Rec.: a partir de 6 anos.

Firme, mas não forte
Antes de fincar a gérbera no vaso, passe um arame em seu caule para ficar mais firme. Porém, com cuidado, pois flores são seres vivos.

Fique de olho
Limpe os caules menorzinhos e as folhinhas das minimargaridas antes de espetá-las na espuma floral, entre as outras plantas.

Cabe mais um?
Depois de colocar folhas e flores, pare e observe o arranjo todo: os espaços estão preenchidos? Tem algum caule muito baixo ou muito alto?

Natureza atrai natureza
No meio da aula, visitantes podem aparecer, como o caramujo sapeca que estava passeando sobre a folhinha, em um galho de roseira.
Fotos: Patrícia Cruz/AE

Em uma manhã, de chinelo e gorro, um servo divino emerge do leito com uma tarefa: salvar os bichos do dilúvio. A missão é dada ao atrapalhado protagonista de Carnaval do seu Noé – episódio inédito da série Aprendiz de Maestro, amanhã (28), 11h, na Sala São Paulo. E como convencer a bicharada a entrar na arca? A resposta começa com a música ‘Carnaval dos Animais’, de Camille Saint-Saëns, que ‘fala’ com os bichos por meio de instrumentos musicais. E as adaptações não terminam aí. Na folguinha dos ótimos João Maurício Galindo e Operilda, entram em cena os bonecões infláveis da Cia. Pia Fraus, sob a batuta de Luís Fidelis, e o impagável Raul Barreto, como Noé. Com certa experiência em música, o parlapatão, que fez ‘Os Reis do Riso’, com a Banda Sinfônica, promete arrancar gargalhadas sem tocar nenhum instrumento: “Noé vai poupar o público”, adverte o moderno ancião.
ONDE:Sala São Paulo. Pça. Julio Prestes, 16, Centro, 3367-9500, metrô Luz.
QUANDO:amanhã (28), 11h.
QUANTO:R$ 50/R$ 60 (sem meia entrada).
Rec. da produção e do Divirta-se: a partir de 3 anos. 60 minutos.
Tags: Aprendiz de Maestro, Carnaval do seu Noé, Operilda, Pia Fraus, Raul Barreto, Sala São Paulo
De quitutes japoneses a uma partida de futebol com índios de verdade, quatro opções de programas multiculturais para curtir em família:

Itadakimasu (bom apetite)
Para pais e filhos, a Minichefs prepara uma aula de gostosuras japonesas com guioza, temaki, uramaki e suco de melão.R. Fiandeiras, 828, V. Olímpia, 3582-6088. Amanhã (21), 10h/12h30. R$ 245, dupla (um adulto e uma criança de 6 a 12 anos).
Primeira vez na história do País
Com 26 artistas, o Moscow Circus on Ice (50 anos, em 2012) reúne balé clássico, patinação artística e circo, só neste fim de semana. Via Funchal.min
R. Funchal, 65, V. Olimpia, 3846-2300. Amanhã (21), 20h, e dom. (22), 17h.
R$ 90/R$ 150. Rec.: livre. 120 min.
Occupy centro
Dia da Família: 10h, brincadeiras; 11h, breve show ‘Beatles para Crianças’; 11h30, filme ‘Submarino Amarelo’. CCBB. R. Álvares Penteado, 112, Centro, 3113-3651. Amanhã (21), 10h. Grátis. Rec. da produção: livre.
Ao vivo e a cores
Até 20/5, a Toca da Raposa recebe 50 nativos do Xingu e da uma excelente aula de história, com rituais de dança, lições de arco e flexa, degustação de pescado e até futebol entre crianças e indiozinhos. Rod. Régis Bittencourt, Km 323, Juquitiba/ SP, 4681-2854. 10h/17h. R$ 50 (R$ 40, até 5 anos; grátis, até 2). Não aceita cartão. Rec.: livre.
Tags: Dia da Família, Minichefs, Moscow Circus on Ice, Toca da Raposa
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AVALIÇÃO DAS MÃES (e do pai Fábio)
CATAVENTO
Priscila: No local gostei da interação que as crianças puderam ter com o lugar, além disso o Wagner brincou pra caramba e riu muito, como na cadeira que girava e na sala dos espelhos.
Bárbara: Fisicamente acessível, levaria meu filho com ressalvas - importante avisar o local com antecedencia. Além dos funcionários não estarem preparados, quando fui sozinha ninguem se prontificou a me ajudar ou a mostrar os recursos do espaço.
Nanci: não acessível, por não haver materiais em braille, nem audiodescritos embora haja boa vontade dos funcionários.
MUSEU DO FUTEBOL
Priscila: no museu realmente falta um interprete, que conheça não só a língua, como também a cultura, para que o passeio não acabe se tornando chato. mas o lugar é incrível.
Fábio: acessível. o Museu do Futebol esta bastante adaptado. É possível visitar com muito conforto e facilidade de acesso. As instalações são amplas e muito bem organizadas. Estão de Parabéns.
Nanci: Acessível, bj pra minha nora
PET ZOO
Priscila: acho que foi um dos lugares que o Wagner mais aproveitou… Lembra da tirolesa, rsrsrs? e novamente preciso dizer: é um passeio caro, infelizmente nem todas as crianças podem ter acesso. É realmente uma pena não ter intérprete, porque seria perfeito.
Bárbara: Acessível, levaria meu filho sem hesitar. Ha atividades que não podem ser usadas por cadeirantes (tirolesa) e atencao ao estacionamento. Um dos melhores passeios.
Nanci: acessível, com as devidas ressalvas acima.
SABINA
Priscila: foi sem dúvida uma surpresa pra mim, porque a intérprete é ótima, conseguiu entender a cultura surda e criou um laço com o Wagner, respeitando o tempo dele, o que tornou o passeio pra ele muito legal.
Bárbara: acessível, sem ressalvas. O melhor de todos, em tudo.
Nanci: acessível sem ressalvas.
PINACOTECA
Priscila: a pinacoteca realmente eu não gostei, muito menos o Wagner, mesmo tendo uma surda, acho que não tem nada a ver com criança, e falta jeito pra lidar com eles. O lugar dispõe de material, no entanto, falta simpatia.
Bárbara: acessível, mas não voltaria. Sem a menor atratividade para as crianças menores de 10 anos (mesmo com as atividades direcionadas para eles). Excelente técnica, mas na prática é um verdadeiro horror. Nada como estabelecer regras e princípios e não saber usá-los. Péssima abordagem com as 3 crianças, despreparo para lidar com suas curiosidades e impaciências. Não volto com o Bernardo.
Nanci: inacessível, embora com todos os recursos disponíveis não há interatividade deficiente/funcionários, há muita censura e isso impede o visitante até mesmo de perguntar ou explorar todo seu riquíssimo acervo. Há recursos, mas falta sensibilidade.
AQUÁRIO
Priscila: o lugar é incrível. O o que acaba tornando o passeio mais interessante pro surdo é o recurso visual, que são os próprios animais, porque interprete…
Bárbara: acessível. Volto a qualquer hora. Não fui no dia, mas estive lá antes com o Be. Excelente, mesmo sem os monitores (diferente do Catavento que precisa da equipe para ajudar uma criança com deficiência física.
Nanci: não há nada em braille ou com audiodescrição, o que impede a independênncia do deficiente visual, mas há boa vontade dos funcionários , o que tornou o passeio fascinante.
CULINÁRIA
Priscila: a disponibilidade deles foi incrível, o tato com as crianças, a dedicação , o cuidado com os pratos, que fosse um momento realmente gostoso pra eles. Foi muito legal.
Bárbara: bem, não era um espaço próprio, mas foi acessível fisicamente e super acessível no acolhimento Uma das melhores experiências para mim e para o Be. Ele não estava bem naquele dia e mesmo assim percebeu o carinho e a preocupação que todos tiveram com ele. Fez toda a diferença no Projeto.
Nanci: acessível 100%, com todo o mérito que lhe cabem, são inclusivos na sua essência e sem se esforçarem dão o seu melhor. Parabéns
PARQUE MUNDO DA XUXA
Priscila: espaço muito bom e parabéns pela segurança
Bárbara: acessível. Volto Mesmo! Importante comentar que há atrações não disponíveis para deficientes, mas por que os motivos são exclentes (apenas para antecipar possíveis frustações dos pais).
Nanci: acessível a maioria das atrações e a disponibilidade dos funcionários também ajuda
CIRCO DOS SONHOS
Priscila: não voltaria de novo
Bárbara: inacessível, lembrando que circos são itinerantes e montados em terrenos vazios não recomendo. No entanto este deveria estar minimamente preparado preparado já que é permanente. A sorte é estarem num terreno plano, ou teria sido o caos. Importante registrar que da para o cadeirante assistir e aproveitar, mas não é um local pensado pra eles (nem há a menor vontade de ser).
Nanci: inacessível 100%, o preconceito e a falta de informação se faz presente desde a lanchonete ao espetáculo
CINESESC
Priscila: incrível: o espaço, a gentileza dos funcionários, volto com certeza.
Bárbara: acessível, volto muito. Tudo perfeito, pensado no detalhe, inclusive as poltronas no fundo. A maioria dos cinemas (ou todos) reservam as poltronas para deficientes na frente da tela – imagina se a lesão for em cabeça e pescoco!!!!! Banheiros não são separados para cadeirantes adultos acompanhados por um acompanhante de outro sexo (pais ou avos): é um problema – mas importante lembrar que esta situação não acontece muito.
Nanci: acessível sim e voltarei sempre que puder e indico para todos
Tags: acessibilidade, crianças, Divirta-se, Estadão

O Coringa que se cuide: Batman voltou mais forte e pomposo do que nunca. No ano em que completa 70 anos de nascimento como HQ nos Estados Unidos, seu renomado espetáculo europeu Batman Live sai da batcaverna e parte, pela primeira vez, para outros países, começando pelo Brasil – a partir de quarta-feira (11), no palco do Ginásio do Ibirapuera.
Em um mix de teatro e musical, a atração dos gringos reúne 490 peças de figurino, trilha sonora gravada por 92 músicos e 50 toneladas de equipamento. Na prática, os recursos de mega produção ganham acrobacias circenses, artes marciais e números de ilusionismo.
Até Gotham City promete ser reproduzida na montagem, que conta a história do bilionário Bruce Wayne – bonitão traumatizado pelo assassinato dos pais e dedicado a combater o crime na cidade fictícia.
Alguns de seus tradicionais parceiros de cena, como Robin e Mulher-Gato, também aparecem no Ginásio salpicados por três toneladas e meia de confetes em forma de morcego. Quem vai jogar o confete? O mistério continua sendo a arma secreta do herói.
ONDE: Ginásio do Ibirapuera (5.401 lug.). R. Manoel da Nóbrega, 1.361, 4003-5588.
QUANDO: 4ª e 5ª, 21h; 6ª, 15h e 21h (dia 20, não haverá 15h); sáb. e dom., 11h, 15h e 19h.
QUANTO: R$ 80/R$ 300. Até 22/4. Rec. da produção: livre. Estreia prevista para quarta (11).
Tags: Batman Live, Ginásio do Ibirapuera

DISPUTA | a Rainha e Branca de Neve brigam pela coroa
Era uma vez uma princesa branca como a neve que mordeu uma maçã envenenada por uma bruxa. Essa é, muito provavelmente, a história da Branca de Neve que você já conhece. Mas tente esquecê-la quando for assistir ao filme Espelho, Espelho Meu, que estreia hoje (6).
O longa de Tarsem Singh cria uma nova versão para a história, em que a princesa mora com seu pai, o rei, e com sua madrasta, a Rainha – e é ela que narra a história: “Era uma vez um reino feliz. Todo mundo cantava e dançava. Acho que ninguém trabalhava, porque só cantavam e dançavam, dia e noite”, conta.
Até o dia em que o pai de Branca desaparece na floresta, a Rainha assume o trono e deixa a princesa escondida de todos. Mas Branca de Neve descobre que seu povo vive na miséria, oprimido, e, com a ajuda dos sete anões (que, no filme, são ladrões) e do príncipe, inicia um plano para tirar a madrasta do trono e devolver a felicidade (e a dança) ao reino.
Com cenas de ação (Branca de Neve até luta com espada!), o filme faz a gente esquecer a versão clássica do conto. E não precisa sentir culpa se você rir com a Rainha malvada: a atriz Julia Roberts rouba mesmo a cena.
Luiza Wolf
Tags: branca de neve, espelho espelho meu, Julia Roberts, Tarsem Singh
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Outros 10 títulos e autores que você não pode perder (entre tantos outros ótimos):
Depois do Foram Felizes para Sempre, da brilhante dupla Ilan Brenman e Ionit Zilberman
A Princesinha Medrosa (Ed. CosacNaify), de Odilon Moraes
O Iglu (Ed. Brinque Book), de Mariana Massarani
Como Vou? (Cia. das Letrinhas), de Mariana Zanetti, Renata Bueno e Fernando de Almeida
Como Surgiram os Vaga-lumes (Ed. Scipione), de Estela Barbieri e Fernando Vilela
O Capitão e a Sereia (Ed. Scipione), de André Neves
Euzébia Zanza (Ed. Girafinha), de Camila Fillinger e Suppa
Histórias de Valor (Ed. Martisn Fontes), de Katia Canton
Água de Pegar (Jujuba Editora), de Laura Teixeira
Garrafinha (Ed. Cia. das Letrinhas), de Mariana Caltabiano
Pedimos para alguns autores e ilustradores enviarem suas histórias (por eles mesmos):
Laura Teixeira é autora de “Número de circo” e “Letra de forma” (Hedra, 2009) e de “Água de pegar” (Jujuba, 2010). Também ilustrou “O Jarro da memória”, de Claudio Galperin (Cosac Naify, 2005). Sempre gostou de desenhar (desde que tinha uns 2 anos) e resolveu ser ilustradora entusiasmada com o trabalho de alguns amigos artistas, como Andrés Sandoval e Luana Geiger. Na época, a editora Cosac Naify estava começando a abrir um espaço muito bacana no mercado, onde seria possível uma maior exploração de recursos gráficos de impressão e acabamento dos livros (como o uso de tintas brilhantes, papéis diferentes, encadernações com linha colorida, etc.). Laura, que já trabalhava como designer, começou a ficar muito interessada em alguns projetos publicados nesse contexto, ao mesmo tempo que sentia cada vez mais vontade de voltar a desenhar a mão livre, sem usar tanto o computador, com mais espaço para brincar com cores e formas diversas. Também se dava conta de que, muitas vezes, ao associar uma imagem a um texto, ambos ganhavam mais força, e as possibilidades nesse campo de pesquisa eram infinitas! Desde então, não parou mais de investigar o assunto, e segue produzindo imagens e livros para crianças e adultos, além de desenvolver uma trabalho paralelo no qual experimenta o comportamento de inúmeros materiais, sem compromissos relacionados a prazos ou resultados (um pouco parecido com o que fazia quando era criança).
Alexandre Rampazo adorava todas as vezes que a professora anunciava: “Hoje é dia de aula na biblioteca”… Quando via escrito “Fim”, lá na última página, queria ler mais. Mais depois do fim. Então o “Fim” pra ela virava “Era uma vez”, e então começava a inventar suas próprias histórias. “O Lobo Mau” virava o “Lobo Legal”; A “Chapeuzinho Vermelho” virava “Chapeuzinho e o piolho José”. E assim o pequeno Ale que tirava o livro da estante, voltava para casa com uma história nova na cabeça. O tempo passou, e o pequeno Ale virou somente um Ale, mas que agora tinha uma porção e histórias guardadas na cabeça e desenhadas em folhas de papel. Viu desenhos de uma monte de ilustradores que aprendeu a admirar como Dave McKean, Pablo Bernasconi, Rui de Oliveira, entre um mundo de tantos outros, e imaginou que um dia suas histórias seriam ilustradas daquele jeito, de um forma tão bela. Pensou então que talvez fosse uma boa ideia ilustrar suas próprias histórias. E seria mais incrível ainda se pudesse ilustrar as histórias contadas pelos outros também. Então Ale conseguiu realizar seu desejo e ilustrou um montão de livros de escritores incríveis. Foram mais de 40. E escreveu e ilustrou seus próprios livros, como “A menina que procurava”, “Um universo numa caixa de fósforos” e “A menina e o vestido de sonhos”.
Elisabeth Teixeira nasceu em Cabo Frio, e como toda criança gostava de desenhar, brincar na rua com os amigos, ir a praia. Curtiu uma infância bem saudável.
A primeira profissão que pensou em ser foi arqueóloga quando tinha 14 anos, então aprendeu a fotografar e se apaixonou pela arte da fotografia, o que de alguma maneira ajudou a desenvolver o seu desenho lá na frente. Mas trabalhar como ilustradora nunca havia passado pela sua cabeça e nem pelos seus sonhos.
Um pouco depois começou a cursar a faculdade de desenho industrial da UFRJ influenciada por uma amiga de infância que também cursava e se formou em 1987. Mas o que Elisabeth queria era trabalhar com fotografia, produzir documentário, contar as histórias pela imagem em movimento. Mas um dia ela precisou trabalhar um tempo como freelancer e os desenhos que ela criava e sempre iam pra pasta ou pra gaveta dormirem pediram uma chance. Então desde 1990 quando publicou seu primeiro livro não parou mais. Ela gosta de desenhar a mão como a maioria dos artistas do século XX, escolher as cores na palheta da aquarela e usar os pincéis de formatos mais variados pra finalizar seus desenhos e enviá-los bem embalados para seus editores pelo correio.
Já tem publicado mais de 120 livros de autores diversos e de sua autoria também.
Já teve suas imagens expostas em Mostras nacionais e internacionais de ilustração, em catálogo de feiras de livros pra crianças, alguns livros foram premiados, inclusive dois com o Jabuti na categoria ilustração infantil… Atualmente vive no Rio de Janeiro.
Me chamo Silvana Rando, adoro fazer livros para criança, e para minha alegria, esse é o meu trabalho. Antes eu só desenhava, mas agora resolvi também escrever as histórias que desenho. Gosto de desenhar bichos com roupas, para ficarem parecidos com a gente. Fiz um livro que conta a história de um elefante corajoso, chamado Gildo. Ele adora montanha-russa, filmes de terror, cantar e tocar no show de rock e pular do trampolim. Mas, mesmo ele sendo tão corajoso, tem uma coisa que o deixa morrendo de medo…são bexigas! Pobre Gildo, sempre que era convidado para uma festa de aniversário, ficava de cabeça quente, todo preocupado. Nesse livro, tem uma curiosidade: em todas as páginas aparece uma linda barata. Você conhece alguém que tem medo de barata? Eu não tenho medo, mas conheço várias pessoas que tem. Ah, também já fiz um livro sobre uma amiga, muito querida, que tem um enorme cabelão. Ela mais parece uma heroína, com aquele cabelão forte como fio de aço. Esse livro se chama Peppa. Já ilustrei uns vinte livros para criança, e tomara que eu nunca pare. Tenho 39 anos, moro com minha filha Verônica de 8 anos, meu marido Marcelo, meu cachorro Tutti, meu gato Tico e minha gata Juli.
Janaina Tokitaka era uma criança que adorava ouvir e inventar histórias. Estava sempre com o nariz enfiado em algum livro. Passava horas olhando ilustrações de contos de fada ou lendo sobre os fantásticos acontecimentos passados em Nárnia, desejando, algum dia, poder inventar suas próprias aventuras. Algum gênio da lâmpada mágica deve ter ouvido seu pedido, já que hoje ela passa seus dias escrevendo e desenhando livros para crianças, na companhia silenciosa de suas duas gatas brancas. Janaina adora histórias de monstros. São suas criaturas preferidas: minúsculos ou imensos, mecânicos ou peludos, assustadores ou encantadores, para ela tanto faz, já que gosta de todos sem distinção. Também adora escrever e ilustrar histórias sobre o Japão, país em que nasceram seus antepassados, pensando sempre em maneiras novas de contar histórias muito antigas. São de sua autoria “Tem um Monstro No Meu Jardim” e “Sétima Noite de Verão”, pela editora Escrita Fina, “Monstrotaro” pela editora “Projeto”, “Escola de Monstros Madame Mo” e“Coelhos Lunares” pela editora Brinquebook e “De Noite, na Cidade” pela editora Rocco.
Francisco Stelzer teve a ideia do livro “Peixe-pintor” quando estava na biblioteca do clube esperando por sua mãe. O título foi o primeiro infantil da Editora Dash. Detalhe: Fancisco tem apenas 11 anos e tinha 8 quando escreveu o livro. Planos para o próximo livro? Claro! E já tem nome: ‘O Menino que Iluminou a Escuridão’.
Entrevista com Stephanie Habrich, diretora da Editora Magia de Ler
Primeiro quem é você, por favor. O que fazia, do que gostava
Sou franco-alemã com coração brasileiro. Grande parte da minha carreira foi no mundo financeiro, mas depois de alguns anos fora do Pais resolvi investir no meu sonho!
Como nasceu a Magia de Ler? Quando foi, qual a inspiração.
A Magia de Ler nasceu de um sonho de criança. Cresci no Brasil, mas minha mãe nos assinava as revistas francesas e alemãs que chagavam todos os meses em casa. Tenho todas guardadas até hoje! Meu sonho foi sempre o mesmo: criar conteúdo que faz sonhar!
O que não pode faltar nas revistas de vocês?
Muita magia, muitas ilustrações lindas e muitas curiosidades e respostas às questões das crianças.
Quais os primeiros nomes escolhidos para colaborarem com vocês? Por qual motivo?
Sempre quis oferecer para as crianças o que há de melhor – trabalhamos com os mais renomados escritores e ilustradores do Brasil e alguns do exterior. Muitas profissionais desta área logo acreditaram e apostaram em mim, tais como Elisabeth Teixeira, Eva Furnari, Mariana Massarani, Suppa e tantos outros que serei grata para sempre.
Jornal por assinatura da certo? Vende nas bancas, como funciona?
Sim dá muito certo! A criança AMA receber a sua própria correspondência em casa no próprio nome dela! A partir de abril estaremos nas bancas também!
E o Joca? De onde veio a ideia de fazer um jornal? Como nasceu?
Joca simplesmente quer dizer: Jornal da Criança! Me inspirei em vários títulos de sucesso no exterior e queria muito trazer este presente para as crianças no Brasil.
Brasil, Mundo, Cotidiano e Repórter Mirim, porque esses títulos?
Nossas rubricas hoje são: Brasil, Mundo, Cotidiano, Tecnologia, Educação Financeira, Esportes e Repórter Mirim! Cada rubrica traz suas noticias e reportagens respectivas. Em repórter mirim o espaço é dado para as próprias crianças fazerem suas entrevistas!
Qual o segredo para se fazer um bom jornal para crianças?
Tratar a criança a altura que ela merece. A crianças adoram estar informada e não podem deixar de ficar atualizadas simplesmente pelo fato de não ter uma veículo adequado.
Ele será distribuído ou vendido? Qual a periodicidade?
Os primeiros números estão sendo distribuídos gratuitamente para conhecimento do produto principalmente nas escolas e bibliotecas. A partir de abril além das crianças poderem fazer a assinatura do Joca no nome deles, eles também poderão adquirir seu exemplar nas bancas de jornais.
Além de Toca, Peteca e Joca a editora tem outros produtos? Quais?
Estamos desenvolvendo vários outros, sempre com o objetivo de desenvolver o hábito da leitura desde cedo! Aguardem – são novo produtos para todas as idades de 1 a 16 anos e também em versões para tablets e smatphones!
Quais os planos para o futuro?
Tornar-se referência para as crianças e muitos novos produtos ainda segredo – mas MUITA coisa boa para as crianças – isso posso garantir!
Tags: Alexandre Rampazo, Elisabeth Teixeira, Francisco Stelzer, Janaina Tokitaka, Laura Teixeira, Livros infantis
2012
2011
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