ir para o conteúdo
27.abril.2012 15:53:45

CORREÇÃO – Os Melhores do Mundo

por Carolina Arantes

Diferentemente do que foi publicado no Divirta-se desta semana, a apresentação da Cia. de Comédia Melhores do Mundo, no Credicard Hall, é na terça (1/5) e não hoje (27/4). Abaixo, o mesmo texto, mas agora com o serviço correto.

O grupo Os Melhores do Mundo faz uma apresentação única do espetáculo ‘Hermanoteu na Terra de Godah’. A peça usa referências bíblicas para contar a história de Hermanoteu, um hebreu que precisa guiar seu povo a uma terra prometida. 12 anos.
Credicard Hall. Av. das Nações Unidas, 17.955, S. Amaro, 4003-5588. 3ª (1/5), 21h30. R$ 60/R$ 150.

 

Tags: , ,

Sem Comentários | comente

26.abril.2012 19:26:09

Pin-ups

por Camila Hessel

FAB FOUR | Roger, John, Nick e Simon (à esq.), na estrada há 32 anos

No auge aos trinta anos de carreira, o Duran Duran volta à cidade com seus muitos hits e uma só promessa: nesta 4ª (2), todo mundo vai dançar

Modelos só de lingerie dormem abraçadas umas às outras em uma enorme suíte do hotel Savoy, em Londres. Há taças de champanhe espalhadas pelo chão. Uma delas acorda e escancara as cortinas. É Naomi Campbell. Só que não. Ali, naquele clipe de nove minutos e meio, ela é Simon Le Bon, o líder do Duran Duran. ‘Girl Panic’, vídeo lançado em novembro passado, sintetiza bem o atual momento da banda inglesa, criada no fim dos anos 70 e que, desde 1980, tem Simon nos vocais e John Taylor no baixo. Com ‘All You Need is Now’, disco que retoma a sonoridade e os elementos que garantiram fama ao grupo no início da carreira, o Duran Duran reconquista os fãs – e volta a São Paulo na quarta (2), para um único show, com ingressos esgotados.

Seus dois últimos discos são muito diferentes. Como os fãs receberam o novo trabalho? A reação está sendo impressionante, maravilhosa. ‘All You Need is Now’ teve uma acolhida enorme por parte dos fãs. Uma acolhida muito maior que a do disco anterior. E o bacana é que, em primeiro lugar, foram eles, os nossos fãs, que nos levaram a ele. A gente não teria feito este disco assim se não fossem eles.

É o primeiro trabalho com o novo produtor, Mark Ronson. Como foi trabalhar com ele? Mark é fã da banda desde criança. Eu lembro de encontrá-lo na rua, em Nova York, em 1900 e… oitenta e pouco. Ele tinha uns 10 anos, estava com a mãe e o padrasto (Mick Jones, da banda Foreigner) e veio todo tímido, pedir um autógrafo. Então, quando fui trabalhar com ele, já sabia que era um fã. Na verdade, nós ouvimos uns mash-ups que ele fez com alguns de nossos trabalhos e nos perguntamos: ‘não seria incrível trabalhar com um cara como esse? Ele realmente ama o som original do Duran Duran’… E foi assim que tudo começou.

O que vocês fizeram para garantir que essa retomada da essência da banda não soasse datada? Mark colocou uma condição para trabalharmos juntos: a de retomar o som da banda pela qual ele havia se apaixonado nos anos 80. Mas o Mark é um músico moderno, que tem sons, técnicas e instrumentos modernos. Ele nos fez ouvir bandas como The Cardinals, The Killers, Franz Ferdinand. Para ele, elas soavam como nós. E foram referências importantes para que reconquistássemos o nosso território sem fazer um disco retrô.

E aí veio ‘Girl Panic’. Trinta anos depois, vocês ainda são pin-ups… Pensar assim é muito lisonjeiro (risos). Mas tenho certeza de que Naomi (Campbell), Cindy (Crawford), Helena (Christensen) e Eva (Herzigova) fizeram um trabalho muito melhor do que a gente jamais conseguiria. No fundo, acreditamos que, em uma vida paralela, elas seriam a cara do Duran Duran.

Vocês fizeram muitas parcerias no último ano. Fale sobre elas. A gente tem a sorte de um projeto meio que puxar o outro. Trabalhamos com David Lynch, com o Arcade Fire, tivemos duas músicas num episódio de Glee… E estamos sempre abertos a novas ideias, nos divertimos com elas.

E o que podemos esperar para este novo show? Nosso melhor. Shows no Brasil entram para nossas vidas como momentos incríveis, sempre.

ONDE: Credicard Hall (7.504 lug.). Av. das Nações Unidas, 17.981, S.Amaro, 2846-6010. QUANDO: 4a. (2), 21h30. QUANTO: R$ 55/R$ 500 (ingressos esgotados). Cc.: todos. Cd.: todos.

Tags: , , , , ,

Sem Comentários | comente

26.abril.2012 19:23:53

Já pra rua!

por Guilherme Conte

João Caldas/Div.
gracas_600.jpeg
NO PAPO| um conversa com Daniela Schiniti, atriz da Cia. das Graças

É no alto de um ônibus-palco, no Parque da Luz, que Olivia, Cesário e os demais personagens da trama de ‘Noite de Reis’ bradam os versos de William Shakespeare. É mais um domingo na mostra As Graças Circular Teatro – Do Parque da Luz Para o Mundo, que começou em 15/4 e se estende até o dia 6 de agosto. Conversamos com a atriz Daniela Schitini, que, ao lado de Eliana Bolanho, Juliana Gontijo e Vera Abbud, gosta mesmo é de levar o teatro para onde o povo está. Conheça As Graças, desde 1997 na estrada – literalmente.

Conte um pouco sobre o começo. Como nasceram As Graças? Somos um grupo de quatro atrizes que nasceu de uma paixão pela palavra, pela dramaturgia. Nossos primeiros trabalhos eram ligados à literatura, encenamos Adélia Prado, José Paulo Paes, Manuel Bandeira… Depois partimos para o universo infantil, teatro de bonecos, fizemos muita coisa. Foi quando seguimos para o nordeste, em uma viagem que levou o teatro até pessoas que não têm acesso. Foi quando ‘ouvimos o chamado’ da rua, a necessidade de sair para o mundo… Para fazer isso: levar peças até um público que não vai ao teatro.

E essa mostra resgata momentos diferentes desse trajeto, certo? Sim. Estamos em cartaz agora com ‘Noite de Reis’, uma comédia de Shakespeare que foi criada já para ser encenada no ônibus. É muito gostoso ver como ela chega às pessoas, como há uma troca, as pessoas vêm comentar, opinam, participam. Também estamos fazendo o ‘Canto a Canto’, que são pequenas intervenções teatrais a partir de poemas. Apresentamos para pequenos grupos, quem está por lá. Às vezes, fazemos para uma pessoa só. É a chance de ouvir um pouco mais o que as pessoas querem dizer para nós. E é justamente dessas histórias recolhidas no parque que vai nascer nosso próximo espetáculo, que será dirigido pelo André Carrera (ele dá uma palestra sobre teatro de rua neste domingo, 29, no Museu da Língua Portuguesa).

E este contato mais direto com o público subverte a relação usual que as pessoas têm com o teatro… É justamente essa a nossa busca. O teatro em geral acabou ficando distante das pessoas. Às vezes é complicado para ir, ou é muito caro, não há estímulo, cria-se um ar de que é ‘difícil’. E aí é muito divertido quando chegamos com o nosso ônibus, as pessoas, param, ‘nossa, o que é isso?’. Acabam se criando laços, gente que nos acompanha ao longo dos diferentes espetáculos. E o olhar do público é muito importante para nós. É parte fundamental dessa trajetória.

Alguma história marcante? Ah… (pensativa) Lá no Parque da Luz mesmo, uma vez, um grupo de prostitutas que está sempre por lá veio falar com a gente. Elas vinham todo dia ver o mesmo espetáculo (‘Nas Rodas do Coração’, que reestreia em agosto). Até que nesse dia elas falaram: “A gente gosta muito desses espetáculos que têm casamento, são lindos! Vocês têm que fazer mais deles!” E isso é muito lindo. Você mexe com o sonho das pessoas, um romantismo, memórias muito caras a todos nós.

ONDE: Pq. da Luz. Pça. da Luz, s/nº, metrô Luz, 3227- 3545. QUANDO: Sáb. (28), 11h; dom. (29), 11h e 15h ‘Canto a Canto’. QUANTO: Grátis. Até 6/8.

Sem Comentários | comente

26.abril.2012 19:13:10

Sinfonia de Noé

por Fernanda Araujo

pia.jpg

 

Em uma manhã, de chinelo e gorro, um servo divino emerge do leito com uma tarefa: salvar os bichos do dilúvio. A missão é dada ao atrapalhado protagonista de Carnaval do seu Noé – episódio inédito da série Aprendiz de Maestro, amanhã (28), 11h, na Sala São Paulo. E como convencer a bicharada a entrar na arca? A resposta começa com a música ‘Carnaval dos Animais’, de Camille Saint-Saëns, que ‘fala’ com os bichos por meio de instrumentos musicais. E as adaptações não terminam aí. Na folguinha dos ótimos João Maurício Galindo e Operilda, entram em cena os bonecões infláveis da Cia. Pia Fraus, sob a batuta de Luís Fidelis, e o impagável Raul Barreto, como Noé. Com certa experiência em música, o parlapatão, que fez ‘Os Reis do Riso’, com a Banda Sinfônica, promete arrancar gargalhadas sem tocar nenhum instrumento: “Noé vai poupar o público”, adverte o moderno ancião.

 

ONDE:Sala São Paulo. Pça. Julio Prestes, 16, Centro, 3367-9500, metrô Luz.
QUANDO:amanhã (28), 11h.
QUANTO:R$ 50/R$ 60 (sem meia entrada).
Rec. da produção e do Divirta-se: a partir de 3 anos. 60 minutos.

 

 

Tags: , , , , ,

Sem Comentários | comente

26.abril.2012 19:05:01

Sabor Regrado

por Daniel Telles Marques

JF Diorio/AE
pinati_600.jpeg
FAMILIAR| as poucas mesas são disputadas no almoço e à tarde

Que se faça a distinção: dogmas são para cozinheiros, não para a comida. E na Pinati, lanchonete kosher aberta há quase um ano, todos os pratos seguem à risca os livros sagrados do judaísmo. Ali, o seu paladar não precisa ser religioso, ainda que você siga o kashrut– carne (nada de suínos por lá) e laticínios não se misturam, os ingredientes são supervisionados por um rabino, e mesmo os talheres entre os pedidos devem ser trocados. O que realmente importa é que os preceitos judaicos produzem quitutes saborosos (e fartos).

Bentzi Berlovich recebe os pedidos na pequena cozinha, direto do caixa, onde os clientes são atendidos por sua mulher, Berta, ou seu filho, Alon. A comida não demora para chegar às mesas, que são poucas e disputadas no almoço e no fim da tarde, quase como num fast-food. Se estiver em dúvida, peça conselhos: todos são generosos. Entre as opções, há sanduíches típicos israelenses, como o ‘Sabich’ (R$ 16), montado no pão pita recheado com fatias de berinjelas grelhadas, ovo cozido, salada e molho ‘Amba’ (de manga e especiarias). Há também o ‘Shawarma’ (R$ 20), feito no pão lafa, com frango fatiado, salada e um molho tahine carregado no alho.

A carne bovina, normalmente amarga devido à salga que drena o sangue do animal, vem bem temperada – em tiras, no sanduíche (R$ 23), ou misturada à carne de cordeiro, no hambúrguer (R$ 14/ R$ 24). Há também lanches com ‘Vursht’ (R$ 18), um salame judaico.
Superados os sanduíches – por fome ou audácia –, encare a porção de falafel, no pão (R$ 18) ou no prato (R$ 12,60/ R$ 18,50).
E, claro, não esqueça os doces: aproveite uma ‘Baclava’ (R$ 4,90), antes de entrar em jejum – por crença ou necessidade.

ONDE: Al. Barros, 782, Higienópolis, 3668-5424. QUANDO: 12h/22h (12h/15h, 6ª; fecha sáb.). QUANTO: Cd.: todos.

Tags: , , , ,

Sem Comentários | comente

26.abril.2012 18:57:43

Vigor artístico

por Marina Vaz

 Amilcar_de_Castro__Sem_t__tulo__Acr__lica_sobre_tela__80_x_120_cm.jpg
LADO | Além das esculturas, há telas de Amilcar

A partir da década de 60, Amilcar de Castro (1920-2002) decidiu abandonar a solda e passou a usar outra técnica em suas esculturas em aço: cortava e, depois de aquecê-lo, dobrava o material.

Na mostra que a Galeria Marilia Razuk abre hoje (27) estão 140 dessas peças, decisivas para a carreira do artista, que integrou o movimento neoconcreto.

A mostra, que comemora os 20 anos da galeria, também inclui 13 pinturas e mais sete esculturas inéditas na cidade. As telas revelam seu desenho de origem gráfica, em boa parte influenciado por sua atuação na imprensa, a partir de 1953.

Todas as obras vieram do Instituto Amilcar de Castro, que fica em Nova Lima (MG).

ONDE: Galeria Marília Razuk. R. Jerônimo da Veiga, 131B, Itaim Bibi, 3079-0853. QUANDO: 10h30/19h (sáb., 11h/15h; fecha dom.). Até 9/6. QUANTO: Grátis.

Tags: , , ,

Sem Comentários | comente

26.abril.2012 18:56:07

As lições de Pina

por Carolina Arantes

divulgação
sonhos_600.jpeg

Na esteira do lançamento celebrado de ‘Pina’, o documentário em 3D de Wim Wenders que encena algumas das principais coreografias da alemã Pina Bausch (1940-2009), estreia Sonhos em Movimento, documentário de Rainer Hoffmann e Anne Linsel que acompanha um dos últimos projetos da coreógrafa alemã, concluído pouco antes de sua morte (veja o trailer). Durante um ano, e auxiliada por sua inabalável diretora de ensaio, Josephine Ann Endicott, Pina treinou adolescentes de 14 a 18 anos, sem experiência alguma de palco ou de dança, para o seu aclamado espetáculo ‘Kontakthof’. Apesar da estrutura bastante convencional, o filme vale por seu objeto primoroso. É gratificante acompanhar a evolução dos jovens tanto quanto à expressão corporal quanto à maturidade – e atestar, uma vez mais, o espírito inquieto de Pina.

Tags: , , , , ,

Sem Comentários | comente

26.abril.2012 18:50:19

Tranquilo e sozinho

por Douglas Vieira

divulgação
noel_600.jpeg
O DONO|
após anos de brigas com Liam, Noel está só

Noel Gallagherparecia estar ansioso pelo fim do Oasis. E tão logo a banda acabou ele passou a se dedicar às composições de seu disco solo, ‘Noel Gallagher’s High Flying Birds’. O álbum, lançado em 2011, é a base do repertório que ele apresenta quarta (2/5), no Espaço das Américas.

Se os discos com sua antiga banda já não emocionavam nem público nem crítica, sua estreia solitária foi diferente. Os fãs aprovaram e colocaram o disco no topo das paradas britânicas.

As músicas, claro, lembram Oasis – até porque Noel era o responsável pelas composições do grupo. Mas as faixas também têm forte influência de seu grande guru musical, Paul Weller – que começou a carreira nos anos 70, como líder do The Jam.

ONDE: Espaço das Américas. R. Tagipuru, 795, Barra Funda, 3864-5566. QUANDO: 4ª (2/5), 22h (abertura dos portões: 19h30). QUANTO: R$ 180/R$ 340.

Tags: , , , , , , ,

Sem Comentários | comente

26.abril.2012 18:37:32

Balada mista

por Daniel Telles Marques

Felipe Rau/AE
laje_600.jpeg
CARÃO| o balcão do bar tem vista para o lounge

Era esperado que o Laje Club se transformasse em baladinha. E foi rápido: uma semana depois da abertura. Mas não foi por pressa não. A casa nasceu assim, misto de bar e noitada, com vocação latente a deixar ver, ser visto, mas também capaz de abrigar conversas longas regadas a petiscos e bebidas.

O cardápio agrada dos dois jeitos. Nele, há sanduíches (como o de salmão defumado, R$ 26), mini-hambúrgueres com cinco tipos de queijos (R$ 28,90), pizza em pedaço (R$ 9,80), e outros beliscos para se comer em pé – com um drinque numa mão e o petisco na outra. Na carta de drinques, há clássicos como o ‘Negroni’ (R$ 25) e o ‘Mojito’ (R$ 25), além de coquetéis contemporâneos, como o ‘Apple Martini’ (R$ 25) e o ‘Laje Pitaia’ (R$ 28) – uma mistura suave preparada com a fruta que a batiza, vodca, Cointreau e borda polvilhada de açúcar mascavo.

Dividida em três ambientes, a casa tem uma laje para fumantes com poltronas; uma pista de dança que convive com poucas mesas e um lounge próximo ao balcão. Se cansou da balada, desça: na calçada está o reduto boêmio do bar. Lá se fica mais a vontade para pedir uma cerveja e uma porção de amendoim.

ONDE: R. Harmonia, 354, V. Madalena, 3031-0611. QUANDO: 21h/últ. cliente (fecha dom., 2ª e 3ª). QUANTO: R$ 30/R$ 60 (consumíveis). Cc: M e V.

Tags: , , ,

Sem Comentários | comente

26.abril.2012 17:48:52

Glocal

por Carolina Arantes

divulgação
girimunho_600.jpeg
HíBRIDO| realidade e ficção se mesclam no primeiro longa de dupla mineira

Girimunho é redemoinho, em ‘mineirês’. O fenômeno é dado a metáforas e dá título ao existencialista primeiro longa da dupla mineira Helvécio Marins e Clarissa Campolina.

O filme acompanha o dia a dia de duas senhorinhas, Bastú e Maria, em São Romão, um vilarejo no sertão de Minas Gerais. Respeitando o ritmo de suas vidas, e o incorporando, apresenta as cenas em planos fixos e bastante longos. Imagens das mulheres em atividades cotidianas – cozinhando, discutindo com os netos, ouvindo música – são intercaladas a imagens da paisagem à volta – os rios, as matas em que trabalhadores descansam, as luzes da cidade à noite.

O ritmo, desacelerado, celebra a grandiosidade de um cotidiano que, à vista distraída ou destreinada, parece prosaico, e até vazio.
Tão metafísica quanto naturalista, em ‘Girimunho’, a imagem de um redemoinho tanto representa a persistência da vida, com seus ciclos, como celebra a plenitude da natureza. “A gente não começa nem acaba. A gente não é velho e nem novo. A gente vive”, diz Bastú.

Dirigindo-se a nós, espectadores, ou conversado com seus pares, as mulheres incitam questões como a passagem do tempo e a morte. Suas experiências, apesar de particulares, porque carregadas de regionalismo, são ainda universais. Não à toa, ao apresentar o filme, os diretores citam Guimarães Rosa.

Em um episódio, Bastú conta que virou peixe. “Os dois dourado era tão dourado que matou a luz do sol.” Os diretores, cujo primeiro longa lembra obras do filipino Brillante Mendoza e do tailandês Apichatpong Weerasethakul, pertencem a uma cena recente do cinema brasileiro adepta da ficção calcada no documental (ou de uma realidade ampliada) – da qual faz parte também Felipe Bragança, co-diretor de ‘A Alegria’, que assina o roteiro. Assim, as personagens, ainda que reais, interpretam a si mesmas. Diante das câmeras, surge a possibilidade de uma nova narrativa para suas vidas. Na qual cabe, inclusive, espaço para o mistério, o sobrenatural.

Tags: , , , ,

Sem Comentários | comente

 

Arquivos

Todos os Blogs