“A Companhia do Metrô esclarece que está realizando  obras para revitalização  do canteiro central da Avenida Cruzeiro do Sul, embaixo da via elevada da Linha 1-Azul do Metrô (Jabaquara-Tucuruvi), nas imediações do Shopping D e cruzamento com a Avenida Zaki Narchi. A iniciativa – que não afetará os grafites realizados nos pilares do elevado – envolve melhorias na iluminação do local e instalação de gradis, por solicitação de moradores e comerciantes da região. As obras visam garantir a segurança na circulação dos trens do Metrô.”

(Assessoria de imprensa do Metrô)

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Trecho do comunicado enviado pela Coordenadoria de Ação Cultural do Metrô sobre as obras no MAAU, ao qual tivemos acesso:

(…) “a Presidência do Metrô recebeu um OFICIO da PMSP (Obras) explicando-nos da necessidade de CERCAR com GRADE determinados trechos nos entornos da Av. Cruzeiro do Sul – coincidindo com vários dos pilares que receberam intervenção artística em técnica de grafite, feitas por vocês e equipe em Setembro de 2011 e com anuência da Secretaria municipal da Cultura e Metrô.

Ao que nos foi informado, prepondera na decisão da PMSP a questão da segurança, além da presença de moradores em situação de rua – ambos aspectos alvos de críticas e solicitações da população local.

Em vista disto, nos foi solicitado pela mesma este fechamento parcial através de inserção de gradio vasado (sic) (a ser fornecido pelo METRÔ) e implementado através de obra civil pela mesma PMSP – num regime de entendimentos pleno sobre os problemas de segurança em questão.

A obra será executada pela PMSP em breve e por isso a nossa preocupação em informa-los antecipadamente sobre o fato, pois, ao que parece, há ainda a possibilidade real da mesma PMSP ter de REPINTAR algumas das pilastras que receberam os vossos trabalhos, segundo nos foi informado preliminarmente hoje.

Como já exposto e firmado, na eventual hipótese disto ocorrer e diante dos termos estabelecidos com vocês, o Metrô – enquanto um dos parceiros apoiadores da ação-grafite, solicitada pelo então Secretário Andrea Matarazzo – se isenta de quaisquer ônus materiais ou de imagem que possam ser gerados a partir desta obra civil planejada pela PMSP ou de outra determinação similar.” (…)

* PMSP: Prefeitura Municipal de São Paulo

 

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27.setembro.2012 22:28:44

Atrás das grades

por Marina Vaz

Pinturas do Museu Aberto de Arte Urbana, na Av. Cruzeiro do Sul, estão sendo cercadas por muretas e grades; Metrô assume autoria da obra e afirma que ela não ‘afetará’ os murais feitos pelos artistas

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CANTEIRO DE OBRAS | Painel pintado por Boleta (à esq.) é um dos afetados

 

Seu início foi turbulento: a ideia de criá-lo surgiu após um grupo de onze grafiteiros ser preso por colorir as pilastras do metrô, ao longo da Av. Cruzeiro do Sul, em abril de 2011. Seis meses depois, evoluiu para um projeto que envolveu dezenas de artistas ­­– entre novatos moradores da zona norte e veteranos consagrados – e que contou com o apoio do Metrô, da secretaria estadual de cultura (na época, representada por Andrea Matarazzo) e da Prefeitura.

Agora, o Museu Aberto de Arte Urbana (MAAU) ­– que engloba os 68 painéis pintados nas pilastras entre as estações Santana e Tietê-Portuguesa – ganha mais um capítulo em sua história. Infelizmente, não tão bom.

Uma obra, já em andamento, prevê a construção de muretas e grades que vão isolar do público 15 pilastras, e interferir na visualização de 30 painéis do MAAU. Nesse trecho, estão obras assinadas por nomes como Zezão, Chivitz, Minhau, Binho Ribeiro e Nove.

Na última quarta-feira (26/9), o Divirta-se visitou o MAAU e os pedreiros que trabalhavam no local afirmaram à reportagem que estavam prestando serviço para Prefeitura.

Um comunicado da Coordenadoria de Ação Cultural do Metrô, ao qual tivemos acesso (clique aqui para ler o texto), também atribui a responsabilidade sobre a execução da obra ao poder municipal e explica que o Metrô apenas forneceria as grades a serem instaladas. Nesta mesma mensagem, há um alerta sobre “a possibilidade real (…) de repintar algumas das pilastras” em que estão os trabalhos dos artistas.

Entretanto, a Prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa, negou ser a responsável pelas obras e atribuiu sua autoria ao Metrô.

Em nota, o Metrô confirmou a realização das obras, que teriam como objetivo “garantir a segurança na circulação dos trens”, e afirmou que a iniciativa “não afetará os grafites realizados nos pilares do elevado”  (clique aqui para ler a nota na íntegra).

A secretaria estadual de cultura também garantiu, por meio de sua assessoria, que nenhum dos painéis dos artistas será apagado.

Assim se espera. Isolar com grades um museu de arte pública está longe de ser um cenário ideal. Mas ver parte de seus belos trabalhos cobertos por tinta cinza seria um fim triste demais para uma história que está apenas começando. Marina Vaz

 

LEIA MAIS | Em outubro de 2011, acompanhamos a pintura dos murais do MAAU.
Clique na imagem abaixo para ler a reportagem:

 miniatura_inauguracaoMAAU.JPG 

 

LEIA MAIS | O projeto já tinha sido antecipado pelo Divirta-se em maio de 2011, em matéria de capa sobre jovens grafiteiros. Clique nas imagens abaixo para abrir cada página: 

 miniautura_grafite1_OPCAO15PORCENTO.JPG     miniautura_grafite2.JPG     miniautura_grafite3.JPG   miniautura_grafite4.JPG 
  miniautura_grafite5.JPG   miniautura_grafite6.JPG   miniautura_grafite7.JPG

 

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27.setembro.2012 19:13:59

Singular

por Marina Vaz

Pinacoteca do Estado/Div.
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Oswaldo Goeldi (1895-1961) se dedicou à gravura por inteiro. Sentia o mesmo prazer em talhar suas matrizes em madeira e em transpor esse trabalho para o papel. Por isso, fazia intervenções a cada impressão, gerando obras diferentes a partir de uma mesma base. Quem conta é Carlos Martins, curador da mostra Goeldi na Coleção da Pinacoteca de São Paulo.

A exposição reúne 56 obras feitas pelo artista carioca entre 1924 e 1960 e que foram incorporadas ao acervo do museu desde os anos 70. Entre elas, está o último trabalho dele: uma série de dez xilogravuras feitas para ilustrar o livro ‘Mar Morto’, de Jorge Amado.
Em boa parte das obras, a cor é usada de forma não realista – o vermelho, por exemplo, pode colorir tanto um siri quanto um tubarão. “Essa cor remete a uma tensão psicológica, quebra a harmonia, e instiga o olhar para um questionamento sobre a construção da imagem”, explica Martins.

ONDE: Estação Pinacoteca. Lgo. Gal. Osório, 66, 3335-4990. QUANDO: 10h/18h (5ª, 10h/22h; fecha 2ª). Até 24/2. QUANTO: R$ 6 (5ª, 18h/22h, e sáb., grátis). 

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27.setembro.2012 17:31:03

Monocromática

por Fernada Araujo

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PINK| atriz retoma sua personagem, agora no teatro 

 

 

 

Extra, extra! Os segredos de Penélope serão, enfim, revelados. Por que a famosa jornalista do ‘Castelo Rá-Tim-Bum’ só usa rosa? Por que tem esse nome?
Como escolheu essa profissão? Em
Penélope, a Repórter Cor-de-rosa, que estreia amanhã no Teatro Alfa, a mocinha deixa de ser um chocante detalhe e vira a estrela de pelúcia de sua própria história.
“O Flávio (de Souza) fez um texto incluindo entrevistas com os personagens da série, mas ficava caro. Então optamos por revelar sua identidade”, brinca a atriz Ângela Dip, que convidou a veterana Carla Candiotto para a direção.
Há também uma brincadeira com os termos usados na TV, como a gelatina da luz, “que não é de comer, é modo de dizer” e a arara do camarim “que não é uma ave, é modo de dizer”. Nessa linha, contribui para a comédia a relação com o seu contrarregra, que encarna os papéis de câmera, marido, maquiador, camareiro…
‘Penélope ao Vivo e em Cores’, título do programa, tem na verdade uma única cor, representada por uma paleta de tons e texturas para loja de artesanato nenhuma botar defeito.

 

ONDE: Teatro Alfa. Sala B (200 lug.). R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, S. Amaro, 5693-4000.
QUANDO: sáb. e dom., 16h.
QUANTO: R$ 30. Até 25/11. 

50 min. A partir de 3 anos. 

 

 

 

 

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27.setembro.2012 17:08:30

Incansável verdade

por Redação Divirta-se

JB NETO/AE

A elogiada turnê ‘Verdade Uma Ilusão’, de Marisa Monte, volta à cidade. Com três músicos da Nação Zumbi – Pupillo, Lúcio Maia e Dengue –, ela promove ‘O Que Você Quer Saber de Verdade’ e resgata sucessos.

ONDE: HSBC Brasil (1.800 lug.). R. Bragança Paulista, 1281, Chácara Santo Antônio, 4003-1212.  QUANDO: 6ª (28) e sáb. (29), 22h; dom. (30), 20h. QUANTO: R$ 60/R$ 300. Cc.: todos. Cd.: todos.

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27.setembro.2012 17:06:53

O sol na cabeça

por Guilherme Conte

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O grupo mineiro Ponto de Partida faz duas apresentações de Ser Minas Tão Gerais, espetáculo criado há dez anos para homenagear Carlos Drummond de Andrade. O cantor e compositor Milton Nascimento faz uma participação especial, lendo poemas e interpretando algumas de suas músicas.

Teatro Alfa. R. Bento B. de Andrade Filho, 722, S. Amaro, 5693-4000. Sáb. (29), 21h; dom. (30), 18h. R$ 40/R$ 60.

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27.setembro.2012 17:04:45

Guardião das salas

por Carolina Arantes

divulgação
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A Vida Útil, do uruguaio Federico Veiroj, tem o feliz subtítulo ‘um conto de cinema’. Em preto e branco e no formato quadrado (do começo do cinema falado), o filme acompanha alguns dias na vida de Jorge, funcionário há 25 anos da Cinemateca uruguaia. Sonhador, o personagem, que resume o cinema autoral, ou, mais especificamente, a própria cultura cinematográfica, adapta-se aos tempos modernos sem perder a ternura.

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27.setembro.2012 17:02:31

Eles são da Suécia

por Redação Divirta-se

Em 2006, eles causaram burburinho com a assobiável e inocente ‘We’re From Barcelona’. Mas a banda suecaI’m From Barcelona ficou mais conhecida mesmo por ter 27 integrantes em sua formação. A poeira baixou, mas eles continuaram investindo no indie pop em outros três discos, que mostram hoje (28) no Cine Metrópole. O show também deve ter algumas inéditas, como adiantou o líder e compositor Emanuel Lundgren.Taís Toti

Qual é a expectativa para a primeira vez de vocês no Brasil?

Eu venho trocando e-mails com fãs há uns cinco ou seis anos, então nós estamos muito felizes de ir para São Paulo. Não sei o que esperar, tomara que seja algo que eu possa contar para os meus netos.

O setlist será baseado no disco mais recente, ‘Forever Today’? 

Vamos tocar muitas de ‘Forever Today’, mas, no palco, tentamos misturar músicas de todos os álbuns, talvez até algumas músicas novas.

Vocês estão compondo agora?

Sim, estamos procurando as músicas certas para fazer um álbum. Não sei quando ficará pronto, mas estamos trabalhando.

Como foi gravar ‘Forever Today’ ao vivo?

Eu queria gravar desta maneira por um longo tempo. No primeiro álbum tivemos que usar nosso próprio equipamento, então era impossível ter tantos canais para gravar tudo ao vivo. Mas desta vez conseguimos ir ao estúdio em Gotemburgo, na Suécia, e tínhamos o equipamento certo para fazer aquilo acontecer. Era divertido. Ficávamos no estúdio dia e noite, 20 pessoas. Fazíamos as refeições lá, era como um acampamento de verão. Era mais inteligente do que gravar a guitarra numa tarde, e a bateria em outra. É mais natural quando juntamos todo mundo, conseguimos a energia certa.

Você compõe todas as músicas sozinho?

Eu escrevo as músicas e faço umas demos. Uma ótima maneira de testar as músicas é mandar por e-mail as demos para as pessoas da banda e esperar pela reação delas.
É muita gente e elas escutam a todos os tipos de música, então se duas pessoas da banda que eu sei que tem gostos diferentes gostam da mesma música, é sempre uma coisa boa para mim. Se funciona na primeira tentativa, provavelmente é uma boa canção para nós. Tentamos colocar nossa personalidade nas músicas, claro, é uma nova maneira de mudar as músicas a partir da primeira ideia. Essa parte é sempre empolgante para mim.

Quantas pessoas integram o I’m From Barcelona agora?

Somos 27. Mas não é como uma banda normal, porque algumas pessoas têm filhos agora, e nem sempre podem entrar em turnê. Então temos outras pessoas ajudando, se o baterista não pode ir, por exemplo. O line up muda sempre, então dá trabalho ensaiar com pessoas diferentes toda hora. Mas, ao mesmo tempo, se são sempre as mesmas pessoas, vai chegar uma hora que não vamos ter mais o que falar. Então com pessoas novas sempre temos gente nova para conhecer.

Suas letras falam de coisas positivas ou rotineiras. Você faz música para que as pessoas se sintam mais felizes?

No começo era uma combinação de coisas. Eu sabia que não queria escrever canções de amor. Queria tentar outros assuntos além de “garoto encontra garota”. Mas também no ano em que começamos eu tinha acabado de me apaixonar, então era esse sentimento de estar apaixonado, e como ele soa, que fazia com que os assuntos não fossem só sobre amor. O sentimento é esse, mas as letras são sobre coisas da vida.

Você considera ‘Who Killed Harry Houdini?’ o álbum mais obscuro do I’m From Barcelona?

Quando penso nesse álbum, acho que as pessoas acham que ele era mais obscuro do que realmente era. A capa é um pouco obscura, mas se vocês escuta o disco acho que tem algumas músicas com um tema mais obscuro, mas não acho que é um álbum dark, acho bem I’m From Barcelona. Tem umas músicas realmente para cima, como ‘Mingus’. Tem muito mais música por aí que é 100% mais obscura. Talvez devêssemos ter colocado outra capa. Eu gosto desse álbum, estou satisfeito com ele. É um álbum muito pessoal para mim. De repente meu hobby, meu projeto de verão explodiu e virou minha vida inteira. Acho que estava tentando lidar com isso de alguma maneira nas músicas, com minha confusão. Aprendi muito com isso. As pessoas olhavam para a capa do álbum e deixavam aquilo mudar a maneira como elas ouviam a música. Isso foi muito interessante para mim porque também sou designer gráfico e achei que foi muito inspirador também. A capa do álbum também é muito importante.

Você trocava e-mails com brasileiros, já sabe como pretende passar seu tempo no país? Recebeu alguma dica?

Vamos ficar só dois dias. Quando vou tocar em algum lugar, não gosto de fazer muitos planos, porque senão ficaria frustrado, já que o tempo é curto. Estamos indo do outro lado do mundo para fazer apenas um show. Espero poder voltar e fazer uma turnê de verdade. Espero que abra as portas.

ONDE: Cine Metrópole (2.500 lug.). Av. São Luís, 187, metrô República, 2134-0432. QUANDO: 6ª (28), 22h. QUANTO: R$ 80/R$ 160.

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27.setembro.2012 16:59:40

Mãe Rússia

por Guilherme Conte

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A Mundana Companhia, formada por atores oriundos de diversos grupos paulistanos, marcou época com a brilhante adaptação de ‘O Idiota’, de Fiódor Dostoievski, dirigida por Cibele Forjaz (em cartaz entre 2008 e 2012). O foco do novo trabalho do grupo, que estreia amanhã (29) no Sesc Pompeia, continua na literatura russa. Pais e Filhos é uma adaptação do romance homônimo de Ivan Turguêniev (1818-1883). Publicado em 1862, acompanha a espiral de desencanto e ceticismo que se abate sobre Bazárov (Sergio Siviero), um jovem médico que se lança em uma viagem pelo interior da Rússia acompanhado do fiel amigo Arkád (Silvio Restiffe).

Para dirigir este trabalho, a mundana convidou o russo Adolf Shapiro, que construiu sólida reputação sobretudo por seu trabalho de décadas à frente do Teatro Jovem da Letônia. Que o espetáculo merece altas expectativas, disso não há dúvida…

Sesc Pompeia. Teatro (500 lug.). R. Clélia, 93, 3871-7700. 160 min. 14 anos.  6ª e sáb., 21h; dom., 19h. R$ 20. Até 11/11.

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