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24.maio.2012 19:18:00

É o fim

por Renan Dissenha Fagundes

Superlotada, inflacionada, maquiada: a Augusta completa mais um ciclo e deixa de ser o centro alternativo da cidade


Foto: Patrícia Cruz/AE

A essa altura é óbvio, mas é bom afirmar: o Vegas Club se matou. E levou com ele o Baixo Augusta. Famoso por retomar a noite da região, então reduto mais de cafetões e prostitutas do que de jovens, o clube ajudou a valorizar a Augusta (e, claro, a aumentar o preço do metro quadrado por ali). Mas o fechamento da casa que por sete anos ocupou o galpão no número 756 da rua é mais do que isso: é também um marco de sua decadência e (sim…) de seu fim como reduto da noite alternativa paulistana.

Assim como o Vegas que, há pelo menos dois anos não estava mais na sua melhor forma, o Baixo Augusta está longe de seu auge. “Eu adoro a Augusta, mas não aguento mais no sábado ou na sexta”, afirma Thomas Haferlach, produtor da ‘Voodoohop’, festa que começou ali na rua, no Bar do Netão. “Acho que está virando tipo fenômeno da Vila Olímpia”, afirma. A opinião de Haferlach reflete a opinião de muita gente que antes batia ponto na região e agora procura diversão fora dali.

De rua alternativa a calçadão de praia

Se antes andar pela rua era uma parte fundamental da noite – beber em algum lugar, olhar a entrada de outro, encontrar pessoas –, agora o próprio ato de descer a Augusta ganhou contornos caóticos. Há tanta gente na calçada que é mais fácil andar pela rua, entre os carros e ônibus. O cenário todo ganhou um quê de praia no feriado: os carros com som alto passando só para dar uma olhada, o acúmulo quase insuportável de pessoas bebendo na rua, a dificuldade de conseguir comprar uma bebida, as filas das baladas. Reformas tentam dar uma cara mais sofisticada aos lugares, descaracterizando-os, e os preços acompanham a transformação da rua.

Os clubes também já não são o tiro certeiro que foram um dia: ainda há festas legais, mas as noites mais interessantes da cidade estão em outros lugares. Inchado, o Baixo Augusta virou destino óbvio e passou a ser preterido por produtores de festas, que buscam espaços alternativos.

E, pior: a própria tradição de simplesmente andar pela rua tem uma nova ameaça. Com a chegada de novos edifícios residenciais, o silêncio noturno ganha importância.

Nos passos do Soho

A Vila Madalena passou por um processo semelhante. Destino de jovens, ganhou uma noite boêmia que valorizou a região e acabou por expulsar esses mesmos jovens de lá. “A cultura alternativa saiu da Vila Madalena e agora está sob ataque na Augusta”, diz Alê Youssef, cujo Studio SP mudou do bairro para a Augusta em 2008.

Há uma palavra para isso: gentrificação. Um ciclo que tem no Soho, em Nova York, o exemplo clássico. Jovens e artistas migram para um bairro, valorizando o espaço a ponto de não mais poder viver nele. E o Baixo Augusta segue por essa trilha. Em alguns anos, ela deve ter uma cara bem diferente, parecida à dos Jardins. Para Youssef, é preciso cuidar da vocação das ruas. “É tudo oito ou oitenta: agora vai virar um monte de prédios.”

Sim, eles já chegaram. Os dois maiores empreendimentos são da Even – na Bela Cintra, com fundos para a Augusta – e da Esser, na esquina com a R. Dona Antônia de Queirós. Ambos são torres com apartamentos de um e dois dormitórios, academias, saunas, piscina. Maurício Belo, diretor de incorporação da Even, diz não acreditar que os edifícios vão mudar a cara da rua. “Se você faz uso de um espaço 24 horas por dia, deixa ele mais seguro.”

Para Facundo Guerra, um dos donos do Vegas, a tendência é que a região fique mais residencial. “Mas só daqui a uns cinco anos”, diz ele.


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Agora vai

Mas se não ao Baixo Augusta, para onde ir? O próprio Facundo não abre nada lá desde 2009, quando inaugurou o bar Z Carniceria. Suas novas casas caminharam em direção ao centro: o Lions Nightclub, na Av. Brigadeiro Luís Antônio, o Cine Joia, na Liberdade, e o Yacht Club, no Bexiga. “Quando abri o Vegas, achava que as pessoas ainda não estavam preparadas para ir mais para o Centro, mas era essa a intenção”, afirma. “A Augusta sempre foi um passo intermediário.”

Mas Facundo não acha que algo como o Baixo Augusta possa aparecer em qualquer outra parte da cidade: “A Augusta tem condições únicas”, diz. “Acho que no Centro as coisas vão ser mais dispersas, até porque ele já está ocupado com comércio e residências.”

Youssef não acredita que a solução seja tão simples quanto se mover para outra parte da cidade. “Para quê? Para acontecer a mesma coisa nesse outro lugar?”, diz. “Chega uma hora que tem que parar com esse jogo, que é muito nocivo.” Para Youssef, é preciso cuidar das zonas com tradição de noite e de diversidade cultural, e procurar um equilíbrio. “Isso não vai acontecer se não houver uma preocupação legítima da cidade de criar formas de preservação da cultura alternativa”, afirma. “São Paulo não presta atenção a isso.”

Mas, se as opções de futuro parecem muitas, não se desespere – porque as opções de futuro são mesmo muitas. O melhor a fazer é aproveitar o que vier.

Centro Avante
O Centro já não é o mesmo – ainda bem. Com uma noite cada vez mais bacana, ele fica mais seguro e segue a trilha um dia percorrida pela Augusta

Saindo da rua Augusta, a Voodoohop, apesar de seu caráter itinerante, encontrou uma sede afetiva na Trackers, prédio no Largo do Paiçandu. É para esses lados que Thomas Haferlach vê a noite paulistana caminhando. “O Centro é lindo, decadente e tem muitos espaços a serem descobertos”, diz ele. “É a progressão lógica para a cultura e a vida noturna alternativas.” O alemão radicado em São Paulo acredita que a área vai se beneficiar dessa ocupação. “O clima em geral é muito mais simpático do que era dois anos atrás”, diz. “Acho que, em seguida, vão abrir cinemas de novo e espero que daqui a alguns anos apareçam mais e mais centros de cultura e de noite mesmo.”

Outro produtor que investe em áreas diferentes da cidade é Emmanuel Vilar, das festas Sem Loção e Javali – a primeira, tradicional, se dá em cima de um estacionamento no Bexiga e a outra, nova, descobre espaços na Liberdade. E é nesses bairros (os mesmos que abrigam a tríade Yacht-Lions-Joia) que Vilar aposta para um possível centro da cultura alternativa. “Acho que balada pode ser um ótimo meio para isso, para que as pessoas se apropriem de uma parte ‘esquecida’ da cidade”, diz.

Pode ser que a noite no Centro seja dispersa, como afirma Facundo Guerra, mas é fato que o seu Cine Joia, inaugurado ano passado em sociedade com André Juliani e Lúcio Ribeiro, já entrou para o roteiro obrigatório da noite paulistana: desde novembro, a oferta de ótimos shows, nacionais e internacionais, tem sido constante.

Sopre a bolha
Reveja seu conceito de balada: ela pode ser um cineminha, uma tarde na praça. E pode estar em locais menos óbvios, como a Água Branca (ou a Vila…)

Balada não precisa ser na balada não: pode ser domingo à tarde na Praça Dom José Gaspar. É lá que, sob a sombra de palmeiras, todo mundo dança nas festinhas do Paribar, às vezes uma ‘Voodoohop’, outras uma ‘Selvagem’ ou uma ocasional feira de discos com DJs. Domingo não é dia de ficar em casa, não.

E não é mesmo: que tal então uma festinha com clima caseiro, cerveja barata, macarrão e um bom filme? É assim o CineCentro, um cinema alternativo comandado por um grupo de jovens italianos que adotaram São Paulo.

De todos os lugares do Centro, o que talvez mais precise ser movimentado e revitalizado – também por sua função histórica de noite – é a Praça da República. Dando o pontapé inicial, o Espaço Cultural Walden, com shows de rock, noites de reggae e festas alternativas em geral.

Do lado do Parque da Água Branca, o Neu Club não fica perto de um monte de bares, mas é um endereço alternativo importante. Com Dago no comando das noites de sexta, e Guab nas de sábado, dois veteranos da noite paulistana, a casa ainda recebe outras festas na quinta, e ótimos shows. Também é a sede paulistana do dançante coletivo Avalanche Tropical.

Enquanto o endereço na Augusta continua sendo palco de shows, o Studio SP Vila Madalena dá espaço para peças de teatro e festas – do groove em vinil da ‘Veneno Soundsystem’ às batidas balcânicas da ‘Gas Gas’.

E dê uma olhada na programação da Choperia do Sesc Pompeia!

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17.maio.2012 16:09:51

Direto da geladeira

por Daniel Marques

Felipe Rau/AE
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PRÁTICO| nem espere o garçom e já se sirva

Não é que o bar seja caro, mas o Coisa Boa, casa de cervejas especiais inaugurada há duas semanas, já começa acertando na localização: o Itaim Bibi, bairro chique ainda carente de endereços especializados em servir o número cada vez maior de interessados nos tipos e marcas de cerveja do mundo além Pilsen – um prazer que não é exatamente barato.

Mas mais do que a diversidade e esplendor da carta de cervejas, o que importa aqui é a oportunidade de harmonizar a bebida com petiscos pouco usuais em bares.

Por isso, segure seu impulso inicial de ir logo à geladeira em busca da primeira cerveja (sim, você pode pegar sua própria bebida) e peça, antes, o cardápio. Depois que escolher algo para beliscar – como o bom canapé de hadoque defumado com creme Dill (R$ 32) ou a panela de bacalhau com farofa de pão miga (R$ 42) – veja bem quais são as indicações de cervejas para aquele prato. Só então vá à geladeira e, se possível, escolha mais de um rótulo, para ver qual casa melhor com os petiscos.

Flexível, a americana Brooklyn Pale Ale (R$ 13) é um bom coringa. Se você for do tipo que arrisca combinação de sabores, e tiver escolhido experimentar o hadoque, puxe da geladeira a australiana Coopers Stout (R$ 16,90) e se atente a briga do defumado do peixe com o achocolatado da cerveja. E avance por rótulos e pedidos. Daniel Telles Marques

ONDE: R. Pedroso Alvarenga, 909, Itaim Bibi, 3073-0773. QUANDO: 17h/0h (12h/0h, sáb e dom.; fecha 2ª). QUANTO: Cc.: todos.

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10.maio.2012 18:28:46

Copos pesados

por Redação Divirta-se


CHUIF | era detrás das tigelas de petiscos que ‘seu’ Elidio ficava 

Boêmio de verdade só emborca o copo por motivos nobres. Quarta-feira (2), por essas tristes sinas da vida, os paulistanos perderam Elídio Raimondi, de 76 anos, proprietário e fundador do Bar do Elídio, um dos botecos mais tradicionais da cidade. Seu balcão de acepipes, farto e variado, está em constante mudança desde o final dos anos 60 quando, aos poucos, ‘seu’ Elídio transformou o boteco que servia café com leite e pão, comprado por ele em 59, em uma casa de aperitivos que, atualmente, serve 120 tira-gostos diferentes (R$ 80, o quilo) nos finais de semana.

As filhas Celeste, Solange e Suzete Raimondi seguirão com o legado do pai, alimentando o balcão para os que precisam de companhia para o chope.

Em homenagem a ele, o Divirta-se selecionou outros bares com balcões de petiscos para que os brindes dedicados a ‘seu’ Elídio se espalhem por aí.

Peça no balcão

Elídio Bar – O balcão em ‘L’ abriga petiscos (R$ 80, o quilo) como o delicioso bolinho de bacalhau e as sardinhas em conserva, com azeitonas. ONDE: R. Isabel Dias, 57, Mooca, 2966-5805. QUANDO: 16h/1h (sáb.,11h30/1h,; dom., 11h30/ 18h, ; fecha 2ª). QUANTO: Cc.: todos.

Original – Inspirada no bar do ‘seu’ Elídio, a casa serve 14 acepipes em pratos montados. O com três tipos custa R$ 24 e o com cinco, R$ 38. ONDE: R. Graúna 137, Moema, 3815-5300. QUANDO: 17h30/2h (6ª, até 3h; sáb., 12h/3h; dom., 12h/22h). QUANTO: Cc.: todos.

A Lapinha – Encoste na seção de acepipes (R$ 50, o quilo) e peça ao garçom que lhe sirva. Se não souber o que pedir, consulte-o, as dicas são boas. A pasta de alho com azeitona e berinjela refogada com torradinhas são ideais para acompanhar o chope Brahma (R$ 5,90). ONDE: R. Coriolano 336, Lapa, 3672-7191. QUANDO: 12h/0h15 (fecha dom.). QUANTO: Cc.: todos.

Pompeia Bar – Em média, 30 tipos beliscos estão sobre o balcão. Nos dias de semana, das 17h às 19h30, o quilo deles sai pela metade do preço (R$ 34,50). ONDE: R. Dr. Augusto de Miranda, 712, Pompéia, 3872-1769. QUANDO: 12h/1h (fecha dom.). QUANTO: Cc.: todos.

Daniel Telles Marques

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26.abril.2012 18:37:32

Balada mista

por Daniel Marques

Felipe Rau/AE
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CARÃO| o balcão do bar tem vista para o lounge

Era esperado que o Laje Club se transformasse em baladinha. E foi rápido: uma semana depois da abertura. Mas não foi por pressa não. A casa nasceu assim, misto de bar e noitada, com vocação latente a deixar ver, ser visto, mas também capaz de abrigar conversas longas regadas a petiscos e bebidas.

O cardápio agrada dos dois jeitos. Nele, há sanduíches (como o de salmão defumado, R$ 26), mini-hambúrgueres com cinco tipos de queijos (R$ 28,90), pizza em pedaço (R$ 9,80), e outros beliscos para se comer em pé – com um drinque numa mão e o petisco na outra. Na carta de drinques, há clássicos como o ‘Negroni’ (R$ 25) e o ‘Mojito’ (R$ 25), além de coquetéis contemporâneos, como o ‘Apple Martini’ (R$ 25) e o ‘Laje Pitaia’ (R$ 28) – uma mistura suave preparada com a fruta que a batiza, vodca, Cointreau e borda polvilhada de açúcar mascavo.

Dividida em três ambientes, a casa tem uma laje para fumantes com poltronas; uma pista de dança que convive com poucas mesas e um lounge próximo ao balcão. Se cansou da balada, desça: na calçada está o reduto boêmio do bar. Lá se fica mais a vontade para pedir uma cerveja e uma porção de amendoim.

ONDE: R. Harmonia, 354, V. Madalena, 3031-0611. QUANDO: 21h/últ. cliente (fecha dom., 2ª e 3ª). QUANTO: R$ 30/R$ 60 (consumíveis). Cc: M e V.

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19.abril.2012 18:38:44

Tô lá na esquina

por Daniel Marques

FELIPE RAU/AE

NO CANTO | Beba com tradição, batendo ponto no encontro entre ruas

Há um tipo de bar que não costuma frequentar nossas páginas. E talvez sejam a espécie mais numerosa e tradicional de botecos paulistanos – os de esquina, com fotos luminosas nas paredes, cozinha modesta, clientes de carreira e cardápio cujo maior atrativo é a familiaridade com ele mesmo. Nós do Divirta-se fizemos um mea-culpa e selecionamos lugares assim: nascidos em cruzamentos de ruas, amigáveis e de simplicidade impecável.

Na profusão das cantinas italianas da rua 13 de Maio, a churrasqueira do Opala faz publicidade involuntária da casa aos domingos. O cheiro da costela no bafo (R$ 45) escapa cada vez que alguém pede porções da carne, perfumando o salão, as ruas e clientes. Por isso, prefira as mesas da calçada. E tenha paciência com os garçons, solícitos, mas desmemoriados.

A feijoada de sábado também tem lugar nas esquinas. No Pingo Azul, ela (R$ 50, a grande) é farta e exige tempo: para dar cabo da porção e para um resto de dia sonolento. E, se e for só bebericar, aporte no Monte Carlos – a porção de calabresa na chapa (R$ 19) é boa companhia para a cerveja (R$ 7, Serramalte) – ou no Mestre das Batidas, lugar das famosas receitas de Armando Barros. Peça a sonho de valsa (R$ 12) ou a clássica de amendoim (R$ 10).

Vá me encontrar

ONDE: Pingo Azul – Al. Joaquim Eugênio de Lima, 212, Bela Vista, 3287-7415, metrô Brigadeiro. QUANDO: 6h/22h (sáb., 6h/17h; fecha dom.). QUANTO: Cc.: todos.

ONDE: Monte Carlos – R. Dr. Rafael de Barros, 86, Paraíso, 3889-9590. QUANDO: 6h/0h. QUANTO: Cc.: todos.

ONDE: Restaurante e Lanchonete Opala – R. Treze de Maio, 288, Bela Vista, 3106-5584. QUANDO: 6h/0h. QUANTO: Cc.: todos.

ONDE: Mestre das Batidas – R. Clodomiro Amazonas, 440, Itaim Bibi, 3168-7418. QUANDO: 9h30/0h (6ª e sáb., até 2h). QUANTO: Cc.: todos.

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19.abril.2012 18:28:15

Pela madrugada

por Camila Hessel

IVAN DIAS/AE

VAI LOTAR | o pátio da Galeria Vermelho, sede da feira de comidinhas

Nunca dez dias demoraram tanto a passar. Mas na virada de amanhã (21) para domingo (22) a espera finalmente vai terminar. À meia-noite, o pátio da Galeria Vermelho, triste e vazio na foto aí em cima, finalmente será tomado pela primeira edição da O Mercado. A ‘feira’, idealizada pelo chef boliviano radicado em São Paulo Checho Gonzáles, foi anunciada no último dia 10/4 e, desde então, ninguém fala em outra coisa. É que a maioria das comidas que serão servidas ali, madrugada adentro, não constam dos cardápios das casas dos 12 chefs participantes. Alguns deles nem restaurante têm.

É o caso da ‘cocinera atrevida’ Lourdes Hérnandez, que se mudou da rua dos Cariris, em Pinheiros, onde tocava seus disputados almoços e jantares a portas fechadas. No Mercado, ela servirá ‘Costillitas Negras’ (R$ 13), o ‘Caldo dos Trasnochados’ (R$ 8) e os malvados ‘Refrescos’ (R$ 15), feitos com mezcal.

Janaína Rueda, do Bar da Dona Onça, começou a amaciar as carnes para o seu ‘Arroz de P… Rica’ (R$ 10) já na quarta-feira. Seu amigo Carlos Ribeiro, do Na Cozinha, servirá um ‘Buraco Quente’ reinventado (R$ 10) feito com o famoso picadinho do restaurante. Dagoberto Torres, do Suri, servirá ‘Arepas’ (R$ 10, a de frango; R$ 8, a de queijo) e ‘Pisco Sour’ (R$ 15).

E os donos da festa, o que vão servir? Checho fará ceviche de tilápia com crocantes de batata doce (R$ 14) e ‘Anticuchos’: espetinhos de carne com salsa picante (R$ 7) e de coração de frango (R$ 10). Henrique Fogaça, o dono do SAL, que funciona ali na Vermelho, um sanduíche de copa lombo com bacon e vinagrete de maçã (R$ 10).

Os preços bacanas também se estendem aos vinhos, que Daniela Bravin servirá em taça. Serão várias opções de tintos e brancos, argentinos, australianos e chilenos, a R$ 10. Os espumantes custarão R$ 15. Bom, agora só falta você ir lá – e garantir que o projeto de fazer uma feira por mês saia do papel.

ONDE: R. Minas Gerais, 350, Higienópolis, 3855-8611. QUANDO: Amanhã (21), 23h59/5h. QUANTO: Entrada grátis.

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19.abril.2012 18:08:03

Falso longe

por Redação Divirta-se

Clique nas imagens abaixo para abrir os pdfs.

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Pág. 1 e 2

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Pág. 3 e 4

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Pág. 5 e 6

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Pág. 7 e 8

 

 

 

 

 

 

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05.abril.2012 14:29:22

Milagre do peixe

por Redação Divirta-se


CREC-CROC | bolinhos do Espírito Santo, sequinhos e crocantes

Se a Santa Ceia fosse em um bar, o pão seria substituído por bolinhos de bacalhau. O petisco é guarnição ideal para o chope ou cerveja (que seriam os substitutos óbvios para o vinho, estendendo a analogia). Por isso, separamos quatro lugares para comer bons bolinhos do peixe e permanecer na tradição do bacalhau – mesmo que no boteco.

Por mais tradicional que a receita seja, a dos tira-gostos do Espírito Santo (R$ 34,50, a porção de 12 unidades) é o renascimento da fórmula. Sequinhos, têm uma fina e crocante crosta de fiapos de bacalhau e uma cremosa de mistura do peixe com batata em seu interior.

Pedir bolinho de bacalhau no Frangó (R$ 26, a porção), o templo da coxinha, pode até parecer heresia, mas o pecado vale a penitência. Crocante e macio, é flexível e vai bem com muitas das cervejas red ales da casa.

No Bar do Giba, o bolinho de bacalhau (R$ 4,50, a unidade) é de se pedir às cegas. Mas faça como o cego de Jericó e abra os olhos quando for temperar o petisco com a pimenta da casa, que é de fazer suar. E deixe a gula de lado quando for ao São Cristóvão Bar. Repetir o pedido do bolinho (R$ 5, por cada um deles) é normal, assim como cair na tentação e pedir lascas do peixe com feijão branco (R$ 23).

Pesque o seu bolinho

ONDE: Espírito Santo – Av. Horácio Lafer, 634, Itaim Bibi, 3078-7748. QUANDO: 12h/ 15h e 17h30/ 1h (12h/15h e 17h30/0h, 2ª; 12h/1h, 6ª e sáb.; 12h/23h, dom. ). QUANTO: Cc.: todos.

ONDE: São Cristóvão – R. Aspicuelta, 533, V. Madalena, 3097-9904. QUANDO: 12h/último cliente.  QUANTO: Cc.: todos.

ONDE:  Frangó – Lgo. da Matriz Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia do Ó, 3932-4818. QUANDO: 11h/0h (11h/2h; sáb.; 11h/20h, dom.; fecha 2ª e 6ª, 6/04).  QUANTO: Cc.: todos.

ONDE:  Bar do Giba – Av. Moaci, 574, Moema, 5535-9220. QUANDO: 17h30/1h (13h/1h, sáb; fecha 6ª. 6/04, e dom.). QUANTO: Apenas dinheiro e cheque.

Daniel Telles Marques

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15.março.2012 20:02:17

Espanhol sem compromisso

por Carolina Arantes

Ernesto Rodrigues/AE
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SEM CARÃO| clima, e não só a comida, dos bares da Espanha

Os bares espanhóis da cidade estão para a Espanha mais por influência culinária que por vocação. Por aqui, o tapeo, como dizem por lá, costuma vir com pompa e requinte.

O Sancho Bar y Tapas, se não empolga tanto nos petiscos, ao menos se aproxima da vibração dos bares ibéricos. Sente, ‘tapeie’ e beba. Simples como deve ser, sem afetação de garçons ou requintes à mesa.

No balcão, estão alguns dos 24 tipos de tapas (pequenas porções) e pintxos (petiscos sobre fatias de pão), e há ainda mais 17 opções de porções coletivas (com preço justo), trazidas por garçons descontraídos como o espaço.

Os preços dos petiscos individuais variam de R$ 3 a R$ 5. Do simples pão com tomate ralado e presunto cru (R$ 3), ao polvo cozido e salteado com páprica (R$ 5) – um pouco passado do ponto, mas bem condimentado.
Entre as porções, há batatas bravas (R$ 9), com variações de ardor: do picante moderado às ‘diabólicas’, de fazer soluçar até os mais corajosos.

Para beber, a casa tem 36 rótulos de vinhos e 34 de cervejas, como as Estrela Damm ‘Inedit’ (R$ 39, 90) e ‘Daura’ (R$ 15,90), ou as clássicas La Trappe Blond (R$ 39,90) e Duvel (R$ 26,90); além de chopes especiais, como o Bamberg Weizen (R$ 5,80) e o Leuven Vit Beer (R$ 5,80). Daniel Telles Marques

ONDE: R. Augusta, 1.415, Consolação, 3141-1956. QUANDO: 17h30/1h (17h30/3h 6ª e sáb.). QUANTO: Cc.: todos.

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15.março.2012 18:16:32

Hit Parede

por Renan Dissenha Fagundes

Ana Reczek/Div.

VÃO LIVRE | a parede do prédio vira tela e o macarrão caseiro substitui a pipoca

É como ir ver um filme na casa de um amigo. E não ser amigo da maior parte das pessoas. Mas poder ser. Um dos principais atrativos do CineCentro é o clima antes da sessão começar: cigarros, cerveja barata (R$ 3, a lata de Conti), um terraço na esquina das ruas Major Sertório e Rêgo de Freitas e pessoas sentadas no chão, conversando com outros ex-estranhos.

Criado há pouco mais de um mês pelos italianos Francesco Losurdo, Filippo Ricci, Luigi Testa e Aldo Barbieri, o CineCentro é uma mistura de cinema e festa em casa, aos domingos, com pasta feita pelos anfitriões (R$ 5, o prato) e um filme cult projetado em uma parede, com os prédios do centro de São Paulo ao redor. Tudo isso em uma atmosfera informal, que incentiva conversas com os outros frequentadores.

O evento já teve quatro edições. Nas duas primeiras, foram exibidos os filmes ‘Sobre Café e Cigarros’ e ‘Dead Man’, ambos do americano Jim Jarmusch. O Divirta-se esteve presente nos últimos dois domingos.

Na terceira edição, o filme programado era ‘Ghost Dog’, também de Jarmusch, que terminaria o primeiro ‘tema’ do CineCentro, dedicado ao diretor independente. Mas por conta de um problema no DVD, a escolha foi transferida para o público: ‘Taxi Driver’, de Martin Scorsese, ou ‘Blade Runner’, de Ridley Scott? Ganhou o primeiro, que recebeu também o nosso voto.

O problema maior do CineCentro, para o público, são as chuvas do verão paulistano. Não que elas estraguem de todo a noite: no domingo passado (11), quando ‘Ghost Dog’ pôde então ser visto, acompanhamos o evento em sua versão interna, entre quatro paredes.

Mas o próximo passo para os organizadores, à medida que o número de frequentadores cresça, é encontrar um novo lugar para fazer o evento (o atual é a casa deles), sem deixar que isso mude a cara do CineCentro: eles querem um lugar, claro, no centro, com mais espaço, e que permita o mesmo clima de descontração.

MAIS: on.fb.me/cinecentro

Fotos: MANOEL NEVES

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